Stranded (Náufragos) Maria Lidon (2002) Espanha

Ora então cá vamos nós…as aventuras do Jaquim e da Maria em Marte.
Sim, porque os Portugueses também já chegaram ao planeta vermelho.
Não. Infelizmente este não é um filme Português.
Mas anda lá perto, pois vamos agora falar de uma excelente obra de ficção científica Espanhola.
Tenham paciência com o tamanho do texto pois há muito para dizer, especialmente face á má reputação que o filme parece ter junto de algum público mais adepto das pipocas.
E como aposto que poucos de vocês conhecem o filme, acho que gostarão de saber um pouco mais sobre ele, sem spoilers de maior.
Despenhemo-nos então em Marte e bem-vindos a ["Stranded"].

Por onde começar…bem se fizerem uma busca pelo Imdb,  vão reparar que não é de forma alguma um filme consensual. É um autêntico saco de pancada no que respeita a criticas de alguns utilizadores enquanto outros lhe dão nota máxima.
Eu incluo-me no segundo grupo e passo a explicar porquê.
Depois de acabar de ver o dvd, pergunto-me se terei algum grave problema psicológico alucinatório, pois das duas uma, ou sou eu que estou maluco ou então quem classificou isto com nota negativa não viu definitivamente o mesmo filme que eu vi.
Por outro lado, se lerem a maioria dessas criticas do Imdb, vão perceber que muitos ficaram um bocado chateados, porque o filme não tinha tiros, perseguições ou maus e por isso resolveram atacar tudo o resto e daí as apreciações negativas.
Nada podia ser mais injusto.

Na minha opinião para começar o filme teve logo uma coisa excelente pois é tudo o que o “Mission to Mars” e o “Red Planet” não conseguiram ser mesmo tendo quilos de efeitos especiais modernaços em cima.
Tudo o que eu gostaria de ter visto nesses dois filmes encontrei agora nesta pequena produção Espanhola.
Em ["Stranded"], a emoção não está nos efeitos especiais e muito menos nas cenas de accção, mas sim na simplicidade de meios. Principalmente da maneira como esses poucos meios foram usados para recriar o melhor ambiente de Marte que vi até hoje em cinema.
Mas acima de tudo o que este filme tem de bom é que apesar das suas fragilidades, (já lá vamos), consegue uma coisa que para mim é fundamental existir neste tipo de filmes e raramente se encontra.
Consegue transportar o espectador para o seu interior e transmitir o fascínio daquilo que será explorar pela primeira vez um planeta desconhecido caminhando passo a passo sem sabermos o que poderá estar por detrás da próxima rocha.

O que este filme não têm de pirotécnia, tem de emoção na maneira como faz o espectador explorar o desconhecido junto com os astronautas.
Nada é explicado de antemão, não existem forças ocultas que espreitam os herois nem pontos de vista de Ets e a gente explora o planeta quase em tempo-real, descobrindo os mistérios um a um e desejando saber mais a cada minuto que passa á medida que as coisas vão acontecendo.
Uma coisa que contribui imenso para a atmosfera de ["Stranded"], é o facto de grande parte das cenas de exploração serem filmadas na primeira pessoa como se estivessemos dentro do capacete do astronauta ou a visionar uma cassete com filmagens difusas e misteriosas.
Esta pequena solução técnica ou artistica consegue criar mais ambiente e suspanse do que mil efeitos especiais.

Cada passo de um personagem neste filme transmite mais a sensação de fascinio do que todas as cenas de design dos grandes filmes de Hollywood presentes naqueles bem conhecidos blockbusters que mais parecem videogames do que cinema.
Em ["Stranded"], o design é o suficiente para nos fazer imaginar muito mais do que aquilo que vemos e isso faz com que acompanhemos o filme sempre a querer saber mais apesar do seu ritmo narrativo que nos transporta pela história sem pressa.

Em ["Stranded"], aconteceu-me estar sempre a olhar para o relógio do leitor de dvd, a contar os minutos que restavam, não por desejar que o filme acabasse depressa mas esperando que aquilo ainda durasse algum tempo e me mostrassem um bocadinho mais de exploração para ver o que acontecia a seguir.
Exactamente o tipo de sensação pela qual eu sempre gostei de ficção-cientifica e que anda actualmente tão ausente dos filmes do género nos tempos que correm.
Adorei voltar a encontrar um filme de ficção científica assim onde a magia está no desconhecido e não no que se vê a todo o instante no ecran.
Até porque, não se iludam. Filme de pequeno orçamento aqui, não é de maneira nenhuma sinónimo para cenários de cartão.
Aqui é definitivamente sinónimo de ambiente, até porque visualmente o filme está fantástico.
Nota menos boa para os CGI iniciais apenas, mas nem isso é algo trágico, pois essas sequências fazem parte do genérico inicial que na sua simplicidade para mim é das melhores aberturas de um filme de FC dos ultimos tempos, pelo seu ambiente e eficácia na maneira como faz logo avançar a história ao mesmo tempo que apresenta os personagens sem precisar sequer de diálogos.
Tudo com um ambiente que promete desde inicio aquele tom de mistério que depois felizmente encontramos ao longo do filme e portanto não desilude.
Aliás o ambiente do filme é tão bom que nem o facto da capa do dvd estragar por completo a “surpresa da história”, significa que ["Stranded"], deixe de ter interesse.
Na realidade faz-nos querer saber mais e mais e mais. O que é péssimo quando o filme acaba, apesar de acabar com uma imagem fascinante.

Não esperem um filme de aventuras, esperem um filme sobre “A” aventura de explorar um mundo novo pela primeira vez.
Não esperem herois á americana e muito menos esperem bons e maus.
Todos os conflitos entre os personagens são baseados no facto deles básicamente estarem á espera de morrer num planeta de onde não vão sair e não têm qualquer hipótese de serem salvos.
Aqui ninguém vai ser resgatado porque tem uma ideia genial. A missão a Marte torna-se num desastre e toda a história se baseia na maneira como cada personagem lida com o facto de que nunca mais voltará á Terra.
Não há cenas de luta, não há pistolas, não há gajos maus, não há traições, não há perseguições, não há Aliens a saltar do escuro, não há gajas nuas, não há explicações detalhadas sobre o que está a acontecer, não há cenas tipo Matrix, não há montagem tipo video-clip, não há musiquinhas para vender cds e o Obi-Wan não entra neste filme.
Quem estiver a espera de alguma coisa do género nem vale a pena se dar ao trabalho de o ver pois não vai gostar.

Agora quem quiser uma história de FC bem clássica, a fazer lembrar um bom episódio da velha série The Outer Limits mas em versão longa-metragem a cores, quem quiser uma experiência diferente do cinema comercial americano e acima de tudo quem estiver á procura daquela historia arqueológica que gostaria de ter visto em Mission to Mars ou Red Planet mas nunca encontrou nesses filmes, então ["Stranded"], é o filme que não deve perder.
Sabe a pouco porque é pequeno, mas enquanto dura é fascinante porque nos faz sentir exploradores.
Encontrei aqui o tipo de ambiente que gostaria de um dia poder ver numa adaptação da saga de Rama do A.Clarke e foi o suficiente para ter adorado imediatamente o filme.
Aliás, se um dia fizessem uma sequela, esta história poderia vir a ser facilmente uma espécie de clone da  fabulosa saga Rendez-vouz-com-Rama, ou pelo menos algo bem dentro do mesmo estilo.
O que até nem seria má ideia, pois potêncial para uma história de exploração espacial fascinante é algo que não falta aqui. E material de inspiração para a criação de uma história arqueológica épica também não falta se procurarem nos locais certos.

Aposto que se calhar alguns de vocês já devem estar a pensar que o filme é alguma seca pretenciosa ao estilo cinema de autor portuga mas desta vez enganam-se. Lá por não seguir qualquer cliché do cinema americano não quer dizer que o filme seja chato, pois quem preferir ideias a efeitos pirotécnicos vai encontrar aqui um filme absolutamente cativante.
Todos os diálogos têm um propósito na história. Ninguém se põe a filosofar para a parede e apesar do filme ser fortemente baseado no diálogo entre personagens nunca é um diálogo aborrecido.
Pelo contrário pois transporta o espectador imediatamente para o meio da história e faz-nos pensar o que fariamos nós naquela situação, tornando-se agradavel ver um filme em que os personagens se portam realmente como seres humanos e não como bonecos de filmes americanos.

O filme divide-se básicamente em duas partes. Os primeiros 45 minutos servem para expor a base da história ao mesmo tempo que nos é apresentada uma verdadeira mini-enciclopédia sobre Marte com todo o tipo de informações sobre o planeta, o que permite ao espectador perceber imediatamente que qualquer cena mais Hollywoodesca na história tornaria o filme uma idiotice, (ignorem os designs alienigenas que estão no site oficial, pois felizmente não aparecem no filme).
Nos restantes 45 minutos da segunda parte ["Stranded"],  muda ligeiramente de registro e torna-se cada vez mais fascinante, misterioso e cheio de suspanse natural até á sua conclusão que nos deixa com agua na boca e a imaginar tudo o que ainda poderiamos ver a seguir.
Quem escreveu isto, fez obviamente um bom “trabalho de casa”. Desde as informações científicas mais interessantes sobre o planeta até á inclusão de alguns dos mistérios mais debatidos e controversos como as anómalias magnéticas, o Valle Marineris e as intrigantes fotos de “estruturas” marcianas, dos quais se destaca a debatida “Inca City“. Algo me diz que Arthur Clarke deveria adorar este filme, ele que esteve também tão envolvido no tema focado nesta história e com isso pagou o preço de ter sido retirado do quadro de honra da Nasa pelas suas convicções da altura.
Portanto, eu pela minha parte estou plenamente satisfeito com o filme e já entrou definitivamente para a minha pequena lista de filmes de FC favoritos apesar de não ser nenhuma obra prima da sétima arte.
É no entanto muito interessante, bem feito, cheio de atmosfera e com o ambiente marciano mais natural que encontrei até hoje em qualquer filme sobre o planeta. Algumas imagens poderiam ser transmissões oficiais da Nasa que nunca notariamos a diferença.
Agora isto não quer dizer que o filme não tenha os seus pontos fracos.

Coisas más e menos boas:
Muitos dos diálogos soam extremamente forçados, pois apesar de serem excelentes no que toca a conteúdo informativo e contribuirem para o ritmo narrativo da história, a verdade é que há momentos que parecem exactamente aquilo que são, – diálogos escritos para um script.
O filme começa logo mal nesse sentido, pois as primeiras imagens de uma suposta emissão televisiva de um telejornal são atrozes.
Devo dizer que quando vi esse inicio, pensei logo que tinha comprado um filme de treta pois vocês nem imaginam como os primeiros instantes de  ["Stranded"], são maus. Até a um nível gráfico.

Felizmente é mesmo só nesses segundos iniciais porque mal começa o génerico as coisas ficam logo com um ambiente muito melhor e as coisas compõem-se até o final.
Mas a verdade é que há algo de errado com os diálogos deste filme, ou pelo menos com a direcção de actores talvez. Ou então é por ser algo realmente diferente do que vemos nos filmes americanos, não sei…
Como resultado disto, há algo um bocado esquisito no trabalho dos actores. Todos variam entre o excelente e completamente credível e o inacreditavelmente mau.  Há momentos do filme que parece que todo o esforço da produção vai ser arruinado quando os actores abrem a boca. Não fosse a simplicidade da história ser tão forte, o filme poderia afundar-se nessas breves partes.
Por outro lado, como já disse , há também alturas excelentes em que os actores conseguem realmente transmitir-nos, a angústia, o fascinio, o medo e tudo o mais que a história pede e contribuiem imenso para atmosfera geral do filme.
E fica aqui o destaque para o Joaquim de Almeida, que tem os melhores momentos do filme quando explora o planeta e leva o espectador consigo fazendo-nos completamente esquecer o actor por detrás do personagem.

No entanto temos o problema dos sotaques. O Joaquim de Almeida tem um personagem humanista impecável e é dos actores que mais contribuiem para o ambiente do filme, só que o próprio tipo de sonorização do filme em algumas partes, torna as suas intervenções em inglés um bocado complicadas porque custa perceber-se o seu sotaque.  No lado oposto temos a Maria de Medeiros, em que se percebe tudo muito bem, mas depois há altura em que soa extremamente deslocada do momento emocional que supostamente deveria retratar. Oiçam o “fuck you” e terão uma ideia do que quero dizer.
E eu gosto imenso da Maria de Medeiros e ela também tem um dos melhores personagens do filme, por isso é pena existirem estes pequenos contrastes que retiram um pouco da naturalidade de tudo o resto.
Num conjunto geral todos os actores variam entre o absolutamente perfeito e o mau mas sinceramente acho que é algo suportável e nem deverá ser culpa dos actores mas mais do script ou algo assim.
Não nos podemos esquecer que o filme é espanhol e com excepção do Vicent Gallo que faz o seu habitual papel de “gajo tipo Jesus Cristo agarrado á heroína”, o resto do cast não fala o inglés como lingua de origem.
A propósito, o filme é espanhol, mas a sua versão original é em inglés.
A versão espanhola é a dobragem.

Tirando este problema com os diálogos sinceramente não encontrei nada neste filme de que não tivesse gostado.
Os efeitos especiais são perfeitos e visualmente o filme tem um ambiente fantástico.
Intimista nas alturas certas e épico nas partes de exploração, não tem acção mas tem um ritmo calmo excelente. 
A  realização está muito boa com soluções muito inteligentes que disfarçam não só, o baixo orçamento do filme como acabam por torná-lo ainda mais imaginativo. 
E acima de tudo é um dos melhores filmes de exploração espacial que poderão ver se gostarem de filmes em que o fascínio está no ambiente e não nos bons ou maus efeitos especiais.
Não esperem ver o “2001 Odisseia no Espaço” nem o “Star Wars” e vão gostar. Pois pelo menos é um filme de ficção científica realmente diferente e acima de tudo, adulto.
A propósito, a realizadora é a rapariga mais nova da tripulação. A que faz de comandante (e a unica que precisou de ser dobrada em inglés ).
Muita gente vai dizer que o filme não tem historia, porque não tem enredo, maus, bons, culpados, traições, objectivos, missão etc. 
O argumento do filme é básicamente sobre alguns personagens que vão do ponto A ao ponto B, pronto acabou a história.
Se são daquele tipo de pessoas que não compreendem por exemplo onde está a história em filmes como The Big blue, então não vejam ["Stranded"].

O interesse deste filme está no ambiente que recria e nas questões que coloca. Não nas respostas que proporciona. Não há respostas nenhumas nem qualquer explicação para o mistério. E não precisa.
A ideia é estimular a imaginação com as hipóteses, não proporcionar respostas e soluções. O grande trunfo do filme é colocar as questões e fazer-nos sonhar com as possiveis respostas.
É um filme que obriga as pessoas a imaginar e estimula o sonho.

Eu só pelo facto de uma obra de ficção científica assim existir já estou contente.
Agora o que eu queria mesmo era ver uma continuação.
Sinto-me como me senti quando há muitos anos li o primeiro livro de “Rama” e depois ainda nem havia continuação para o primeiro volume.
Será que não se arranja por aí um directors cut de ["Stranded"] com pelo menos mais uma hora de continuação ?…

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CLASSIFICAÇÃO:

Ignorem as criticas más no IMDB pois não têm qualquer fundamento no conjunto geral da obra.
Concordo em absoluto com as trés ou quatro criticas positivas que por lá andam. O filme é ficção-científica a sério não são fantasias no espaço para pipoqueiros.
Passou por diversos festivais onde ganhou vários prémios, inclusivamente o prémio do público, o que demonstra que ainda há pessoas que o apreciaram como merece devidamente.
Para quem se interessa por Marte acho-o mesmo obrigatório.
E se conhecem a polémica á volta de supostos artefactos na superfície marciana e isso desperta-lhes alguma curiosidade, então este vai ser o vosso filme favorito a partir de agora pois ["Stranded"]é tudo o que gostariam de ter visto em “Mission to Mars” e não viram.
Mas porque é que em Portugal não se faz cinema assim?…
["Stranded"] poderia perfeitamente ter sido realizado em Portugal, mas como nós só filmamos para festivais que ninguém quer ver, ao menos que sejam os Espanhois a fazer ficção científica com um espírito a sério.
Este é das melhores obras de ficção-científica que vi até hoje e definitivamente o filme de baixo orçamento com melhor criação de ambiente espacial que me passou pela frente no que toca a filmes passados no planeta Marte.
Faz-nos sonhar sem mostrar practicamente nada e consegue deixar-nos com vontade de poder ver o que aconteceria a seguir. Infelizmente não existe sequela.

Cinco planetas Saturno e um Golden Award como selo de qualidade com todas as certezas e mais algumas, embora o filme não seja para toda a gente, pois é essencialmente um filme para quem gosta de ficção-científica e não um filme de “ficção científica” para o público genérico.

     

A favor: o genérico é mesmo atmosférico, a criação de ambiente marciano, a maneira como os cenários naturais foram utilizados para simular o planeta Marte, a banda sonora quase nem se nota mas está lá e é totalmente ambiental criando uma atmosfera excelente, o minimalismo da história, faz com que o espectador explore Marte passo a passo sem nos mostrar mais do que o necessário, Joaquim de Almeida e o seu personagem humanista, Maria de Medeiros e Vicent Gallo onde a tensão parece real, os bocados didáticos que informam sobre Marte, a maneira como a “teoria arqueológica marciana“ foi usada para criar um bom argumento, não é um filme para adolescentes, é boa ficção-científica num estilo quase literário sem ser pretenciosa, óptima realização que gere muito bem as limitações do orçamento.
Contra: os primeiros minutos do filme na cena do telejornal são absolutamente do piorio a um nível inacreditavelmente mau, alguns diálogos são muito forçados o que estraga por vezes as interpretações em alguns momentos, apesar de Vicent Gallo estar muito bem o seu personagem ás vezes parece algo deslocado do próprio filme.

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NOTAS ADICIONAIS

Trailer
Neste momento só o poderão encontrar aqui, mas é um trailer muito bom.
Se gostarem dele vão gostar do filme.
http://movies.nytimes.com/movie/285850/Stranded/trailers

Comprar
Aviso: As edições americana e inglesa não estão no formato original e a sua imagem está cortada e remontada em pan&scan.

Esta é a edição a comprar. 
A edição espanhola é a única que contém o filme no seu formato de ecran original e está editado em 16:9

http://www.dvdgo.com/product~catgid~7731~list~18122~prodid~102788~typeproduct~1~dvd~The+Shelter.htm
Em relação ao dvd, tem um menu gráfico agradável e atmosférico e o filme tem uma imagem muito boa (Anamórfica) ajudada por uma fotografia impecável.
O som é apenas 2.0, mas com boa distribuição de canais conseguindo até alguns efeitos bem atmosféricos quando passa pelo meu home-theater e a musica do filme não se impõe mas está lá nos momentos certos.
Fora o trailler não ha mais extras, o que é pena pois tendo em conta a quantidade de desenhos e fotos de produção que estao no site oficial, bem que podiam ter colocado algo no disco. Um making of também seria excelente, pois adoraria ver imagens das filmagens nas ilhas canárias onde simularam Marte. Mas pronto não se pode ter tudo.

Website
http://www.el-mundo.es/navegante/especiales/2001/stranded/reparto/ 

IMDB
http://www.imdb.com/title/tt0283015/

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