“IMMORTEL” (“IMORTAL” / “IMMORTEL”) Enki Bilal (2004) França / Itália / Inglaterra

[“IMMORTEL“] durante anos foi aquele filme que me ficou na cabeça desde que o vi pela primeira vez mas que nunca percebi se gostei ou não. Sempre que o tentei rever deixou-me com uma impressão que nunca consegui definir até o ter visto novamente agora numa cópia Bluray ( genuínamente em disco / nada de bluray-rips ).

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Meus amigos, são filmes como [“IMMORTEL“] que justificam a existência do formato Bluray e o facto de se poder ver um filme em alta resolução.
[“IMMORTEL“] em Bluray está a anos-luz de qualquer anterior cópia em DVD e nem vale a pena compará-lo com rips sacados de torrents na net sequer.
A quantidade de detalhe colocado nesta história que se consegue agora perceber quando vemos este filme em alta definição é simplesmente extraordinária quando comparada com a minha outra cópia em DVD que tinha comprado há anos.

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Tal como aconteceu com o recente bluray de “Blade Runner” ( o original ) rever [“IMMORTEL“] em 1080p depois de passar anos a vê-lo em DVD é como descobrir um filme novo em termos visuais ! De repente surgem aos nossos olhos coisas que nunca tínhamos reparado que existiam simplesmente porque a resolução de uma cópia DVD tinha colocado imensa coisa desfocada e retirado por completo a atenção do espectador de todo o enorme trabalho que houve para texturizar cada mundo de ficção-científica.
Caros leitores, se tal como eu sempre olharam para [“IMMORTEL“] assim um bocado de lado pois só o viram ( ou tentaram ver ) em DVD , recomendo vivamente que o revejam nas novas edições Bluray ( especialmente na edição Alemã ) e no maior televisor que conseguirem encontrar pois irão certamente surpreender-se com a diferença.

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FICÇÃO CIENTÍFICA WTF

Como filme, [“IMMORTEL“] é um bom exemplo daquele sub-género da ficção científica que merecia ser plenamente conhecido como – SCIFI-WTF !
Esta realização de Enki Bilal que os amantes de Banda Desenhada franco-belga reconhecerão de imediato como sendo o próprio autor da BD original é talvez por isso uma versão tão estranha quanto fascinante.
Visualmente é particularmente fiel aos livros e ao próprio estilo do desenhador, o que demonstra muito bem a vantagem de se ter o criador da obra original atrás da câmara quando se trata de respeitar a estética original de um universo ( desenhado ) muito particular.
Por isso mesmo [“IMMORTEL“] na sua versão para cinema é claramente uma BD de Enki Bilal e provavelmente uma das melhores adaptações de uma Banda Desenhada ao cinema; provavelmente até melhor que a quase perfeita adaptação de Luc Besson no extraordinário “VALERIAN” lançado em 2017.

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Infelizmente esse facto também lhe trouxe alguns problemas, pois Bilal é claramente um dos maiores autores de BD de todos os tempos, criador de um estilo único e universos distópicos tão repulsivos quanto fascinantes mas a julgar pelo resultado apresentado em [“IMMORTEL“] não será ainda a esta altura um bom realizador de cinema; pelo menos não num sentido mais comercial…porque… num outro sentido não há dúvida que “as falhas” deste filme o atiram de pleno direito para dentro de um certo tipo de cinema de autor europeu mais críptico, simbólico, abstracto e intimista daqueles que normalmente parecem provocar orgasmos à tal crítica iluminada que infesta muitas áreas e muitos Festivais de Cinema…

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TRILOGIA NIKOPOL

Por outro lado… adaptar ao cinema uma obra como a banda desenhada original intitulada “TRILOGIA NIKOPOL” nunca seria tarefa fácil. Por tudo. Pela sua temática, pela sua história fragmentada naquele estilo tão pessoal de Bilal, pela quantidade de efeitos especiais e design de produção que o filme necessitava para resultar fiel ao material de origem e por não ser de todo uma aventura no sentido mais fácil de ser vendida ao público.
Sendo assim… eu não conheço mais nenhum realizador que fosse capaz de colocar [“IMMORTEL“] no ecrã da forma que este acabou por ter sido filmado, isto porque só Bilal seria suficientemente doido para adaptar o universo Bilal ao cinema.
O que quer dizer que se [“IMMORTEL“] falha enquanto objecto de cinema cativante no sentido mais dinâmico e comercial é porque nunca poderia ter sido bem sucedido e ao mesmo tempo ficado tão fiel ao universo presente na banda desenhada.

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[“IMMORTEL“] não é bem cinema; é uma BD com vinhetas e fragmentos animados colados para tentar seguir a mesma lógica do trabalho desenhado. Se tivesse tentado aproximar-se mais de uma narrativa cinematográfica certamente perderia muito da sua identificação enquanto adaptação da banda desenhada. Assim como está é uma extraordinária adaptação dos livros originais mas a sua vertente mais cinematográfica perdeu-se um bocado pelo caminho.
O que quer dizer que é bem capaz de ser a adaptação mais fiel de sempre de uma BD ao grande ecrã e sendo assim como se pode bater tanto nas suas falhas ?…

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Se calhar porque [“IMMORTEL“] é um daqueles filmes que desejamos mesmo que tivesse sido inesquecível pelas melhores razões e tal nunca acontece. Visualmente é tão estranho quanto extraordinário e se a narrativa tivesse sido um bocadinho mais estruturada e a montagem menos errática poderiamos estar hoje na presença de um verdadeiro Blade Runner francês.
Até porque bem vistas as coisas, o visual-Blade-Runner ( bem mais sujo, urbano e deprimente ) já existia desde os anos 70 imaginado por Enki Bilal e sendo assim se existe um universo de BD com todo o direito de ser reconhecido como um bom “Blade Runner” europeu quando adaptado ao cinema sem problemas de acusação de plágio esse universo é o de Enki Bilal.

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HUMANOS GERADOS ARTIFICIALMENTE

[“IMMORTEL“] falha também por ser um filme tecnologicamente à frente do seu tempo. Luc Besson esperou quase duas décadas para filmar “VALERIAN E A CIDADE DOS MIL PLANETAS” até que a tecnologia dos efeitos especiais lhe permitissem honrar o material da banda desenhada original e se calhar Bilal deveria ter feito o mesmo porque em 2004 não havia mesmo hipótese de visualmente reproduzir “sem falhas” tudo o que está na banda desenhada.

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Por causa disso este filme navega visualmente em águas muito estranhas. Por um lado tem momentos digitais verdadeiramente extraordinários para a altura e que se aguentam sem problemas quando comparados com muito do que se faz hoje.
Por outro convivem lado a lado animações e matte-paintings digitais extraordinários com talvez o pior e mais amador que já se viu saído do CGI no cinema. Nem o facto de [“IMMORTEL“] ser um filme de 2004 pode desculpar tanta animação e 3D modelling tão inacreditávelmente mau que poderão ver nesta história. Simplesmente porque convive lado a lado dentro do próprio filme ( por vezes na mesma cena (!!) ) também com o melhor que se podia fazer na altura.

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Segundo os detalhados making of que estão na edição Alemã em Bluray a intenção de Bilal nunca terá sido sequer disfarçar o mau CGI nem sequer tentar melhorá-lo. E percebe-se porquê.
A verdade é que esta convivência entre excelente CGI e CGI absolutamente mau essencialmente no que toca aos personagens digitais foi propositada.
Mais do que uma necessidade devido à limitação da tecnologia, foi uma opção consciente e isso é fascinante.
E não é que até certo ponto a coisa resulta ?
Ao início estranhamos aquelas cenas em que humanos contracenam com bonecos digitais que mais parecem modelados, texturizados e animados por um qualquer amador que aprende agora a trabalhar com software 3D, mas… não é que passados minutos damos por nós a nem sequer nos importarmos com isso ?!…

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A partir do momento em que mergulhamos naquele universo o mau CGI quase que desaparece da nossa percepção e aceitamos [“IMMORTEL“]  como ele é; ( especialmente quem conhecer bem o trabalho de Bd original de Enki Bilal ).
Segundo a produção a ideia seria mesmo a de colocar humanos com personagens CGI “mal modelados” e “mal animados” porque só assim o filme se conseguiria parecer verdadeiramente com uma BD no grande ecrã. Além, disso se a tecnologia ainda não permitia reproduzir humanos a ideia foi nem tentar fazê-lo bem para depois ficar a meio caminho. Metem-se logo humanos mal modelados e animados porque cinco minutos depois quem entrar no espírito estético do filme já nem nota.
Escolha estranha, arriscada… mas… e não é que resulta ?!
Também por isso este filme acaba por ficar na memória mesmo que ao primeiro visionamento nem tenhamos gostado muito dele.
Enquanto admirador de Bd franco belga e em particular de Bilal eu aceito perfeitamente o conceito estético de [“IMMORTEL“] mas não sei se o espectador comum irá engolir essa explicação, especialmente aqueles habituados à qualidade de animação que existe hoje em dia. De qualquer forma é um filme único dentro da ficção-científica por isso mesmo também.

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Aqueles “maus” personagens CGI fazem mesmo com que [“IMMORTEL“] não perca a textura exacta que está na banda desenhada. Em particular os alienígenas Deuses do Egipto que resultam muito bem em termos estéticos. Parece mesmo que estamos a ver o traço da mão de Bilal no filme como se este fosse mesmo uma BD animada.
O resto dos humanos são atrozes, os mafiosos e mulheres fatais são do pior e nem atingem por vezes a má qualidade de uma animação saída de uma intro de qualquer velho jogo da Playstation-One !
O facto de alguns personagens desses mesmo mal renderizados depois também acabarem por não servir para nada para o desenvolvimento dramático da história ( o detective da policia ) faz com que certas partes de [“IMMORTEL“] ainda pareçam mais inúteis e não se percebe bem porque lá estão.

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O ESTILO ENKI BILAL

Por todos estes factores [“IMMORTEL“] acaba na mesma por ser um título de ficção-científica fascinante. Mas volto a dizer… vejam-no APENAS EM BLURAY. Eu próprio nunca imaginei que fizesse tamanha diferença ver isto em 1080p ou em 480p.
Faz !
Em termos de história segue mais ou menos os livros originais. A adaptação dos personagens está fantástica, os actores são perfeitos para os papeis necessários e tudo é bastante coerente dentro do próprio universo da Bd.
O problema é mesmo [“IMMORTEL“] ser tão estranho precisamente porque adapta um universo Bilal.

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Um universo Bilal nunca poderia traduzir-se num filme de ficção-científica para as massas e como tal nunca será apreciado pelo espectador casual que não pede mais do que assistir com o blockbuster que estiver na moda essa semana.
[“IMMORTEL“] é o que é. Se por um lado resulta plenamente por outro é mesmo uma produção díficil de acompanhar.
Se pensavam que filmes como “LA CITÉE DES ENFANTS PERDUS / CITY OF THE LOST CHILDREN” de Jean Pierre Jeunet e Caro eram filmes esquisitos, nada os irá preparar para o filme de Bilal. É que ao pé disto até o aparentemente críptico “EDEN LOG” é um filme que se acompanha com prazer.
O esquecido mas sempre fascinante “FRANKLYN” também tem algo de Immortel, por isso se gostaram desse provavelmente irão conseguir suportar melhor agora este.

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Nem vou tentar resumir a história, mas isto mete Deuses do Egipto alienígenas que regressam à Terra na sua nave em forma de pirâmide ( bem antes de Stargate ) , mete um Deus egípcio  Hórus que irá ser castigado por um crime relacionado com manipulação genética humana séculos atrás e lhe é dado algumas horas para passear pela Terra antes de ter que cumprir a sua pena, mete um humano que estava em hibernação criogénica há séculos mas é acordado à força para servir de hospedeiro do espírito alienígena pois Hórus precisa de um corpo humano para se misturar com os terrestres, mete manipulação genética, “replicants”, um Central Park interdito pois está transformado numa zona alienígena onde as leis da física não são as normais, mete um assassinato, uma investigação policial, uma entidade cósmica misteriosa, um detective, uma cientista, uma mutante e mete tanta coisa que [“IMMORTEL“] precisaria de ter tido mais uma hora pelo menos para conseguir criar uma estrutura coerente.
Assim como está no entanto é um filme hipnótico e um objecto único dentro da ficção científica que se recomenda até certo ponto. Mas apenas em Bluray. Esqueçam todos os outros tipos de cópia.

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Não sei se é da história, da fragmentação dos acontecimentos, dos eventos e personagens que acabam por não servir para nada a não ser aparecer e queimar tempo de ecrã, dos horríveis humanos criados em CGI pré-histórico ou da atmosfera opressiva e algo deprimente tão característica do trabalho de Bilal; não sei se é do extraordinário design daquele mundo futurista em estilo retro-blade-runner-europeu, das fantásticas cenas passadas por entre prédios e carros flutuantes ou em estilo steampunk gótico, do set design perfeito que reproduz de forma exacta muitas das vinhetas da BD ou da atmosfera sci-fi-noir em geral, mas a verdade é que quer se goste ou não [“IMMORTEL“] é mesmo um título de ficção científica único que merece ser visto pelo menos uma vez.

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O estilo Europeu só lhe fica bem, mas não esperem uma espécie de aventura divertida no estilo “O QUINTO ELEMENTO” de Besson apesar das semelhanças estéticas que poderão pensar ter se virem apenas os trailers. [“IMMORTEL“] é mesmo um Enki Bilal puro e quem sabe o que isto significa nem precisava de ter lido este texto enorme até aqui.

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CLASSIFICAÇÃO

Não tentem ver isto em qualquer formato a não ser em Bluray. Faz diferença na vossa apreciação final, MESMO.
De resto, se forem fãs da BD de Enki Bilal e nunca viram isto, vocês sabem que vão mesmo ter que o ver; é uma excelente adaptação do estilo que se gosta ou se odeia no trabalho de Bd do autor e como tal [“IMMORTEL“] é mesmo uma banda-desenhada filmada. Talvez seja mesmo esse o seu problema.

Quatro Planetas Saturno ( se o virem em Bluray apenas )

  

Se o virem numa cópia inferior muito possívelmente nem vale três planetas saturno sequer pois todos os detalhes que lhe dão muita textura não aparecem no ecrã; nem sequer em dvd.
Quem não souber quem é Enki Bilal e partir para isto de uma perspectiva comum enquanto espectador de cinema muito certamente não irá gostar nem irá conseguir suportar o horrível CGI dos personagens humanos e não só. [“IMMORTEL“] é claramente um filme para o público da ficção-científica e nunca conseguiria ser um título mainstream mesmo que o tentasse.

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A favor: a versão em Bluray deu-nos um novo filme com pormenores nunca vistos antes, visualmente é totalmente fiel à banda desenhada, o concept design original para o filme é excelente, tem montes de atmosfera genuinamente Bilal, as cenas urbanas com os prédios de Nova York são o máximo apesar de claramente tudo se passar por cima de matte-paintings digitais e não só, bons personagens humanos reais, apesar do mau CGI os Deuses do Egipto têm piada e resultam visualmente, é um título único dentro da sci-fi europeia.

Contra: Uma estrutura que funciona bem em BD nunca poderia resultar bem em cinema, o incrivelmente mau CGI pode afastar logo 99% do público, a montagem algo errática afasta o público que sobra, a história é demasiado obscura e simbólica para funcionar plenamente, não se percebe bem se isto quer ser um título mainstream ou está apenas contente em ser cinema de autor com pretenções mais comerciais, como aventura futurista não é particularmente divertida ou cativante.

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NOTAS ADICIONAIS

TRAILER

 

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Sobre a Trilogia Nikopol por Bilal
https://en.wikipedia.org/wiki/The_Nikopol_Trilogy

Comparem algumas destas imagens da BD original com o que foi reproduzido do filme e perceberão como isto foi realmente muito bem traduzido para cinema em termos visuais o que não é costume demonstrando no entanto a vantagem de atrás das cameras como realizador estar o próprio autor da banda desenhada, Enki Bilal.



Comprar a trilogia completa em BD na edição americana
https://www.amazon.com/Nikopol-Trilogy-Enki-Bilal/dp/0967240123

Também se encontra à venda em Portugal numa edição PT que custa aproximadamente 45€ em hardcover.

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COMPRAR BLURAY EDIÇÃO ALEMÃ “3D”

bluray

https://www.amazon.co.uk/gp/product/B005CNZJUQ/ref=as_li_tl?ie=UTF8&camp=1634&creative=6738&creativeASIN=B005CNZJUQ&linkCode=as2&tag=cinaosolnas00-21&linkId=6d1fd9842263eaf604644c52a131afeb

FALSO 3D
NOTA: Ignorem o “3D” referido nas capas dos blurays desta editora, seja em que filme for.
Não é “3D” real. O que o bluray faz é ligar a conversão automática de qualquer televisor 3D quando o filme começa para o modo de simulação-3D que já está disponível no hardware e pode ser usada para qualquer outro título de qualquer maneira.
A simulação 3D dá alguma profundidade ao filme como habitualmente mas não é puro 3D e não esperem ver elementos a saltar para fora da TV ao contrário do que acontece com o 3D real.
É pura publicidade enganosa cobrarem mais por blurays supostamente em 3D nesta editora quando na verdade o que apenas fazem é ligar por vocês a simulação 3D do vosso televisor que de outra forma teriam de ser vocês a iniciar. Mais nada. Os filmes nem sequer estão gravados/remasterizados em 3D.

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IMDb
https://www.imdb.com/title/tt0314063

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