“I PALADINI – CORAÇÕES E ARMADURAS” (“I PALADINI – STORIA D´ARMI ET DAMORI” / “Hearts and Harmour”) – Giacomo Battiato (1983) – ITALIA

[“I PALADINI – CORAÇÕES E ARMADURAS”] como foi intitulado em Portugal nos tempos áureos do VHS é um filme sobre cavaleiros… e armaduras…
E corações…

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Na verdade [“I PALADINI – CORAÇÕES E ARMADURAS”] não é um filme, mas sim uma remontagem para – cinema / VHS – criada na altura a partir de uma série original Italiana produzida para televisão e não fosse a sua montagem algo errática que comprimiu os 4 episódios de uma hora numa longa metragem com pouco mais de 100 minutos, se calhar nem se notaria a origem televisiva do projecto.

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[“I PALADINI – CORAÇÕES E ARMADURAS”] foi um daqueles VHS que já na altura eram muito difíceis de encontrar, ( pelo menos aqui na minha cidade ) onde apenas um único clube de video tinha uma cópia deste título para aluguer e que cedo pifou.
Lançado originalmente com o selo da Warner para o mercado de VHS vim mais tarde a descobrir que se tornou precisamente por isso num dos grandes filmes de culto “esquecidos” dentro do género…ehm… – Cavaleiros e Armaduras –

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Isto porque [“I PALADINI – CORAÇÕES E ARMADURAS”] é aquele tipo de “filme” que quem viu um dia em cassete de video estranhamente não esqueceu.
Pode não se recordar perfeitamente do que viu e muito menos conhecer o título , mas basta olhar para uma fotografia na internet e muita gente lembrar-se-á daquele filme estranho com cavaleiros e montes de ambiente.
Será mais conhecido como : – “ Ahh… o tal filme com aquelas armaduras !! “
Porque sim, o design das armaduras nesta produção é realmente um dos seus pontos altos pois são fantásticas sem nunca no entanto deixarem de parecer reais.

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Curiosamente já na altura por volta de 1985/86quando vi isto pela primeira vez , eu tinha desconfiado que [“I PALADINI – CORAÇÕES E ARMADURAS”] seria talvez uma série de TV. Não pelo estilo de realização, mas por causa da própria montagem da versão lançada em VHS.
Aquilo parecia desde logo bastante fragmentado.
Os personagens eram cativantes, a atmosfera muito realística mas a história por vezes ou avançava rapidamente sem explicar grande coisa que motivasse muitos dos acontecimentos a seguir, ou então arrastava-se num par de diálogos de exposição sem grande necessidade. Certas cenas de acção pareciam resumos de algo mais que se sentia estar por ali algures mas nunca aparecia a seguir…

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Portanto quando eu confirmei que [“I PALADINI – CORAÇÕES E ARMADURAS”] era mesmo uma produção televisiva criada em Itália não fiquei surpreendido.
Apesar da popularidade “underground” deste título até mesmo hoje pela net, a série de TV original parece impossível de ser encontrada seja onde for.
Nos vários anos em que a procurei nunca encontrei um episódio ou um torrent com uma versão em Italiano sequer e como tal estou até hoje sem poder compará-la com “o filme” que um dia vi em VHS.

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O que encontrei há já algum tempo, foi um VHS-rip de qualidade duvidosa.
O Youtube conta inclusivamente com um par de cópias aparentemente extraídas da mesma fonte, embora eu já tenha visto na net fotografias onde “o filme” aparece com muito boa definição e aparente qualidade mas até agora não consegui localizar a sua origem…
O que quer dizer que continuo a ter que me contentar com o VHS-Rip.
Por acaso este foi um daqueles filmes que eu próprio guardei da altura do VHS e é uma das raras cassetes piratas que ainda tenho. Mas é a mesma cópia que circula no Youtube.

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[“I PALADINI – CORAÇÕES E ARMADURAS”] desde sempre me pareceu um produto estranho mas completamente hipnótico e como tal decidi nunca me desfazer do filme pois sempre suspeitei que isto se iria tornar coisa muito rara de obter; isto muito antes de sequer imaginar que viria a existir um Youtube ou uma Internet.
Portanto, vamos lá falar um bocadinho sobre isto…enquanto “filme” ; até porque na verdade merece ser chamado assim.

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Mesmo com uma montagem errática e um frame em 4:3 que não lhe permitiu grandes enquadramentos a verdade é que [“I PALADINI – CORAÇÕES E ARMADURAS”] sente-se como sendo um filme e logo nos esquecemos que estamos a ver um produto criado para televisão.
Até mesmo para a época [“I PALADINI – CORAÇÕES E ARMADURAS”] parece uma produção á frente do seu tempo.
Isto porque no mesmo ano em que as produções televisivas norte americanas que nos apareciam por cá em estilo “KnightRider”, “V”, “Automan” ou semelhantes tinham todas aquela aura – cheap – e apressada com a típica – fotografia – televisiva da altura e os valores de produção medianos para despachar, [“I PALADINI – CORAÇÕES E ARMADURAS”] aparecia do nada , saído de Itália ( mas falado em Inglês ).
Ainda para mais  com um visual absolutamente cativante e uma sensação de autenticidade que inclusivamente já li ter sido elogiada por alguns Historiadores.

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Mais estranho ainda, [“I PALADINI – CORAÇÕES E ARMADURAS”] foi uma arriscada mistura de actores Italianos e americanos; tendo ido buscá-los a telenovelas pirosas da altura nos States como ao clássico pindérico da choradeira gringa, “The Bold and the Beautiful” e “Days of Our Lives” de onde sairam o jovem herói loiro e o moreno.
Conta ainda com Tanya Roberts, muito popular no cinema B da altura que aqui compõe uma excelente princesa Árabe.
E resulta.

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Aliás uma das coisas mais hipnóticas em [“I PALADINI – CORAÇÕES E ARMADURAS”] é precisamente o elenco.
Hoje seria o equivalente áqueles conjuntos de jovens lindos em estilo Twillight de meter vómito, mas curiosamente neste “filme” Italiano esta filosofia de casting trouxe uma estranha mais valia a todo o conjunto e nunca por um instante nos parece estarmos a ver uma pimbalhada cinematográfica; muito pelo contrário.
Talvez porque a atitude antigamente fosse diferente e mais do que um elenco bonito também convinha que as pessoas tivessem mesmo carisma ou já agora, soubessem representar e portanto não há um único actor seja de que nacionalidade for em [“I PALADINI – CORAÇÕES E ARMADURAS”] que possa ser acusado de estar mal colocado neste filme.
Até porque a história tem um enorme sabor a Lenda Encantada.

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Se gostaram daquele ambiente mais cru e realístico da Idade Média retratada em certas cenas de “LADY HAWKE” por exemplo, irão gostar das partes mais – frias – deste filme.
E por falar em Lendas Encantadas, [“I PALADINI – CORAÇÕES E ARMADURAS”] muito provavelmente não teria existido não fosse o enorme sucesso do filme “EXCALIBUR”.
A famosa produção realizada por John Boorman ( o mesmo do atroz , “Zardoz ) e que naquela época se tornou uma espécie de marco da Fantasia no cinema ; embora seja um dos meus ódios de estacão cinéfilos.
“EXCALIBUR” pode ser muito conceituado mas por mais que o tente rever, continua a parecer-se com uma secante telenovela pirosa altamente estilizada que em muitas alturas se parece mais com um mau produto televisivo do que esta produção Italiana.
Sempre achei fascinante como até mesmo com um elenco cheio de actores de telenovelas da pior espécie [“I PALADINI – CORAÇÕES E ARMADURAS”] acabou no entanto não se parecer com uma, apesar de até incluir um par de love-stories obrigatórias.

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O que eu sempre gostei em [“I PALADINI – CORAÇÕES E ARMADURAS”] foi o facto de ter sido aquilo que eu gostaria que “EXCALIBUR” tivesse sido na mesma época para lá de toda a suposta genialidade por detrás da realização de Boorman.
O realizador de [“I PALADINI – CORAÇÕES E ARMADURAS”],  Giacomo Battiato, pode não ser o realizador de “Zardoz” ( e por isso não ser considerado um “Artista” pela crítica iluminada ), mas soube como ninguém criar um filme medieval com a magia de uma lenda que poderia muito bem ser Algarvia ou simplesmente Portuguesa; onde não falta sequer uma excelente Moura Encantada.

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[“I PALADINI – CORAÇÕES E ARMADURAS”] é uma Lenda Encantada medieval e funciona precisamente porque até no seu baixo orçamento soube criar uma atmosfera realística e por vezes desencantada dentro do cinema com ambiente medieval.
“EXCALIBUR” é conhecido por ter sido o primeiro a mostrar que se calhar a época dos cavaleiros era afinal absolutamente suja, nojenta e ultra violenta, mas depois perdeu-se em romanticismos clássicos que embora adaptem bem o texto poético sobre a Lenda de Artur, fê-lo de uma forma dramaticamente desinteressante por excesso de estilo.
[“I PALADINI – CORAÇÕES E ARMADURAS”] não caiu nessa tentação. Pode ter surgido na senda do sucesso comercial de “EXCALIBUR” mas manteve-se fiel a uma atmosfera nua e crua que o destingue de tudo o resto até hoje.

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[“I PALADINI – CORAÇÕES E ARMADURAS”] está para o cinema de Cavaleiros como os filmes de Sérgio Leone estão para o Western tradicional americano e é isso que lhe dá uma aura muito especial; até porque é um produto único.
Que me recorde, com este visual, parecendo um filme realmente muito cuidado acho que não houve mais nada com uma atmosfera tão fria e “realística” em termos de design…
Pelo menos até surgir algum cinema actual moderno; com a vantagem de que [“I PALADINI – CORAÇÕES E ARMADURAS”] nesta altura ainda não se parecia com um videogame.

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O grande problema do filme está precisamente na montagem.
Há quem diga até que [“I PALADINI – CORAÇÕES E ARMADURAS”] não tem história pois resume-se a uma colagem de vinhetas que poderiam ser isoladas; entre cenas românticas e sequências de acção.
Talvez seja verdade a um primeiro olhar por isso o “filme” parece estranho se chegamos até ele desprevenidos. Na verdade abre de uma forma esquísita e o espectador vê-se de repente atirado para quele mundo sem perceber bem onde está, mas por outro lado é também isso que o tornou bastante diferente de tudo o que havia na altura … e penso que nunca apareceu até hoje.

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Pessoalmente nunca senti falta de uma história naqueles moldes do cinema de aventuras americano como muita gente se queixa que não existe neste filme.
Quem conhece o cinema Italiano dos 70s percebe perfeitamente que esta produção tem uma identidade marcadamente europeia no melhor dos sentido.
Não era para ser sequer um filme de aventuras no estilo Hollywood mas muita gente não entende isso porque o público pouco mais quer ver do que blockbusters.
Aqui temos apenas uma história sobre Cristãos e Árabes envolvendo cavaleiros, princesas e mercenários quanto baste.
[“I PALADINI – CORAÇÕES E ARMADURAS”] acompanha as desventuras de vários personagens pelo Sul de uma Europa medieval fria, desencantada, suja mas ao mesmo tempo bastante romântica e joga muito com o contraste entre uma Europa medieval atrasada e uma cultura Árabe mais civilizada quando comparada com as besta que nós éramos séculos atrás em muitos aspectos.

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Essencialmente estamos no campo das “Lendas Mouras” e toda a história gira em torno da presença Arabe no sul da Europa onde se confrontam Mouros e Cristãos.
Também é uma história que não tem bons nem maus naquele sentido mais moderno.
Não tem propriamente heróis ou vilões ( apenas cavaleiros, guerreiros ou mercenários ) e isso é outra das suas mais valias, o que para a altura até foi uma novidade.
Nem os Cristãos são bonzinhos, nem os Mouros são uns invasores do demo e foi bom ter encontrado algo assim. Claramente uma produção Europeia só por este pormenor.

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Além disso, tem a minha personagem medieval feminina favorita de sempre – “Bradamante” – que para mim é um daqueles nomes geniais, pois soa imediatamente a algo envolto em imensa Fantasia.
Esta miúda teria sido uma excelente heroína medieval se tivessem produzido mais um par de “sequelas” e tal como aconteceu também no fabuloso e também Italiano “STARCRASH”, ( com a mercenária Stella Star ), o cinema europeu perdeu aqui mais outra oportunidade de deixar marca em termos de heroínas clássicas dentro do cinema independente, pois ambas mereciam estar no mesmo patamar de culto que a Barbarella de Jane Fonda.

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Na verdade não há nada que se possa dizer de negativo em termos de personagens.
Até os cavaleiros com pinta de modelos lindos para as meninas também terem o direito de apreciar são tipos com personalidade, bons actores ( e com bons personagens ).
Isto não é um Twilight dos anos 80, felizmente !
Se alguns parecem perdidos no meio da história a culpa é claramente da montagem do “filme” porque aposto que [“I PALADINI – CORAÇÕES E ARMADURAS”] no seu formato original de série televisiva deve ter sido realmente muito especial durante as suas 4 horas de duração.
Por exemplo, “LIONHEART – JOVENS CRUZADOS” foi feito para cinema alguns anos depois, é também cinema sobre cavaleiros e nem se compara em termos de resultado com este simples exemplo televisivo transformado em “filme” em total modo – Spaghetti Knights no melhor dos sentidos.
Esta produção Italiana limpa o chão com o filme de Shaffner. Inclusivamente nas cenas de batalha onde nem falta algum -gore- para tornar tudo ainda mais cru.
Pouco mais de 100 minutos em [“I PALADINI – CORAÇÕES E ARMADURAS”] sabem a pouco mas percebe-se; ( e desculpa-se ) porque “falha”.

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Uma nota para a fotografia do “filme” que é excelente e capta de forma fabulosa todos os ambientes frios mas ao mesmo tempo quase assombrados ( ou encantados ) de uma Idade Média cinematográfica com muita personalidade.
Nem mesmo a péssima resolução de uma cópia VHS apaga o bom trabalho do director de fotografia deste projecto.
Outra coisa que ficou muito popular foi a banda sonora que fica no ouvido, embora seja claramente música Italiana de uma altura específica, pois soa claramente ao que costumávamos ouvir em todos os filmes europeus lá pelo final dos anos 70, inicios de 80; sendo uma espécie de homenagem ao estilo Morricone da época mas que resulta muito bem.
A banda sonora é também grande responsável pela história ter a excelente atmosfera que tem e embora hoje pareça mais datada do antes, descobri há pouco que é um daqueles discos de culto no que toca a bandas-sonoras raras.

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CLASSIFICAÇÃO

Se vocês conseguirem encontrar uma boa cópia disto, avisem-me.
Que eu saiba não foi editado em Dvd… mas nunca se sabe…
Neste momento só conseguirão ver o filme no Youtube e é pena.
De qualquer forma recomendo que o saquem e o vejam num écran de televisão bem grande pois é realmente um daqueles que apesar do 4:3 funciona muito melhor quando não é visto apenas num écran minúsculo de laptop. Como todo o cinema com C grande; e [“I PALADINI – CORAÇÕES E ARMADURAS”] pode ser TV mas é mais cinema do que muita coisa que actualmente aparece todas as semanas nas salas Portuguesas impingido por Hollywood e como tal recomenda-se vivamente, especialmente a quem procura uma boa história de contornos medievais com muita alma.

Quatro Planetas Saturno.


   

Não leva mais, por causa da montagem errática que lhe retira muitos pontos.

A favor: o design das armaduras, o estilo realistico de toda a história, consegue ser uma espécie de Lenda de Moura Encantada sem ser infantil ou sequer juvenil, toda a atmosfera séria da história, os personagens têm carisma, grande destaque para “Bradamante” que é a princesa/cavaleira perfeita para este tipo de história, não tem heróis nem vilões, o equilíbrio entre a perspectiva Cristã e Moura faz com que o filme funcione bem em termos dramáticos, as histórias de amor são óbvias mas não chateiam de todo e dão ao filme um ambiente romântico no bom sentido que faz com que tudo o resto resulte.

Contra: a montagem é errática pois transformar 4 horas de série em 100 minutos de “filme” não deve ter sido fácil.
 É um “filme” muito desconjuntado por causa disso mesmo.

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NOTAS ADICIONAIS



Fan TRAILER

Wikipedia
https://en.wikipedia.org/wiki/Hearts_and_Armour

FILME COMPLETO

IMDb
http://www.imdb.com/title/tt0086074

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“FLESH GORDON MEETS THE COSMIC CHEERLEADERS” – Howard Ziehm (1990) EUA

Então gajos, gostam de filmes com gajas ? Querem filmes com mamas e gajas ? Querem filmes com mamas e gajas e coisas do espaço e cheerleaders em modo coiro ?
Não procurem mais, [“FLESH GORDON MEETS THE COSMIC CHEERLEADERS”] é o filme que irá mudar as vossas vidas, mais do que um congresso da Herbalife ou uma lavagem espiritual da Iurd.

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[“FLESH GORDON MEETS THE COSMIC CHEERLEADERS”] é a sequela chunga do original “FLESH GORDON” ( “Not to be confused with the original Flash Gordon…de acordo com o trailer…ainda bem que avisam )
…
Se o original “FLESH GORDON” de 1974 já era considerado um dos piores filmes-lixo de todos os tempos, [“FLESH GORDON MEETS THE COSMIC CHEERLEADERS”] pretende superar essa fasquia.

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Para isso conta pelo menos com o triplo de “piadas” escatológicas “muito divertidas” e um estilo visual – mais moderno – que no entanto por vezes parece querer tentar ser uma espécie de “Rocky Horror Picture Show” contemporâneo sem nunca lá chegar.
Se a ideia foi tentar criar um culto á volta disto, parece que o realizador Howard Ziehm desta vez falhou redondamente pois se muita gente se recorda do primeiro “FLESH GORDON” este segundo parece ter passado completamente despercebido; mesmo até por entre a malta que como eu adora cinema de zero orçamento em total modo exploitation chungoso. Eu pelo menos nunca tinha ouvido falar disto até há poucas semanas atrás e eu pensava que já tinha visto todo o lixo com putedo espacial disponível na internet…

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Mas comecemos pelo que tem de bom.
[“FLESH GORDON MEETS THE COSMIC CHEERLEADERS”] é um daqueles filmes imperdíveis por uma simples razão. Visualmente é absolutamente extraordinário.
Tem uma criatividade visual extremamente divertida e não conseguimos deixar de olhar para isto só para vermos o que poderá aparecer de seguida no écran.

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O filme presta homenagem de forma chunga aos designs dos seriais clássicos de Flash Gordon com Buster Crabbe e tem uma atmosfera visual absolutamente cativante.
Desde o estilo retro em modo 30s e 40s no look de “Dale… (ehm)… Ardor….” até aos fantásticos e muito criativos matte-paintings que percorrem toda a aventura em total modo histérico [“FLESH GORDON MEETS THE COSMIC CHEERLEADERS”] é um verdadeiro triunfo visual dentro do cinema ultra-low budget.

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É impressão minha ou algumas das maquetes das naves e cidades futuristas foram construídas com embalagens de Iogurte, bolas de ping-pong, tupperware pintado e covettes de ovos vazias ?…
E sim, isto é um titulo sem CGI, ainda há moda antiga o que lhe dá logo pontos extra e um sabor muito especial.
Até porque duvido que houvesse dinheiro nisto sequer para um gráfico do zx-spectrum…

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[“FLESH GORDON MEETS THE COSMIC CHEERLEADERS”] por tudo isto parece-se ainda com aquele filme que John Waters nunca realizou , mas poderia ter realizado…se entrasse em modo histérico por excesso de inalação de coca, obviamente.
Pode ser impressão minha, mas nota-se que há por aqui uma tentativa de se produzir cinema nos moldes de um filme de John Waters quase como se o realizador Howard Ziehm quisesse mesmo á força que [“FLESH GORDON MEETS THE COSMIC CHEERLEADERS”] se tornasse um filme de culto dentro desse género.

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Talvez seja isso que falha aqui. [“FLESH GORDON MEETS THE COSMIC CHEERLEADERS”] precisa, quer ser um filme de culto e está filmado para ser filme de culto.
O que imediatamente é algo que resulta contra ele e por isso talvez não tenha pegado junto das audiências mesmo dentro do próprio género ao contrário do que aconteceu com o primeiro, que apenas por ser realmente mau se tornou automaticamente num clássico do lixo.
Esta sequela, esforça-se por demais para ser lixo, mas lixo propositadamente criado para ser lixo nunca tem tanta empatia com o espectador, mesmo que este adore cinema mau , (que é uma coisa diferente de – mau cinema)…

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Mas que isto tem um visual absolutamente fabuloso tem.
Volto a dizer, [“FLESH GORDON MEETS THE COSMIC CHEERLEADERS”] vale a pena ser visto só pela criatividade do que mostra no écran em termos de “efeitos” nada especiais totalmente feitos por métodos caseiros e o mais tradicional possível.
Não sei quem foi o responsável criativo pelo visual deste filme mas está de parabéns e se houvessem Óscares para chungarias cinematográficas o trabalho aqui realizado seria certamente um marco do início dos anos 90.

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[“FLESH GORDON MEETS THE COSMIC CHEERLEADERS”] é também uma comédia sexual; embora a comédia desta vez seja talvez o que o afunda por completo enquanto boa proposta do género.
Sabem aquela anedota genial mas que perde a piada toda quando é contada por aquele vosso amigo que em vez de a atirar em segundos, enrola-se todo e leva minutos intermináveis para chegar á punchline que toda a gente já sabe qual é ?…
Pois bem [“FLESH GORDON MEETS THE COSMIC CHEERLEADERS”] tem exactamente esse efeito.

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[“FLESH GORDON MEETS THE COSMIC CHEERLEADERS”] se tivesse menos 40 minutos seria perfeito, mas esta coisa tem quase, quase duas horas !!!
O que é rídiculo, pois isto era filme para não passar dos 76 minutos e chegaria muito bem.
Não é que não haja humor bem conseguido neste filme. Inicialmente é bem divertido e visualmente fascinante se o espectador tiver estômago para cinema rasca, mas o problema é que se estende mesmo por demais.

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Algum humor satiriza bem o universo Flash Gordon ( e é mais genuíno até que “FLASH GORDON“); algumas piadas mais escatológicas até são bem criativas e suportáveis (engraçadas ao início até) mas depois [“FLESH GORDON MEETS THE COSMIC CHEERLEADERS”] começa a repetir-se. Não na estrutura da aventura pois há sempre muito a acontecer mas precisamente no tipo de humor.
76 minutos chegariam para fazer este filme funcionar porque isso teria impedido [“FLESH GORDON MEETS THE COSMIC CHEERLEADERS”] de repetir constantemente o mesmo tipo de gags sexuais a partir de certa altura.

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Por isso algumas piadas que inicialmente até são divertidas depois ficam velhas muito depressa e mais ou menos a meio do filme começa a instalar-se um cansaço no espectador pois o que aparece de novo, não compensa ter que levar sempre com o mesmo humor uma e outra vez como se os criadores deste filme ainda se estivessem a rir da própria piada e achassem que valia a pena repetir.

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O facto de [“FLESH GORDON MEETS THE COSMIC CHEERLEADERS”] também ter um par de personagens por demais irritantes não ajuda. Se há coisa que arruina uma comédia é quando os actores entram e modo over-acting esforçando-se por serem cómicos, como se estivessem sempre a piscar o olho á câmera e a indicar ao espectador onde é para rir.

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[“FLESH GORDON MEETS THE COSMIC CHEERLEADERS”] a partir da segunda metade sofre bastante com isso pois parece que o realizador não percebeu que fazer um mau filme de propósito não lhe dá mais piada do que teria se tivesse sido um genuíno mau produto. 
Comparemos esta – space opera – chunga com por exemplo o fabuloso “Starcrash”…
STARCRASH” funciona e é divertido porque toda a gente naquele filme se leva a sério.
O overacting ali é genuíno, fruto do esforço por representar bem. Coisa que não acontece em [“FLESH GORDON MEETS THE COSMIC CHEERLEADERS”] pois toda a gente está a divertir-se tanto que isso gera imediatamente uma atmosfera falsa dentro daquilo que seria necessário para um filme como este depois poder ganhar verdadeiro estatuto de culto.

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O que é pena, pois [“FLESH GORDON MEETS THE COSMIC CHEERLEADERS”] tinha tudo para ser genial e genialmente divertido, mas fica a meio caminho.
Salvam-se as mamas.
Sim, o que seria de um [“FLESH GORDON MEETS THE COSMIC CHEERLEADERS”] sem mamas no écran ?…
Pois bem, este filme está bem servido não só de mamas como de moçoilas roliças em total modo chungaria total.
E de actrizes também… este filme está muito bem servido de actrizes…
Isto agora foi uma piada.

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Portanto o que dizer mais disto ? [“FLESH GORDON MEETS THE COSMIC CHEERLEADERS”] é um daqueles filmes obrigatórios apesar de tudo. Se gostam de cinema chungoso, se gostam de FC low budget com orçamento abaixo de zero mas muita imaginação visual, então só pelo design vale a pena perderem algum tempo a espreitar isto.

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O visual do filme é demais, a banda sonora é um dos maiores rip-offs do estilo Huey Lewis and The News que jamais escutei, os personagens são cada um pior que o outro, o Flesh Gordon é um sebo da pior espécie saído de um qualquer comercial de “enlarge your penis” e a aventura mete cheerleaders cósmicas com mamas.
O que mais vocês querem ?!

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CLASSIFICAÇÃO

Imperdível se gostam de cinema de culto.
Apesar deste acertar ao lado em quase tudo tem ainda motivos que o tornam verdadeiramente obrigatório.
A primeira metade do filme é fascinante, divertida, engraçada e muito, muito criativa visualmente. Este filme é um verdadeiro tesouro visual criado a partir do lixo e só por isso merece ser visto.
A minha baixa classificação só se justifica porque o filme devia ter 70 minutos e tem quase duas horas onde o “humor” é permanentemente esticado ao máximo até perder a graça toda e nem como sátira resultar no final.

Dois Planetas Saturno 



 

Apesar da minha grande vontade de lhe atribuir se calhar mais um que até valeria; não fosse o excesso de “humor” escatológico que lhe retira pontos… pois se há coisa que detesto são “piadas” com merda, bufas , peidos e afins que os americanos tanto parecem adorar e este filme abusa um bocado desse humor “colegial”…

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[“FLESH GORDON MEETS THE COSMIC CHEERLEADERS”] é um filme estranho de que apetece gostar mesmo muito, mas a sua segunda metade é por demais desinteressante quando comparada com a primeira e portanto por agora ficamos assim…

A favor: os efeitos nada especiais criados a partir do nada ou dou puro lixo no mais literal dos sentidos são absolutamente geniais, todo o design do filme acerta em cheio no tom cartoon que isto pede e não esquece o melhor de muitas referências clássicas, as cidades e naves com maquetas caseiras são geniais, a primeira metade do filme promete e diverte.

Contra: abusa do humor primário escatológico em modo colegial e por isso perde muita da graça que tinha enquanto sátira sexual de FC, a partir da segunda metade como parece ter esgotado as piadas atira sempre com mais do mesmo, parece que se esforça por demais a todo o instante por se parecer com o cinema de culto de John Waters sem nunca lá chegar ( até tem uma espécie de Divine em versão extra-large e tudo ), quer mesmo ser um filme de culto e o esforço nota-se por demais a todos os níveis o que lhe vai retirando muita da sua magia inicial.

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NOTAS ADICIONAIS

TRAILER

Podem ir buscá-lo aqui.
http://wipfilms.net/sci-fi-and-fantasy/flesh-gordon-meets-the-cosmic-cheerleaders/

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IMDb

http://www.imdb.com/title/tt0097365

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“JOURNEY TO THE BEGINING OF TIME” Karel Zeman (1955) Checoslováquia

Embora muita gente pela internet até há bem pouco tempo mencionasse este filme como sendo uma produção americana, nunca o foi e nem sei como poderia alguém confundir isto com um produto de Hollywood.
 Talvez porque como habitualmente chegou a ser remontado, dobrado e distribuído no cinema,  tendo sido depois editado em VHS com um titulo em inglês.
Pelo que li passaria também bastantes vezes na televisão lá pelos States no início dos anos 70, precisamente com o nome  [“JOURNEY TO THE BEGINNING OF TIME”] quando na verdade é cinema Checoslovaco dos anos 50.

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O nome Karel Zeman é totalmente desconhecido no ocidente, especialmente  daqueles que ainda pensam que os efeitos especiais foram inventados por Hollywood ou que toda a magia cinematográfica terá sido essencialmente de origem americana quando a sua origem é muito, muito mais interessante e começou verdadeiramente lá pelas bandas da Rússia e Leste Europeu.
Eu preparava-me para começar esta review com bastantes detalhes sobre o seu trabalho, mas surgiu no ano passado um documentário precisamente sobre Zeman e nada como lhes mostrar o trailer desse documentário pois estes breves minutos resumem tudo o que eu poderia dizer sobre o homem e a sua obra.

Karel Zeman é não só um dos mais importantes animadores de todos os tempos, como principalmente marcou a história da industria dos efeitos especiais pois foi o inventor de técnicas que ainda hoje são usadas, até mesmo quando se compõem imagens digitais.
Karel Zeman definiu tudo; o seu trabalho foi copiado e adaptado por toda a gente no ocidente, ( os grandes épicos bíblicos de Hollywood nos anos 50 só foram possíveis com a introdução das suas técnicas ); mas  no entanto o seu nome permaneceu décadas no esquecimento geral, talvez por ser um realizador Checoslovaco e portanto só quem se interessa por cinema para lá de Hollywood é que se terá deparado com ele.

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Até há bem pouco tempo só encontrariam cópias muito más dos seus filmes espalhadas pela net mas como o seu trabalho foi editado em Bluray ( estando este já totalmente esgotado ) nos últimos meses começaram a aparecer versões melhores e até legendadas em inglês; o que de um momento para o outro chamou a atenção para o seu trabalho e muita gente ficou bastante surpreendida por tais filmes sequer existirem.

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Um dos titulos mais populares de Karel Zeman, é precisamente este [“JOURNEY TO THE BEGINNING OF TIME”] e que essencialmente pode ser considerado assim como sendo uma espécie de avô das aventuras juvenis estilo “Goonies” produzidas nos anos 80 ou até uma espécie de antepassado de Jurassic Park, pois que me recorde [“JOURNEY TO THE BEGINNING OF TIME”] será um dos primeiros filmes com um grupo de crianças em busca de aventura embarcando por viagens no tempo, visitando mundos estranhos e imaginativos quanto baste.
Essencialmente este é um filme muito simples mesmo e não há muito a dizer sobre ele para além de alguns pontos importantes.

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Acima de tudo [“JOURNEY TO THE BEGINNING OF TIME”] proporcionou ás audiências juvenis o mesmo sentido de maravilhoso que “Jurassic Park” nos anos 90 refrescou, isto porque [“JOURNEY TO THE BEGINNING OF TIME”] é um filme com dinossauros.
E é sem sombra de dúvida o filme com dinossauros mais bem feito da época.
Enquanto os americanos em Hollywood faziam filmes de porrada com dinossauros e mundos perdidos em aventuras estereotipadas, a Europa de Leste produzia títulos educativos como este que embora não sendo propriamente cinema de acção, tinham no entanto um grande espírito de aventura.

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[“JOURNEY TO THE BEGINNING OF TIME”] é um filme muito simples. A sua força está nos efeitos visuais e naquilo que tentou reproduzir recorrendo a tudo o que fossem técnicas inovadoras para criar a ilusão pretendida no grande écran.
Talvez essa sua maior força enquanto cinema de aventura, no entanto seja também a sua maior fraqueza; isto porque [“JOURNEY TO THE BEGINNING OF TIME”] é pela sua natureza e restrições técnicas um filme extremamente linear.
Muito simples e sem grandes complicações em termos de argumento.

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Conta a história de um grupo de jovens que um dia ao visitarem um museu de história natural resolvem embarcar num pequeno bote a remos e seguindo um rio, entram por uma caverna a dentro convencidos que esta será uma passagem para o passado.
A intenção é a de  percorrer o rio até á sua foz passando por várias épocas da história do planeta Terra desde o presente até ao nascimento da própria vida no nosso planeta e assistir aos primeiros sinais de vida.
E essencialmente é apenas isto.
E não queiram saber como ou porquê. Isso não interessa nada.
O rio leva-os até ao passado e pronto. Chega.

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As crianças percorrem o rio durante várias Eras e sempre que se acercam da margem estão num tempo diferente deparando-se com muita fauna característica desse período e registando no seu diário.
Toda esta viagem pelo rio, dá o mote perfeito para que Karel Zeman utilize uma série de mate-paintings e animações stop-motion para dar vida a todos os animais que só precisam ser mostrados nas margens á distância visto que os herois estão sempre a meio do rio no barco. O que foi uma forma inteligente de fazer com que [“JOURNEY TO THE BEGINNING OF TIME”] se pareça com uma espécie de montra da história natural e vá se tornando cada vez mais diferente á medida que as crianças recuam no tempo sem precisar de mostrar os personagens a interagir directamente com as criaturas que encontram.

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Embora nos segmentos finais os jovens aventureiros encontrem mesmo um pequeno estegossauro morto numa das margens com que interagem directamente naquele que é uma dos melhores adereços do filme construídos na altura, pois o boneco está mesmo um espectáculo.

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Não esperem uma aventura nos moldes modernos.
Não há propriamente suspense para o púbico adulto nisto, visto que essencialmente sempre foi uma produção apontada ás crianças e portanto não tem vilões, perseguições ou qualquer intriga que se possa designar como tal.
Mas nem por isso [“JOURNEY TO THE BEGINNING OF TIME”] deixa de ser um filme fascinante.
 O facto de não ter drama e ser apenas a representação de uma jornada que vai do ponto A ao ponto B retira-lhe alguns pontos pois em alguns momentos o filme não consegue evitar entrar em repetição, mas não deixa de ser menos mágico. Quanto mais não seja pelo maravilhoso engenho com que estes efeitos especiais foram criados.

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A fotografia do filme também é muito bonita. Tem aquele technicolor dos 50s de cores muito suaves bem característico do cinema de FC Russo da altura o que dá uma aura de enorme magia a muitas das imagens, em particular quando se filmam alguns momentos com o grupo de crianças.
Portanto, o que dizer mais sobre isto…

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Se se interessam pela história da FC e do cinema de efeitos especiais, [“JOURNEY TO THE BEGINNING OF TIME”] é aquele marco incontornável que provavelmente nem sonhavam que existia mas que é de extrema importância dentro do género.
Aliás todo o cinema de Karel Zeman é absolutamente brilhante no que toca a imaginação e visuais totalmente fora deste mundo. [“JOURNEY TO THE BEGINNING OF TIME”] nem sequer é o seu melhor filme, apenas é um dos que mais marcou a geração de crianças que na altura teve oportunidade de o ver ainda fresquinho.

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CLASSIFICAÇÃO

[“JOURNEY TO THE BEGINNING OF TIME”] é um daqueles que tem que ser visto pelo menos uma vez.
Infelizmente é um dos poucos filmes de Karel Zeman que ainda não se encontra completo no Youtube mas podem encontrá-lo em torrents na sua versão 720 ou 1080p. Legendas em inglês no – open subtitles.

É um filme fascinante logo pela atmosfera juvenil extremamente pura e ingénua que transmite mas nem por isso deixa de ser um triunfo técnico para a época tão importante como Jurassic Park o foi décadas depois no ocidente.

Quatro Planetas Saturno.

   

Não leva cinco porque é por demais linear e o seu estilo “falso documentário” torna-o demasiado previsível visualmente a partir de certa altura e não se pode dizer que seja cinema – divertido – de uma perspectiva mais narrativa…

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A favor: o ambiente, a inventividade das técnicas de efeitos on câmera, a fotografia technicolor , as animações-stop motion, o conceito simples mas didático quanto baste.



Contra: não tem própriamente uma história sendo mais uma exposição linear ou uma aula sobre História Natural, passado o fascínio inicial pela técnica dos efeitos o desenvolvimento da narrativa torna-se repetitiva e o final é algo inconclusivo no que toca ao destino dos personagens.

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NOTAS ADICIONAIS

Trailer do documentario sobre Karel Zerman
https://www.youtube.com/watch?v=V1gk3n0QetM

TRAILER do filme

WIKIPEDIA
https://en.wikipedia.org/wiki/Karel_Zeman

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IMDb sobre Karel Zerman
 com lista de filmes.
http://www.imdb.com/name/nm0954724/

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Filmes para download
https://torrentbutler.unblockall.xyz/by/53859-karel-zeman

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IMDb

http://www.imdb.com/title/tt0047930

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