“SINGULARITY” (“SINGULARITY”) Robert Kouba (2017) EUA(?)/REPÚBLICA CHECA(?)

Começo por dizer que [“SINGULARITY“] vai levar já apenas com um Planeta Saturno na minha classificação e só não o remeto imediatamente para o fundo do “Buraco Negro” no blog, apenas porque ainda há por aqui um par de momentos visuais onde se nota algum esforço em termos de concept art e eu enquando ilustrador gosto sempre de momentos destes onde se evidencia o design de produção.
Mas tirando isso [“SINGULARITY“] é mau.

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Estranhamente não é atroz e até se consegue aguentar bem a uma primeira visão mas é mais naquele espírito… WTF (?!) … do que por ser uma aventura sci-fi que nos dê particular prazer em acompanhar.
É um daqueles filmes de que não podemos deixar de olhar para o ecrã só para ver o que vai aparecer clonado de qualquer outro filme no minuto seguinte.

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Eu até ia atribuir dois Planetas Saturno em vez de um a [“SINGULARITY“] inicialmente; isto porque apesar de tudo eu adoro cinema de baixo orçamento e este título é um daqueles low-budget que até se pode dizer que são … interessantes … mas sinceramente esta história se não o for, mais parece ter sido escrita por um par de millenials cujo a única referência sci-fi a que tiveram acesso na vida passará apenas pela –cultura Comicon– , design videogame estereotipado, Terminator hype ou Hunger Games mania e pouco mais.
Isto porque mais uma vez estamos na presença de um típico sci-fi contemporâneo onde a falta de imaginão é tão gritante que se torna verdadeiramente frustrante enquanto espectador estar a assistir a uma coisa assim.

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COVER BAND CINEMA

[“SINGULARITY“]  é mais outro título daqueles que se estivessemos a falar de música , o que estariamos a ver seria uma cover band e não músicos a tentarem criar algo realmente único e original.
Se há coisa que me deixa estupefacto, particularmente no cinema independente é como raio que pessoas que até conseguem juntar algum dinheiro e arrancar com a produção de um filme sci-fi em vez de tentarem realmente investir em histórias imaginativas ou originais parecem contentar-se a clonar tudo o que já vimos mil vezes nos filmes pipoca de grande orçamento.
Parece não ambicionarem mais do que clonar o design genérico de todos os video games high tech que saiem para a PS4.
Ele, são Terminators com Skynets, ele são Transformers e Mechs militaristas , designs estilo Halo a dar com um pau, coorporações tecnológicas, intriga politica de pacotilha e forças de resistência teenagers onde lindas moçoilas armadas até aos dentes combatem bem maquilhadas, estados fascistas de alta tecnologia sempre secundadas pelo rapazinho fofinho do costume.

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[“SINGULARITY“] é por tudo isto um verdadeiro espelho daquilo que actualmente passa por ficção-científica e é por isso mesmo que é tão mau.
[“SINGULARITY“] é uma verdadeira montra de tudo o que actualmente já se perdeu no género da ficção-científica.
Um título que demonstra por completo o que uma pop-culture massificada e comandada por Hollywood e pelos Estados Unidos com o seu estilo comics estereotipado do recicla e volta a dar, conseguiram fazer num par de décadas para tornar cada vez mais braindead um género como este que hoje tinha tudo em termos tecnológicos para ser aquilo que gerações anteriores apenas poderiam sonhar conseguir reproduzir no ecran e no entanto produz apenas fast-food para crianças alheias a tudo o que já foi feito para trás quando a sci-fi tinha mesmo imaginação e acima de tudo diversidade.

The Hunger Pains SINGULARITY 15

Uma tecnologia cinematográfica que hoje em dia tinha tudo para nos dar mundos e histórias extraordinárias está cada vez mais nas mãos de uma geração que não é já capaz de imaginar nada a não ser reciclar aquilo que o mainstream de Hollywood lhes inpinge como “imaginativo” actualmente e digno de ser consumível.
Basta vermos as reacções dos nerds quando alguém tenta pegar em Star Wars e dar-lhes algo diferente de lutas com espadas laser, Jedis ou qualquer coisa que eles não reconheçam… a tragédia, o horror !
O que a malta quer são enlatados reciclados com tudo aquilo a que estão habituados e esse estado de espírito é um dos grandes responsáveis por desperdicios como [“SINGULARITY“] no que toca a valores de produção disponíveis.

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A era da informação em vez de gerar novos mundos e novas civilizações com tanta referência disponível ao clique de um Mouse, em vez disso gerou um sem fim de clones como [“SINGULARITY“].
Pior ainda , clones de clones, ( Divergente, detergente / Eragons e vazios semelhantes por exemplo ) “imaginados” por uma geração de jovens escritores ( que escrevem todos da mesma maneira pois a isso são também obrigados pelas editoras ) , que cresceram apenas com as referências imediatas ” da era da informação “ e onde nunca ninguém lhes disse para olharem para trás porque o mainstream precisa de ganhar dinheiro com o próximo clone a lançar à frente e colocar os nerds incautos em hype orgásmico total sem distrações.

SINGULARITY 19 That burning sensation

Por isso mesmo, estamos inundados de novos escritores mais interessados em aparecer no próximo Comicon como sendo a nova sensação patrocinada pelo marketing dominante e produzindo histórias pré-fabricadas a metro já prontas para serem transformadas no novo filme sensação, do que estarão interessados em colocar cá fora histórias tão inovadoras como Assimov, Clarke, Heinlein, K.Dick e tantos outros fizeram durante décadas e que são a base do que existe hoje na ficção científica cada vez mais estupidificada antes do mundo se ter tornado apenas num imenso Comicon.
Por isso [“SINGULARITY“] é tão mau.

Damien has a bright idea SINGULARITY 17

Não é pois de admirar que em vez de O Feiticeiro de Terramar o mundo actual nos tenha dado o seu clone Harry Potter e as novas gerações nem fazem ideia de onde veio a ideia original sequer.
Salvo raras excepções parece não existir mais mistério , maravilhoso , exploração ou ideias que nos façam realmente sonhar com um futuro tecnológico.
Tanto no cinema como naquilo que também passa por romance de ficção-científica.
Basta espreitarmos as livrarias para descobrir que aquilo que dantes era uma secção sci-fi com autores realmente diferentes e inovadores agora estão inundadas de escritores teen com dezenas de clones de Hunger Games, Twilights e afins.
Por isso mesmo não admira que John Cusak em [“SINGULARITY“] pareça tão enfastiado.

White out

WTF CUSAK ?!!

“Was John Cusack on quaaludes when he read the script for this movie? Or did the producers have blackmail tapes of him with a Thai lady-boy? Perhaps both?”

O que leram acima foi retirado de um comentário no IMDb e foi exactamente o que eu pensei ao ver e rever agora este filme para escrever aqui sobre ele porque tinha que ser.
Nestes anos todos a ver cinema acho que nunca me recordo de ter visto um actor deste calibre com uma prestação tão merdosa. É simplesmente incrível mas é verdade o John Cusak passa todo este filme com a mesma cara. Esta.

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Acho que nunca vi um actor tão aborrecido por estar a participar num filme como é óbvio que John Cusak esteve ao entrar em [“SINGULARITY“]. É de ver para crer e se quiserem uma razão para espreitarem este filme John Cusak é a razão principal.
É absolutamente hilariante. Mas hilariante a um nível quase inimaginável.
O que me leva a concluir que alguém algures dever ter por ali uma sex-tape qualquer com o Cusak e anões e cavalos pois sinceramente eu não vejo outra explicação para o homem ter entrado nisto e para o ar de absoluto tédio com que percorre todo o filme.

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É que ainda por cima, aposto que o Cusak, chegou ao set e gravou isto tudo numa manhã pois não vejo outra explicação; ( todas as cenas de Cusak foram filmadas num quarto de Hotel na Suiça… o que dá logo ideia do empenho do homem nesta produção ).
Se contarmos as partes em que ele aparece, há por ali umas cinco ou seis com diálogos expositórios que nos explicam como ele foi o inventor do “Skynet” que depois destroi a humanidade e liberta os Terminators-Transformers. E pronto.
O resto do filme está repleto de pequenos inserts de Cusak sem abrir a boca sequer a olhar para monitores acompanhando as aventuras dos herois através de uma câmera sem qualquer lógica e com o maior ar de tédio que vocês alguma vez viram um actor profissional de Hollywood mainstream mostrar num filme.
Até a malta do Star Wars XXX é mais emotiva do que Cusak neste [“SINGULARITY“].
Meus amigos é de ver para crer mesmo.

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CONCEPT ART

Como já referi , para mim a única coisa que ainda torna o filme interessante é mesmo o concept art da coisa.
Enquanto série-B filmado algures na Suíça  e aventura filmada na República Checa, [“SINGULARITY“] até faz um esforço por criar um universo visual muito interessante ( foi isso que me fez comprar o Bluray no ano passado ).
É certo que o CGI é fraquinho, mas eu não acho que seja minimamente tão atroz como referem no IMDb. Aliás, é todo o visual do filme com as suas breves sequências de paisagens sci-fi inseridas aqui e ali entre a aventura suporífera com o casal teen e o aborrecido Cusak que ainda consegue fazer brilhar [“SINGULARITY“] aqui e ali enquanto bom esforço de produção no cinema de baixo orçamento.
Mas mais  uma vez, só é pena que o dinheiro disponível tenha sido atirado para uma história destas.

'Aurora' A.K.A. the 3 little pigs' houses Pollution is up in the air

HUNGER TERMINATOR TRANSFORMER GAMES

[“SINGULARITY“] é suposto ser mais uma daquelas aventuras scifi teens de bradar aos céus mas sinceramente era preciso mesmo tentar clonar a protagonista de Hunger Games de uma forma tão óbvia ?!!
E ela nem sequer é o pior do filme. Ao menos a actriz esforça-se e é bem capaz de ser o melhor de toda esta história que já vimos um bilião de vezes. O mesmo não se pode dizer do seu co-protagonista teen… se querem um exemplo de como um actor só consegue ter duas expressões seja em que situação for vocês não podem perder isto.
Pensando bem… o rapaz até tem duas expressões… olhos esbugalhados ou ar de carneiro mal morto… mas tomara ao John Cusak ter conseguido em [“SINGULARITY“] este nível de intensidade dramática !

Think fast! SINGULARITY 18

A história se pudemos falar numa história, vocês já sabem ao que vão.
Um Steve Jobs de trazer por casa cria um sistema operativo mundial que activa a Sknynet do Terminator e limpa o sebo a toda a humanidade com Mechs no estilo Transformers, exceptuando uns quantos.
E é melhor nem começar a apontar a falta de lógica no que se segue…
Pelo meio qualquer coisa que se parece com a resistência tem uma lenda que refere uma espécie de santuário para a humanidade e é para lá que os nossos dois jovens se dirigem depois de se encontrarem no meio de um bosque, 96 anos depois do mundo ter acabado.
Confusos ?
Não se preocupem vejam [“SINGULARITY“] e ainda ficarão mais.

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Como ponto positivo… a ideia final não sendo original está gira e embora deixe o filme pendurado numa continuação que duvido venha a existir é no entanto uma forma fixe de encerrarem aquilo que não é mais do que um dos maiores exemplos do desperdício de meio técnicos que encontrei no cinema independente low budget , talvez desde “THE DARK LURKING“. Previligia-se a clonagem em vez da criatividade e não é assim que a ficção científica irá a qualquer lado tão cedo.
E pela expressão do Cusak durante o filme todo ele concorda comigo.

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CLASSIFICAÇÃO

O facto de [“SINGULARITY“] ser um título de baixo orçamento não é desculpa para um resultado assim. Leva um Planeta Saturno e nem é porque o filme seja chato de se ver, na verdade leva um Planeta Saturno pelo seu tom WTF no pior dos sentidos enquanto produto que se pedia minimamente criativo ou imaginativo mas que se contenta em ser o equivalente de uma cover-band para Terminator/Hunger Games se estes filmes fossem músicas e não entendo porque se desperdiçam meios de produção em coisas como esta.

Um Planeta Saturno

Apesar desta minha classificação, se gostam de sci-fi apocalíptica não deixem de ver [“SINGULARITY“] pelo menos uma vez. Só John Cusak vale o filme todo pois a partir do momento em que os CGI de Peter Cushing ou de Carrie Fisher em Star Wars representam com mais emotividade e empatia do que o Cusak neste filme está tudo dito e no fundo tornam este mau filme tão apetecível e logo imperdível.

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A favor: algum concept art está muito fixe e é bem integrado nas paisagens reais da Republica Checa, gosto das cenas de destruição iniciais apesar das limitações técnicas óbvias, o CGI é em geral interessante seja nas naves ou nos Mechs, a miúda esforça-se por dar alguma credibilidade à aventura, vale a pena ver o filme só para ver o total desinteresse de John Cusak pelo que está a fazer ( aposto que nem decorou as falas e deve ter espetado papeis na parede com os monólogos ).

Contra: Cusak é de ver para crer e dá uma aula sobre como não representar de propósito, o protagonista masculino teen só tem duas expressões, a química romântica com a jovem Catniss clonada é zero, o world building do universo do filme tem buracos de lógica absolutamente inacreditáveis, mas quantas histórias de pseudo-scifi teen em estilo Hunger Games é que temos que ver produzidas ainda até esta moda imbecil acabar ?

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NOTAS ADICIONAIS

TRAILER

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IMDb
https://www.imdb.com/title/tt7312940

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“Fahrenheit 451” (“Fahrenheit 451”) Ramin Bahrani (2018) USA

Isto sou só eu, ou esta merda da “inclusão” já começa a tornar-se rídicula ?!
É que esta –moda politicamente correcta– inventada pelos americanos, é levada actualmente tão ao extremo que acaba por ser distractiva retirando-nos por completo de dentro de um universo de um filme por ser tão ÓBVIA !

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Mais rídiculo ainda é quando precisamente um filme como [“Fahrenheit 451“] que pretende criticar a manipulação do povo pelos media é o primeiro a ser produzido com base numa pressão social americana inventada e tornada importante pelos mesmos media que esta história pretende apontar como manipuladores. Isto há cada uma…

FLORZINHAS DE ESTUFA

Esta treta da – inclusão/inclusividade(?)– norte americana é tão estúpida e forçada que agora todas as produções de Hollywood mais parecem um catálogo de ADN mundial onde não se pode deixar nenhuma raça ou grupo étnico de fora, correndo o risco de depois algum grupo de imbecis online vir acusar o filme de racista ou descriminatório clamando por boicote.
É que já não bastava os Star Wars modernos parecerem uma assembleia das Nações Unidas em tom forçado absolutamente rídiculo onde é preciso representar todas as raças para não ofender as florzinhas de estufa da internet; como até Doctor Sleep ( a sequela de Shinning ) está absolutamente infestada por diversidade tão diversa que simplesmente se torna insuportável a um ponto tal que quase arruinou o filme.
E facto desta treta da -inclusividade- ser tão obvia aqui que faz com que fiquemos logo à partida de pé atrás em relação a [“Fahrenheit 451“].

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Eu não sei se terá sido por isto que agora esta versão de [“Fahrenheit 451“] conta com um protagonista negro de propósito porque não conheço o contexto do casting, mas… a julgar pela coleção de etnias visivel por toda a parte nesta versão também eu tenho a certeza que num contexto livre destas pressões rídiculas por parte de grupos sociais gringos este filme teria sido muito diferente.
Não me admirava nada que alguém algures se tivesse pelo menos sentido pressionado a evitar colocar mais um actor caucasiano neste excelente filme de ficção-científica ( mesmo que fosse a escolha certa não duvido ).
Muito menos depois do sucesso de Black Panther nas bilheteiras e por isso aposto que este protagonista estará aqui por puro design e aconselhamento de uma qualquer agencia de marketing.

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Se o contexto social moderno, fosse diferente eu ainda acreditaria que um actor aqui teria sido escolhido apenas pela sua qualidade ( e nada contra este actor pois é excelente ) mas no ambiente inclusivo esquizofrénico em Hollywood duvido que a sua escolha não tenha sido por questões de puro marketing politicamente correcto também para cavalgar a onda do Black Panther.

PHILIP K.DICK ON FIRE

E sim, eu disse excelente filme de ficção científica.
[“Fahrenheit 451“] é “Fahrenheit 451” se ele tivesse sido escrito por Philip K. Dick em vez de ter sido escrito por Ray Bradbury.
E é fascinante por isso mesmo. Uma modernização deste livro para cinema precisava de um estilo intemporal e por isso nada melhor do que um toque Philip K.Dick para o trazer para o nosso tempo.
Antes de ver isto e a julgar pelas reviews espalhadas por todo o lado eu estava plenamente convencido que ia ver algo verdadeiramente atroz. Até porque eu adoro o livro original e o filme de Truffaut marcou-me quando o vi pela primeira vez em puto.
Desta vez, eu sinceramente não entendo os ataques a este título pelos puristas do romance.
Até reli o livro ontem depois de ver o filme e simplesmente não entendo porque tanta gente insiste em que esta modernização de [“Fahrenheit 451“] é um insulto à obra.

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É diferente ? É sim senhor ? Deixa coisas de fora, muda coisas, simplifica coisas, mete porrada quando devia ser político e filosófico ou até mesmo contemplativo ? Concordo com tudo.
Mas sinceramente, deixem-se de merdas.
Para minha grande surpresa, [“Fahrenheit 451“] é acima de tudo um bom filme de ficção científica mainstream saído de Hollywood e só por esse facto este título devia ser elogiado.

BIG BROTHER IS WATCHING YOU – Façam LIKE !

[“Fahrenheit 451“] não parece um blockbuster, é particularmente contido até e mesmo nos momentos em que poderia ter enveredado por um estilo Michael Bay com resultados semelhantes aquela atrocidade conhecido como “THE ISLAND” nunca entra por esse caminho. Também não parece um videoclip o que é quase inacreditável pois esta história prestava-se mesmo a uma montagem toda estilosa se o realizador tivesse querido entrar por esse mercado.

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Eu não estava mesmo nada à espera de gostar tanto disto. Não fosse a idiotice da – inclusão – nos entrar pelos olhos a cada cinco minutos e [“Fahrenheit 451“] teria sido quase único.
A forma como moderniza todo o contexto adaptando-o à era dos “likes” e das redes sociais, a justificação pelo qual o estado Fascista existe e ninguém se dá conta de que vive num, a forma como crítica e aponta muito daquilo que já é a nossa sociedade em que toda a gente parece só ter vida quando online e onde os rumores são noticias factuais quando devidamente repetidas sem cessar é um dos pontos fortes deste argumento.

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Aliás, acho que o último filme com um argumento destes foi o igualmente excelente “THE CIRCLE” de que ainda tenho que falar aqui e que … curiosamente foi atacado por toda a gente ( em particular pelos millenials indignados ) precisamente com muitos dos mesmos argumentos pelos quais se ataca agora [“Fahrenheit 451“] nesta sua nova versão. Parece que a malta não gosta muito de se ver ao espelho e como tal prefere gritar a plenos pulmões que este não deveria sequer existir. O que mais uma vez não deixa de ser irónico tendo em conta que estamos a falar de uma história em que as ideias próprias são o maior perigo para o sistema e o que vigora é a mentalidade de grupo.

QUEIMEM ESTE FILME ! (?)

[“Fahrenheit 451“] é uma má versão do livro original ?
Bem… o mundo está diferente e teria sido absolutamente redundante que o livro tivesse sido agora adaptado no contexto do mundo para o qual foi escrito originalmente, por isso sim e não.

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A prova de que foi a escolha certa na adaptação está precisamente no facto de tanta gente atacar o filme por causa daquilo que apresenta como espelho do nosso mundo actual e como previsão daquilo em que já nos estamos todos a tornar. Basta olhar para o puritanismo americano e para o politicamente correcto que se espalha através de Hollywood como um virus actualmente e não estaremos muito longe de começarmos também a decidir quais os livros que são os — certos — e os — errados — , até porque isto já acontece em muitos sitios e claro em particular nos EUA, não fossem estas idiotices sociais parecerem todas ser originadas lá actualmente; ( tal como uma cliente minha já me disse que aquilo a que eu acho piada ( nomeadamente memes sobre o Trump ) não é para rir porque isso é um – tipo de humor errado – que devia ser auto-suprimido por todas as pessoas que têm bom senso e sabem a diferença entre o – certo – e o – errado).
E com isto fecho este parágrafo. Por isso não me venham dizer que a modernização total do romance não foi a escolha acertada por que foi. O livro, está mal adaptado? Está. Foi a adaptação certa ? Completamente !

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Portanto, se forem tão puristas quanto os especialistas de literatura que insistem em trucidar esta nova versão então é melhor não verem [“Fahrenheit 451“] . Leiam o livro e continuem mergulhados em contextos culturais que já nem existem. E de qualquer forma o livro ainda não foi queimado por isso em vez de perderem tempo a atacar este novo filme sempre o podem ler novamente, tal como eu acabei de o fazer para agora recomendar esta nova versão sem problemas e de consciência tranquila.

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Amigos que gostem de ficção-científica passada em futuros distópicos, ignorem as más reviews sobre [“Fahrenheit 451“].
Eu fiquei agarrado a esta história do primeiro ao último minuto e já há pouca scifi saída dos EUA capaz de fazer com que eu nem me apeteça sair de frente do ecran para ir beber agua sequer.
Além disso , [“Fahrenheit 451“] é scifi para adultos, o que tendo em conta costuma sair de Hollywood actualmente é mais outro ponto positivo.

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O ADMIRÁVEL MUNDO NOVO

Se alguém ainda precisar de saber sobre o que isto é, [“Fahrenheit 451“] mostra-nos um futuro fascista repressivo ( embora toda a gente pense que é livre ) onde os bombeiros são herois nacionais, não porque apagam fogos mas porque queimam livros em nome do Estado pois os livros são considerados instrumentos perigosos visto que estimulam o pensamento individual contrariando a mentalidade colectiva implementada pelo governo de forma a controlar o rebanho em geral e onde as pessoas também denunciam os amigos para ganharem “likes” e fama nas redes sociais; “Stay Vivid”.

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O design do filme é absolutamente fabuloso na forma como tudo parece ser tão simples e óbvio. Aquela vibe Blade Runner 2049 mas num tom bem mais cru tendo em conta o que conhecemos do nosso próprio tempo é notável na forma como faz parecer o mundo de [“Fahrenheit 451“] assustadoramente próximo e real.
Desde a obsessão pelos reality shows, pelos “likes”, pela comunicação através de “emojis”, até ao pormenor de coisas como a já popular ( e perturbante ) Yuxie ( as nossas “Siri” e “Alexas” caseiras ) instalada nos nossos computadores ( que não tarda muito irá começar a ser usada como no universo desta história ) , tudo contribui para tornar [“Fahrenheit 451“] num dos scifi com ambiente mais real dos últimos tempos ao mesmo que nos mostra um futuro tecnológico fascinante. Até porque já estamos a entrar nele e por isso é tão fácil mergulharmos no universo do filme.

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Os personagens centrais são excelentes, não são unidimensionais, têm um bom arco narrativo e tudo evolui de forma tão orgânica como é descrito inclusivamente no livro.
O vilão é impecável, a miúda parece uma pessoa real e o heroi poderia ser qualquer pessoa.

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CLASSIFICAÇÃO

Meus amigos, [“Fahrenheit 451“] não é o filme merdoso que todos no IMDb apontam ser. Pode não adaptar o livro na perfeição mas a verdade é que todos os seu pontos fortes em termos de arco de história estão lá e não foram alterados, por isso deixem-se de tretas intelectualoides e apreciem o filme pelo que ele dá , pelo seu comentário profundamente actual e por nos mostrar aquilo que vai ser o nosso futuro se o politicamente correcto infantil emanado dos EUA continuar a contaminar a sociedade ao ponto de um dia nem eu poder escrever textos como este sem ter um YUXIE (“Siri”/”Alexa”) também a censurar todos os meus parágrafos.
Portanto, até pela minha grande surpresa pois não esperava ter gostado tanto dele:

Cinco Planetas Saturno

   

Não leva um Gold Award porque, ok não é uma adaptação directa do livro ( não precisa de ser ) e por causa deste feeling de inclusivity que é simplesmente nojento onde quer que esteja sempre plantado à força agora em tudo o que é Hollywood.

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NOTAS ADICIONAIS

TRAILER

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IMDb
https://www.imdb.com/title/tt0360556

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“THE BEYOND” (“THE BEYOND”) Hasraf Dulull (2017) Inglaterra

Mais um dia, mais um filme de ficção-científica extraordinário, daqueles com classificação miserável no IMDb.
[“THE BEYOND“] é fantástico.

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Curiosamente eu quando o vi pela primeira vez numa das inúmeras cópias pirata que circulam pela internet, também não lhe achei piada nenhuma. E sinceramente ainda hoje me estou a perguntar sobre o porquê daquela minha primeira reacção.
É que [“THE BEYOND“] é mesmo muito bom, muito bem feito, muito bem filmado , com uma atmosfera a puxar para o “INTERSTELLAR” em versão low budget e ainda por cima parte de vários conceitos que por si só podiam dar origem a vários filmes diferentes mas no entanto consegue levar a bom porto todas as ramificações para nos dar um daqueles finais em que ficamos com vontade de continuar a ver mais.

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A sensação com que se fica é que [“THE BEYOND“] bem que poderia também ser desenvolvido para uma série de TV, pois têm aqui um excelente ponto de partida e daria uma excelente série de ficção-cientítica naqueles moldes mais sérios como “INTERSTELLAR” e “ARRIVAL“.
No entanto é mesmo verdade que eu detestei isto quando o vi pela primeira vez e quase que não consegui chegar ao fim.
Talvez porque na altura estava mesmo completamente farto deste estilo de cinema de baixo-orçamento – Found-Footage – e como tal entrei logo nisto como se estivesse a fazer um enorme frete , o que fez com que não tivesse prestado grande atenção ao que via.

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Na verdade, não sei o que aconteceu e não faço mesmo a mais pequena ideia da razão porque detestei [“THE BEYOND“] inicialmente.
Pelas reviews que estão no IMDb e espalhadas em comentários pelo Youtube se calhar o que aconteceu com muita gente que só deu mesmo uma única oportunidade a isto terá sido o que me aconteceu a mim inicialmente também…
Vi-o agora em Bluray, pois incrivelmente , eu acabei por o comprar no Natal passado.
Tenho por tradição comprar um monte de cinema scifi independente e de baixo orçamento no Natal e [“THE BEYOND“] veio parar ao meu cesto de compras na amazon Alemã porque essencialmente estava em promoção na altura e nem custava 5€uros sequer.
Bendita promoção. Neste momento por acaso, o filme já se encontra esgotado em todas as amazon, excepto na amazon.com ( mas bloqueado à região A norte americana )… Pode ser que o reeditem por cá em breve.

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BEYOND QUALQUER CÓPIA PIRATA

Da segunda fez que vi [“THE BEYOND“] , já em Bluray e não na minha antiga cópia pirata adorei. Não consegui descolar do filme do primeiro ao último minuto e quando acabou ainda fiquei com vontade de ver mais.
Só uma nota para aquele pessoal que acha que não vale a pena comprar os filmes de que gostamos em Bluray para guardar quando podemos sacar cópias de bluray-rip a 1080p…trust me, não é a mesma coisa e eu tive a prova. Ver [“THE BEYOND“] em Bluray dá-lhe uma vida completamente nova, pois digam o que disserem mas aquele bocadinho de definição extra que só se encontra num produto original faz toda a diferença. Especialmente num filme carregado de pormenores visuais que ganham vida nova quando apresentados no melhor da alta definição e não apenas num rip-pirata sacado na internet.

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A qualidade de imagem é excelente, a própria fotografia do filme é mesmo muito boa e o som é do melhor. Vejam-no com headphones como eu o vi agora ; ( se calhar é esse o truque para começar a curtir este título , pois [“THE BEYOND“] é mesmo um daqueles filmes cujo a atmosfera scifi para ficar completa depende mesmo muito da combinação som/imagem e a parte do som foi também o que faltou em qualidade quando o vi na minha cópia sacada de um torrent antes.

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[“THE BEYOND“] é pura ficção-científica. E mais uma vez, volto a dizer se calhar não será coincidência estarmos de novo na presença de mais outro título do cinema Europeu e não de mais outro blockbuster de Hollywood. Algo que parece ter contribuído também para muitos dos comentários do público no IMDb, pois se calhar muita gente esperava uma espécie de Transformers ou algo assim visto que [“THE BEYOND“] também envolve “robots” gigantes – “tripulados” – por seres humanos… mas não da maneira que muita gente se calhar estava à espera.

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THE INTERSTELLAR ARRIVAL

Quando uma estranha anómalia no espaço é detectada, a ciência conclui que estaremos na presença de um primeiro contacto com uma civilização extra-terrestre, isto porque na mesma altura aparecem nos céus de todo o mundo uma verdadeira invasão de objectos que aparentam estar apenas ali; à espera. Quem são ? Porque vieram ?
Com isto entramos em território familiar já explorado em “ARRIVAL“. Se são o tipo de público que gostou desse excelente filme de ficção-científica então irão adorar [“THE BEYOND“].

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Para que a humanidade consiga viajar através desse – worm hole – ou provável – stargate – e obter respostas àquilo que parece ser um convite, a única forma é se os primeiros voluntários se submeterem a um processo que mistura o corpo humano com tecnologia, sabendo de antemão que nunca mais poderão voltar a ser humanos mas que ao mesmo tempo se tornarão quase super-herois em termos do poder que poderão alcançar. É essa a única forma do ser humano conseguir sobreviver à viagem e como tal logo muitos voluntários começam a surgir com o propósito de se tornarem no primeiro ser humano a entrar em contacto com uma raça extra-terrestre. E aqui passamos à parte que se assemelha a “INTERSTELLAR” mas numa versão cyborg.
Portanto, se gostaram de ARRIVAL e acham que ficaria bem com uma pitada de “INTERSTELLAR” , não hesitem em espreitar este pequeno grande filme que conta com pouco mais de 80 minutos mas também parece muito maior no melhor dos sentidos.

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THE NEWS

Como já referi, [“THE BEYOND“] não é um filme “normal”. Imaginem um documentário e é isto que irão ver neste filme pois não está filmado com uma narrativa clássica tradicional mas sim como se estivessemos mesmo a ver imagens recolhidas no local, clips de arquivo, etc. Talvez tenha sido por isto que não me cativou da primeira vez e tanta gente também ataque o filme online.
[“THE BEYOND“] é essencialmente um falso documentário e é assim que têm que partir para ele. Esqueçam todas as convenções de cinéfilia, deixem-se levar por este falso universo e garanto-vos que ficarão agarrados.

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THE FINAL FRONTIER

[“THE BEYOND“] é sobre isto, a fronteira final. Não apenas no que toca ao que nos espera no universo mas também sobre aquilo em que a humanidade se precisa tornar para que um dia consiga mesmo viajar no espaço, isto porque o facto de vivermos e estarmos biológicamente adaptados apenas a este planeta é no fundo aquilo que impede que exploremos mais longe e torne tão dificil a humanidade abandonar o seu berço neste sistema solar.
O filme explora imensas questões, vocês vão ficando a gostar dos “personagens” e depois ainda que brevemente ainda evolui para um daqueles títulos de ficção científica que são ideais para todos aqueles que procuram histórias sobre exploração e primeiros contactos.

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O design do filme é fantástico a todos os níveis, os sets ou localizções reais são perfeitas e os efeitos especiais são surpreendentemente bons e perfeitamente capazes de so fazer esquecer que estão a ver um filme independente Europeu Inglés e não um blockbuster Norte Americano.
Leva logo também pontos adicionais pelo seu final. Embora muito breve para grande pena minha ( pois queria mesmo saber mais sobre o que poderá acontecer a seguir ) , a verdade é que pelo menos no caso de [“THE BEYOND“] , o espectador pode ficar descansado. [“THE BEYOND“] não é outro daqueles títulos “found-footage” que leva o tempo todo a criar mistério com coisa nenhuma e depois chega ao fim e deixa-nos pendurados com fins inconclusivos.

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[“THE BEYOND“] tem um óptimo final aberto. Responde a tudo o que constroi em termos de suspense e mistério ao longo da sua narrativa de falso documentário e só fica incompleto em termos de história porque como disse, isto seria na boa o início de uma série de televisão scifi com muito boas ideias e com muito para desenvolver a partir daqui. Não me admirava nada que um destes dias ainda aparecesse algo baseado neste filme.

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CLASSIFICAÇÃO

Dêem uma oportunidade a [“THE BEYOND“]. Se calhar… dêem uma segunda oportunidade até. Entrem nisto logo à espera de ver algo num estilo documentário e não esperem “um filme”. Se o fizerem e partirem para [“THE BEYOND“] apenas procurando por uma boa história de ficção-científica sobre exploração espacial e primeiro contacto com extraterrestres não tenho dúvidas de que irão gostar mesmo muito disto tal qual eu gosto deste filme agora. Aliás , este é um daqueles títulos que insiste em não me sair da cabeça. Se calhar porque há actualmente tão pouca ficção-científica saída de Hollywood digna desse nome que o facto desta estar cada vez mais a ser produzida independentemente na Europa ainda torna todos estes títulos mais fascinantes.
[“THE BEYOND“] é certamente um deles.

Cinco Planetas Saturno

   

Não ganha um Gold Award… porque apesar de tudo, cinemáticamente falando, isto é um documentário e não é  própriamente “um filme”. O – found footage – embora bem usado acaba por remeter este scifi para um nicho que o limita um bocado enquanto obra para cinema.

A favor: a história, o conceito, o mistério do que está para lá do portal, o design, o som, a fotografia, as interpretações, a realização, o final da história. Deixa-nos com vontade de saber mais.

Contra: o estilo found-footage limita-o bastante naquilo que poderia ter sido embora se compreenda que este tenha sido o formato certo até para se poupar algum dinheiro na produção certamente. Deixa-nos com vontade de saber mais.

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NOTAS ADICIONAIS

TRAILER

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IMDb
https://www.imdb.com/title/tt5723416/

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