Garm Wars: The Last Druid (Garm Wars: The Last Druid) Mamoru Oshii (2014) Japão/Canadá

Agora que os novos Star Wars – Episode VII e Star Wars – Rogue One parecem ter revitalizado a Space Opera enquanto género na percepção popular, achei que valeria a pena recomendar-lhes agora também uma outra mas desta vez num estilo mais oriental.
[“GARM WARS : The Last Druid”], um pequeno filme de baixo orçamento que vale pela atmosfera e pela forma como nos mostra um universo novo particularmente criativo, tendo em conta que isto foi produzido sem dinheiro nenhum.

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Sempre me perguntei porque mesmo depois de todo o sucesso de Star Wars, o género da pura space-opera no sentido mais clássico nunca foi muito produzido.
Afinal ao longo da história do cinema popular, o que não faltaram foram clones dos Westerns Spaghetti de Clint Eastwood e Sergio Leone, a moda de filmes de terror para adolescentes, a moda dos filmes com duplas de policias, a moda dos filmes femininos, etc. Mas por qualquer razão nunca se vê muita gente a tentar criar aventuras no estilo clássico que George Lucas popularizou e modernizou em 1977.
Por isso eu quando encontro uma space-opera fico logo muito contente e esta em particular; [“GARM WARS : The Last Druid”] é uma excelente opção saída do Japão e filmada no Canadá.

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Imaginem que nunca tinham ouvido falar de Star Wars, não faziam a mínima ideia de que já tinha havido uma história nos Episódios, IV, V e VI, desconheciam por completo as primeiras duas novas prequelas e um dia entravam por acaso no cinema a meio da batalha espacial que inicia o “último” Episode III – Revenge of the Sith completamente alheios a tudo o que se passava no écran.
Não conhecem o universo, não fazem ideia quem são os personagens, porque lutam, o que se passa ou o que raio estão a ver quando se sentam na cadeira para começar a ver o filme.
Bem vindos a [“GARM WARS : The Last Druid”].

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É exactamente esta a sensação que nos assola quando começamos a ver mais esta produção de Mamoru Oshii, que para quem não sabe é um conhecido realizador Anime, figura de culto que criou o emblemático “Ghost in a Shell” que segundo alguns inspirou depois filmes como a trilogia Matrix.
Acontece que desde há alguns anos Oshii, não se dedica apenas ao desenho animado, mas também ao chamado “filme com imagem real / live action”.

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O seu primeiro título inclusivamente ganhou imediatamente também o estatuto de cinema de culto embora eu nunca tenha percebido porquê. Chamou-se “Avalon” e as edições de colecionador em dvd compram-se a preço de ouro.
Aliás, nada na filmografia de Oshii me atrai ou diz algo.
Não tenho qualquer empatia com Ghost in the Shell, não achei piada nenhuma à sua saga cibernética e o tipo de cinema deste realizador desconcerta-me.
Não sei se o acho pseudo-intelectual, apenas chato como o raio ou as duas coisas ao mesmo tempo.

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Há anos atrás comprei “Avalon” plenamente -enganado- pelas reviews profissionais que me garantiam que aquilo seria a maior maravilha sobre realidades virtuais que alguma vez tinha sido filmada e até hoje não consegui ver o filme até ao fim.
Verdade seja dita, “Avalon” teve um visual fabuloso, criou realmente um mundo com uma identidade muito ambiental e original mas quanto a mim desperdiçou-a por completo num argumento pretensioso como o raio, numa montagem errática e cheia de momentos aborrecidos e numa história que tentava colocar coisas a mais num estilo de filme que só pedia realmente para ser divertido e quanto a mim nunca foi.
Por isso até nunca fiz um texto sobre ele aqui neste blog…embora parece-me que agora acabei por o fazer sem querer.

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De qualquer forma, era necessário falar de “Avalon” para perceber [“GARM WARS : The Last Druid”].
Não só é mais um título de cinema asiático, filmado no ocidente e com actores ocidentais (“Avalon” tinha sido filmado na Roménia aproveitando muito bem a arquitectura local para criar ambiente), como desta vez parece que o realizador fez exactamente o contrário em termos de dinâmica narrativa.

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[“GARM WARS : The Last Druid”], contrariamente a “Avalon”, não é uma história muito intricada. Apenas parece mais confusa do que na realidade é porque o espectador é literalmente atirado para dentro daquele universo no início do filme a meio de qualquer coisa que não compreende.
Parece que Mamoru Oshii desta vez tentou simplificar a coisa e focar-se mais no puro divertimento; só que depois esqueceu-se de começar o filme pelo princípio.

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Entramos em [“GARM WARS : The Last Druid”] logo a meio de uma batalha espacial/planetária sobre a qual não temos qualquer informação. E pior , entramos por um mundo absolutamente fabuloso mas cheio de referências que não compreendemos, pois nada nesta história nos foi antes apresentado.
O que causa uma estranha reacção no espectador; o filme desconcerta-nos e maravilha-nos logo desde os primeiros segundos. Se por um lado percebemos imediatamente que estamos perante um universo de ficção-científica realmente único em cinema, por outro lado o visual e a acção frenética ataca-nos os sentidos deixando-nos esgotados ainda o filme mal começou.

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O que complica as coisas no sentido em que somos atirados para a acção ao mesmo tempo que o realizador pretende estabelecer as regras do mundo que criou usando essa mesma acção para delinear personagens e situações. Isto até poderia ser uma excelente ideia se o universo do filme tivesse mais semelhanças com conceitos alienígenas menos imaginativos. O  problema é que o espectador nos primeiros minutos, não sabe se deve entusiasmar-se com as cenas de batalha, tentar compreender todas as referências visuais absolutamente novas com que é bombardeado ou descortinar o que raio se passa na história e principalmente quem é quem.

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Mamoro Oshii tentou através da acção apresentar-nos o mundo que criou, mas comete dois erros. É informação rápida demais para quem chega agora a um universo que nunca viu e ainda por cima a batalha dura poucos minutos pois o próprio filme não chega a ter 100 minutos de duração e a natureza da história pedia pelo menos uns bons dez ou quinze extra de boa exposição inicial ao conceito.

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Por outro lado [“GARM WARS : The Last Druid”] tem a grande mais valia que hoje já é rara na ficção científica. Mostra-nos um universo único dentro de um ambiente –steampunk– cibernético que é muito pouco explorado em histórias de –live action– habitualmente. E nisso triunfa de forma fabulosa, pois todo o design deste filme é absolutamente fascinante.

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É absolutamente impossível mostrar por fotografias paradas quão espectactular são as imagens em movimento desta space opera no que toca á criação de ambientes e paisagens alienígenas; mesmo sendo tudo feito em CGI relativamente mediano nunca reflete negativamente o baixo orçamento do filme.
O design desta aventura é extraordinário e em certas alturas faz lembrar um bocado o tipo de pintura do ilustrador clássico de fantasia Rodney Mathews num cruzamento entre isso, Star Wars e uma estética steampunk com uns pózinhos de Dune de David Lynch, (ou Frank Herbert´s Dune / Children of Dune), o que só lhe fica bem.
Tudo embrulhado num traço claramente Anime que complementa todo o design de forma brilhante e faz este [“Gar Wars : The Last Druid”] destacar-se de tudo o que poderão ver em termos de ficção-científica para cinema actualmente.

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Portanto nota alta, para o design e atmosfera visual deste filme. Só por este motivo recomenda-se vivamente a todos os entusiastas da ficção-científica que procurem mundos diferentes no cinema contemporâneo.
A batalha incial, pode ser confusa como o raio, os personagens e situações totalmente enigmáticos e a acção vertiginosa, mas é realmente um grande momento de space-opera como raramente se vê. Space-opera clássica no melhor sentido e apesar de breve não irá desapontar quem gosta deste tipo de aventuras espaciais.

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São filmes como [“GARM WARS : The Last Druid”] que demonstram muito bem, que se calhar não são precisos orçamentos gigantes para se criarem mundos espaciais extraordinários e a imaginação será sempre bem mais importante. Obviamente que o CGI não pode competir com o nível dos grandes estúdios, mas o que faz, faz de forma extraordinária quando é preciso e [“Gar Wars : The Last Druid”] não tem falta de enormes cruzadores espaciais, caças de combate, robots gigantes e extraterrestres enigmáticos (com um design excelente).

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Curiosamente mais uma vez Oshii filmou fora do seu Japão natal e desta vez não foi para a Roménia mas sim para o Canadá.
Mais uma vez também usa um elenco composto por ocidentais com destaque para o carismático Lance Heriksen, sempre competente e que nunca desaponta o espectador.
Desta vez num personagem místico que embora relativamente mal desenvolvido lhe assenta como uma luva visualmente.

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[“GARM WARS : The Last Druid”] é uma história algo sem lógica, por isso deixem o cérebro à porta e tentem divertir-se com o que há. Em muitos momentos parece que estamos a ver não um filme com principio, meio e fim, mas sim bocados fragmentados de algo muito mais épico e que foram recortados para serem remontados numa versão que não chega a 100 minutos.

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Essa é acima de tudo a grande fraqueza desta produção. Faz tudo bem, excepto contar uma história, pois a sua constante fragmentação narrativa nunca deixa o espectador criar uma verdadeira empatia com os personagens, embora haja pelo meio do filme um par de bons momentos em que se nota que [“GARM WARS : The Last Druid”] poderia ter sido verdadeiramente mais especial (e maior) do que é.

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[“GARM WARS : The Last Druid”] conta a história de um planeta sempre em guerra que há muitos milénios terá sido criado por uma raça extraterrestre muito avançada que o dotou de vida ao melhor estilo –astronautas do passado.
Um dia sem qualquer explicação os “deuses” voltaram para as estrelas e deixaram para trás todas as raças que criaram. Estas já divididas em clãs começaram uma guerra eterna para a supremacia do planeta numa espiral de violência sem fim; de cada vez que um soldado morre, este volta a reencarnar no seu clone; isto porque muita da técnologia dos “deuses” ficou para trás e passou a ser usada essencialmente para a guerra.

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Das inúmeras raças que existiam inicialmente, devido a milénios de guerra, apenas sobram três clãs; o clã dos soldados, o clã dos cientistas/politicos e o clã religioso que abdicou da tecnologia e defende o regresso à vida simples em comunhão com o planeta, ao melhor estilo -mãe Gaia.

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Devido a muitos percalços surgidos pelo meio da batalha inicial, trés membros de clãs distintos encontram-se obrigados a viajar juntos para cumprir – uma quest – ao melhor estilo clássico das histórias de fantasia.
Missão essa que envolve uma misteriosa criança, um cão que supostamente será uma divindade celestial encarnada e um par de anti-herois relutantes, clones da sua anterior versão que viajam juntamente com um velho Druída para resolverem um enigma ancestral que poderá fazer com que a paz regresse aquele mundo.
Já agora só por curiosidade há alguns indícios que apontam para que esta história se passe muito provavelmente em Marte há muitos milhões de anos atrás.
Tudo muito giro, certo ?

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Errado.
Isto seria uma boa base para uma história, o problema é que não bastava já o filme parecer começar a meio, como ainda por cima tem um final absolutamente ilógico e completamente desnecessário que não faz mais do que deixar muita coisa em aberto para uma sequela que infelizmente duvido venha a acontecer e é pena, pois pessoalmente gostaria muito de ver não só uma continuação, como se calhar seria interessante, uma verdadeira prequela focada precisamente nos tempos do “deuses” por exemplo.
Há muito pormenor fascinante que fica sub-entendido por entre as linhas do argumento e parte do fascínio deste filme está até mais naquilo que imaginamos que aconteceu do que naquilo que vemos acontecer.
Ah, já agora, os cenários naturais são muito bons também.

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Durante 90 minutos acompanhamos com gosto a viagem dos heróis, criamos alguma empatia com um par deles mas depois o argumento deita tudo a perder no final com um twist que é tudo menos inesperado e na verdade não tem qualquer lógica dentro do próprio contexto original da história.
Parece que no acto final o realizador achou que devia entrar pelos esoterismos bacocos do costume no seu cinema e complicou aquilo que deveria ter ficado simples, quando se deveria ter mantido na direcção que o argumento aparentava seguir.

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O facto de se querer inserir uma reviravolta –a martelo– não deveria servir de justificação para detalhes ilógicos numa história como esta mas a verdade é que serve.
E é pena. [“GARM WARS : The Last Druid”] poderia ser realmente uma space-opera com uma pequena história fascinante, não fosse o final ser um desperdício , até bastante formulário dentro do Anime.

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No entanto, não se pode negar que este filme tem muito charme.
O visual é absolutamente único, o design é literalmente do outro mundo e tudo o que faz bem, faz muito , muito bem.
Dispensava-se era o que faz de mal, pois quase que arruina o conjunto.
Por outro lado, eu diverti-me muito com esta aventura.
É raro aparecer bom cinema de space-opera e mais raro ainda é encontrarmos algo num estilo steampunk tão bem conceptualizado em termos visuais com tão baixo orçamento.
A equipa criativa disto está de parabéns pois na sua simplicidade, a história tem no entanto um excelente ambiente épico quanto baste, particularmente nos primeiros vinte minutos que são visualmente incríveis a todos os níveis.

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Felizmente não é tão pretensioso e aborrecido quanto “Avalon”.
Poderíamos estar na presença de uma das melhores space-operas de série B dos últimos anos mas só não estamos, porque a história está realmente muito mal delineada em termos narrativos.
Começa com uma empolgante batalha nos céus de um planeta alienígena, , com cenários de interiores incríveis, mas depois perde toda a atmosfera épica e passa a ser uma espécie de road-movie pseudo-intimista, até que no segmento final, entra por um registo ecológico-new age que leva tudo até um tipo de final que era perfeitamente dispensável neste caso.

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E é pena. Este é o tipo de filme que eu gostaria mesmo muito de dar nota máxima por muitos e variados motivos, mas tal não é possível.
O melhor série B em estilo space-opera dos últimos anos continua a ser o australiano “Humanity´s End” que recomendo vivamente a toda a gente que gosta de aventuras no espaço em molde clássico e percebe o valor do cinema série B com alma.

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[“Gar Wars : The Last Druid”] tem no entanto a mais valia de ser muito possivelmente o melhor filme de Ficção-científica saído de uma produção japonesa, pois normalmente a FC pura e dura não é o forte cinematográfico por aqueles lados. Apesar de tudo este é um bom exemplo.

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CLASSIFICAÇÃO

[“Garm Wars : The Last Druid”] é um filme muito dificil de classificar.
Para quem se interessa por concept-art, ilustração ou apenas gosta de filmes de ficção-científica passados em mundos verdadeiramente diferentes, então este é de visão obrigatória.
Quem gosta de Anime também vai encontrar aqui um bom Anime em formato – live action. Vai apelar também a quem gostaria que houvessem mais bons títulos com uma estética -steampunk- pois o look deste universo é realmente do melhor.

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Por outro lado, o facto de misturar vários tipo de filme de uma forma muito fragmentada, retira-lhe muitos pontos.
Mas, pessoalmente eu gostei muito disto, apesar das suas muitas falhas.
Já o vi há quase dois meses, só o vi uma vez ainda e durante este tempo todo nunca me saiu da cabeça. Portanto para mim é realmente muito bom.

Quatro planetas Saturno

   

Para já ficamos assim, apesar de [“GARM WARS : The Last Druid”] ser um daqueles filmes que aprecio mais cada vez que o revejo e portanto esta classificação poderá ser revista e aumentar no futuro, apesar das suas falhas.

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A favor: o ambiente, o design estilo steampunk, as naves verdadeiramente únicas, boas sequências de acção áerea, o conceito inicial da história numa mistura entre Fantasia e Fc é bastante criativo. Faz maravilhas com o baixo orçamento que teve. Lance Heriksen mantém o seu carisma habitual e não decepciona. O resto do elenco também cumpre e só não faz melhor porque o argumento está mal alinhavado desde o início e não dá margem para grandes desenvolvimentos de personagens.

Contra: demasiado framentado no que toca a manter uma narrativa coerente, a história começa bem mas o final é muito decepcionante e até bem previsível, pessoalmente não gosto particularmente do estilo da banda sonora, faltam-lhe pelo menos uns 15 minutos iniciais que estabelecessem bem aquele mundo e os personagens de uma forma coerente, devia ter uma sequela e está mais que óbvio que não irá haver. A fotografia do filme mantêm um registo demasiado etéreo e se calhar tem um estilo com “nebulosidade” a mais quando tanto pormenor fabuloso presente no design pedia imagens mais claras.

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NOTAS ADICIONAIS

TRAILER

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COMPRAR BLURAY – REGIÃO B (2) – EDIÇÃO UK
A edição Bluray à venda na Amazon Uk, tem uma qualidade de imagem fantástica e apesar de deixar bastante a desejar em termos de extras, é de compra obrigatória para quem também ficar fascinado por este filme hipnótico.

BLURAY.png

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As cenas steampunk de batalha brilham a todos os níveis neste bluray onde a qualidade de imagem é bem superior á cópia sacada da net que eu tinha visto inicialmente.

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IMDb
http://www.imdb.com/title/tt2504640/combined

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