“VIRTUAL REVOLUTION” / “2047 VIRTUAL REALITY” (“VIRTUAL REVOLUTION” / “2047 VIRTUAL REALITY” ) Guy-Roger Duvert (2016) FRANÇA

Se “SKY PIRATES” parece um filme perdido de Spielberg, se “THE DARK LURKING” pretende ser “Resident Evil” e “CREATURE” pensa que é “Alien” então [“VIRTUAL REVOLUTION”] gostaria de ter sido “BLADE RUNNER” e nem sequer tenta disfarçar esse facto.
[“VIRTUAL REVOLUTION”] é um “Blade Runner” Francês de muito baixo orçamento e não pede desculpa a ninguém por isso.
Quer, quer; na quer, na quer !

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E claro, o que seria de [“VIRTUAL REVOLUTION”] se não tivesse também uma classificação do pior no IMDb ?
Uma classificação da treta acompanhada como não podia deixar de ser das invevitáveis reviews negativas vindas daquele tipo de público, que por qualquer motivo parece sempre achar que o cinema de baixo orçamento tem de ser comparado com os blockbusters americanos de centenas de milhões de dólares. 
Mesmo que o filme seja Francês e tudo.
Só isso já é motivo para não perderem o filme pois o site está cheio de títulos desancados que são na realidade muito bons e mais uma vez este também não é excepção.

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BLADE RUNNER, OUI… CES´T MOI…

Há uma coisa que nunca hei de entender. Se o próprio cinema comercial mainstream contém centenas de filmes com a mesma fórmula, as mesmas ideias, as mesmas estruturas, os mesmos personagens e as mesmas estéticas repetidas até à exaustão por Hollywood ela mesma, porque razão quando aparece um filme independente como [“VIRTUAL REVOLUTION”] este terá sempre que ser atacado pelos pipoqueiros de shopping-cinema por se colar visualmente a um género existente ?
Especialmente quando esse género precisa mesmo de ter aquele visual específico para ser considerado como tal. 
Filmar-se “um Blade Runner” sem se parecer com o Blade Runner, seria o mesmo que tentar filmar-se um Western Spaghetti sem cowboys com casacos de chuva compridos.

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E “Blade Runner” quase que nem se pode considerar propriamente um género; isto porque apesar de tudo ao longo dos anos houve muito pouca coisa que terá tentado reproduzi-lo fielmente. Como se ninguém admitisse copiar Blade Runner e toda a gente se tivesse inspirado… ás vezes até demais, nele.
É certo que não faltam cyberpunk movies por aí; ultimamente quase todos em estilo videogame, mas tirando o excelente Sul Coreano “NATURAL CITY”, “DARK CITY” e talvez um ou dois séries-B mais obscuros nos 80s não há muita produção que tentasse apenas imitar fielmente todos os clichés estéticos noir de Blade Runner ou a sua atmosfera retro específica sem entrar depois por técnologias cyberpunk modernizadas.

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É um pouco a maldição de Star Wars. Por causa do filme de Lucas parece que todos os estúdios têm ainda receio em produzir space-operas com medo de serem acusados de imitarem Star Wars; como se Star Wars fosse por si só um género e não apenas ele próprio apenas a adaptação moderna de um conceito criado literariamente nos anos 30 em termos de aventuras espaciais.
No entanto a atitude de Hollywood perante a space-opera é quase como se Star Wars tivesse inventado o género e é essa a percepção que passa para o público que apenas consome o que lhe mandam. Blade Runner é outro bom exemplo.
De vez em quando Hollywood lá tenta entrar pela space-opera disfarçada de super-heróis como acontece com “Guardians of the Galaxy” cozinhada para agradar á malta dos comics gringos.
Tirando o fabuloso “JOHN CARTER” uma das space-operas mais genuinas de sempre no cinema, que cometeu o terrível pecado de ser space-opera pura totalmente fiel ao material original de 100 anos atrás (ao ponto de depois ter sido acusado de imitar Star Wars como não podia deixar de ser) , não há muita coisa do género disponível a não ser através do cinema independente.

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PHILIP K. DICK

Por causa disso no que toca ao estilo Blade Runner, apesar do cinema moderno contar já com alguns universos cibernéticos ; alguns até se atrevem a ter uns prédios com uns neons e uns carros voadores na paisagem e tudo, “o género Blade Runner” nunca foi muito reproduzido; pelo menos não da forma descaradamente evidente com que [“VIRTUAL REVOLUTION”] o faz sem medos.
A ideia aqui para mim parece ser precisamente a certa. Já que este tipo de história é mesmo para ser passada num universo Blade Runner Europeu, porque não deixar de perder tempo a tentar disfarçar e assumir por completo todo o lado estético da coisa sem complexos ?…
[“VIRTUAL REVOLUTION”] é pois um Blade Runner sim senhor.
Por vezes a um nível visual que mais do que roçar o próprio plágio estético genérico reproduz inclusivamente muitos dos enquadramentos mais famosos com Harrison Ford no filme original de RIddley Scott.
Nem “NATURAL CITY” foi tão longe. 
[“VIRTUAL REVOLUTION”] tem uma lata tão grande que a partir de certa altura deixa até de ser insultuoso e talvez seja esta a sua grande mais valia enquanto filme.

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Quando nos passa o choque de estarmos a ver aquilo que inicialmente parece um plágio descarado de tudo em Blade Runner com tiques de Matrix, de repente damos por nós a admirar o esforço de quem criou isto. Com um orçamento modesto não há dúvida que conseguiram inserir esta história europeia num contexto genuinamente Philip K. Dick.
Isto porque [“VIRTUAL REVOLUTION”] apesar de não parecer, tenta no entanto ir mais além e em certas alturas até o consegue particularmente bem.
Para lá das aparências e por detrás do visual por vezes deslumbrante não se esquece de também ser ficção-científica no sentido mais clássico e colocar um par de questões e temas na mesa.
Ok, também imita o Matrix, o Dark City e um monte de outras coisas…
Mas imita bem ( nem a fotografia escapa ), tendo em conta as suas limitações de orçamento pois pelo meio de tanta coisa que já vimos antes por todo o lado [“VIRTUAL REVOLUTION”] para lá do título desastroso e chunga consegue apresentar-nos um filme low budget particularmente fascinante.

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SCI-FI SEM GUITO

Mais do que uma tentativa de plágio do que quer que seja, sente-se que há por detrás disto um sentido de homenagem e uma tentativa de tentar ir o mais longe possível sem ter verba para conseguir fazer tudo mas que se lixe. Um pouco no espírito do fabuloso “MYTHICA : A QUEST FOR HEROES” também.
Contrariamente a muito badalado sucesso Hollywoodesco que depois ninguém critica, não há uma ponta de cinismo em [“VIRTUAL REVOLUTION”]. É apenas um Blade Runner europeu, passado em Paris no futuro próximo e que responde um bocado à velha questão …. Então e como teria sido Blade Runner se este tivesse sido um filme de porrada filmado hoje em dia ?….

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Como se pode inserir porrada num filme noir-scifi ?…
Bem, mistura-se todo o conceito do mundo futuro com videogames de realidade virtual e pronto. 
[“VIRTUAL REVOLUTION”] passa-se num futuro em que 75% da população mundial abdicou da vida real e passa quase toda a sua existência ligada a máquinas de jogos MMORPG com temas para todos os gostos. 
As grandes corporações controlam todo o mercado destes universos virtuais e essencialmente substituíram os governos mundiais pois são estas empresas que criam e vendem mundos virtuais a uma população que não se interessa por mais nada a não ser jogar e como tal o que se passa aqui no lado real fora da internet é-lhes politicamente indiferente desde que os jogos continuem a existir online.

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Acontece que há no entanto por ali uns grupos terroristas. Empenhados a dar cabo de tudo o que são ambientes virtuais para tentar acordar a população de modo a fazer regressar os velhos tempos. Portanto não hesitam por isso em sabotar tanto as redes como os próprios jogadores a elas ligados o que inevitavelmente provoca um sem número de mortes na população vegetal consumidora que vive a sua vida através dos seus avatares virtuais.
Rick Deckard é por isso contratado pela Tyrell corporation para encontrar quem estará por detrás de tais actividades terroristas e eliminar os hackers responsáveis.
Eu disse Rick Deckard ?…
Bem, se não é Deckard é sem sombra de dúvida o seu irmão mais velho, ou um clone mais gasto pois não bastava já [“VIRTUAL REVOLUTION”] parecer-se por demais com Blade Runner como o próprio herói parece encarnar como um espírita possesso a alma de Harrison Ford.
Acreditem-me há momentos que neste filme em que nem irão acreditar nos vossos próprios olhos ou sentidos. Este tipo só pode ser um Replicant !

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I´VE SEEN THINGS YOU PEOPLE WOULDN´T BELIEVE…

É isto que torna [“VIRTUAL REVOLUTION”] tão interessante ao mesmo tempo. 
A “homenagem” a Blade Runner por vezes é tão boa que o realizador disto poderia ter sido há trinta anos e na maior descontração o realizador de segunda unidade no filme de Scott pois não se notaria diferença nos takes.
Se conseguirem passar para lá do desdém inevitável quando o filme lhes cai em cima e gostam de cinema de baixo orçamento há muito boas hipóteses de a seguir começarem a prestar atenção à virtudes deste pequeno título com muito descaramento.
Considerem isto um plágio se quiserem, um plágio de tudo e mais alguma coisa; mas é um bom plágio.
Assumido e por vezes fascinante no melhor dos sentidos.
Não será por acaso que [“VIRTUAL REVOLUTION”] tem ganho e sido nomeado para um monte de prémios em festivais de cinema fantástico ou independente. Para lá de toda a falta de ideias únicas que possa percorrer este título a verdade é que o resultado final desta estranha mistura de coisas conhecidas e populares não pode deixar de surpreender pela positiva.

VIRTUAL REVOLUTION_18 VIRTUAL REVOLUTION, 2016. © KOAN INC.

Na verdade apesar de muitas opiniões negativas pelo IMDb se focarem na ideia de plágio e de vazio de ideias não está aí a fraqueza de [“VIRTUAL REVOLUTION”].
Se este filme falha em várias coisas elas têm mais a ver com a sua própria estrutura ou falta de valores de produção do que com o facto de se parecer com isto ou aquilo.
Apesar dos momentos atmosféricos e de alguns momentos de porrada bem conseguidos, fala-se muito sobre coisas mas mostra-se pouco. Por outro lado, sendo isto uma das características mais comuns no cinema sem orçamento seria inevitável que [“VIRTUAL REVOLUTION”] também acabasse por sofrer do mesmo em muitas alturas.

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MMORPGs

Quanto a mim e como também alguém já referiu online, [“VIRTUAL REVOLUTION”] acaba por de certa forma dar um tiro no pé quando tenta ser mais do que apenas um Blader Runner Francês.
Isto é; a ideia do mundos virtuais é muito boa pois encaixa perfeitamente no universo Blade Runner só que depois o que o filme mostra nessas sequências é por demais pobre e limitado quando comparado com o que consegue colocar no écran quando é apenas um Blade Runner e as cenas se passam no mundo real do futuro.

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As cenas no mundo virtual estilo MMROPG Warcraft são muito pobres visualmente ( com excepção de um par de paisagens digitais muito bem conseguidas ) e as cenas de acção no mundo estilo Transformers com robots invasores inevitavelmente parecem saídas de um daqueles filmes de porrada dos 80s onde tudo era sempre filmado em ruínas de fábricas ou em garagens ( embora os CGI com os robots seja bastante bom nestes momentos ).
Se no entanto [“VIRTUAL REVOLUTION”] tivesse nessas sequências “virtuais” conseguido ter alcançado a qualidade visual de um “MYTHICA : A QUEST FOR HEROES” ou de um “KILL COMMAND” tudo teria encaixado perfeitamente na narrativa central do universo Blade Runner. Assim como está, de cada vez que a história se muda para um mundo virtual o que nós queremos é que aquilo acabe depressa e volte ao mundo futurista em tom noir pois é ali que o filme brilha.

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A forma como o próprio filme começa com uma sequência demasiado longa precisamente no mundo MMROPG entre vários personagens avatares corre o risco de passar imediatamente ao espectador que [“VIRTUAL REVOLUTION”] irá ser um filme bem pior do que é na realidade. Pessoalmente quando aquilo começou pensei mesmo que o filme ia ser um vazio. Resumindo, [“VIRTUAL REVOLUTION”] se não tinha meios para ser tão ambicioso em termos visuais deveria ter-se mantido no mundo Blade Runner Paris Noir.
Por um lado percebo a ideia de expandirem o conceito; a história tem potencial e até é interessante mesmo quando não é original mas não há que negar que o que deslumbra mesmo e torna [“VIRTUAL REVOLUTION”] tão especial é o facto de ter reproduzido o universo Blade Runner em Paris e tudo o resto acaba por não ser tão especial.

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PARIS 2047

[“VIRTUAL REVOLUTION”] é por tudo isto um filme estranho, irritante e fascinante tudo ao mesmo tempo. 
E lembram-se da “Diana” ? A réptil extraterrestre da série “V” dos anos 80 ?… Vão gostar de a rever neste filme.
Agora que o verdadeiro BLADE RUNNER II está quase a estrear, não perdem por espreitar [“VIRTUAL REVOLUTION”] para perceberem o que se pode fazer sem dinheiro nenhum dentro do género. 
Não é um filme obrigatório, mas é um título muito recomendável e se já viram por exemplo “NATURAL CITY” estando à procura de mais outro Blade Runner alternativo então este é um título a não perder pois é dos que melhor soube também reproduzir o estilo noir de que todos nós fãs do filme de Riddley Scott tanto gostamos.
Visualmente tem momentos muito bons, irá surpreender em certas alturas, o CGI não é nada mau e só lhe falta mesmo uma banda sonora de Vangelis.

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CLASSIFICAÇÃO

[“VIRTUAL REVOLUTION”] em termos de realização vai recordar-vos de muita coisa. Para lá do óbvio, tem um sabor bastante europeu onde não falta uma pitada de Jean Pierre Jeunet também nas influências estéticas com um cheirinho de Luc Besson aqui e ali.
O realizador Guy-Roger Duvert é considerado um novo valor dentro do cinema francês deste estilo e é bem capaz de ainda vir a surpreender, por isso se vocês procuram um bom série-B com mais alma do que parece este [“VIRTUAL REVOLUTION”] para lá do péssimo e piroso título é no entanto algo com substância e um bom esforço independente europeu para criar ficção-científica.

Quatro Planetas Saturno

Só não leva cinco porque as partes nos mundos virtuais embora sirvam para a história visualmente não são particularmente interessantes e cortam muito do ambiente que nos fascina no filme.
No entanto é realmente um título fascinante ao ponto de ser hipnótico e aguardo uma edição em bluray pois só existe em DVD por agora; ora se eu já quero comprar isto em Bluray, quer dizer que se calhar até gostei mais do filme do que penso ter gostado.

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A favor: o conceito virtual é um bom complemento para a atmosfera Blade Runner clássica, visualmente consegue ter alguns momentos surpreendentes, é um Blade Runner de baixo orçamento com alma, a história tem o seu quê de potencial, bom esforço do cinema europeu para se fazer bom cinema de FC.

Contra: Não tem um pingo de originalidade ou imaginação inovadora, já viram tudo isto antes mil e uma vezes, as sequências de acção ou aventura passadas no mundo virtual não são particularmente interessantes e quebram muito da atmosfera, alguns cenários reais são bastante desinspirados e destoam do que funciona no resto do filme, fala-se muito sobre acontecimentos em vez destes nos serem mostrados, devia ter mais cenas de exteriores na cidade futurista. Ehmmm… se 75% da população está fechada em casa ligada a mundos virtuais porque há tanta vida e tanto tráfego de carros voadores por toda a parte nos céus da cidade futurista de Paris ?… só estou a perguntar…

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NOTAS ADICIONAIS

TRAILER
Sim, eu sei que o trailer é mau.
Ignorem o trailer. O filme é mais interessante do que parece.

 

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SITE OFICIAL
Vale a pena espreitarem. Está cheio de material, concept designs , making of , etc. Bom site.
https://www.virtualrevolutionmovie.com/

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VIRTUAL REVOLUTION_01

IMDb
http://www.imdb.com/title/tt4054004

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