John Carter ( John Carter ) Andrew Stanton (2012) EUA

* Este blog nunca seguiu, não segue,  nem nunca seguirá as #%&& das regras do novo Acordo Ortográfico *

Considerem o post de hoje como uma espécie de edição especial deste blog  “Universos Esquecidos“.
Isto porque o filme que passo a recomendar de seguida não poderia estar mais adequado áquilo que me proponho fazer neste espaço desde que o criei; ou seja, chamar a vossa atenção para joias cinematográficas totalmente perdidas que costumam passar ao lado de toda a gente de uma forma geral.
Curiosamente o filme a comentar hoje tão em destaque cometeu a proeza de ter sido esquecido logo na sua semana de estreia por aqueles que á partida deveriam ser o seu público alvo ! Como tal espero agora com este texto poder contribuir um bocadinho para que pelo menos muitos dos meus leitores fiquem com vontade de ver esta surpreendente produção totalmente pipoca mas nem por isso menos merecedora de rasgos elogios por muitas e variadas razões.

Depois de um trailer que prometia mais um plástico de porrada banal saído de Hollywood, fui ver este [“John Carter“] porque tinha mesmo que ser e fiquei estupefacto com o resultado.
Pela primeira vez em muitos anos, saí de um filme com vontade de comprar outro bilhete e voltar para o rever na hora.
Este filme fez-me sentir como se tivesse voltado a ter sete anos novamente e tivesse acabado de ver o primeiro StarWars em 1977 pela primeira vez. Há anos que não sentia este encantamento numa sala de cinema com um filme americano. Muito menos com um blockbuster saído daquilo que normalmente é o pior da máquina de Hollywood, não contando com o Senhor dos Aneis de Peter Jackson é claro, mas isso não conta porque foi essencialmente um filme Neo-Zelandês.
[“John Carter“] está por muitos motivos numa liga á parte e por isso espero convencer todos vocês a irem vê-lo quanto antes ou perderão um grande filme pipoca que teve a coragem de ser diferente apesar de não parecer á primeira vista.

No momento em que escrevo isto [“John Carter“] é considerado como tendo sido o maior fracasso de bilheteira da história Disney.
Muito por culpa se calhar da estupidez de dinheiro que foi gasto para produzir esta aventura, tendo ultrapassado os 250 milhões de dólares para as filmagens + 100 milhões gastos naquilo que é já considerada a pior e mais amadora campanha de marketing alguma vez encetada por um grande estúdio americano.
Uma Disney que supostamente deveria saber o que estava a fazer espalhou-se outra vez ao comprido num amadorismo inexplicável gastando rios de dinheiro numa das piores campanhas de que há memória para dar a conhecer um filme desde…bem, desde o “Tron” original de 1984…curiosamente ou talvez não, também da Disney.
Já   “O Abismo Negro – The Black Hole” de 1980 tinha sido um desastre mediático precisamente pelas mesmas razões.
Definitivamente há qualquer coisa de errado com o estúdio do Rato Mickey, pois nunca soube tirar partido dos produtos de ficção-científica inovadores que .por outro lado conseguiu fabricar.

No entanto, pelo visto, mesmo depois desta barraca mediática actual, alguém na Disney estaria ainda á espera que [“John Carter“] cometesse a proeza de recuperar no fim de semana de abertura os milhões esbanjados pelo bando de executivos incompetentes que geriram todo o processo de publicidade. Isto porque em termos de contabilidade é o que essencialmente conta na américa para que um filme seja declarado um éxito ou um flop na imprensa sempre sedenta por histórias negativas.
Como [“John Carter“] não passou sequer dos trinta e tal milhões no primeiro fim de semana, a palavra espalhou-se e daí ter sido considerado um fracasso. Embora isto seja bastante mais complexo pois muito fica por dizer.
Por isso por agora passemos ao que conta, pois a minha intenção acima de tudo, é que vocês ainda o possam ir ver no cinema antes que desapareça, porque vale mesmo a pena.

E se já não o apanharem no cinema, comprem o blue-ray ou o dvd quando sair.
Acreditem, [“John Carter“] não é um filme para ser visto numa cópia pirata manhosa, especialmente se vocês gostam de filmes de aventura com um espirito clássico e conhecem bem o género de capa e espada planetário dos tempos aureos da ficção-científica. Por todos os deuses de Barsoom não queiram ver este filme pela primeira vez numa cópia pirata !
Vão por mim.

Se ainda não o viram, vejam-no no cinema. Se já não forem a tempo vejam-no pelo menos em DVD embora este seja um daqueles que foi feito para o Blu-Ray, especialmente se o puderem ver numa versão 3D.
Eu não sou grande adepto do 3D, mas abro uma grande excepção para [“John Carter”], pois soube-o usar para complementar o filme e nunca apenas para nos baralhar o cérebro ou tentar impressionar-nos com truques visuais foleiros que nos distraíssem da aventura.
Se o puderem ver em 3D recomendo vivamente.

A Disney deu o maior tiro no pé da sua história quando fez provavelmente o trabalho de marketing mais incompetente e amador desde que existe Hollywood a gastar rios de dinheiro á parva em produções megalomaníacas.
Há até quem diga que foi de propósito para fugir aos impostos, isto porque parece que a companhia do Rato Mickey precisava desesperadamente de apresentar um prejuízo imediato para fugir ao fisco este ano e portanto [“John Carter“] foi a vítima de serviço.
Daí terem inclusivamente lançado o filme na época baixa e longe das datas de Natal ou Verão onde são lançados nos States os blockbusters destinados a fazer dinheiro.
Por isso consta já por aí que a intenção da Disney foi mesmo acabar com o filme de forma a poder apresentar prejuízo. Neste momento o assunto é até abordado em alguns sites de economia como bom candidato a um –case study– no que toca a estratégias empresariais para contornar as suas obrigações para com o fisco nos Estados Unidos.

O trabalho de publicidade em [“John Carter“] começou logo mal, com o lançamento de um par de trailers absolutamente descaracterizantes, porque deram exactamente a ideia contrária daquilo que o filme realmente é.
De tal forma que até pareceu propositada mesmo !
Se não foi de propósito, então a Disney emprega certamente o pior departamento de marketing de que há memória e nesta altura, espero que já estejam todos na rua pois o seu trabalho quase destruiu um dos filmes com mais charme e personalidade saídos de Hollywood nos últimos anos.

Péssimos trailers oficiais, grande aventura e uma das melhores (não) adaptacões de todos os tempos de um romance original no que toca a transpor ficção cientifica clássica para o grande ecran, já que isto foi escrito há cem anos atrás.
Desde “Blade Runner” que não aparecia uma adaptação tão pouco fiel a um romance de Fc que tivesse acertado tão em cheio no espírito do livro.

Ou seja, [“John Carter“] o filme -É- realmente o “John Carter – Princess of Mars” a obra literária de Edgar Rice Burroughs ! E da forma mais inesperada.
Alteraram o romance todo, a estrutura do argumento não tem nada a ver com o que está escrito no livro e ainda por cima adicionaram umas coisinhas extra;  mas conseguiram uma adaptação em filme totalmente fiel não só ao espírito original da novela que o inspirou, como também á estética das primeiras ilustrações que foram criadas alguns anos depois da primeira publicação da história.
Até as cenas de humor desta vez caiem mesmo bem e tornam o filme bastante divertido enquanto aventura ligeira com um espírito clássico a fazer lembrar os tempos das aventuras de piratas com Errol Flynn.

Não deixa de ser triste que hoje muito público das novas gerações pareça estar convencida que [“John Carter“] é um plágio de filmes como “Avatar” ou “StarWars” (inclusivamente membros dos Media), quando na verdade a haver plágio seria precisamente o contrário, pois não existe blockbuster moderno do mesmo estilo que não tenha ido buscar a sua estrutura aos clichés inventados nos romances originais de John Carter em Marte escritos por Edgar Rice Burroughs 100 anos atrás. O mesmo autor de “Tarzan“.
A minha critica negativa favorita até agora é a de que [“John Carter“] parece um mau plágio do “Prince of Persia” ou ainda melhor, do He-Man (por causa do armadura-colete que o personagem usa)!

Eu enquanto grande admirador dos romances originais não poderia ter ficado mais satisfeito com o que Hollywood fez a este primeiro livro e acreditem, não estava nada á espera disto!
Principalmente depois de ter visto aqueles trailers oficiais nojentos que não transmitem de forma alguma a verdadeira atmosfera do filme e não anteveem sequer o extremo cuidado que foi colocado nos seus detalhes para criar uma verdadeira homenagem ao romance que modernizou a Fc tal como a conhecemos hoje num género entretanto popularizado por “StarWars“.

Não entendo de todo como o hype negativo á volta deste título por parte de certa imprensa americana que deveria estar mais informada sobre o que escreve, porque [“John Carter“] não é de forma nenhuma o plástico que parece e para mim foi um dos melhores blockbusters de aventura que sairam de Hollywood desde há muito, MUITO, tempo !
Tem a alma que faltou aos novos videoclips para adolescentes que passaram por ser “StarWars” nos terriveis “Episode One, Two & Three” criados por Lucas,  enterrando de vez o que tinha feito de fabuloso na trilogia original décadas antes.
[“John Carter“]  é uma grande (não) adaptação de um livro e surpreendentemente um filme onde os efeitos especiais são realmente usados de forma especial para contar a história e não para impressionar adolescentes com explosões e frases cool enquanto morfam baldes de milho e mandam bocas ao ecran para impressionar as pitas da fila á frente como é costume.

Se houvesse alguma justiça, este filme poderia ser um sério candidato a “melhor argumento adaptado” na corrida aos Oscars do próximo ano. Se é que ainda não vai ser.
É que [“John Carter“] é um filme pipoca onde se dá mesmo importância á caracterização de personagens por incrível que pareça.
Por exemplo uma cena de accão onde Carter enfrenta as hordas de Thargs de espada na mão apenas com o seu “cãoWoola ao lado, foi  bastante acusada por inúmeros blogs de adolescentes americanos de ser chata e ter sido desperdiçada enquanto espectáculo pirotécnico, apenas porque intercala em câmara-lenta cenas de uma sequência dramática passadas na Terra com a acção estilizada em Marte.

Quando o público das pipocas esperava uma cena de porrada barulhenta e cheia de violência gráfica em estilo digital “Transformers“, o realizador Andrew Stanton usa essa sequência de uma forma poética e dramática para fazer com que o espectador se identifique ainda mais com o caráter do personagem que luta solitário contra tudo e contra todos.
Com esta solução narrativa o realizador criou um dos melhores momentos do filme, onde brilha a montagem em deterimento do óbvio e habitual espectáculo de porrada Cgi e onde o tom emocional é dado pela música e não pelos efeitos barulhentos de uma cena de luta.
Aborreceu logo de morte os adolescentes todos !

Ainda por cima esta é a abordagem recorrente ao longo do filme.
[“John Carter“]  não tem cenas de acção desnecessárias ou desnecessariamente longas e por isso foi acusado de não ter acção suficiente para agradar as plateias do milho que vibram com combates de meia hora no lixo sem personalidade que sai actualmente de Hollywood.
Logo, o filme [“John Carter“] fracassa nas bilheteiras, americanas e claro, por arrasto, nas bilheteiras “americanizadas” do resto do mundo.

O facto de ter tido uma recepção tão fraca inicialmente é a prova de que actualmente o que funciona são os produtos sem cérebro e um bom exemplo daquilo que décadas de formatação de audiências para serem cada vez menos exigentes fizeram ao cinema hoje em dia.
Quando aparece algo com personagens mais trabalhadas (ao melhor estilo do que se passa no cinema oriental) os americanos não aderem porque o filme é  -“too talky“- , tem muitos diálogos e nao tem porrada de x em x tempo ao estilo Michael Bay.
E se os americanos não aderem…

Ainda por cima teve o azar de ser um filme Disney, o que complica tudo e coloca logo á partida um rótulo na cabeça das pessoas em termos do padrão a seguir e do tom que esperavam encontrar. Especialmente o público americano.
O problema da Disney é que ainda vive nos anos 50 e pensa que basta colocar o logotipo da companhia nos produtos para que as pessoas queiram ir ao cinema.
Parece que não sabem promover os filmes e ficam sentados á espera que as pessoas se maravilhem com o facto de ser um filme Disney.

No caso de [“John Carter“] , quem se prepara para o lixo familiar politicamente correcto da Disney (nomeadamente os puritanos americanos) não gosta desta aventura porque o filme tem cenas crueis com animaizinhos, espancamentos de mulheres e assasinatos a sangue frio de inocentes bébés alienigenas acabados de nascer.
Depois há o público que não vai ver porque é um filme Disney e tem medo que seja um produto para crianças, (o cartaz oficial bucólico e sem acção também não transmite a imagem mais exacta).
Passando por aqueles que pensam que isto é uma versão de comic books editados pela Marvel e ficam desiludidos por o filme não querer ter nada a ver com isso, finalmente chegamos áqueles que acham que [“John Carter“] é um plágio do “StarWars” ou do “Avatar”, apenas porque essas audiências não têm qualquer referência para disfrutarem verdadeiramente desta história pelo que ela é.
Uma extraordinária adaptacão de um romance muito complicado de se adaptar.

Pessoalmente eu estava convencido que isto seria mesmo impossivel de ser transposto para o grande ecran, pela mesma razão que serve agora de pedra de arremesso por quem parece estar muito preocupado com a sua suposta falta de originalidade.
Isto deve ser o maior contracenso do mundo. Este filme está a ser acusado de falta de originalidade pelo mesmo público que torna em sucessos os filmes do Michael Bay, esgota salas com a “chaga” “Twilight” ou não perde mais um “X-Men” quando os estúdios lhes dizem que é muito cool gostar-se dos filmes.
Isto resume-se tudo a mais uma moda. É moda entre os teens nos States achar que [“John Carter“] não é cool da mesma forma que foi moda achar o filme de propaganda de valores morais Mormon , “Twilight” o filme mais romântico do mundo.
No fundo isto não tem nada a ver com falta de originalidade, pois se essa é a justificação para as audiências pipoca terem ignorado [“John Carter“] na América, então os cinemas com blockbusters deveria estar sempre vazios com tudo o resto que Hollywood impinge.

Curiosamente não vi ninguém acusar o George Lucas de plágio quando na nova trilogia “StarWars” o planeta Curoscant é exactamente igual (não só em conceito como no visual), ao planeta Trantor que Isaac Assimov criou há mais de quarenta anos atrás para os seus livros da saga “Fundação“, por exemplo.
E é melhor nem falar da intriga política á volta da “Trade Federation” entre outras coisas que nos poderiam levar agora muito longe (light sabres, death-star, darth vader, han solo, the Force (até o pormenor da “Força” ter sido revelada como artificial no Episode One !))

Coisas que mostrariam a muita gente que se calhar estão a usar o argumento errado quando tentam agora arrassar com [“John Carter“] , invocando falta de originalidade ou plágio para denegrirem o filme, essencialmente porque não é o filme de porrada que esperavam.
Recomendo que procurem saber mais sobre “E.E.Doc Smith” por exemplo. Outro escritor contemporâneo de Burroughs que juntamente com este modernizou a Ficção Cientifica entre 1912 e o fim dos anos 50 pois ambos criaram essencialmente tudo o que as novas gerações pensam que foi inventado por Lucas ou por Hollywood na era moderna.
Aconteceu algo semelhante há pouco tempo, quando os fãs de Harry Potter atacaram a mini-série “Terramar“. Na altura era ver os foruns e blogs cheios de putos a ridicularizarem o argumento da série do Sci-Fi Channel, acusando-a de ser ÓBVIAMENTE um plágio mal feito da criação de JK Rowling. Santa ingenuidade…
O que eles não sabiam, é que tudo presente no livro original de Potter, desde a escola de magia, aos professores, a Draco Malfoy, á sombra, a Dumbledorn, etc, etc, etc, tinha sido na verdade criado nos anos 60 pela escritora Ursula K Le Guin para as suas obras da trilogia Terramar que se iniciou com o primeiro livro “O Feiticeiro de Terramar”.
Ursula Le Guin só não processou Potter porque esta já se encontrava numa idade demasiado avançada para andar metida em tribunais e polémicas mediáticas contra um franchising que estava na berra. Mas fez barulho suficiente para tentar educar muito boa gente inclusivamente na imprensa profissional sobre quem tinha sido realmente a verdadeira autora dos conceitos popularizados na era moderna pelo livro de Harry Potter e a Pedra Filosofal.
E podiamos ainda falar de Christopher Paolini, mais o seu “Planeta dos…“, perdão… “Eragon“. Procurem por “Anne McFfrey“, pela saga “Dragon Riders of Pern” e pela sua relação por demais evidente com a suposta original obra de fantasia do jovem escritor entre outros pormenores mais ou menos óbvios no que toca á falta de criatividade.
Porque isto de “plágio” tem muito que se lhe diga e se há coisa que está na verdade bem longe disso é o filme da Disney realizado por Andrew Stanton agora.

Por isso eu sempre achei que adaptar agora, [“John Carter“] ao cinema seria um grande risco para qualquer estúdio. Isto porque tudo o que está nesta história já foi mostrado antes  em décadas subsequentes no cinema de aventura e como tal a frescura seria agora inevitável que se perdesse aos olhos de quem neste momento se encontra desprovido de qualquer referência histórica que lhe permita apreciar esta adaptação pelo que conseguiu atingir.
Por isso é um verdadeiro milagre este filme ter tido o cuidado de detalhe e o tratamento de personagens que tem, porque se apenas estivesse limitado ás cenas de acção que as modernas audiências americanizadas pareciam querer ver, [“John Carter“] seria um vazio tão grande quanto “Avatar” o foi, onde o design se sobreporia á substância e pouco mais como aconteceu no filme de James Cameron onde até o próprio visual pareceu decalcado de tudo o que são videogames estilo Halo e pouca imaginação demonstrou até mesmo a nível conceptual.
Não aqui. [“John Carter“] enquanto filme teve a preocupação de contar uma historia e acima de tudo  ser o mais fiel possível ao romance original entrando apenas por caminhos diferentes em termos de estrutura narrativa para a poder adaptar á linguagem cinematográfica moderna de forma que resultasse hoje em dia.
O resultado não podia ter sido melhor.

A má reputação do filme começou no entanto logo cedo.
Isto por culpa dos trailers oficiais e de muito artigo na net escrito por adolescentes americanos (bored) porque havia muita conversa no filme e poucas cenas cool. Ou então de jornalistas que se calhar nem eram nascidos quando o “StarWars” de 1977 estreou e agora analisam tudo sem qualquer conhecimento para lá do cinema com que cresceram, sem grande ideia do que estes romances originais representaram para a Fc e para o próprio filme de George Lucas já agora. Isto para nem falar de Flash Gordon ou Buck Rogers.
[“John Carter“] sofre exactamente do mesmo mal que “Sky Captain and the World of Tomorrow” sofreu quando foi atacado na altura da estreia com os mesmos argumentos. Denegrido pelo mesmo género de audiências que agora continuam incapazes de reconhecer o que quer que seja num produto feito com detalhe e qualidade, muito para lá das chicletes em CGI que estes verdadeiros consumidores estão formatados para consumir sem reclamar, apenas porque na tv alguém lhes diz que está na moda e os poster aparecem nas latas da Pepsi se calhar.

[“John Carter“] é verdadeiro triunfo no cinema de aventura moderno. É um filme feito por quem ama a Fc clássica,  conhece bem o género e por milagre não foi pensado para estar na moda, tendo sido se calhar esse o seu grande problema comercial ao início.
Essencialmente a prioridade nisto foi a de ser fiel ao material original.
Numa entrevista no youtube o realizador Andrew Stanton (o mesmo de “Wall-E”, já agora), refere que a coisa que mais o irritou nas entrevistas de imprensa foi a constante pergunta dos jornalistas, questionando-o sobre para quem é que este filme tinha sido feito, em que categoria se encaixava; quando a intenção do realizador não foi fazer um filme para ser etiquetado pelo habitual sistema, mas sim acima de tudo homenagear o livro apresentando-o ás novas audiências.
Neste aspecto quanto a mim , [“John Carter“] é uma obra prima comercial tão boa quanto “Blade Runner” o foi com os mesmos resultados de bilheteira catastróficos e a -“péssima adaptação“- do livro original.
Vão por mim, isto ainda vai ser um filme de culto, se é que ja não o é tendo em conta as reviews positivas que já se espalham como cogumelos pela net contrariando a mentalidadede de manada que deu tão mau reputação a um dos melhores títulos de aventura dos últimos anos.
Espreitem o IMDB por exemplo.

A história não tem falhas. Isto é cinema pipoca adaptando um pulp fiction com cem anos. Aliás a grande mais valia do filme é precisamente o argumento.
Modificaram totalmente a estrutura do livro, mas mantiveram a sua alma intacta e melhoraram tudo de uma forma que nunca pensei possivel , não nas cenas de porrada ou efeitos mas na textura, em cada detalhe e principalmente na caracterização dos personagens.
Do que os americanos não gostaram foi da história ter conversa a mais e porrada a menos.
Se a história tem no entanto uma falha, está na não inclusão de um dos grandes momentos dramáticos do livro envolvendo uma história de amor marciana. No filme está lá apenas o final desse segmento no que toca a uma relação de parentesco dos personagens, mas a base foi toda jogada fora.
Ou melhor, até nem foi, mas está transposta para a história familiar de John Carter na Terra, pois quem conhece o livro percebe logo a intenção dessa inclusão na versão de cinema. Não havia espaço no filme para dois dramas tão intensos por isso a melhor parte do livro foi condensada no personagem central sem grande destaque ou desenvolvimento.

Tirando isso eu achei o filme absolutamente notável enquanto pipoca e seria este o caminho a seguir por hollywood no que toca a criar cinema popular com personagens cativantes.
Como isto (oficialmente) fracassou (porque não recuperou o investimento no fim de semana de estreia, essencialmente), a partir de agora é que vamos mesmo ser inundados de Michael Bays e explosões cada vez maiores em deterimento de uma boa história. E o próximo plástico vem já a seguir com “Battleships” que adapta … o jogo da “Batalha Naval” (?) ao pior estilo Cgi cool, pelo que se pode já ver pelos trailers. Por outro lado, esperemos para ver…
[“John Carter“] deve ter sido a ultima vez que alguém em Hollywood financiou um produto comercial com muita personalidade, um conteúdo emocional inteligente bem estruturado e acima de tudo personagens cativantes; uma aventura cheia de alma, poesia e ambiente nostálgico.
Com o (discutível) fracasso comercial disto ficou claro que os americanos não querem saber de histórias para nada. A partir do momento em que há reviews na net a dizerem que a história deste filme é demasiado complicada e não consegue captar a atenção dos espectadores porque não tem cenas de acção que levam vinte minutos, está tudo dito !

E crime dos crimes, não tem um vilão como deve de ser!
Pior ainda não tem uma luta de meia hora ao estilo Marvel Comics entre o heroi e o vilão no final !
A coisa mais próxima que há em [“John Carter“] de uma luta dessas com um gajo mau, muito mau, dura dois segundos no ecran !
Isto para desespero e total confusão do típico espectador de blockbuster que esperaria ver pelo menos mais uma cena de pancadaria de dez minutos.

Chega ao cúmulo de haver reviews dizendo que [“John Carter“] deperdiça efeitos especiais, pois não tem cenas espectaculares suficientes para ser minimamente emocionante.
What ?!!!
Será que estes tipos não notaram que passaram duas horas a ver personagens marcianos criados inteiramente em Cgi ?!
Não têm cenas espectaculares ?!
Que melhor elogio se podera fazer ao cinema Cgi do que esquecer por completo que metade do elenco na verdade nem existe fisicamente ?!

Meus amigos, do que esta gente não gostou foi da falta de porrada. O filme está cheio de acção mas não tem porrada e esse foi o problema para muita gente que nem sequer o consegue reconhecer racionalmente de tão formatados que estão os “gostos pessoais” do público moderno.
Há cenas de acção que nem demoram dois minutos pois são apenas usadas para fazer avançar a história e não para impressionar.
É disto que as audiencias modernas se queixaram !

Foi por causa destas coisas que este filme fracassou nas bilheteiras.
Parece um blockbuster da treta nos trailers oficiais mas depois subverte todas as regras que actualmente formam aqueles pedaços de lixo Hollywoodesco que se tornam grandes hits populares e onde cada sequela ou clone é pior e mais vazio do que o anterior, entretanto já esquecido pelas massas de short attention span porque isso foi há muito tempo…na semana passada…
A partir de agora preparem-se para a minha explosão é melhor do que a tua durante os próximos anos porque isto de filmes de Fc com alma é muito complicado para as audiências modernas.
É tudo muito “talky”, sabem…

Se vocês conhecem bem os livros e acima de tudo se gostam deles, não podem perder este filme. É tão bom como nunca imaginaram que pudesse ser e nota-se que foi feito por quem ama verdadeiramente os romances originais pois não contêm absolutamente nada que os insulte ou sequer os estrague. Bem pelo contrário. É uma adaptação fabulosa do primeiro livro da saga com uma pitada do segundo á mistura num ambiente steampunk extraordinário e extraordináriamente fiel ás ilustrações conceptuais criadas há quase cem anos atrás. As mesmas que hoje são confundidas como cópias do visual StarWars vejam lá vocês.

Uma das poucas iniciais críticas excelentes que li na net, classificou [“John Carter“] como o “Lawrence da Arábia” de uma geração pipoca que já não está preparada para ele e por muito exagerado que isto possa parecer, na verdade é possivelmente uma das frases que melhor resume esta aventura e grande adaptação do livro.
Desde uma realização cuidada, á forma como usa a montagem e os –cuts– para narrar a história até á quantidade estúpida de pormenores espalhados pelo filme que apenas serão notados e apreciados por quem conhece os livros, tudo está posicionado para tornar este filme num tesouro a descobrir para as gerações seguintes, tal como aconteceu com “Blade Runner” por exemplo.
É que se isto é considerado um fracasso, está em boa companhia com títulos tão marcantes quanto, “O Feiticeiro de Oz“, “Casablanca“, “2001 Odisseia no Espaço“, “Blade Runner” e mais uns quantos que apesar de não terem tido grandes críticas na altura das suas estreias nem tenham sido sucessos de público na altura, pelo visto continham mesmo algo de mágico que ainda os mantém vivos no coração de quem gosta de cinema e principalmente na mente do público em geral tendo ganho um lugar na cultura popular mundial.
Na minha opinião [“John Carter“] tem tudo para se tornar num clássico moderno do cinema de aventura e da space-opera enquanto género, tal como os romances que lhe deram origem ainda não sairam de publicação neste século que passou desde que foram escritos.

Perguntem á geração “StarWars-Episode One Two & Three” o que acham do filme original de 1977  e até do “Empire Strikes Back“. É tudo uma ganda seca que nem se compara aos novos !
Se o original “StarWars-Episode Iv” estreasse agora com aquele conteúdo iria fracassar tanto quanto [“John Carter“] fracassou agora. Porque lembrem-se até o Episódio Star Wars de 1977 tem mais conversa, desenvolvimento de personagens e momentos calmos do que toda a nova trilogia de Lucas com mais de doze horas.
Por isso como esperar que as novas gerações formatadas por uma dieta de filmes cada vez mais banais e vazios, montados a duzentos frames por segundo pudessem ter captado o estilo e o espírito de aventura clássico presente em [“John Carter“] ? Não podiam, pela mesma razão que já não o tinham feito com “Sky Captain and the World of Tomorrow“.
Pela minha parte, nunca é demais repetir; [“John Carter“] fez-me sair do cinema como se tivesse acabado de ver o StarWars original pela primeira vez em 1977 e há muito que não sentia algo assim com o cinema de aventura americano.
Quando descobri que o filme tem 137 minutos nem queria acreditar porque pensei que nem passaria dos 90 pois o tempo na sala voou como não me voava há muitos anos.
Uma verdadeira viagem no tempo.

[“John Carter“] é um filme pipoca inteligente, com muita alma e encantamento, atirado a um publico que já não sabe reconhecer nada a não ser as avalanches de Cgi que lhes impingem há quase duas decadas de formatação controlada pelos executivos dos grandes estúdios.
É uma aventura clássica quase em estilo Errol Flynn para audiências que vibram com videoclips de duas horas e portanto naturalmente nunca poderia funcionar neste contexto sem uma preparação prévia.
Preparação essa que não existiu da parte da Disney, pois publicitou este filme partindo do principio que toda a gente conhecia o nome do personagem e estaria desejando de o ver no grande ecran, quando isso nunca poderia suceder. Até porque os livros são essencialmente um fenómeno de popularidade mais americano do que outra coisa.
Em Portugal era uma série ainda mais obscura do que o próprio Senhor dos Aneis o foi para o público genérico até que o filme veio mudar a situação e de repente até Tolkien se vendia nos supermercados.
Curiosamente, mais um sinal do péssimo marketing feito á volta de [“John Carter“], eu acho que os romances de Burroughs nem sequer estão editados neste nosso país á beira-mar naufragado.

Resumindo, se ainda não deram uma hipótese a [“John Carter“] se calhar é bom não o deixar fugir enquanto está no cinema, porque SW-Ep One ou Avatar é que isto não é.
Esqueçam os trailers de treta e se vocês conhecerem bem os livros a fundo, preparem-se para uma verdadeira caça ao tesouro visualmente extraordinária no que toca a referências.
Tudo neste suposto filme plástico está definido para homenagear o romance original e o resultado não podia ter sido melhor. Não só os personagens são cativantes como a nível visual é um produto extraordinário e intensamente romântico no mais clássico dos sentidos no que toca ao cinema de aventura com princesas de espada na mão e senhores da guerra muito maus.

Até aquilo que inicialmente me decepcionou em [“John Carter“] , descobri ontem numa entrevista ser mais um pormenor homenageando a alma do romance original e nem eu me tinha apercebido disso.
A única coisa de que eu não tinha gostado inicialmente, tinha sido da escala de Marte e do facto do planeta se parecer demasiado com o Arizona americano.
Ou seja, [“John Carter“] está cheio de cenários épicos, mas… São épicos a uma escala Terrestre quando deveriam ser realmente estupidamente gigantes tendo em conta o que se conhece actualmente da topografia do planeta e isso decepcionou-me pois queria ter visto um Marte mais real do que aquele conjunto de cenários de filmes do John Ford que passa por quarto planeta neste titulo.

Fiquei a saber ontem que foi propositado.
O realizador e argumentistas foram ao pormenor de recriar no ecran , o Marte que seria o da imaginação de Edgar Rice Burroughs na altura em que escreveu os livros precisamente naquela mesma área de deserto terrestre. Por isso o Marte de John Carter se parece tanto com os mais populares cenários de western que conhecemos, numa tentativa de ser ainda mais fiel ao eventual espirito imaginativo do autor e ás referências visuais que este teria na altura em que escreveu as histórias.
Por isso eu pela minha parte já não reclamo mais.
Portanto meus amigos se leram isto até aqui e ainda não viram o filme, estão á espera do dvd ou quê ?

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CLASSIFICAÇÃO:

Um dos melhores filmes pipoca de aventura espacial que vi até hoje ! Nem parece um filme americano moderno. Personagens inesquéciveis e totalmente cativantes, onde até o actor mais secundário tem o seu momento marcante e tudo situado num universo que tardava a ser dado a conhecer ás novas gerações, pois foi o percursor de todos aqueles clichés de aventura que os espectadores actuais pensam ter sido inventado com StarWars ou pelo cinema americano contemporâneo, mas não foram.

Os efeitos especiais são extraordinários e o design de produção está fantástico quando reproduz  fielmente todos aqueles conceitos inicialmente ilustrados nas imagens criadas há mais de setenta anos atrás, agora confundidos como cópias do que se fez visualmente na era moderna de Hollywood. Não confundir também com as ilustrações de Boris Vallejo criadas já nos anos 70.

O melhor representante cinematográfico até á data do género clássico de -Capa-e-Espada Planetário- que inspirou, Flash Gordon e inevitavelmente foi a génese de coisas tão populares quanto StarWars e Avatar.
Quem estiver interessado nesta área da ficção-científica clássica, esqueça o que ouviu dizer de negativo sobre [“John Carter“],  ignore totalmente as criticas que falam mal do filme vindas do público generalista ou dos Media americanos, pois se acreditarem no que ouvirem ou lerem e perderem o interesse em ir ver isto no cinema enquanto ainda podem, irão  perder umas das mais entusiasmantes experiências cinematográficas do cinema moderno de aventura.
Além disso como se tem vindo a provar ultimamente, quem falou mal do filme é porque não o foi ver. E não o foi ver porque não era cool ir ver [“John Carter“]. Mas já é cool dizer mal dele, porque está na moda ser o saco de pancada em reviews teens americanas cujo os autores nem fazem ideia do que estiveram a comentar.

Estamos na presença de um filme com um espírito clássico incrivelmente genuíno.
Enquanto  “Sky Captain & The World of Tomorrow” se sentia como sendo um filme homenagem á Época de Ouro da FC, “John Carter” poderia ter sido um filme feito nessa mesma época se já existissem meios técnicos semelhantes aos modernos para o poderem concretizar por volta de 1930.
Ou seja, [“John Carter“] parece um filme deslocado do seu tempo pela aura nostálgica que consegue transmitir. Tivesse sido rodado há setenta anos e hoje provavelmente seria um clássico como “O Feiticeiro de OZ“.
Acreditem. Tudo o que vocês sempre quiseram ver num filme que retratasse a época de ouro da ficção-cientifica está apenas já não só em [“Sky Captain & The World of Tomorrow“], mas principalmente agora também em [“John Carter“] de Marte.
Por isso leva CINCO planetas Saturno e um Golden Award como selo de qualidade e será provavelmente a classificação máxima mais merecida que irão encontrar para um filme neste site.

     

A favor: é uma adaptação fabulosa de um livro quase impossível de ser bem adaptado, está carregado de pormenores que só quem gosta dos livros é que vai notar tornando este filme numa espécie de caça ao tesouro a ser revisto muitas vezes, os personangens são cativantes e inesquéciveis desde aos principais até aos secundários, o elenco é excelente e não recorre a actores famosos para cabeça de cartaz, o design é intensamente romântico na forma como ilustra as paisagens e cidades, o “cachorro” digital Woola é genial, é um filme carregado de efeitos digitais não para impressionar mas sim para contar a história, metade do elenco é digital e ninguém se lembra disso quando estamos a ver o filme o que só demonstra a qualidade incrivel dessas sequências pois empatizamos totalmente com os personagens Marcianos, a realização é notável pela forma como transporta o estilo clássico de aventura de capa e espada para uma linguagem moderna, tem momentos geniais onde a montagem brilha sem se impôr naquele estilo histérico comum em filmes tipo Michael Bay por exemplo, não é um filme de porrada nem tenta meter estilo para impressionar adolescentes, contém excelentes sequências de acção que desapontaram as audiências vulgares porque esses momentos não demoram meia hora cada uma e só lá estão para fazer avançar a história, não há vilões de pacotilha no filme nem lutas finais contra “o mau” em estilo videoclip MTV que duram quarenta minutos ao contrário do que é habitual nos filmes plásticos de Hollywood, boa banda sonora que não fica na memória mas ilustra perfeitamente toda a história, faz lembrar a atmosfera de “Dune” em alguns momentos e é assim uma espécie de versão com aventuras, as sequências narrativas em grande plano com a Princesa de Marte a fazer recordar exactamente “Dune” no seu melhor, agradará tanto ao publico feminino como ao masculino o que o torna num grande date-movie, o filme tem 132 minutos e nem se nota pois jurava que não teria mais de 90 da forma como o tempo voa na sala de cinema.
Contra: … a péssima publicidade feita pela Disney que não soube de todo apresentar o personagem ao público actual, o filme tem demasiado conteúdo irreconhecÍvel para as audiências modernas que não conhecem practicamente nada do que o argumento recria e isso faz com estas se percam por completo, por este motivo é acusado de ser um vazio de ideias e uma lista de plágios de outros filmes mais populares quando na verdade acontece precisamente o contrário pois até mesmo a nível visual tudo o que aparece neste filme é decalcado de conceitos que já existiam pelo menos cinco décadas antes de George Lucas filmar o que quer que seja ou de Avatar pensar existir sequer.

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NOTAS ADICIONAIS

Trailer
Esqueçam os trailers originais produzidos pela Disney !
Qualquer trailer montado pelos fãs é mil vezes superior, a começar por este que reproduz muito bem o verdadeiro espírito do filme.



Comprar o filme.

No momento em que escrevo isto ainda não se encontra á venda mas já está em pre-order na Amazon.com em DVD e BluRay normal / BluRay Edição Especial e na Amazon.co.Uk em DVD e BluRay ; onde segundo consta está a ser um verdadeiro sucesso, ainda o filme não foi editado.

Comprar os livros
Saiu agora uma edição excelente num único volume com os primeiros livros desta saga.
http://www.amazon.co.uk/gp/product/1907960023/ref=s9_simh_gw_p14_d0_g14_i1?pf_rd_m=A3P5ROKL5A1OLE&pf_rd_s=center-2&pf_rd_r=079C527SWHA5EY8K2Q4N&pf_rd_t=101&pf_rd_p=467128533&pf_rd_i=468294
Os restantes podem ser encontrados na net.

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CONHEÇAM MAIS SOBRE ESTE UNIVERSO

Todos os romances originais, encontram-se neste momento em domínio público, o que quer dizer que qualquer um de vocês se souber ler em inglés, pode ir buscar todos estes livros em sites como por exemplo este com uma variada escolha de formatos para download (pdf, epub, etc).
Se possuirem um IPad, recomendo vivamente esta APP chamada “Free Books”, onde poderão não só abrir e ler todos estes livros, como ainda por cima facilmente encontrar directamente os restantes volumes e até os respectivos audiobooks sem precisarem de andar perdidos pela net.

LIVROS PARA LER
São 11 livros no total e podem encontrá-los fácilmente na internet em sites como o que apresento a seguir, por isso por questões de logística por agora ficam aqui os links para os primeiros quatro volumes e depois vocês procuram o resto se gostarem.

Livro 1 – John Carter of Mars – A Princess of Mars
http://manybooks.net/titles/burroughseetext93pmars13.html
Livro 2 – John Carter of Mars – The Gods of Mars
http://manybooks.net/titles/burroughse6464.html
Livro 3 – John Carter of Mars – The Warlords of Mars
http://manybooks.net/titles/burroughseetext93wmars13.html
Livro 4 – Thuvia, Maid of Mars
Este sendo o inicio de uma nova trilogia com os filhos dos protagonistas dos livros originais.
http://manybooks.net/titles/burroughseetext93mmars11.html

LIVROS PARA OUVIR
Há algumas boas escolhas em audiobook para comprar, mas em alternativa recomendo que saquem antes os audiobooks criados para o site de dominio público, – Librivox.org
Os narradores não são particularmente profissionais mas todos os audiolivros de John Carter ali presentes são uma excelente alternativa para quem não quiser gastar dinheiro.
E lembrem-se, todos podem ser ouvidos também na APP “Free Books” grátis para IPad.

Audiolivro 1 – John Carter of Mars – A Princess of Mars – Versão Librivox.org
http://librivox.org/a-princess-of-mars-by-edgar-rice-burroughs-2/
Audiolivro 2 – John Carter of Mars – The Gods of Mars
http://librivox.org/the-gods-of-mars-by-edgar-rice-burroughs/
Audiolivro 3 – John Carter of Mars – The Warlords of Mars
http://librivox.org/the-warlord-of-mars-by-edgar-rice-burroughs/
Livro 4 – Thuvia, Maid of Mars
http://librivox.org/thuvia-maid-of-mars-by-edgar-rice-burroughs/

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Mais sites cheios de informação sobre toda a obra e não só.
http://www.johncarterofmars.ca/
http://thejohncarterfiles.com/
http://www.edgarriceburroughs.ca/
http://en.wikipedia.org/wiki/Edgar_Rice_Burroughs

IMDB
http://www.imdb.com/title/tt0401729

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UPDATE (01-04-2012)
Nos últimos dias em que fui escrevendo isto, aconteceram algumas coisas inesperadas. Primeiro parece que este suposto gigantesco fracasso está quase nos 300 milhões de receita. Muito graças ás pessoas que ao contrário de quem falou mal desta aventura, ATÉ FORAM MESMO VER O FILME !
Parece que o efeito do passa-a-palavra tem estado a ganhar contornos virais, não só pelos Estados Unidos mas principalmente internacionalmente pela internet.
Nesta altura já deve haver muito executivo completamente baralhado com o que se está a passar. Isto porque segundo parece, as pessoas acorrem ás salas, muitas vezes tarde demais pois [“John Carter“] já estará a ser retirado de exibição em practicamente todos os sitios onde ainda deveria estar caso tivesse tido um primeiro fim de semana lucrativo.

E mais ainda, há pessoas que já o foram ver cinco, sete e até dez vezes ! E arrastaram amigos que por sua vez sairam do cinema espantados com o resultado, pois agora o consenso é cada vez mais unânime. A Disney arruinou o marketing deste filme e quem tem o azar de o ir ver, acaba por ficar a gostar muito mais do que alguma vez esperaria, tendo em conta os trailers do piorio lançados pelo estúdio.
Outra coisa que deve estar a baralhar a Disney com isto, é o público de [“John Carter“] afinal não se revelar como a habitual malta adolescente das pipocas , mas sim público adulto e onde não há diferença entre homens e mulheres pois surpresa das surpresas [“John Carter“] contrariamente ao que a Disney temia, é um filme que tem atraído o público feminino também.

O que torna ainda mais ridicula a decisão da Disney de ter retirado o verdadeiro titulo do filme, “John Carter de Marte” , deixando apenas “John Carter” com o argumento de que a palavra “Marte” poderia levar as mulheres a não irem ás salas porque pensavam que isto seria cinema de ficção científica para cromos borbulhentos que vivem em caves com as mães.

No momento em que escrevo isto, consta que o filme está a ser muito bem recebido, nos países de Leste e tudo indica será também um sucesso pelas Indias e extremo Oriente nomeadamente no Japão. Curiosamente está a ter sucesso em países onde a população de uma forma genérica ainda não está tão formatada como nós aqui nos países ocidentais estamos para papar tudo o que sai da máquina publicitária americana, o que não deixa de ser sintomático.
A verdade é que tudo indica que [“John Carter“] contra todas as expectativas da Disney, se calhar ainda vai fazer muito mais dinheiro do que eles esperavam. O que a ser verdade a teoria de que a ideia da empresa seria usar o filme para fugir ao fisco, não abona muito á sorte de quem teve a brilhante ideia de usar esta aventura Marciana como barco a afundar.

O fãs do filme entretanto parece que se andam a organizar em campanhas mundiais pela net de modo a convencer a Disney a continuar com a saga e pelo menos adaptar o resto da trilogia inicial presente nos primeiros romances.

Se gostaram do filme, juntem-se á campanha internacional no FACEBOOK clicando aqui.

Até há dias atrás isso parecia impossível de acontecer, mas a partir do momento em que nos últimos dois dias o Blu-Ray e o Dvd de [“John Carter“] estão a ser um sucesso entre as pre-orders na Amazon americana, se calhar não será de excluir que a Disney perceba que poderá ter aqui um grande pote de ouro para continuar a explorar futuramente. Até porque os direitos dos livros seguintes já foram comprados para adaptação cinematográfica e a equipa original quer toda voltar para dar continuidade a esta space-opera fabulosa.
Por mim, faço a minha parte escrevendo textos como este e participando no maior forum online sobre o filme e que já se tornou o centro mundial da campanha para que a Disney reconsidere e pelo menos produza uma sequela.
E de preferência desta vez , não lixe tudo com uma promoção de merda.

Curiosamente, parece que muita imprensa e alguns bloggers acordaram tarde e subitamente começam a aparecer as primeiras reviews excelentes sobre o que verdadeiramente se pode encontrar no filme quando uma pessoa se dá ao trabalho de até olhar para ele antes de falar sobre o que não viu.

“Ignore the Critics, John Carter is fantastic !”
http://www.forbes.com/sites/erikkain/2012/03/09/ignore-the-critics-john-carter-is-fantastic/

“John Carter 3D Review”
http://www.stickytrigger.com/products/john-carter-3d-review/

“When PR firms should be sent to…”
http://www.dennismansfield.com/business/2012/03/john-carter-when-pr-firms-should-be-sent-to-the-er-the-film-was-great-and-the-public-relations-were-.html

“I don´t care what anyone says, i like John Carter”
http://bardofthelesserboulevards.yolasite.com/blog/i-don-t-care-what-anyone-says-i-liked-john-carter

“Go see a land on Mars”
http://www.nationalreview.com/corner/294950/go-see-land-war-mars-hans-von-spakovsky

“SFX presents the a-z of John Carter”
http://m.sfx.co.uk/2012/03/02/sfx-presents-the-a-z-of-john-carter-q/

e finalmente por agora…

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Mais detalhes sobre a minha perspectiva no meu texto no imdb.
http://www.imdb.com/title/tt0401729/reviews-260

E por agora chega.
Espero que os tenha convencido de que isto vale mesmo a pena e não merecia de forma alguma estar a ser comentado num blog sobre “Universos Esquecidos”.

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Filmes sobre Marte / Clássicos de que poderá gostar:

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11 thoughts on “John Carter ( John Carter ) Andrew Stanton (2012) EUA

  1. Pingback: John Carter Review by Luis Peres | backtobarsoom.com

  2. Excelente review! Para mim foi do melhor que se tem feito desde há muito tempo! O filme passou a correr e saí da sala com vontade de o rever, coisa que fiz levando amigos comigo e nenhum conseguiu perceber o porquê de tão más críticas que tem recebido!

    Em relação ao primeiro livro, saiu no início de março em versão portuguesa, mas só vai continuar a ser publicado dependendo do sucesso das vendas. http://www.saidadeemergencia.com/produto/litfantastica-bang/ficcao-cientifica-o-202374/john-carter/

  3. Hola Amigo coincido plenamente con tu comentario es una verdadera pena que esta saga se pierda en la taquilla ya que me hubiera gustado ver mas de John Carter.
    Considero que hollywood esta desorientado, perdido, no se..

  4. Esse foi um dos melhores filmes que já assisti. Desculpe, mas nao entendo a critica que detona com esse filme, que para mim foi perfeito! O tema, personagens, efeitos, o romance imaginario..a imagem geografica de Marte..tudo muito show. nao sei se o marketing foi feito direito, ou se houve outra grande falha nos bastidores. Mas a qualidade do filme é fantástica. Espero, se possivel fosse..que houvesse uma continuaçao deste filme. Pois há continuações deste estoria nos livros originais. Portanto, sonho com o retorno deste que, para mim, foi um marco. Valeu

  5. olá! filme muito bom! um dos melhores já vi tb! acabo de terminar de ler o primeiro livro, o qual recomendo a todos que gostaram do filme, vale muito a pena! agora estou empenhado em achar o 2º livro da serie para baixar, mas nao estou encontrando em portugues, alguem ai poderia compartilhar?
    Obrigado!

    • Pá, sinceramente não sei se vais encontrar os outros livros em português….aqui em Portugal só editaram o primeiro….e pelo brasil não conheço edição nenhuma nem em livro nem em e-book ou algo assim. De qualquer forma se encontrares algo, diz qualquer coisa.

  6. Um filme muito subestimado pela crítica. Fui ver a espera do pior… e acabei por gostar.

    Parabéns pelo blog, precisamos mesmo de relembrar os universos esquecidos.

  7. Boa noite! Acabei de ler os 3 primeiros livros da serie (e os unicos lancados aqui no Brasil em portugues) e achei demais. A partir do 4º as historias mudam de protagonista, nao sei se vou gostar tanto, mas vale a pena dar uma conferida, mesmo que seja em ingles. Abçs a todos

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