“UNDERWATER” (“UNDERWATER”) William Eubank (2020) EUA

[“UNDERWATER“] filmado em 2017 mas lançado apenas em 2020 surpreendeu-me pela positiva quando eu esperava mesmo algo muito mau; talvez por ter partido para isto sem qualquer expectactiva apesar de eu adorar aventuras submarinas e já ir preparado para ver o tipo de filme que acabei naturalmente por encontrar.
E até ontem eu nem sabia que este filme existia, o que hoje já é coisa rara de acontecer no que toca a cinema pipoca blockbástico como este.
Curti.

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Não deixa de ser fascinante constantar a carga de porrada que [“UNDERWATER“] está a levar em todas as reviews por ser apenas mais um Alien, quando em 1987 aquele que é para mim um dos melhores sci-fi de todos os tempos “THE ABYSS” foi atacado pela crítica e público ao ter decepcionado “toda a gente” porque afinal, o filme de James Cameron não era um “Aliens” debaixo de água como toda a gente pensava que ia ser.

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Depreendo portanto que se [“UNDERWATER“] tivesse saído em 1987 teria sido um clássico de terror subaquático instantaneo pois este filme agora dá ao espectador exactamente o tipo de filme que as pessoas queriam ter visto em “THE ABYSS” ( e já agora em “SPHERE” também ) trinta e tal anos atrás.
Ora pois, bem trinta anos depois [“UNDERWATER“] é tudo aquilo que o povo e crítica queriam ter visto em “THE ABYSS” mas agora parece que é por isso mesmo que está a ser atacado por todo o lado como se este tipo de cinema existisse para ser comparado com o “Lawrence da Arábia” em termos de qualidade cinéfila ou algo assim.
[“UNDERWATER“] é um monster movie.
Nada mais, nada menos.
E resulta mesmo muito bem meus amigos, precisamente porque nem tenta disfarçar o facto de ser essencialmente Alien no fundo do oceano e não se preocupar nada com isso.

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Não irá ficar na vossa memória, daqui a um mês já nem se lembram do que viram, mas há que dizer que enquanto dura é absolutamente eficaz, divertido, consegue fazer-nos importar com alguns dos personagens, até a moçoila do Twilight está óptima.
O design é mesmo muito bom com um concept art muito envolvente, cheio de referências a montes de coisas e os efeitos especiais são tão bons que as pessoas nem notam que o filme foi filmado totalmente a seco e tudo o que nos parece ser água nas sequências subaquáticas são animações de particulas CGI colocadas em pós-produção.

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Há muito trabalho técnico invisivel de qualidade em [“UNDERWATER“] e portanto se há um aspecto onde o filme brilha por não notarmos nada do que está constantemente a fazer é precisamente naquilo que nos consegue mostrar sem parecer que estamos a ver efeitos especiais ao criar um universo subaquático Lovecraftiano de terror absolutamente perfeito e fiel às suas origens literárias originais.

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Cthulhu

É que por falar em Lovecraft, o realizador já confirmou que o “Alien” é precisamente o mesmo Cthulhu da obra do autor , o que torna logo também [“UNDERWATER“] num dos melhores épicos genuínamente Lovecraftianos que apareceram nos últimos anos.
Agora só espero que depois disto alguém se lembre finalmente de levar ao cinema o livro “Nas Montanhas da Loucura” sobre os horrores lovecraftianos que uma expedição ao Pólo Sul encontra nas ruínas de uma civilização perdida.

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A julgar pela representação Lovecraftiana pura em termos de ambiente conseguida em [“UNDERWATER“] já nada impedirá que alguém algures finalmente leve também aquela obra de Lovecraft ao grande ecran. E se calhar este realizador não seria também uma má escolha pois está mais que claro neste simples e básico thriller de terror que o homem percebe bem as suas referências e sabe como transpôr o tipo de horror épico do escritor para o grande ecran.

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Por ser tão simples [“UNDERWATER“] não perde tempo. Arranca com acção e suspanse, continua com tensão claustrofóbica e vai aos poucos tornando-se cada vez mais épico em termos visuais até culminar no final do costume mas nem por isso menos divertido desta vez. Na verdade se ultrapassarem a ideia de que isto já foi feito mil vezes antes , não há muito para atacar no filme. Técnicamente é muito bom, visualmente acerta em cheio onde deve acertar e mesmo as cenas de acção quase em escuridão total funcionam bem porque a própria montagem dá sempre tempo para que o espectador nunca se perca por muito tempo quando há confusão e pânico que precisa ser mostrado.

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Algumas mortes são muito clautrofóbicas e todo o clima de terror é bem gerido para nos proporcionar exactamente aquilo que esperamos. Não irá surpreender ninguém mas é um daqueles produtos do género bem executados e que irá agarrar ao ecrã quem sabe ao que vai e gosta do género de thriller sci-fi subaquático. Está para “ALIEN” como “LEVIATHAN” ou “DEEP STAR SIX” estiveram para “THE ABYSS” trinta e tal anos antes no que toca a cinema com monstros e personagens que vão morrendo um a um.
Esquecível mas divertido enquanto dura.

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CLASSIFICAÇÃO

Ia apenas dar-lhe três Planetas Saturno porque é um bom divertimento e nada mais, mas leva mais um ponto porque como filme de inspiração Lovecraftiana acerta em cheio no que mostra e como mostra sendo uma genuína aventura terror orgânico ao melhor estilo clássico no que toca a histórias com criaturas que se escondem nas profundezas.
O conceito está fixe, a execução também e tudo funciona.
Vão esquecer-se dele num instante mas isso não anula que seja um filme bem divertido para quem sabe ao que vai.

Quatro Planetas Saturno

  

A favor: excelente ambiente e bom concept art apesar de assentar na estética habitual neste tipo de filmes onde a influência Alien é por demais evidente, consegue criar um bom clima claustrofóbico e alguns bons momentos de suspense mesmo pelo meio de tanto estereotipo, os personagens têm uma boa empatia entre eles o que faz com que nos importemos com eles, a personagem da miúda frágil resulta bem e quase que a torna na protagonista da aventura, excelentes efeitos especiais pois parece mesmo que filmaram isto debaixo de água quando tal não aconteceu e tudo foi filmado em seco tendo os efeitos de água sido acrescentados em CGI na pós-produção e não se nota nada.
Não perde tempo a fingir que é um filme complexto ou a disfarçar as sua origens narrativas.

É acima de tudo um verdadeiro filme com espírito Lovecraft ao ponto do realizador ter confirmado que o monstro do filme é de facto Cthulhu e não apenas outro “Alien” qualquer o que dá logo outro ponto ao filme quando eu apenas lhe ia atribuir três planetas saturno originalmente.

Director William Eubank has confirmed in an interview that the sea monster seen in the movie is, in fact, Cthulhu of H.P. Lovecraft ‘s Mythos. Strangely, the mining company is called Tian Industries: in literature, the adjective “Lovecraftian” is used to indicate this type of cosmic horror.

Contra: já viram Alien ? Já sabem ao que vão.

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NOTAS ADICIONAIS

TRAILER


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IMDb
https://www.imdb.com/title/tt5774060

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capinha_MOON 44.jpg capinha_last_days_on_mars capinha_pandorum capinha_moontrap capinha_Event_Horizon.jpg capinha_creature capinha_SPHERE

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“SINGULARITY” (“SINGULARITY”) Robert Kouba (2017) EUA(?)/REPÚBLICA CHECA(?)

Começo por dizer que [“SINGULARITY“] vai levar já apenas com um Planeta Saturno na minha classificação e só não o remeto imediatamente para o fundo do “Buraco Negro” no blog, apenas porque ainda há por aqui um par de momentos visuais onde se nota algum esforço em termos de concept art e eu enquando ilustrador gosto sempre de momentos destes onde se evidencia o design de produção.
Mas tirando isso [“SINGULARITY“] é mau.

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Estranhamente não é atroz e até se consegue aguentar bem a uma primeira visão mas é mais naquele espírito… WTF (?!) … do que por ser uma aventura sci-fi que nos dê particular prazer em acompanhar.
É um daqueles filmes de que não podemos deixar de olhar para o ecrã só para ver o que vai aparecer clonado de qualquer outro filme no minuto seguinte.

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Eu até ia atribuir dois Planetas Saturno em vez de um a [“SINGULARITY“] inicialmente; isto porque apesar de tudo eu adoro cinema de baixo orçamento e este título é um daqueles low-budget que até se pode dizer que são … interessantes … mas sinceramente esta história se não o for, mais parece ter sido escrita por um par de millenials cujo a única referência sci-fi a que tiveram acesso na vida passará apenas pela –cultura Comicon– , design videogame estereotipado, Terminator hype ou Hunger Games mania e pouco mais.
Isto porque mais uma vez estamos na presença de um típico sci-fi contemporâneo onde a falta de imaginão é tão gritante que se torna verdadeiramente frustrante enquanto espectador estar a assistir a uma coisa assim.

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COVER BAND CINEMA

[“SINGULARITY“]  é mais outro título daqueles que se estivessemos a falar de música , o que estariamos a ver seria uma cover band e não músicos a tentarem criar algo realmente único e original.
Se há coisa que me deixa estupefacto, particularmente no cinema independente é como raio que pessoas que até conseguem juntar algum dinheiro e arrancar com a produção de um filme sci-fi em vez de tentarem realmente investir em histórias imaginativas ou originais parecem contentar-se a clonar tudo o que já vimos mil vezes nos filmes pipoca de grande orçamento.
Parece não ambicionarem mais do que clonar o design genérico de todos os video games high tech que saiem para a PS4.
Ele, são Terminators com Skynets, ele são Transformers e Mechs militaristas , designs estilo Halo a dar com um pau, coorporações tecnológicas, intriga politica de pacotilha e forças de resistência teenagers onde lindas moçoilas armadas até aos dentes combatem bem maquilhadas, estados fascistas de alta tecnologia sempre secundadas pelo rapazinho fofinho do costume.

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[“SINGULARITY“] é por tudo isto um verdadeiro espelho daquilo que actualmente passa por ficção-científica e é por isso mesmo que é tão mau.
[“SINGULARITY“] é uma verdadeira montra de tudo o que actualmente já se perdeu no género da ficção-científica.
Um título que demonstra por completo o que uma pop-culture massificada e comandada por Hollywood e pelos Estados Unidos com o seu estilo comics estereotipado do recicla e volta a dar, conseguiram fazer num par de décadas para tornar cada vez mais braindead um género como este que hoje tinha tudo em termos tecnológicos para ser aquilo que gerações anteriores apenas poderiam sonhar conseguir reproduzir no ecran e no entanto produz apenas fast-food para crianças alheias a tudo o que já foi feito para trás quando a sci-fi tinha mesmo imaginação e acima de tudo diversidade.

The Hunger Pains SINGULARITY 15

Uma tecnologia cinematográfica que hoje em dia tinha tudo para nos dar mundos e histórias extraordinárias está cada vez mais nas mãos de uma geração que não é já capaz de imaginar nada a não ser reciclar aquilo que o mainstream de Hollywood lhes inpinge como “imaginativo” actualmente e digno de ser consumível.
Basta vermos as reacções dos nerds quando alguém tenta pegar em Star Wars e dar-lhes algo diferente de lutas com espadas laser, Jedis ou qualquer coisa que eles não reconheçam… a tragédia, o horror !
O que a malta quer são enlatados reciclados com tudo aquilo a que estão habituados e esse estado de espírito é um dos grandes responsáveis por desperdicios como [“SINGULARITY“] no que toca a valores de produção disponíveis.

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A era da informação em vez de gerar novos mundos e novas civilizações com tanta referência disponível ao clique de um Mouse, em vez disso gerou um sem fim de clones como [“SINGULARITY“].
Pior ainda , clones de clones, ( Divergente, detergente / Eragons e vazios semelhantes por exemplo ) “imaginados” por uma geração de jovens escritores ( que escrevem todos da mesma maneira pois a isso são também obrigados pelas editoras ) , que cresceram apenas com as referências imediatas ” da era da informação “ e onde nunca ninguém lhes disse para olharem para trás porque o mainstream precisa de ganhar dinheiro com o próximo clone a lançar à frente e colocar os nerds incautos em hype orgásmico total sem distrações.

SINGULARITY 19 That burning sensation

Por isso mesmo, estamos inundados de novos escritores mais interessados em aparecer no próximo Comicon como sendo a nova sensação patrocinada pelo marketing dominante e produzindo histórias pré-fabricadas a metro já prontas para serem transformadas no novo filme sensação, do que estarão interessados em colocar cá fora histórias tão inovadoras como Assimov, Clarke, Heinlein, K.Dick e tantos outros fizeram durante décadas e que são a base do que existe hoje na ficção científica cada vez mais estupidificada antes do mundo se ter tornado apenas num imenso Comicon.
Por isso [“SINGULARITY“] é tão mau.

Damien has a bright idea SINGULARITY 17

Não é pois de admirar que em vez de O Feiticeiro de Terramar o mundo actual nos tenha dado o seu clone Harry Potter e as novas gerações nem fazem ideia de onde veio a ideia original sequer.
Salvo raras excepções parece não existir mais mistério , maravilhoso , exploração ou ideias que nos façam realmente sonhar com um futuro tecnológico.
Tanto no cinema como naquilo que também passa por romance de ficção-científica.
Basta espreitarmos as livrarias para descobrir que aquilo que dantes era uma secção sci-fi com autores realmente diferentes e inovadores agora estão inundadas de escritores teen com dezenas de clones de Hunger Games, Twilights e afins.
Por isso mesmo não admira que John Cusak em [“SINGULARITY“] pareça tão enfastiado.

White out

WTF CUSAK ?!!

“Was John Cusack on quaaludes when he read the script for this movie? Or did the producers have blackmail tapes of him with a Thai lady-boy? Perhaps both?”

O que leram acima foi retirado de um comentário no IMDb e foi exactamente o que eu pensei ao ver e rever agora este filme para escrever aqui sobre ele porque tinha que ser.
Nestes anos todos a ver cinema acho que nunca me recordo de ter visto um actor deste calibre com uma prestação tão merdosa. É simplesmente incrível mas é verdade o John Cusak passa todo este filme com a mesma cara. Esta.

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Acho que nunca vi um actor tão aborrecido por estar a participar num filme como é óbvio que John Cusak esteve ao entrar em [“SINGULARITY“]. É de ver para crer e se quiserem uma razão para espreitarem este filme John Cusak é a razão principal.
É absolutamente hilariante. Mas hilariante a um nível quase inimaginável.
O que me leva a concluir que alguém algures dever ter por ali uma sex-tape qualquer com o Cusak e anões e cavalos pois sinceramente eu não vejo outra explicação para o homem ter entrado nisto e para o ar de absoluto tédio com que percorre todo o filme.

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É que ainda por cima, aposto que o Cusak, chegou ao set e gravou isto tudo numa manhã pois não vejo outra explicação; ( todas as cenas de Cusak foram filmadas num quarto de Hotel na Suiça… o que dá logo ideia do empenho do homem nesta produção ).
Se contarmos as partes em que ele aparece, há por ali umas cinco ou seis com diálogos expositórios que nos explicam como ele foi o inventor do “Skynet” que depois destroi a humanidade e liberta os Terminators-Transformers. E pronto.
O resto do filme está repleto de pequenos inserts de Cusak sem abrir a boca sequer a olhar para monitores acompanhando as aventuras dos herois através de uma câmera sem qualquer lógica e com o maior ar de tédio que vocês alguma vez viram um actor profissional de Hollywood mainstream mostrar num filme.
Até a malta do Star Wars XXX é mais emotiva do que Cusak neste [“SINGULARITY“].
Meus amigos é de ver para crer mesmo.

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CONCEPT ART

Como já referi , para mim a única coisa que ainda torna o filme interessante é mesmo o concept art da coisa.
Enquanto série-B filmado algures na Suíça  e aventura filmada na República Checa, [“SINGULARITY“] até faz um esforço por criar um universo visual muito interessante ( foi isso que me fez comprar o Bluray no ano passado ).
É certo que o CGI é fraquinho, mas eu não acho que seja minimamente tão atroz como referem no IMDb. Aliás, é todo o visual do filme com as suas breves sequências de paisagens sci-fi inseridas aqui e ali entre a aventura suporífera com o casal teen e o aborrecido Cusak que ainda consegue fazer brilhar [“SINGULARITY“] aqui e ali enquanto bom esforço de produção no cinema de baixo orçamento.
Mas mais  uma vez, só é pena que o dinheiro disponível tenha sido atirado para uma história destas.

'Aurora' A.K.A. the 3 little pigs' houses Pollution is up in the air

HUNGER TERMINATOR TRANSFORMER GAMES

[“SINGULARITY“] é suposto ser mais uma daquelas aventuras scifi teens de bradar aos céus mas sinceramente era preciso mesmo tentar clonar a protagonista de Hunger Games de uma forma tão óbvia ?!!
E ela nem sequer é o pior do filme. Ao menos a actriz esforça-se e é bem capaz de ser o melhor de toda esta história que já vimos um bilião de vezes. O mesmo não se pode dizer do seu co-protagonista teen… se querem um exemplo de como um actor só consegue ter duas expressões seja em que situação for vocês não podem perder isto.
Pensando bem… o rapaz até tem duas expressões… olhos esbugalhados ou ar de carneiro mal morto… mas tomara ao John Cusak ter conseguido em [“SINGULARITY“] este nível de intensidade dramática !

Think fast! SINGULARITY 18

A história se pudemos falar numa história, vocês já sabem ao que vão.
Um Steve Jobs de trazer por casa cria um sistema operativo mundial que activa a Sknynet do Terminator e limpa o sebo a toda a humanidade com Mechs no estilo Transformers, exceptuando uns quantos.
E é melhor nem começar a apontar a falta de lógica no que se segue…
Pelo meio qualquer coisa que se parece com a resistência tem uma lenda que refere uma espécie de santuário para a humanidade e é para lá que os nossos dois jovens se dirigem depois de se encontrarem no meio de um bosque, 96 anos depois do mundo ter acabado.
Confusos ?
Não se preocupem vejam [“SINGULARITY“] e ainda ficarão mais.

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Como ponto positivo… a ideia final não sendo original está gira e embora deixe o filme pendurado numa continuação que duvido venha a existir é no entanto uma forma fixe de encerrarem aquilo que não é mais do que um dos maiores exemplos do desperdício de meio técnicos que encontrei no cinema independente low budget , talvez desde “THE DARK LURKING“. Previligia-se a clonagem em vez da criatividade e não é assim que a ficção científica irá a qualquer lado tão cedo.
E pela expressão do Cusak durante o filme todo ele concorda comigo.

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CLASSIFICAÇÃO

O facto de [“SINGULARITY“] ser um título de baixo orçamento não é desculpa para um resultado assim. Leva um Planeta Saturno e nem é porque o filme seja chato de se ver, na verdade leva um Planeta Saturno pelo seu tom WTF no pior dos sentidos enquanto produto que se pedia minimamente criativo ou imaginativo mas que se contenta em ser o equivalente de uma cover-band para Terminator/Hunger Games se estes filmes fossem músicas e não entendo porque se desperdiçam meios de produção em coisas como esta.

Um Planeta Saturno

Apesar desta minha classificação, se gostam de sci-fi apocalíptica não deixem de ver [“SINGULARITY“] pelo menos uma vez. Só John Cusak vale o filme todo pois a partir do momento em que os CGI de Peter Cushing ou de Carrie Fisher em Star Wars representam com mais emotividade e empatia do que o Cusak neste filme está tudo dito e no fundo tornam este mau filme tão apetecível e logo imperdível.

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A favor: algum concept art está muito fixe e é bem integrado nas paisagens reais da Republica Checa, gosto das cenas de destruição iniciais apesar das limitações técnicas óbvias, o CGI é em geral interessante seja nas naves ou nos Mechs, a miúda esforça-se por dar alguma credibilidade à aventura, vale a pena ver o filme só para ver o total desinteresse de John Cusak pelo que está a fazer ( aposto que nem decorou as falas e deve ter espetado papeis na parede com os monólogos ).

Contra: Cusak é de ver para crer e dá uma aula sobre como não representar de propósito, o protagonista masculino teen só tem duas expressões, a química romântica com a jovem Catniss clonada é zero, o world building do universo do filme tem buracos de lógica absolutamente inacreditáveis, mas quantas histórias de pseudo-scifi teen em estilo Hunger Games é que temos que ver produzidas ainda até esta moda imbecil acabar ?

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NOTAS ADICIONAIS

TRAILER

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IMDb
https://www.imdb.com/title/tt7312940

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“Fahrenheit 451” (“Fahrenheit 451”) Ramin Bahrani (2018) USA

Isto sou só eu, ou esta merda da “inclusão” já começa a tornar-se rídicula ?!
É que esta –moda politicamente correcta– inventada pelos americanos, é levada actualmente tão ao extremo que acaba por ser distractiva retirando-nos por completo de dentro de um universo de um filme por ser tão ÓBVIA !

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Mais rídiculo ainda é quando precisamente um filme como [“Fahrenheit 451“] que pretende criticar a manipulação do povo pelos media é o primeiro a ser produzido com base numa pressão social americana inventada e tornada importante pelos mesmos media que esta história pretende apontar como manipuladores. Isto há cada uma…

FLORZINHAS DE ESTUFA

Esta treta da – inclusão/inclusividade(?)– norte americana é tão estúpida e forçada que agora todas as produções de Hollywood mais parecem um catálogo de ADN mundial onde não se pode deixar nenhuma raça ou grupo étnico de fora, correndo o risco de depois algum grupo de imbecis online vir acusar o filme de racista ou descriminatório clamando por boicote.
É que já não bastava os Star Wars modernos parecerem uma assembleia das Nações Unidas em tom forçado absolutamente rídiculo onde é preciso representar todas as raças para não ofender as florzinhas de estufa da internet; como até Doctor Sleep ( a sequela de Shinning ) está absolutamente infestada por diversidade tão diversa que simplesmente se torna insuportável a um ponto tal que quase arruinou o filme.
E facto desta treta da -inclusividade- ser tão obvia aqui que faz com que fiquemos logo à partida de pé atrás em relação a [“Fahrenheit 451“].

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Eu não sei se terá sido por isto que agora esta versão de [“Fahrenheit 451“] conta com um protagonista negro de propósito porque não conheço o contexto do casting, mas… a julgar pela coleção de etnias visivel por toda a parte nesta versão também eu tenho a certeza que num contexto livre destas pressões rídiculas por parte de grupos sociais gringos este filme teria sido muito diferente.
Não me admirava nada que alguém algures se tivesse pelo menos sentido pressionado a evitar colocar mais um actor caucasiano neste excelente filme de ficção-científica ( mesmo que fosse a escolha certa não duvido ).
Muito menos depois do sucesso de Black Panther nas bilheteiras e por isso aposto que este protagonista estará aqui por puro design e aconselhamento de uma qualquer agencia de marketing.

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Se o contexto social moderno, fosse diferente eu ainda acreditaria que um actor aqui teria sido escolhido apenas pela sua qualidade ( e nada contra este actor pois é excelente ) mas no ambiente inclusivo esquizofrénico em Hollywood duvido que a sua escolha não tenha sido por questões de puro marketing politicamente correcto também para cavalgar a onda do Black Panther.

PHILIP K.DICK ON FIRE

E sim, eu disse excelente filme de ficção científica.
[“Fahrenheit 451“] é “Fahrenheit 451” se ele tivesse sido escrito por Philip K. Dick em vez de ter sido escrito por Ray Bradbury.
E é fascinante por isso mesmo. Uma modernização deste livro para cinema precisava de um estilo intemporal e por isso nada melhor do que um toque Philip K.Dick para o trazer para o nosso tempo.
Antes de ver isto e a julgar pelas reviews espalhadas por todo o lado eu estava plenamente convencido que ia ver algo verdadeiramente atroz. Até porque eu adoro o livro original e o filme de Truffaut marcou-me quando o vi pela primeira vez em puto.
Desta vez, eu sinceramente não entendo os ataques a este título pelos puristas do romance.
Até reli o livro ontem depois de ver o filme e simplesmente não entendo porque tanta gente insiste em que esta modernização de [“Fahrenheit 451“] é um insulto à obra.

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É diferente ? É sim senhor ? Deixa coisas de fora, muda coisas, simplifica coisas, mete porrada quando devia ser político e filosófico ou até mesmo contemplativo ? Concordo com tudo.
Mas sinceramente, deixem-se de merdas.
Para minha grande surpresa, [“Fahrenheit 451“] é acima de tudo um bom filme de ficção científica mainstream saído de Hollywood e só por esse facto este título devia ser elogiado.

BIG BROTHER IS WATCHING YOU – Façam LIKE !

[“Fahrenheit 451“] não parece um blockbuster, é particularmente contido até e mesmo nos momentos em que poderia ter enveredado por um estilo Michael Bay com resultados semelhantes aquela atrocidade conhecido como “THE ISLAND” nunca entra por esse caminho. Também não parece um videoclip o que é quase inacreditável pois esta história prestava-se mesmo a uma montagem toda estilosa se o realizador tivesse querido entrar por esse mercado.

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Eu não estava mesmo nada à espera de gostar tanto disto. Não fosse a idiotice da – inclusão – nos entrar pelos olhos a cada cinco minutos e [“Fahrenheit 451“] teria sido quase único.
A forma como moderniza todo o contexto adaptando-o à era dos “likes” e das redes sociais, a justificação pelo qual o estado Fascista existe e ninguém se dá conta de que vive num, a forma como crítica e aponta muito daquilo que já é a nossa sociedade em que toda a gente parece só ter vida quando online e onde os rumores são noticias factuais quando devidamente repetidas sem cessar é um dos pontos fortes deste argumento.

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Aliás, acho que o último filme com um argumento destes foi o igualmente excelente “THE CIRCLE” de que ainda tenho que falar aqui e que … curiosamente foi atacado por toda a gente ( em particular pelos millenials indignados ) precisamente com muitos dos mesmos argumentos pelos quais se ataca agora [“Fahrenheit 451“] nesta sua nova versão. Parece que a malta não gosta muito de se ver ao espelho e como tal prefere gritar a plenos pulmões que este não deveria sequer existir. O que mais uma vez não deixa de ser irónico tendo em conta que estamos a falar de uma história em que as ideias próprias são o maior perigo para o sistema e o que vigora é a mentalidade de grupo.

QUEIMEM ESTE FILME ! (?)

[“Fahrenheit 451“] é uma má versão do livro original ?
Bem… o mundo está diferente e teria sido absolutamente redundante que o livro tivesse sido agora adaptado no contexto do mundo para o qual foi escrito originalmente, por isso sim e não.

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A prova de que foi a escolha certa na adaptação está precisamente no facto de tanta gente atacar o filme por causa daquilo que apresenta como espelho do nosso mundo actual e como previsão daquilo em que já nos estamos todos a tornar. Basta olhar para o puritanismo americano e para o politicamente correcto que se espalha através de Hollywood como um virus actualmente e não estaremos muito longe de começarmos também a decidir quais os livros que são os — certos — e os — errados — , até porque isto já acontece em muitos sitios e claro em particular nos EUA, não fossem estas idiotices sociais parecerem todas ser originadas lá actualmente; ( tal como uma cliente minha já me disse que aquilo a que eu acho piada ( nomeadamente memes sobre o Trump ) não é para rir porque isso é um – tipo de humor errado – que devia ser auto-suprimido por todas as pessoas que têm bom senso e sabem a diferença entre o – certo – e o – errado).
E com isto fecho este parágrafo. Por isso não me venham dizer que a modernização total do romance não foi a escolha acertada por que foi. O livro, está mal adaptado? Está. Foi a adaptação certa ? Completamente !

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Portanto, se forem tão puristas quanto os especialistas de literatura que insistem em trucidar esta nova versão então é melhor não verem [“Fahrenheit 451“] . Leiam o livro e continuem mergulhados em contextos culturais que já nem existem. E de qualquer forma o livro ainda não foi queimado por isso em vez de perderem tempo a atacar este novo filme sempre o podem ler novamente, tal como eu acabei de o fazer para agora recomendar esta nova versão sem problemas e de consciência tranquila.

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Amigos que gostem de ficção-científica passada em futuros distópicos, ignorem as más reviews sobre [“Fahrenheit 451“].
Eu fiquei agarrado a esta história do primeiro ao último minuto e já há pouca scifi saída dos EUA capaz de fazer com que eu nem me apeteça sair de frente do ecran para ir beber agua sequer.
Além disso , [“Fahrenheit 451“] é scifi para adultos, o que tendo em conta costuma sair de Hollywood actualmente é mais outro ponto positivo.

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O ADMIRÁVEL MUNDO NOVO

Se alguém ainda precisar de saber sobre o que isto é, [“Fahrenheit 451“] mostra-nos um futuro fascista repressivo ( embora toda a gente pense que é livre ) onde os bombeiros são herois nacionais, não porque apagam fogos mas porque queimam livros em nome do Estado pois os livros são considerados instrumentos perigosos visto que estimulam o pensamento individual contrariando a mentalidade colectiva implementada pelo governo de forma a controlar o rebanho em geral e onde as pessoas também denunciam os amigos para ganharem “likes” e fama nas redes sociais; “Stay Vivid”.

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O design do filme é absolutamente fabuloso na forma como tudo parece ser tão simples e óbvio. Aquela vibe Blade Runner 2049 mas num tom bem mais cru tendo em conta o que conhecemos do nosso próprio tempo é notável na forma como faz parecer o mundo de [“Fahrenheit 451“] assustadoramente próximo e real.
Desde a obsessão pelos reality shows, pelos “likes”, pela comunicação através de “emojis”, até ao pormenor de coisas como a já popular ( e perturbante ) Yuxie ( as nossas “Siri” e “Alexas” caseiras ) instalada nos nossos computadores ( que não tarda muito irá começar a ser usada como no universo desta história ) , tudo contribui para tornar [“Fahrenheit 451“] num dos scifi com ambiente mais real dos últimos tempos ao mesmo que nos mostra um futuro tecnológico fascinante. Até porque já estamos a entrar nele e por isso é tão fácil mergulharmos no universo do filme.

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Os personagens centrais são excelentes, não são unidimensionais, têm um bom arco narrativo e tudo evolui de forma tão orgânica como é descrito inclusivamente no livro.
O vilão é impecável, a miúda parece uma pessoa real e o heroi poderia ser qualquer pessoa.

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CLASSIFICAÇÃO

Meus amigos, [“Fahrenheit 451“] não é o filme merdoso que todos no IMDb apontam ser. Pode não adaptar o livro na perfeição mas a verdade é que todos os seu pontos fortes em termos de arco de história estão lá e não foram alterados, por isso deixem-se de tretas intelectualoides e apreciem o filme pelo que ele dá , pelo seu comentário profundamente actual e por nos mostrar aquilo que vai ser o nosso futuro se o politicamente correcto infantil emanado dos EUA continuar a contaminar a sociedade ao ponto de um dia nem eu poder escrever textos como este sem ter um YUXIE (“Siri”/”Alexa”) também a censurar todos os meus parágrafos.
Portanto, até pela minha grande surpresa pois não esperava ter gostado tanto dele:

Cinco Planetas Saturno

   

Não leva um Gold Award porque, ok não é uma adaptação directa do livro ( não precisa de ser ) e por causa deste feeling de inclusivity que é simplesmente nojento onde quer que esteja sempre plantado à força agora em tudo o que é Hollywood.

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NOTAS ADICIONAIS

TRAILER

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IMDb
https://www.imdb.com/title/tt0360556

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