Hollywood Boulevard II – Steve Barnett (1990) EUA

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“Look, have your people call my people.
You don´t have any people ?!
Then call my people to get you some people.”

Todos aqueles que já andam por cá há uns anitos e compreendem a filosofia por detrás de um bom filme de série-B em modo total de baixo orçamento  conhecem certamente o nome de ROGER CORMAN.
Roger Corman, famoso por ter construído uma carreira como produtor de cinema desde há já muitas décadas lá pelas américas, como muitos sabem tem por característica principal conseguir produzir filmes com orçamentos miseráveis e mesmo assim, muitas vezes orquestrar verdadeiros milagres com resultados de qualidade que inclusivamente estão na própria História do cinema. Especialmente no que toca a filmes de culto.

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Muitos filmes que vocês pensam ser clássicos da ficção-científica americana dos anos 50 e 60 na verdade são remontagens feitas por Corman a partir de um conjunto de outros filmes de FC filmados na Rússia nessa época e que ele comprou para serem depois retalhados, misturados e remisturados; recorrendo até a filmagens adicionais com actores (baratuchos) americanos da altura de forma a criar narrativas “coerentes” que depois pudessem ser lançadas nos drive-in dos estados unidos apresentados como sendo made-in-america quando na verdade muito pouco de americano tinham.
Por exemplo filmes como o original ( e fabuloso ) “PLANETA BUR” realizado no início dos anos 60 em plena Russia de repente viram-se mutilados, divididos e transformados em “titulos americanos” como “VOYAGE TO THE PLANET OF PREHISTORIC WOMEN” ; “VOYAGE TO THE PREHISTORIC PLANET” ; “QUEEN OF BLOOD” ou até mesmo “VOYAGE TO THE END OF THE UNIVERSE“.
Com excepção do último filme, entitulado originalmente “IKARIE Xb1”, na sua maioria o resultado foi uma estupidificação dos produtos originais para encaixar na compreensão das audiências americanas de muitos titulos FC que originalmente na Russia tinha sido produzidos de forma tão séria quanto 2001 de Kubrick o foi anos mais tarde no ocidente. Apenas não se nota vestígios disso “na versão Corman” desses filmes depois de passarem pelas mãos da sua produtora.
O que demonstra que isto de cinema braindead já é uma tradição americana muito enraizada e não é de hoje que Hollywood deita para fora produtos em piloto automático destinados aos comedores de pipocas.
Na verdade Roger Corman foi um dos grandes responsáveis pela estupifidicação do cinema mainstream naquela época; isto porque como não podia deixar de ser também ele estava no negócio das pipocas e portanto…

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Por causa desta -invenção Corman- de retalhar filmes originais em mil bocados misturando-os com tudo e mais alguma coisa que desse dinheiro, quem acompanha o cinema de FC americano dos anos 50,60,70 e 80 de certeza que já se deparou um dia com uma estranha sensação de Deja-vu ao ver alguns filmes dessa altura.
Isto porque se tiveram o azar ou a sorte de apanhar pela frente títulos da fábrica Corman com toda a certeza viram pelo menos dois filmes que partilhavam sequências idênticas. Isto porque certamente essas sequências pertenciam originalmente a outro terceiro filme e que naturalmente Corman resolveu re-utilizar noutras produções paralelas para poupar dinheiro.

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Um excelente exemplo disto foi o filme “BATTLE BEYOND THE STARS” (de que falarei em breve por aqui). Tendo sido o filme mais caro que Roger Corman alguma vez produziu quando tentou embarcar no sucesso de Star Wars em 1980, Corman pareceu ter perdido a cabeça na altura ( até gastou 5 milhões num só filme ) ; mas na realidade as aparências iludiam. Corman tinha tudo planeado.
Por isso nos anos que se seguiram a “BATTLE BEYOND THE STARS”, muitos espectadores de cinema desprevenidos passaram por sucessivas sensações de Deja-Vu quando viam titulos Corman como por exemplo, “SPACE RAIDERS” ; “MUTANT/FORBIDDEN WORLD”; “GALAXY OF TERROR” e muitos, muitos mais que nem vale a pena agora aqui mencionar.
Todos partilhavam semelhanças por demais hilariantes por vezes.

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Isto porque Corman usou e voltou a usar sucessivamente os cenários, os matte-paintings, os sons, a música e os efeitos especiais que tinha pago quando filmou “BATTLE BEYOND THE STARS”; que essencialmente foi o filme-mãe de todas as space-operas made-by-Corman que se seguiram até meio dos anos 80 e uma fonte inesgotável de -stock footage- que foi espremida até não restar um fotograma original fosse onde fosse.
Se gostam de FC e estavam vivos há trinta anos atrás viram certamente pelo menos um destes títulos, até porque o “Battle Beyond the Stars” não só estreou no cinema em Portugal, como estreou por duas vezes em anos diferentes com direito a trailer depois do telejornal da RTP1 e tudo. Foi também na altura um dos raros filmes novos que também chegaram á província quando as estreias nunca saiam de Lisboa e Porto.
Como curiosidade “BATTLE BEYOND THE STARS” foi todo desenhado por James Cameron que por saber ilustrar tinha largado a profissão de camionista e se tornado num simples empregado da fábrica Corman no final dos anos 70; contratado precisamente para imaginar o visual para esse filme que viria a ser a grande imitação Star Wars americana na altura. E também desenhou “Galaxy of Terror”, “Forbidden World” etc.
Coisas por detalhar em reviews específicas futuras.

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Mas o que tem tudo isto a ver com [“HOLLYWOOD BOULEVARD – 2”] de que vou falar hoje ?

Bem, porque não contente em retalhar os filmes russos que comprava, não contente em retalhar os filmes que produzia, no final dos anos 70 Corman teve outra ideia genial.
Pegar em todos os bocados de filme que foram (sem querer) filmados a mais para várias produções, juntar tudo com outros bocados de coisas que estavam à mão no estúdio fosse onde fosse, filmar mais um par de cenas extra com uns actores em saldo + uns realizadores em início de carreira e produzir uma história á volta de uma jovem rapariga que chega a Hollywood para se tornar uma estrela de cinema e nos entretantos tem de passar por várias produções ao longo da sua carreira. Ou seja, a justificação perfeita para Corman no mesmo filme colocar bocados de filmes de vampiros, coisas do espaço, policiais chungas, filmes de monstros, filmes de miúdas com mamas á mostra e filmes de guerra, motoqueiros, imitações de Mad Max, ninjas ou tudo o que tivesse filmado anteriormente.
O primeiro desses filmes ganhou estatuto de culto imediato na altura e lançou a carreira do realizador de Gremlins, JOE DANTE que começou a trabalhar para Corman e no final dos anos 70 filmou aquele que viria a ser o primeiro filme-de-retalhos oficial, o clássico “HOLLYWOOD BOULEVARD”.
Curiosamente falta-me ver esse primeiro título, lacuna cultural que pretendo colmatar em breve.
O que eu vi há 26 anos atrás foi precisamente a sua sequela, produzida com mais material “extra” em 1990 e é de [“HOLLYWOOD BOULEVARD – 2”] que vou agora falar. O que quer dizer que seguidamente vão perceber perfeitamente porque foi necessária a longa introdução acima.

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[“HOLLYWOOD BOULEVARD – 2”] é outro daqueles filmes da – Golden Age – do VHS e dos clubes de video à meia luz tugas. Se há um clássico de comédia esquecido é este filme.
Por causa disso é também um dos títulos mais raros que podem (não) encontrar.
Andei anos a tentar obter uma cópia e até mesmo na internet o filme permaneceu totalmente inédito. Nem em pirataria se conseguia obter e eu sei porque passei muitas horas a explorar todos os motores de busca mais refundidos sem qualquer resultado durante, muito muito tempo.
Dias atrás consegui finalmente sacar um VHS-Rip único de um site absolutamente manhoso e obscuro. Tão obscuro que foi preciso usar o browser TOR para lá chegar e mesmo assim estava na posição trinta e tal do motor de busca.
Mas valeu a pena.

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Não só o VHS-rip é bastante aceitável, como [“HOLLYWOOD BOULEVARD – 2”] é mesmo tão divertido quanto eu me recordava dele.
Eu não sou grande adepto de comédias, pois no meu caso até costumam datar-se bastante rápido. Muitas vezes coisas que me divertiam antigamente hoje não lhes acho grande piada mas [“HOLLYWOOD BOULEVARD – 2”] divertiu-me tanto agora como me tinha ficado na memória 26 anos atrás.

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Talvez agora ainda lhe dê mais valor, porque na altura não tinha tanto conhecimento sobre a história das produções Corman como tenho hoje e sendo assim neste momento consigo olhar para isto de várias maneiras que dantes me escapavam.
Além disso este é um título sobre Cinema e não há muitos que satirizem tão bem todo o mundo dos filmes independentes quanto este o consegue fazer aparentemente sem qualquer esforço.

“Excuse me… is this casting ?”
“No babe, I only do lunch.”

Este filme tem tanto por contar que acho que vão ter mais para ler neste post do que é costume. Mas se gostam de séries-B continuem comigo.
[“HOLLYWOOD BOULEVARD – 2”] conta novamente a história da rapariga ingénua que chega a Hollywood de mala na mão decidida a ser uma estrela de cinema.
Sim, porque se a história resultou no primeiro filme, para quê mudar no segundo ? Muda-se apenas a protagonista e coloca-se a Ginger Lynn, rainha do cinema Porno dos anos 80 no papel da rapariga fofinha ingénua.

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Ainda está alguém aí ?…

Continuem comigo.
Não só [“HOLLYWOOD BOULEVARD – 2”] é um verdadeiro milagre em termos de estrutura quando se pensa que 90% do filme é montado com cenas “recicladas” de tudo o que era o fundo do balde do lixo da produções Corman nos anos 80 como resulta plenamente enquanto comédia romântica.
Tomara muitas pseudo-comédias românticas actuais com grandes nomes mainstream “limpinhos” ter o carisma que [“HOLLYWOOD BOULEVARD – 2”] consegue colocar no écran e a grande razão porque tudo isto resulta tão bem está precisamente no desempenho de Ginger Lynn.

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Se vocês não soubessem que a rapariga era uma estrela Porno, nem por um instante analisariam depreciativamente o seu desempenho neste filme.
Não só seu personagem é totalmente cativante pela expressividade e beleza natural como consegue realmente projectar uma aura de rapariga inocente acabada de chegar á grande cidade sem qualquer esforço. Nunca em qualquer instante se sente que Ginger Lynn está a esforçar-se por representar. Ela é aquela rapariga.

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Curiosamente seria de esperar que Corman tivesse contratado Lynn apenas para explorar toda a vertente sexual associada á sua imagem da altura, mas isso nunca acontece de todo. Não da forma  -exploitation- contrariamente ao que seria de prever. Ginger Lynn foi tratada como uma verdadeira actriz e todo o contexto sexual do seu personagem está ligado á vertente romântica da história de forma puramente natural.

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Aliás, a química romântica do par protagonista é excelente. A meio do filme já ninguém se lembra que Lynn é uma actriz pornográfica. E olhem que conseguir uma coisa assim num filme de baixo orçamento que não pedia mais que ela mostrasse as mamas é obra.
Não ganhará nenhum Óscar mas nem por qualquer momento se sente uma má prestação de Lynn num papel que há partida poderia ter sido ridículo dado o seu background, mas nunca o é.
Enquanto protagonista romântica [“HOLLYWOOD BOULEVARD – 2”] tem em Lynn uma escolha surpreendentemente arriscada mas totalmente acertada.

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Para além do carísma natural dos personagens, na verdade muito se deve não só ao realizador como principalmente aos argumentistas.
[“HOLLYWOOD BOULEVARD – 2”] pode ser uma manta de retalhes, um filme-colagem em total modo histérico mas tem um ritmo fantástico e uma direcção segura que nunca perde o rumo.
Não só tem dezenas de diálogos humorísticos citáveis como tem gags visuais que resultam de forma muito divertida; especialmente quando se repetem; (destaque para as entradas surpresa do Murray, o assistente de realização do fictício realizador na história, Zwing Zwiner que aparece prontamente de todas as direcções sempre que o chamam).

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[“HOLLYWOOD BOULEVARD – 2”] está carregado de personagens memoráveis, o que é notável para um produto que não pedia mais do que ser uma colagem tarefeira de usar e deitar fora.
Todos os personagens têm momentos e gags únicos próprios da sua personalidade e todo o humor está constantemente a funcionar pela variedade do que atira ao espectador.

“Sheep ?!! I don´t want sheep !!”
“Max said – get sheep and horses.”
“I said, – cheap – cheap horses”
“I got a horse too…”
“One horse ?!!”
“I spent all the money on sheep.”

Se vocês alguma vez leram a auto-biografia de Roger Corman, vão adorar a sua caricatura na pele do personagem Max Miranda , produtor de filmes chungas de zero orçamento sempre preocupado em gastar o menos possível. Os seus diálogos são dos melhores momentos do filme pois segundo o que o próprio Corman conta no seu livro a caricatura não anda muito longe da realidade e [“HOLLYWOOD BOULEVARD – 2”] tem a genialidade de jogar muito bem com isso. Até o actor é parecido.

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Uma das grandes mais valias do filme é ser uma daquelas produção em que o elenco funciona como um todo. Um verdadeiro -ensamble casting que acertou em cheio.
Para mim em termos de personagens só tem um que era perfeitamente dispensável pois não tem graça absolutamente nenhuma e não serve para nada na história a não ser para estragar a – love scene – entre os protagonistas.
Pelo meio de uma sequência romântica que inclusivamente usa – stock footage – de forma criativa e divertida, de repente aparece o nerd como sendo uma espécie de espreita quase destruindo por completo todo o carisma da cena “erótica/romântica” dessa cena. Normalmente as partes de love-making nos filmes costumam ser um vazio absoluto mas até nisso [“HOLLYWOOD BOULEVARD – 2”] acerta e não fosse a inclusão do nerd idiota pelo meio a sequência teria sido perfeita.

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E por falar em personagens… se reconhecerem um dos actores que faz de cameraman, sim é o Robert “Terminator 2” Patrick um par de anos antes de ter sido escolhido para a sequela de Terminator realizada por James Cameron. Esse mesmo, que neste pequeno filme de Corman tem um dos seus primeiros e divertidos papeis.
Já agora para quem não sabe Roger Corman e a sua produtora de filmes chunga é responsável pela descoberta de toda a gente, desde Copolla a Martin Scorcesse, Joe Dante, James Cameron, etc, etc, etc, toda a gente trabalhou inicialmente para o produtor Roger Corman nas condições que [“HOLLYWOOD BOULEVARD – 2”] tão bem caricaturiza.

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“Selma, are you fucking goofy ?!”
“No, I´m fucking Mickey !”

Neste filme tudo vale. Desde -one liners- divertidas,  dobragens mal feitas com bocadinhos de filmes anteriores, colagens de filmes de amazonas com cenas novas supostamente passadas nos bastidores dessas produções, videoclips de bandas de Metal no meio de batalhas construídas com stock-footage de filmes chungas do Vietnam, perseguições de carros retiradas de chungarias policiais produzidas por Corman, momentos Mad Max e tudo o mais que vocês possam imaginar. Não falta a famosa rocha “do Star Trek” que muitos reconhecerão de imediato e onde tantos episódios emblemáticos foram filmados nos anos 60.

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E mamas. O filme também tem mamas. Afinal isto é um filme do Corman. O que não faltam são desculpas para colocar miúdas sem t-shirt no écran, particularmente no inicio quando a aventura começa no espaço.

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Sim também [“HOLLYWOOD BOULEVARD – 2”] começa no espaço porque Corman tinha mesmo que arranjar outra maneira de inserir mais bocados de “Battle Beyond the Stars” também aqui. Afinal, se um gajo gasta dinheiro em efeitos é para os mostrar, pá.
Que mania de gastarem dinheiro em coisas novas quando se pode reciclar…

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Concluindo, [“HOLLYWOOD BOULEVARD – 2”] costuma ser considerado bastante inferior ao original, mas para mim continua a ser genialmente divertido.
Tomara muitos filmes de comédia mainstream de grande orçamento resultarem de forma tão perfeita como esta manta de retalhos funciona.
Mesmo apesar de todas as colagens, nunca se sente que o filme está mal integrado na forma como mistura o velho com o novo.
Todas as personagens têm momentos únicos e personalidades divertidas, está carregado de diálogos memoráveis e o realizador Steve Barnett consegue fazer tudo isto funcionar ; o que bem vistas as coisas será um verdadeiro milagre digno da “Miracle Pictures” empresa fictícia deste “Roger Corman” cinematográfico que segundo as más línguas e o próprio não anda muito longe da realidade. Até porque os estúdios que se vêem no filme eram mesmo a sua produtora na altura… o que deu para poupar algum guito e nem foi preciso construirem-se cenários para filmar isto.

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[“HOLLYWOOD BOULEVARD – 2”] é como já disse,  um filme sobre cinema; sobre os seus bastidores e sobre o caos que por vezes está por detrás da magia.
Se cinema é magia estão neste caso o truque foi muito bem conseguido pois mesmo depois destes anos todos continua a ser um filme de baixo orçamento muito, muito divertido e que foi para mim um prazer rever, 26 anos depois.

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CLASSIFICAÇÃO

Por tudo o que já foi dito atrás, cinco Planetas Saturno na boa porque tendo em conta como este filme foi feito, o resultado e a sua eficácia enquanto comédia é um verdadeiro milagre.

  

E não leva um Gold Award não sei bem porquê… talvez porque a partir do meio há partes que não resultam tão bem quanto no início. Digo eu…
Se gostam de comédias originais esta é de ver com toda a certeza. Até a banda sonora é divertida.

A favor: os personagens, os diálogos, uma Ginger Lynn surpreendente que poderia ter ido longe no cinema romântico mainstream não fosse o estigma do porno, no meio do caos consegue ser até uma boa comédia romântica, a caricatura de Roger Corman, a montagem é excelente e faz o milagre de colar cenas saídas de todo o lado com imagens adicionais muitas vezes de forma perfeita e acima de tudo divertida, óptima realização e estrutura, banda sonora curtida a condizer com tudo o mais, o inesperado de muitas situações e a criatividade de alguns gags que misturam – one liners – com técnicas de montagem.

Contra: o personagem do nerd estúpido não serve para nada e não tem qualquer graça além de ser irritante como o raio. Não há uma parte 3 com os mesmos personagens  e mais stock-footage.

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NOTAS ADICIONAIS

TRAILER

Torrent raro ( ainda activo em 9-11-2016)
http://wipfilms.net/uncategorized/hollywood-boulevard-ii/

IMDb
http://www.imdb.com/title/tt0097516

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Filmes “semelhantes” de que poderá gostar:

*Neste blog, nada*

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