Humanity´s End (Humanity´s End) Neil Johnson (2009) EUA/Australia
Há filmes que ainda nem começaram já se nota que vão ser especiais e no que me toca ["Humanity´s End "] será provávelmente uma das melhores surpresas que encontrei em muito, muito tempo dentro do género da ficção-científica.

Como podem ver logo pelo original aviso colocado no inicio do dvd (ed.directors cut) a coisa promete logo desde os primeiros segundos.
Há filmes que de repente entram para a lista de filmes das nossas vidas sem sabermos bem como ou porquê e mais uma vez este é também o caso, pois no ano em que vi “Avatar” e não fiquei com vontade nenhuma de o rever tão cedo, encontrei na net este pequeno grande filme de aventuras espaciais, já o revi pelo menos umas dez vezes e tenho a certeza de que o irei rever ainda muitas vezes mais.
Tem qualquer coisa de mágico na sua simplicidade e por isso estou aqui agora a recomendá-lo a todos vocês também.
Quem sabe se não irão gostar muito e contribuir para a divulgação deste pequeno série-B que não merece permanecer tão obscuro, por muitos motivos.
Apesar de se notar que é um filme de baixo orçamento, visualmente tem momentos absolutamente brilhantes que faz com que o filme pareça ser uma produção muito mais cara do que na realidade foi.
Não só alguns efeitos especiais são mesmo muito bons, como o filme está cheio de imagens e sequências muito bem filmadas e cheias de atmosfera que fazem esquecer que ["Humanity´s End "] não teve muito dinheiro para ser feito e é quase um filme amador na forma como foi produzido.
Há pelo meio umas partes mais foleiras em termos gráficos que contrastam um pouco, mas nem isso chega para arruinar um trabalho visual globalmente excelente, especialmente na abertura do filme e em quase todas as cenas espaciais, sem esquecer o cuidado na fotografia que é realmente muito boa.
Quanto a mim Neil Johnson fez um trabalho fantástico a gerir a falta de orçamento de ["Humanity´s End "] e se vocês gostarem deste tipo de aventuras ao mais puro estilo space-opera clássica tenho a certeza que se vão impressionar com este pequeno produto independente.
["Humanity´s End "] é acima de tudo um filme feito com muita alma e dedicação ao amor pelo Cinema. Vocês poderão até vir a detestar o filme, mas se virem o making of provavelmente voltarão a ele com outros olhos uma segunda vez, pois é fascinante acompanharmos o processo criativo desta pequena produção feita com tostões e muita dificuldade.
Há mais alma em ["Humanity´s End "] produzido com pouco dinheiro e muita dedicação, do que em muitos blockbusters de Hollywood feitos em série com rios de dinheiro e que chegam constantemente aos nossos cinemas sendo esquecidos logo na semana seguinte. Avatar, anyone ? ![]()
Vejam o making of antes ou depois e ["Humanity´s End "] vai ficar-vos na memória.
Se gostarem de Cinema, vão identificar-se bastante com a paixão de quem trabalhou neste pequeno produto e deu o seu melhor para que fosse muito para além da falta de dinheiro que poderia ter deitado tudo a perder, tanto em termos visuais como de qualidade generalizada e não deitou.
["Humanity´s End "] está cheio de pequenos aspectos positivos que compensam em muito as suas falhas por limitação de orçamento.
Visualmente, eu considero-o um dos filmes com o visual mais bem cuidado que me recordo de ter visto ultimamente dentro da chamada série-B em muito, muito tempo.
Inclusivamente tem uma nave protagonista com tanta personalidade quanto o Millenium Falcon e conta com um computador de bordo tão memorável quanto o HAL de 2001.
Não faltam imagens bem cuidadas e enquadramentos muito bem planeados ao longo de todo o filme a fazer lembrar o melhor do estilo Riddley Scott no que toca á atenção ao detalhe visual e á estética de todo o ambiente..
O CGI tem alguns momentos fraquinhos, mas por outro lado Neil Johnson consegue sacar mais que apenas um par de boas imagens espaciais genéricas e ["Humanity´s End "] conta visualmente com alguns momentos que nos ficam mesmo na memória muito depois do filme acabar, pois ao longo de todo a história podemos sempre contar tanto com paisagens espaciais cheias de ambiente como com alguns bons momentos de acção e aventura a uma escala extraordináriamente épica que supera visualmente muito aquilo que esperariamos de um filme de tão baixo orçamento como foi esta pequena produção surpreendente.
["Humanity´s End "] começa logo com um ambiente fantástico.
Não só abre com uma das imagens mais bonitas que me lembro de ter visto numa space-opera, (o zoom pelo olho do bébé), como depois entra logo com uma breve sequência de batalha a uma escala épica que quase faz com que o espectador se esqueça que o filme custou muito menos a produzir do que aparenta no ecran.
O enquadramento inicial com o olho do bébé é absolutamente de tirar a respiração e esse cuidado visual repete-se várias vezes ao longo do filme, demonstrando que Neil Johnson é um daqueles realizadores em que alguém deveria apostar para uma coisa mais bem orçamentada um dia destes pois tendo em conta o resultado deste exemplo penso que ele daria certamente bem conta do recado.
Outra coisa notável é a banda sonora. Já entrou também para as minhas bandas sonoras favoritas de todos os tempos e combina um estilo épico parecido com o do Dune com muita atmosfera sonora de harpa juntamente com a típica orquestração sonante. As melodias de violino são fantásticas e o tom, algures entre a musica egipcia e john williams , com um cruzamento de europa do leste, é magnifico.
É uma das bandas sonoras mais poéticas e épicas que me recordo de ouvir também em muito tempo e é mesmo pena que não vá chegar a um grande público, pois a música do filme é uma das grandes razões porque este funciona tão bem, tanto a uma escala épica ns momentos de acção como nas sequências mais intimistas da história.
Algo também totalmente inesperado em ["Humanity´s End "] pois normalmente não é costume, filmes com tão baixo orçamento poderem contar com uma banda sonora tão absolutamente perfeita quanto esta.
Acontece que esta também foi conseguida bem dentro do espirito quase amador da coisa, mas deixo isto para que vocês vejam no fabuloso documentário de making of , que mais uma vez reafirmo, é totalmente obrigatório pois vai muito para lá das banalidades promocionais que espetam habitualmente nos dvds.
Apenas não vejam o documentário antes de verem o filme pois contém logo no início um – spoiler- que lhes estragará o final da história.
Por outro lado não deixem de o ver depois do filme pois é um relato fascinante.
Do que trata então ["Humanity´s End "] ? Bem, se vocês me estão a ler em Portugal vão perceber bem se eu lhes disser que o heroi do filme é uma espécie de cruzamento entre o Han Solo e o ZéZé Camarinha. ![]()
E isso é um dos grandes trunfos do filme, pois na verdade estamos não só diante de uma aventura espacial á moda antiga, como também podemos contar com muito humor pois a história contém diálogos hilariantes entre os personagens que certamente irão adorar e que na verdade contribuem para que fiquemos a gostar muito deles quando o filme acaba. O que me leva ao ponto seguinte.
Quando resolvi espreitar este filme tendo visto o trailer no youtube, nada me preparava para encontrar algo assim.
O trailer dá ideia que ["Humanity´s End "] é essencialmente um filme de acção espacial, mas na verdade é muito mais do que isso e funciona a vários níveis.
Para começar não tem tanta acção como parece no trailer, portanto se vão é espera de uma espécie de clone do Star Wars, esquecam.
["Humanity´s End "] é mais parecido com um clone bem baratinho do Firefly/Serenity e tem aqui uma das suas mais valias. Sem imitar ninguém, cria a sua própria identidade e dá-nos um filme bem mais intimista do que esperariamos pelo trailer alucinado.
Inesperadamente é também não só uma fantástica e hilariante comédia romântica como consegue ainda tocar o bom drama e para isto muito contribui o trabalho fantástico dos actores principais.
O triangulo amoroso, da história consegue não só, evitar estar deslocado das cenas de acção, como ainda por cima mantém um equilibrio fantástico entre o drama e a comédia e através disso proporcionar-nos uma história com personagens extremamente humanos e ainda tem tempo para introduzir um par de temas para nos fazer reflectir.
Não estava nada á espera de um filme assim. ["Humanity´s End "] é não só uma Space Opera muito divertida, como ainda por cima consegue ser uma comédia com momentos hilariantes e conter uma história de amor verdadeiramente poética no seu ambiente a fazer lembrar Blade Runner em muitos momentos, não só pelo cuidado visual como por um dos tópicos centrais de toda a história.
Por tudo isto, será porventura um dos melhores filmes de baixo orçamento que me recordo de ter visto dentro do estilo espacial e no que me toca toda a gente envolvida nisto está de parabéns.
Não consigo perceber de todo porque esta obra se tornou numa espécie de saco de pancada para algumas pessoas na net pois não é de forma nenhuma o filme-lixo que muita gente parece indicar que é.
Vão por mim. Ignorem as criticas más e experimentem vê-lo.
Recomendo que o vejam em condições técnicas decentes, pois ["Humanity´s End "] é um daqueles filmes que não tem de todo a mesma força se for visto numa cópia pirata em ecran de computador e precisa mesmo de um bom ecran e acima de tudo de um bom par de colunas para que a musica desta Space Opera os envolva e os transporte pelos estados emocionais fantásticamente bem orquestrados que percorrem toda a história do filme.
E por falar nisso…
["Humanity´s End "] para mim tem um dos melhores finais dentro do género.
Não só ficamos completamente absorvidos pela atmosfera do epílogo na história como é um daqueles filmes que nos faz ficar com vontade de poder continuar a ver mais haventuras com aqueles personagens.
Os últimos dez minutos são muito poéticos e funcionam como o último capítulo de um daqueles livros que desejavamos que nunca mais acabasse.
Na minha opinião este pequeno grande filme é uma obra prima dentro do género sem orçamento e é quase inacreditável só ter 80 minutos !
Não deixa de ser extraordinário conseguir em apenas 80 minutos o que muitos filmes não conseguem em trés horas ou mais, mas infelizmente também a sua grande fraqueza está aqui.
Se esperam encontrar em ["Humanity´s End "] uma história de aventuras muito lógica, ou complexa no que toca á narrativa central que suporta as cenas de acção esqueçam.
Não vão gostar do filme.
A história central, parece que avança á velocidade da luz e nem dá tempo para que o espectador junte as peças ou respire entre tanta sequência apressada, por isso não esperem grande lógica no desenvolvimento narrativo da coisa.
Deixem-se levar pela atmosfera é o meu conselho.
O filme pode ser baseado na teoria sobre Astronautas do Passado e usar as ruínas de Marte como pano de fundo, mas não esperem muito mais do que isso. Fiquei bastante decepcionado por não haver cenas nenhumas explorando as ruinas de Marte que aparecem na paisagem por exemplo.
É aqui que se nota o baixo orçamento de ["Humanity´s End "]. Claramente não houve dinheiro para ir mais longe, nem sequer para fazer um filme maior e isso resente-se bastante nas cenas de acção no que respeita ao confronto com os vilões da história.
Não só estes parecem absolutamente ridiculos visualmente como nunca têm muito tempo de ecran para que compreendamos as suas motivações e sendo assim, são o total oposto dos personagens centrais no que toca a uma caracterização psicológica.
Visualmente parecem saídos de uma capa foleira de um daqueles LPs de Heavy-Metal do início dos anos 80.
Um dos Nefillim inclusivamente não ficaria mal num disco dos Manowar…curiosamente….Neil Johnson, o realizador, na vida real (quando não tem que vender o apartamento para fazer o cinema que gosta), é o realizador oficial dos videos para os Manowar e como podem ver pelo documentário, é um verdadeiro gajo do Metal por direito também, o que o torna no realizador mais excentricamente cool de sempre possívelmente.
Voltando ao filme, se este tem um problema muito grave está mesmo em não ser o filme de acção coerente que até aparenta ser no trailer.
Esta parte da história resolve-se demasiado rápido e as cenas de acção não são tantas como aparentam na apresentação e talvez seja isso que irritou tanta gente que deveria pensar que ["Humanity´s End "] seria uma mega produção estilo Star Wars e depois não gostou de apanhar com um pequeno filme de baixo orçamento mais centrado nas relações dos personagens do que própriamente na porrada e pirotécnia visual da história.
Além disso, ["Humanity´s End "] apesar da velocidade da narrativa, é um filme á moda antiga e portanto não tem uma daquelas montagens que mete estilo com quinhentos frames por segundo tipo MTV á la Transformers e isso também é uma das razões porque muita gente fala mal dele na net.
Não se deixem levar por opiniões catastróficas, ["Humanity´s End "] é absolutamente não só um clássico da space opera como um dos melhores séries-B de sempre e um filme com personagens muito humanos e divertidos completamente incoorporados por actores que eu desconhecia por completo, mas que fazem um trabalho fantástico a dotar de humanidade todo o argumento.
Com particular destaque para o hilariante heroi e para a sua mecânica de bordo completamente apaixonada por ele. Dois personagens memoráveis dentro do género.
CLASSIFICAÇÃO:
Ignorem as criticas más no IMDB !
["Humanity´s End "] é uma verdadeira surpresa dentro do cinema independente e uma das Space Operas com mais alma dos ultimos tempos. Bem melhor que os trés novos Star Wars juntos. Nem que seja porque tem uma história de amor verdadeiramente cativante e com muita alma, além de visualmente ser um filme notável a muitos níveis, tendo em conta o seu baixo orçamento.
Atribuo-lhe Cinco planetas Saturnoe um Troféu de Excelência como selo de qualidade com todas as certezas e mais algumas, embora não seja para toda a gente, pois é essencialmente um filme para quem gosta de ficção-científica e adora space-opera clássica.
Se tiverem fascinio por filmes de baixo orçamento vão surpreender-se muito com este e depois de verem o making of ainda darão mais valor ao realizador Neil Johnson e a toda a equipa que transformou este filme quase amador numa space-opera especial que fica na memória, no coração e no ouvido.
Brilhante.

A favor: visualmente tem momentos fantásticos, excelente atmosfera, a nave “blue whale” tem uma personalidade própria que a coloca junto do melhor que já foi criado para filmes espaciais, uma banda sonora épica e ao mesmo tempo poética que transforma um pequeno filme em algo grandioso através do poder da melodia, personagens excelentes de que ficamos mesmo a gostar, excelente trabalho dos actores principais com destaque para Jay Laisne e Rochelle Vallese que não conhecia de todo mas que vivem plenamente estes personagens,, alguns diálogos são hilariantes, a história de amor resulta plenamente e dá imensa alma ao filme, é uma comédia romãntica no espaço e não estava nada á espera disto pois funciona mesmo bem, tem breves momentos épicos e excelentes pequenas cenas de acção, alguns efeitos especiais são impecáveis, tem muitas cenas em Marte com as pirâmides de Cydonia em pano de fundo, tem um bom twist, o inicio e o final do filme são fantásticos.
Contra: só tem 80 minutos com os créditos e tudo, a história de acção não tem espaço para ser desenvolvida como deveria de ter sido e tudo passa correr num instante sem grande lógica em alguns momentos, os vilões não têm qualquer profundidade e visualmente até são um bocado pirosos, alguns efeitos CGI não resultam e parecem mais Photoshop em 2d, apesar de ser baseado na teoria dos Antigos Astronautas e ter as ruinas de Marte por base, alguns actores terciários e figurantes são do piorio especialmente se abrem a boca para falar, o filme não tem espaço para desenvolver e integrar tudo na própria mitologia pretendida pelo realizador, tem menos acção do que aparenta no trailer e isso vai desagradar a muita gente que pensa que isto é apenas mais um filme de porrada no espaço.
Nota: A versão original do filme contém um prólogo cheio de imaginação sobre a presença dos Astronautas do Passado na Terra mas que se torna demasiado longo e encalha o filme um bocado logo no início desnecessáriamente pois essa parte da história acaba por ser completamente redundante apesar de fascinante e criativa (este segmento aparece apenas como deleted scene no chamado director´s cut do filme na nova edição em dvd).
NOTAS ADICIONAIS
Trailer
Comprar
Existem 2 versões do filme no mercado.
É mais comum conseguirem encontrar o dvd da “theatrical version” (R1), que na verdade é apenas a versão inicialmente montada para ser vendida em DVD já que o filme é mais um direct-to-video.
No entanto, está também disponível numa segunda edição em DVD o chamado “director´s cut” (Região Zero) que tem menos 6 minutos que a versão original, pois foi removido o enorme prólogo que contava toda a história dos astronautas do passado em detalhe com a sua influência sobre a Terra.
E ainda bem na minha opinião.
Pessoalmente acho este director´s cut a versão ideal mas podem encontrar as duas versões á venda na net se quiserem, (e encontram a theatrical version do filme espalhado por todo o lado em torrents).
O dvd do director´s cut está carregado de extras excelentes mas podem encontrar quase todos no Youtube pois o próprio realizador colocou lá quase tudo sobre o filme (embora o dvd ainda tenha mais).
Deixo aqui apenas uma amostra do que poderão encontrar no dvd que apenas se encontra á venda na loja do realizador pois esta versão não foi distribuida comercialmente em larga escala e não a vão encontrar em lojas de dvd.
Documentário de Making Of.
Não recomendo que vejam este documentário antes de verem o filme, pois contém demasiados *Spoilers* e revelam o inesperado twist da história, mas…
Por outro lado, é de visão totalmente obrigatória se gostaram de Humanity´s End porque é um documentário que vai muito para além do tipico produto promocional que aparece nos dvds e mostra a dedicação e alma que percorreu toda a realização deste filme que é quase uma espécie de filme amador em tamanho grande. Se repararem nos créditos, vão ver que toda a gente fez tudo nesta produção, o designer de produção “inventou” as roupas e adereços, a maquilhadora é a produtora da banda sonora e canta também no disco, entre muitas outras curiosidades que encontrarão neste documentário não só muito informativo como ainda por cima está cheio de humor e é quase uma longa metragem por si só.
Não percam.
Videoclip
Se quiserem espreitar umas bloopers também o podem fazer aqui mas não as vejam antes de ver o filme.
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Filmes semelhantes de que poderá gostar:
STARCHASER – The Legend of Orin
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21 Julho, 2011 às 2:05 pm
Um este deixou-me a pulga atrás da orelha… toca a cuscar!