“VIDA FUTURA” (“THINGS TO COME”) William Cameron Menzies (1936) INGLATERRA

Descobri [“THINGS TO COME”] pela primeira vez numa manhã de Sábado algures a meio dos anos 80. A RTP2 tinha começado a transmitir cinema depois das dez e apanhei este filme quase a meio uma vez, tendo-me feito ficar colado ao écran até ao final pelo seu visual cativante e um estilo de ficção-científica que não me era muito familiar por aquela altura pois eu deveria ter na época uns 15 anos talvez.

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Nunca mais me esqueci do que tinha visto e durante anos andei à procura do nome do filme; tendo descoberto mais tarde quando voltou a passar na televisão, que em Portugal se chamou “Vida Futura”, tinha por título original [“THINGS TO COME”] e pelo visto era baseado num livro do mesmo escritor H.G.Wells que eu já conhecia do clássico “A Máquina do Tempo”; nessa altura um dos meus filmes de FC favoritos desde criança pois costumava passar muitas vezes na RTP1 nos anos 70.

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Na altura achei este filme um espectáculo.  Não só porque tinha aquela estética estranha “antiquada” com foguetões, gente com roupa futurista rídicula e penteados em modo Fed Astaire a que eu não estava habituado (pois afinal sou da geração Star Wars – 1977); mas também porque nunca tinha visto uma história tão variada num filme do género.
Lembro-me de já na altura ter pensado que [“THINGS TO COME”] estava muito á frente do seu tempo pois aparentemente até tinha inventado o estilo – Mad Max – muito tempo antes de alguém ter pensado em semelhante coisa.

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Isto porque muitas décadas antes dos filmes apocalípticos estarem na moda [“THINGS TO COME”] terá sido provavelmente o primeiro a contar uma história passada num futuro devastado, onde todas as cidades modernas estavam em ruínas e a população lutava pelo controlo de água e combustível em ambientes caóticos governados por tiranos senhores da guerra que se dividiam em clãs opostos com todas as consequências que isso trazia para a população comum.

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[“THINGS TO COME”] cativou-me por ser muito mais do que um simples filme de aventuras e é por essa mesma razão que concordo quando estudiosos destas coisas do cienema dizem que terá sido provavelmente o primeiro filme moderno dentro da FC.
Temos obviamente “METROPOLIS” para trás mas mesmo esse ainda não tinha as características futurísticas que [“THINGS TO COME”] depois apresentou.
Até porque [“THINGS TO COME”] é um filme sobre tecnologia, sobre o que a tecnologia pode fazer pela humanidade enquanto “METRÓPOLIS” usou essencialmente um cenário no futuro para abertamente construir uma metáfora política.

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[“THINGS TO COME”] não é apenas o bisavô dos filmes com futuros distópicos apocalípticos. Na verdade a sua grande mais valia é a variedade que apresenta, o que cria no espectador desprevenido a vontade de continuar a seguir a narrativa só para ver o que vai aparecer a seguir.
O filme ficou para a história também por ter em 1936 previsto com bastante exactidão o inicio da segunda guerra mundial logo um par de anos depois quase nos moldes relatados por esta história de FC.

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A história de [“THINGS TO COME”] começa algures numa típica grande cidade inglesa, chamada –EVERYTOWN ; (que visualmente engloba elementos arquitectónicos emblemáticos conhecidos de várias localidades). É aí que conhecemos alguns dos personagens chave que depois iremos acompanhar a partir do momento em que a guerra com uma potência emergente rebenta e essencialmente devasta por completo todo o mundo moderno quando são usadas armas genocidas, ( isto bem antes do perigo atómico, note-se ); neste caso, bombas gigantes e um perigoso gás que dizima praticamente toda a população e faz com que a fome e a doença se espalhem durante as décadas seguintes.

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É nesse ambiente que depois passamos de 1940 para 1970.
Um 1970 totalmente devastado em que a humanidade que resta vive praticamente na idade média em territórios governados por senhores da guerra e onde a praga criada por 30 anos de guerra agora dizima ainda mais toda a população sem cura á vista.

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Eis que nesta época surge em cena – Cabal – o Cientista , membro de uma pequena elite humana que conseguiu manter-se isolada da Guerra Mundial e que ao longo dos anos tentou usar a ciência para restaurar a humanidade não só á sua antiga dignidade como tem planos gloriosos para o seu futuro, envolvendo inclusivamente a exploração espacial.
[“THINGS TO COME”] percorre portanto muitas décadas e até séculos da história da humanidade. Uma espécie de história paralela com muitos paralelismos estranhamente semelhantes ao que ocorreu realmente na nossa própria História mas com uma estrutura linear diferente, especialmente na forma como depois imagina o futuro.

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O filme apesar de ter andado um bocado esquecido durante décadas, até ter sido encontrado ( retalhado aos bocados existindo um sem número de versões ), actualmente é considerado uma daquelas obras fundamentais da história do cinema. Não só dentro da FC como de uma forma geral. Isto porque [“THINGS TO COME”] até em termos de efeitos especiais foi um verdadeiro marco.
Este filme terá talvez sido o primeiro e o último grande filme de pura FC a ser produzido de forma séria como peça de cinema e não um filme para adolescentes como depois a ficção-científica acabou por se tornar durante os anos 50, muito por culpa do que saia dos estados unidos já nessa altura.

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Até “FORBIDDEN PLANET” em finais dos anos 50 nunca outro filme de FC voltou a ter os valores de produção que [“THINGS TO COME”] apresentou em 1936.
Isto porque os americanos infantilizaram a FC e nenhum estúdio a levava a sério durante décadas, situação que só foi verdadeiramente alterada com o sucesso de Star Wars.
Hoje em dia tudo em [“THINGS TO COME”] pode parecer muito pitoresco, piroso e datado em termos visuais, ( especialmente na parte em que retrata o futuro ), mas esta produção na época foi levada muito a sério.
Foi quase o “INTERSTELLAR” de 1936, na forma como consultou cientistas, designers, arquitectos e filósofos da altura antes de imaginarem todos os detalhes que iriam incluir no écran.
Em termos científicos, [“THINGS TO COME”] esteve para a sua época como “2001 ODISSEIA NO ESPAÇO” depois esteve em 1968, por muito que nos pareça algo inacreditável.

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[“THINGS TO COME”] foi um sucesso enorme quando estreou e o seu impacto estético foi tão grande ( e levado tão a sério ) que este é o principal responsável pela existência de toda aquela estética ( “ingénua” ) que nos vem logo á ideia quando pensamos na ficção-científica americana dos anos 50.
Todas aquelas roupinhas com design “em bico” e em estética “triangular” que costumamos associar á FC dos séries-B americanos juvenis da época existem precisamente porque [“THINGS TO COME”] as tinha definido como sendo asseguradamente ( por especialistas, conselheiros técnicos e futuristas ) a moda que iria estar em voga no futuro distante; lá para 1980 e tal…

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Se produtos de baixo orçamento que depois infestaram o mercado americano, começaram também a ter – foguetões – e maquinaria em tamanho gigante com inúmeros mostradores tipo relógio quando imaginavam o que seria o futuro, isso deve-se ao sucesso e ao impacto de [“THINGS TO COME”] anos antes.

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A diferença é que como filme inglês [“THINGS TO COME”] tinha por objectivo ser um filme sério; uma história inteligente sobre o futuro da humanidade, sobre o impacto da guerra, sobre o papel da tecnologia e o sobre o maravilhoso da exploração espacial.
Coisa que os americanos jogaram fora por completo quando a partir deste template inicial apenas encheram os drive-in com foguetões e monstros de borracha que todas as semanas invadiam uma qualquer capital americana tentando espalhar o perigo comunista
[“THINGS TO COME”] apareceu antes da segunda guerra mundial e quando esta acabou já ninguém se lembrava do filme, ou qualquer cópia verdadeiramente intacta restava.
No entanto o que [“THINGS TO COME”] inspirou foram dezenas e dezenas de más “interpretações” americanas em versão extremamente simplificada onde a ciência e a exploração foram durante toda a década de 50 substituídas por caranguejos gigantes em Marte, plantas carnívoras em Venus e foguetões por tudo quanto era drive-in.

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[“THINGS TO COME”] é por isso um dos primeiros grandes títulos de ficção-científica. Talvez o primeiro com um conceito verdadeiramente moderno. Apenas estava á frente do seu tempo.
O próprio H.G.Wells esteve envolvido na produção na altura, tendo inclusivamente exigido apenas uma coisa; que [“THINGS TO COME”] não se parecesse com “METRÓPOLIS” pois o próprio Wells nunca considerou o filme de Fritz Lang como FC e queria evitar comparações a todo o custo.
[“THINGS TO COME”] esteve pois esquecido durante algumas décadas, embora o seu estilo tenha sido sucessivamente infantilizado pelo que o cinema americano depois acabou por definir na cultura popular como sendo o template inicial. Essa honra deveria ter permanecido com o filme de Wells em 1936, apenas não existiam audiências preparadas para o reconhecer como tal.

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FORBIDDEN PLANET” no final dos anos 50 foi o primeiro filme que recuperou a dignidade da FC nestes moldes mais científicos. Apesar do seu visual continuar hoje em dia datado aos olhos do público moderno ( porque continuou a seguir a estética “Things to Come” ), “FORBIDDEN PLANET” foi a primeira grande produção séria de ficção-científica bancada por um major-studio americano, a MGM na altura. Demarcou-se por não ser apenas uma aventura para adolescentes com monstros de borracha mas sim uma história adulta e tão científica quanto o foi possível na época. Apesar dos heróis viajarem de disco voador…
Por isso a FC adulta moderna (ocidental) teve essencialmente três grandes fases iniciais.
Uma primeira fase em no final dos anos 30, uma segunda no final dos anos 50 e uma terceira no final dos anos 60 com o filme de Kubrick que de uma vez só apagou por completo toda a estética [“THINGS TO COME”] da imaginação do público e abriu caminho para o visual moderno apresentado anos mais tarde por Star Wars em 1977.

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O que tornou ainda esta produção dos anos 30 mais fascinante quando foi descoberta em cofres espalhados por todo o mundo.
Visualmente o filme continua um espectáculo.
Muito variado e cada secção tem uma identidade visual totalmente marcante.
O design de “EVERYTOWN” fica na memória por se parecer com aquilo a que estamos habituados a associar visualmente a uma zona urbana da altura em Inglaterra, mas ao mesmo tempo tem ali qualquer coisa de … fantasia que não conseguimos be identificar. Anos mais tarde teve uma pequena homenagem visual no filme “LIFEFORCE” (de que falarei em breve por aqui também) e que teve algumas das ruas da sua própria Londres fictícia inspiradas na estrutura com que “EVERYTOWN” tinha sido visualizada.

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Depois toda a sequência na parte da história em que acompanhamos o que aconteceu na Terra devastada pela guerra também está realmente muito bem planeada visualmente.
Contrariamente ao que acontecia nos “modernos” Mad Max e respectivos clones dos anos 80, em [“THINGS TO COME”] ninguém foi filmar para um deserto, para a pedreira local, ou para detrás de uma fábrica abandonada qualquer. Os cenários de [“THINGS TO COME”] nas sequências do pós-guerra continuam a manter um estilo visual épico, com inúmeros -mate paintings – que extendem paisagens, muitos sets físicos de tamanho mais que considerável e uma identidade visual totalmente marcada. Nunca se sente que o filme entra por qualquer estilo low-budget só porque o argumento pedia cenas em áreas devastadas. Muito pelo contrário.

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E finalmente temos a parte mais marcante em [“THINGS TO COME”]. O futuro.
Não só a tecnologia representada é deliciosa na forma como podemos ver aquilo que os nossos bisavós imaginavam que iriam ser as coisas avançadas da nossa época como tudo mantém um estilo visual extraordinário que irá agradar imenso a todos os fãs daquela estética “Blake & Mortimer” se forem fãs desta série de BD inglesa dos anos 40.
Tudo em [“THINGS TO COME”] que seja futuristicamente avançado tem que ser gigante ! Relógios modernos ? Gigante !
Controlos de naves espaciais ? Gigantes !
Motores, bobinas, reactores, telescópios ? Ultra mega gigantes !
E não esquecer os aviões enormes que parecem saídos de um álbum de “O Segredo do Espadão” desenhado por E.P.Jacobs para “Blake & Mortimer”, num estilo que só voltamos a ver recuperado recentemente nos anos 80 pelos Anime de Myiazki, com por exemplo “Laputa-Castle in the Sky” ou “Nausicaa – Valley of the Wind”.

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As cidades futuristas são do mais clássico em estética retro-vintage e portanto geniais. E lembrem-se, tudo começou neste filme com um design fabuloso em estilo ART-DECO que inclusivamente inspirou mais tarde o próprio – Steampunk.
Não falta nada aqui, foguetões, cidades com transportes públicos futuristas, telescópios gigantes, monitores que exploram a galáxia. [“THINGS TO COME”] é uma verdadeira enciclopédia visual extremamente variada sobre tudo aquilo que vocês certamente imaginam quando pensam em cinema de FC dos anos 50 norte americano. Apenas foi tudo inventado em Inglaterra 15 anos antes.
E foi o primeiro filme a mostrar não só uma televisão, como ainda por cima hoje em dia quando se compara com os modernos LED-TV de 50 e 60´´ é absolutamente incrível ver que este filme acertou em cheio até no design.

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Como filme em si, em termos de história, estrutura e narrativa, [“THINGS TO COME”] consegue também ser menos datado do que parece. A própria realização tem algo de intemporal e por isso não ficou muito datada. Tem um certo sabor a “CITIZEN KANE” pois em vez de se guiar pelo estilo simplista da altura o realizador William Cameron Menzies estava sempre a tentar inventar técnicas de filmagem e de efeitos especiais para poder fazer com que o filme fosse tão futurista na sua concepção como pretendia ser na previsão tecnológica do futuro e portanto o filme ainda resulta.

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A única coisa que o “estraga” é precisamente a montagem. Em alguma partes, sente-se que o filme fica algo arrastado ou perdido, ou então coisas acontecem demasiado rápido, mas a culpa é das inúmeras variações que existem desde que o filme tem sido descoberto aos bocados. Cada re-montagem acerta, ou não quando tenta recuperar aquilo que seria a glória original do filme quando estreou.

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CLASSIFICAÇÃO

É definitivamente um dos meus filmes de FC favoritos de todos os tempos.
Um marco esquecido que influenciou a FC em muito mais do que vocês alguma vez terão imaginado e só será comparável ao que depois se fez de qualidade no cinema Russo dos anos 50 ( totalmente desconhecido da maioria do público ocidental ainda hoje) enquanto os gringos andavam a estilhaçar em conceito original de [“THINGS TO COME”] transformando-o nos seus filmes de monstros e foguetões para os adolescentes irem comer pipocas e as namoradas para os drive-ins.

Cinco Planetas Saturno.

  

Não leva um Gold Award, pois a fragmentação que sofreu ao longo de décadas de esquecimento causou danos á própria montagem possível actualmente para este filme e o seu -pacing- narrativo por vezes ressente-se disso.

A favor: a história, o estilo visual, os efeitos especiais extraordinários para a época, é uma grande produção só comparável aos nossos blockbusters modernos, todo o design está cheio de ideias que marcaram as décadas seguintes, bons mate-paintigs, excelentes cenários gigantes, muita variedade nos ambientes que mostra ao longo da história.

Contra: a montagem possível actualmente não favorece o ritmo do filme em alguns momentos.

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NOTAS ADICIONAIS

TRAILER

COMPRAR EDIÇÃO BLU-RAY – REGIÃO B (2) – EDIÇÃO UK
A melhor cópia que podem encontrar está na sua edição BLURAY lançada em Inglaterra há um par de anos.
Não só o filme está nas melhores condições possíveis em termos de restauro que já esteve até hoje como ainda por cima o bluray está carregado de extras excelentes. Óptimo comentário audio por um historiador de Cinema, bons documentários sobre a produção, entrevistas antigas e inclusivamente no segundo disco conta com uma versão longa alternativa que inclui algumas cenas extra; algumas incompletas, outras apenas apresentadas em fotografia mas é uma boa janela para aquilo que o filme completo teria sido quando estreou nos seus 139 minutos originais mais ou menos…ninguém tem a certeza.

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Actualmente a versão oficial restaurada tem 97 minutos e é essa que está no primeiro disco da Edição Bluray.
Quem comprar esta versão pode também contar com um excelente pequeno livro de mais de 40 páginas contendo ainda mais detalhes e compararações sobre tudo o que ainda quiserem saber sobre o filme mesmo depois de tanto extra detalhado para explorarem.

Recomendo vivamente a compra de [“THINGS TO COME”] em BLURAY.
Especialmente para quem já é fã do filme.

DOWNLOAD num TORRENT de PUBLIC DOMAIN
http://www.publicdomaintorrents.info/nshowmovie.html?movieid=875

A OPÇÃO YOUTUBE
Actualmente existem várias cópias espalhadas pela internet e pelo Youtube.
Umas têm a péssima qualidade de imagem original e não têm mais de 80 minutos, outras são baseadas numa das edições em dvd já com algum melhoramento e o seu tempo de duração varia.
Podem encontrar uma delas aqui:

Existe inclusivamente uma cópia “colorida” criada naquela época em que o magnata da televisão, Ted Turner decidiu nos anos 90, usar “as novas” tecnologias dos computadores para pintar “Casablanca” e o resultado em [“THINGS TO COME”] é tão mau como no do filme com Bogart.
Na verdade é curioso. Apenas faz com que o filme se pareça mais com um daqueles postais do final do sec.XIX coloridos à mão do que com algo que se possa considerar como sendo realmente – a cores. Se virem o original e encontrarem esta versão “colorida” é de espreitar para comparar.

IMDb
http://www.imdb.com/title/tt0028358

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CINEMA HOMENAGEM
Quem gostou do filme e adora esta onda retro-vintage dentro da FC não pode perder “Sky Captain & The World of Tomorrow” que há alguns anos atrás tentou mostrar ao público moderno o estilo dos primeiros anos da ficção-cientifica; o que obviamente não resultou, mas nem por isso deixa de ser um tentativa fabulosa de recriação de uma estética marcante , homenageando [“THINGS TO COME”] em vários momentos entre muitos outros.

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Ah, como nota final, um aviso.
Cuidado com o filme com o mesmo nome lançado em 1977 e que supostamente seria um remake disto ou uma nova adaptação do livro.
O remake dos anos 70 é do pior !
Fiquem-se pelo original de 1936. Até os efeitos especiais da versão dos anos 70 são piores !!!
Estão por vossa conta.

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