“BLADE RUNNER : THE WORKPRINT VERSION” (“BLADE RUNNER” ) Ridley Scott (1982) EUA / INGLATERRA

E hoje que estamos a poucas horas da estreia do novo “BLADE RUNNER 2049”, sequela oficial para o clássico de Ridley Scott, achei que nada melhor do que falar do filme original neste blog.
Não estou a falar de “BLADE RUNNER” na sua versão de cinema e posteriores versões “Directors Cut” e “Final Cut” mas sim da montagem inicial que serviu apenas para teste de audiências na altura e que desde então ganhou quase uma conotação mística como se fosse o Santo Graal da 7ªArte.
Vamos então falar de [“BLADE RUNNER : THE WORKPRINT VERSION”].
Um “BLADE RUNNER” diferente.

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Ou talvez não.
Há anos que eu tinha esta famosa versão
A [“BLADE RUNNER : THE WORKPRINT VERSION”] permaneceu rara até há bem poucos anos atrás quando finalmente foi incluída num dos últimos discos da fabulosa edição especial lançada com grande sucesso na altura contendo espalhadas por vários discos todas as versões em existência; desde o “Workprint” até ao recente e aparentemente definitivo “Final Cut” de Ridley Scott.
Há alguns anos atrás quando ressurgiu depois de ter passado décadas como um mito, a [“BLADE RUNNER : THE WORKPRINT VERSION”] foi inclusivamente lançada em algumas salas de cinema nos EUA tendo esgotado bilheteiras; o que inclusivamente para o próprio Ridley Scott parece ter sido uma surpresa.

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MUCH ADO ABOUT NOTHING

Como diz o próprio na introdução desta versão “em trabalho”,  tudo parece excitação a mais para o que na realidade este cut inicial contém e o próprio Scott não percebe bem a razão de tanto burburinho ao redor de [“BLADE RUNNER : THE WORKPRINT VERSION”].
Agora que eu tive finalmente oportunidade de a ver pela primeira vez por acaso até concordo com Ridley Scott. É muita palha para pouca fogueira sim senhor.
O filme abre com um logotipo da produtora com fundo branco em vez de preto, o titulo “Blade Runner” é totalmente diferente sendo mais básico graficamente e existe uma definição de dicionário muito mais técnica quando o filme tenta explicar o que é um – Replicant – logo nos créditos.

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[“BLADE RUNNER : THE WORKPRINT VERSION”] é uma montagem curiosa em muitos aspectos mas não é de todo aquela versão incrivelmente diferente que muita gente estaria à espera. Apesar de ter tido tantas versões ao longo dos anos no fundo “BLADE RUNNER” mais cena menos cena, sempre se pareceu quase na totalidade com aquilo que todos conhecemos.
Embora haja quem não concorde.

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FUTURE NOIR

Entre as pessoas que não concordam encontra-se Paul M Sammon autor de um dos melhores livros sobre os bastidores de um filme que alguma vez poderei recomendar neste blog; o fabuloso “FUTURE NOIR” que tem inclusivamente uma nova edição revista e aumentada (Setembro 2017) que eu próprio lá terei que comprar apesar de já ter o original lançado há mais de dez anos pois este trabalho é fabuloso e vai muito para lá do que podem ver nos extras do filme em dvd ou bluray.
Antes dos agora comuns documentários de making of ao redor deste filme, “FUTURE NOIR” era ( e continua a ser ) o relato mais detalhado que alguma vez li sobre a produção de um objecto de cinema.

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É precisamente Paul M Sammon que no comentário audio de [“BLADE RUNNER : THE WORKPRINT VERSION”] faz as honras da casa e explica em detalhe minucioso todas as diferenças entre os cuts “normais” de “BLADE RUNNER” e o que está em [“BLADE RUNNER : THE WORKPRINT VERSION”], essencialmente a versão -zero- do filme. que tanto desprezo teve quando foi mostrada às audiências de teste que a detestaram em absoluto no início dos anos 80.
E segundo Paul M Sammon existem mais de 70 diferenças entre o “BLADE RUNNER” que todos conhecemos e [“BLADE RUNNER : THE WORKPRINT VERSION”].

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WHERE´S WALLY

Agora, vocês poderão pensar que 70 diferenças numa montagem é realmente muito para ver e comparar, mas não se iludam…tal como o próprio Ridley Scott diz, é tudo um grande exagero que tomou proporções irrealistas.
Paul M Sammon termina o comentário audio dizendo que na verdade as diferenças detectadas entre a “Workprint” e os cuts normais neste momento já atingem mais de 100…
(?!)
Ora meus amigos… a não ser que vocês sejam mesmo uns fanáticos absolutos pelo filme, não tenham vida própria para lá dele e eventualmente tenham fundado uma Igreja ao redor de “Blade Runner” vocês pouco ou nada se irão importar com as mais de 70 diferenças apontadas pelo jornalista no seu livro e no comentário audio.

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Isto porque 95% de tudo o que o homem aponta como sendo coisas extraordináriamente fascinantes entre a versão de trabalho e as versões normais não passa essencialmente de diferenças sonoras e pouco mais. Apesar de Paul M Sammon se referir a elas em total êxtase “nerd” como se pertencesse a uma daquelas religiões Jedi mas em versão Blade Runner quando enumera detalhes que nem nos passaria pela cabeça que “fossem importantes”.

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A coisa desta “nerdice” toda ao redor de [“BLADE RUNNER : THE WORKPRINT VERSION”] chega ao ponto de Paul M Sammon apontar a diferença entre os “BLIP, BLIP, BLIP” que se ouvem na cena de elevador na versão “Workprint” e os “blip…blip…blip…” das versões subsequentes que substituíram os “BLIPs” originais na mesma sequência posteriormente.
Este “nível de diferenças” estende-se ao longo do resto da – versão zero – e são realmente tantas e tão poucas que a meio do filme já nos estamos a borrifar para que aquela luz pequenina vermelha que aparece por um décimo de segundo numa cena tenha sido depois colorizada para azul de forma a ficar gráficamente melhor no enquadramento !

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E é este o padrão recorrente no que toca às diferenças entre a misteriosamente famosa [“BLADE RUNNER : THE WORKPRINT VERSION”] e todas as outras versões normais.
Essencialmente estamos a falar de diferenças sonoras.
Quem esperava uma variedade considerável de takes alternativos ou até encontrar uma cena ou duas inédita que nunca apareceu em nenhuma das versões subsequentes, a única relevante será mesmo o pequeno take com as dançarinas em biquini com máscaras de Hóquei ( que inclusivamente Scott remasterizou e repôs para a definitiva -Final Cut ) e que eu acho muito bem que o tenha feito.

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ONE NO, TWO, TWO…

[“BLADE RUNNER : THE WORKPRINT VERSION”] nem sequer inclui a famosa cena perdida em que Deckard vai ao hospital visitar Holden, o Blade Runner que administra o primeiro teste a Leon.
Essa sequência do hospital ficou de fora logo desde o início e como tal se a quiserem ver na integra têm que a procurar nas – delete scenes – incluídas nos documentários da edição especial.

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O resto da montagem em [“BLADE RUNNER : THE WORKPRINT VERSION”] é practicamente idêntica em termos visuais. As poucas diferenças que existem está na inclusão de algumas cenas estendidas e pouco mais; ( incluíndo um par de takes com efeitos especiais relativos à cidade ).
Por exemplo se sempre quiseram saber sobre o que raio Deckard está a discutir quando tem aquele diálogo com o chinês sobre a quantidade de comida que encomenda na [“BLADE RUNNER : THE WORKPRINT VERSION”] têm oportunidade de ver finalmente o prato culinário em questão.

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Tirando isto, há cenas estendidas com Gaff ou outras sequências aqui e ali, nomeadamente entre Pris, Batty, etc.
A [“BLADE RUNNER : THE WORKPRINT VERSION”] é também um bocadinho mais gore e intensa. Contêm alguns takes alternativos com sangue e ossos partidos que já tinham aparecido na versão de cinema por exemplo, mas montados de forma alternativa. E apesar de não conter a famosa e desprezada – narração noir – ao início ( que eu sempre adorei no original de cinema ) , tem no entanto outra adicional que eu desconhecia após Rutger Hauer morrer no telhado onde se ouve o pensamento de Deckard sobre o momento antes de Gaff aterrar no telhado para o ir buscar.

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THE EYE

Uma diferença notória é a ausência do incónico olho que já não irão encontrar nesta versão.
Quando o primeiro Blade Runner, Holden, logo a seguir é também atingindo a tiro antes do filme cortar abruptamente para a paisagem com os prédios e a Gueixa ( como acontece na versão normal de forma estranha ) podemos na versão original ver o personagem bater com a cabeça numa máquina de escrever e só depois a cena muda para o exterior.
Essencialmente vocês não irão notar grande diferença e tal como disse Ridley Scott se esperam grandes novidades em relação ao que conhecem irão ficar muito decepcionados. Pelo menos até meio do filme quando há realmente algo que o transforma noutra coisa qualquer da forma mais simples.

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VANGELIS

Mais ou menos a meio, precisamente pela altura em que se inicia a famosa cena de amor entre Deckard e Rachel que dispensa introdução eis que subitamente por instantes “BLADE RUNNER” parece um filme novo… e muito estranho.
Isto porque para lá desta cena conter um par de breves takes extra que a tornam eroticamente mais violenta do que já estava subjacente, desta vez já não vão poder ouvir o famoso – Love Theme – de VANGELIS que para sempre ficou associado aquela sequência.

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A versão [“BLADE RUNNER : THE WORKPRINT VERSION”] a partir desta parte praticamente não conta com a música de Vangelis mas sim com uma mistura de músicas temporárias sacadas de outros filmes na altura e que Scott usou para pontuar a montagem inicial só para ver como poderia funcionar mais tarde com a banda sonora definitiva.
E é aqui que [“BLADE RUNNER : THE WORKPRINT VERSION”] marca a diferença.

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De repente apesar de visualmente parecer quase, quase igual “BLADE RUNNER” já não é o “BLADE RUNNER” que conhecemos mas sim um thriller particularmente negro e muito mais intenso do que aquilo a que estamos habituados.
E tudo só porque tem essencialmente uma música que não reconhecemos e que parece não se relacionar com o que vemos no ecran como se o nosso cérebro por momentos não tivesse mesmo a certeza que filme estará a processar.
[“BLADE RUNNER : THE WORKPRINT VERSION”] é o exemplo perfeito do quanto uma banda sonora é importante para definir a identidade de um filme e neste caso, se calhar até mais do que a montagem.

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ONE MORE KISS DEAR

Um [“BLADE RUNNER : THE WORKPRINT VERSION”] sem a música de VANGELIS é uma coisa muito estranha e curiosamente torna-se quase “um filme menor” pois falta por ali qualquer coisa para completar o ambiente.
Ou pelo menos o ambiente a que estávamos habituados.
O [“BLADE RUNNER : THE WORKPRINT VERSION”] a partir do meio deixa de ser um filme noir, passando essencialmente a soar como se fosse um thriller de acção típico; e não deixa de ser notável constatarmos que o que mudou foi apenas a música.

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E por falar em música, aquela canção “ONE MORE KISS DEAR…one more sigh…” que está em background numa das cenas de rua também já não está cá tendo sido substituída por outra canção dos anos 30 que supostamente seria a preferida de Scott mas para a qual ele não conseguiu comprar os direitos, tendo depois colocado aquela melodia tão vintage que se tornou numa das minhas favoritas na OST.

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DREAMING OF UNICORNS

A [“BLADE RUNNER : THE WORKPRINT VERSION”] também não contém a cena com o sonho do unicórnio que tanta polémica ao redor da identidade de Deckard levantou durante anos, não sei porquê.
Ridley Scott nos extras não podia ser mais claro falando directamente para a câmera e sem perceber porque raio há tanta polémica pois mais óbvio ele não poderia ter sido na forma como montou os filmes; na versão workprint e na versão de cinema Decckard é humano ( apesar da sua colecção de fotos no piano dar a entender outra possibilidade ) mas nas restantes versões a inclusão do sonho do unicórnio sempre teve a intenção de mais tarde associar esse momento ao origami que Gaff deixa no chão e demonstrar sem qualquer dúvida de que este tinha mesmo acesso ás memórias implantadas nos replicants. Como tal Deckard nessas versões posteriores é um Replicant e não percebo tanta discussão quando é o próprio realizador que explica isto já por mais do que uma vez em entrevistas diferentes inclusivamente.

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Sinceramente depois desta entrevista com Scott incluída mais uma vez nos extras nem sei para que milhões de “nerds” pelo mundo fora ainda continuam a analisar o que quer que seja sobre esta questão.
E já agora, contrariamente ao mito urbano que se gerou, a sequência do unicórnio foi mesmo filmada na altura para o filme; não se trata de um – outake – sacado mais tarde a “LEGEND: A LENDA DA FLORESTA“, de acordo, mais uma vez com as palavras do próprio Scott.

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LIKE TEARS IN THE RAIN

De resto, tudo o que conhecemos está aqui em [“BLADE RUNNER : THE WORKPRINT VERSION”]; inclusivamente o poético momento da morte de Roy Batty ; com o texto escrito pelo próprio Rutger Hauer minutos antes do take e que durante anos nem os argumentistas sabiam qual dos dois tinha escrito as famosas palavras … “I see things…”.
Resumidamente se o leitor procura por muita novidade e nunca viu esta versão [“BLADE RUNNER : THE WORKPRINT VERSION”] ela poderá parecer-lhes algo decepcionante no final; por outro lado … não há dúvida que a ausência em parte da música de VANGELIS faz mesmo muita diferença.

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A love scene é particularmente perturbante e o tom de thriller de acção tecnológico muito negro lá pelo final também é uma nota curiosa.
Resumindo, se gostam de BLADE RUNNER e nunca viram esta versão, é uma lacuna na vossa cultura pop que deverão remendar quanto antes e como tal recomenda-se vivamente.

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CLASSIFICAÇÃO

Seja em que versão for, com bocados retirados ou acrescentados , com música trocada ou “BLIPs” nos elevadores errados, com ou sem unicórnios e com um ambiente mais dark, a verdade é que parece impossível alguém estragar este filme.
Como tal [“BLADE RUNNER : THE WORKPRINT VERSION”] por um certo prisma mais –puro– enquanto versão de trabalho é já uma obra tão boa quanto todas as versões que se seguiram e como tal, nem que seja pela sua aura quase mítica até há bem pouco tempo, também esta versão tem que naturalmente levar a minha classificação máxima porque acima de tudo o Cinema é isto.

Cinco Planetas Saturno e um Gold Award

     

Se são fãs de BLADE RUNNER vale mesmo a pena a compra da edição especial pois a quantidade de extras realmente interessantes que trás é fascinante; inclusivamente alguns momentos com Philip K.Dick himself que valem sempre a pena conhecer e muito material sobre as diferenças entre o livro e o filme.
BLADE RUNNER, tal como JOHN CARTER é outro daqueles filmes que praticamente joga o livro todo fora mas no final consegue captar a 100% toda a essência e alma da narrativa literária original o que não deixa de ser um feito notável.

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CURIOSIDADE 1: A propósito, também por aqui se explica que a – “famosa pista”- que indicava que os personagens seriam Replicants porque se podia ver os seus olhos brilhar em alguns takes não passou afinal de um erro técnico. Inclusivamente uma sequência em que os olhos de Harrison Ford parecem brilhar quando se aproxima de Rachel. Isto só aconteceu porque Ford passou por cima da marca no chão que devia ter respeitado e o seu rosto entrou numa zona de luz que não deveria ter entrado pois fazia parte de iluminação de Sean Young e como tal o seu olhar ficou “artificialmente” reflectido na câmera; não imaginando Ridley Scott nesse instante que um pequeno segundo no écran seria pano para mangas em discussões sobre o filme durante décadas.

CURIOSIDADE 2: Se por acaso em “STREETS OF FIRE” encontrarem uns neons familiares ou vice versa em “BLADE RUNNER” foi porque ambos os filmes partilharam adereços luminosos entre si pois tudo o que estivesse à mão era mesmo para usar, especialmente se não custasse dinheiro, afinal há que manter política de boa vizinhança entre sets e não é por acaso que têm uma certa atmosfera nocturna semelhante.

CURIOSIDADE 3: A famosa cena do scanner com a fotografia foi inventada por Ford, pois pediu a Scott que incluísse algo que mostrasse o detective realmente a fazer trabalho de detective e como não havia nada preparado e não havia tempo para escrever coisas adicionais optou-se por uma coisa visual. Que ficou famosa apesar de algumas liberdades tomadas no que toca à capacidade real dos pixeis ou da própria resolução de uma polaroide entre outras nerdices técnicas evidentes que não interessam para nada.

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A favor: as diferenças no filme quando não tem a música de Vangelis para lhe dar ambiente, o ambiente mais negro e opressivo, a love scene é estranha como o raio sem a música a que estamos habituados, apesar de parecer o filme do costume sente-se na verdade que por vezes estamos mesmo a ver um filme diferente, é de todas as versões alternativas a que em última análise tem mais diferenças mesmo.

Contra: … até o próprio Ridley Scott ainda nem acredita como se continua a discutir se Deckard será um Replicant ou não depois dele já ter deixado bem claro que nas versões originais não era mas nas versões integrais novas é pois sempre foi essa a intenção do realizador. Para uma versão com quase 100 diferenças apontadas por Paul M Sammon autor do fabuloso livro “FUTURE NOIR” a versão [“BLADE RUNNER : THE WORKPRINT VERSION”] pode ser realmente uma grande desilusão para quem partir para ela à espera de ver coisas novas que terão ficado de fora.

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NOTAS ADICIONAIS

ABERTURA E CRÉDITOS DA WORKPRINT


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Tudo sobre as varias versões
ALL OUR VARIANT FUTURES


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CENAS APAGADAS ( E ALTERNATIVAS ) : que NÃO ESTÃO NA WORKPRINT VERSION nesta forma ( Ignorem o título enganador do video a seguir ) :


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COMICS
http://sequart.org/magazine/51981/when-marvel-comics-adapted-blade-runner/

Wife of Deckard ?…
https://mightymega.com/2015/01/27/blade-runner-the-mystery-of-deckards-wife/

DO ANDROIDS DREAM OF ELECTRIC SHEEP
Audiobook interessante com o livro original de Philip K.Dick.
https://archive.org/details/DoAndroidsDreamOfElectricSheep

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ON THE EDGE OF BLADE RUNNER
Um dos primeiros e dos melhores documentários sobre o filme. Produzido em Inglaterra há alguns anos atrás mas ainda actual.


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OST


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FAN FILM
“TEARS IN THE RAIN”
Curta metragem amadora com uma atmosfera perfeita filmada por um grupo de fãs na Africa do Sul e que podia ter sido filmado por Ridley Scott na boa há 30 anos atrás. Não percam.


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COMPRAR “FUTURE NOIR : THE MAKING OF BLADE RUNNER”

FutureNoir

https://www.amazon.co.uk/gp/product/0062699466/ref=as_li_tl?ie=UTF8&camp=1634&creative=6738&creativeASIN=0062699466&linkCode=as2&tag=cinaosolnas00-21&linkId=65571c7444ef2d5df658209fce64c1bb

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IMDb
http://www.imdb.com/title/tt0083658

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REVIEW DA SEQUELA ( Setembro 2017)
Podem ver este video à vontade. A review é excelente e não contém qualquer Spoiler; não lhes estragará nada do novo filme se ainda não o viram. Recomendo, se gostam do BLADE RUNNER ORIGINAL.


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SE GOSTOU DESTE VAI GOSTAR DE:
E para hoje as recomendações vão em estilo diferente porque importa recomendar duas alternativas muito curiosas passadas num universo BLADE RUNNER.
Cliquem em ambas as capas e sigam para as respectivas reviews.

poster

2046_01

VIRTUAL REVOLUTION_02

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2 thoughts on ““BLADE RUNNER : THE WORKPRINT VERSION” (“BLADE RUNNER” ) Ridley Scott (1982) EUA / INGLATERRA

  1. Pingback: “BLADE RUNNER 2049” (“BLADE RUNNER 2049”) Denis Villeneuve (2017) EUA / INGLATERRA / CANADA | Universos Esquecidos - Cinema , Livros, Audiobooks e BD

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