“DRAGON NEST” (“Dragon Nest: Warriors’ Dawn”) Yuefeng Song (2014) China

Se espreitarem a minha review para [“Dragon Nest: Warriors´Dawn”] no IMDb, hão de notar que lhe atribuí a incrível classificação máxima de 10 estrelas.
Muita gente pensará que fiquei maluco, pois o que não faltam por aí são animações muito superiores tecnicamente ou no que quer que seja. Como raio me atrevi a dar uma nota tão alta a este filme no Imdb quando nem sequer aqui lhe irei atribuir a nota máxima ?
Bem, é tudo uma questão de contexto.
Passo a explicar.

FinalPoster

[“Dragon Nest: Warriors´Dawn”] quando comparado com o que de melhor se faz com muito dinheiro, se calhar não vale mesmo uma classificação tão alta.
A mim surpreendeu-me precisamente porque [“Dragon Nest: Warriors´Dawn”] não sendo uma produção de orçamento milionário atinge mesmo assim alguns patamares de qualidade ao longo de toda a narrativa; patamares esses, que se calhar nem precisaria de atingir se o objectivo fosse apenas o de criar um desenho animado para vender aos putos em dvd mais tarde.

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Não só este filme consegue ter momentos de grande adrenalina como consegue o impossível de contar uma história com personagens interessantes de acompanhar, sem se desviar um milímetro do típico cliché Dungeons & Dragons que já vimos mil vezes e que normalmente é logo garantia de que o resultado será um lixo.
Surpreendentemente não desta vez !
O que na minha opinião, torna [“Dragon Nest: Warriors´Dawn”] num excelente exemplo de como se calhar pode haver bons resultados até mesmo com uma história já vista mil vezes.

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Está tudo na execução; principalmente na realização e este caso é particularmente interessante, pois a ultima coisa que eu esperava quando comecei a ver isto é que uma animação de segunda linha com um argumento já mil vezes batido e ainda por cima baseado num videogame fosse alguma coisa de jeito. E muito menos fosse apelativo para adultos.

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MMORPG

Sim para quem não sabe, [“Dragon Nest: Warriors´Dawn”] é baseado num popular mmorpg chinês chamado precisamente “Dragon Nest” e que eu próprio joguei algumas vezes online durante algum tempo. Não costumo ter tempo ou paciencia para videogames online (e detesto jogar em computador), mas este “Dragon Nest” cativou-me pelo aspecto gráfico, pois desde o início sempre criou um mundo de fantasia bastante baseado num estilo de desenho animado que me atrai particularmente enquanto ilustrador.

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Foi precisamente esse mesmo estilo visual a fazer lembrar um livro de contos ilustrados, que me fez ir espreitar o filme quando descobri que existia. Isso e o facto de ser uma produção de animação chinesa.
Apesar de também contar com capital americano, a execução é essencialmente made-in-china e logo isso deu a [“Dragon Nest: Warriors´Dawn”] um estilo diferente daquilo que estamos habituados a ver no típico cinema de animação ocidental ou saído de hollywood.

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Numa altura em que a maioria das produções de fantasia, particularmente em desenho animado segue sempre a mesma história já vista milhares de vezes, na verdade eu não esperava grande coisa quando comecei a ver o filme, mas logo desde os primeiros minutos houve algo que notei de especial nele.
O que me chamou a atenção foi precisamente o facto de [“Dragon Nest: Warriors´Dawn”] ser um filme de acção intensa e totalmente non-stop desde o inicio. Normalmente isto é logo sinónimo de grande seca e repetição constante, mas desta vez o que achei extraordinário logo desde os primeiros minutos é que a acção não estava lá apenas para impressionar mas serviu principalmente como veículo narrativo para contar a história. E isso é muito dificil de se fazer. Mais ainda é haver verdadeiro desenvolvimento de personagens enquanto as cenas de porrada mais caóticas acontecem no ecran.

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A STORYBOOK STORY

Resumindo, logo desde o início [“Dragon Nest: Warriors´Dawn”] surpreendentemente não me pareceu de todo um filme vazio, destinado apenas a entreter as crianças.
Havia aqui algo muito interessante para agarrar o adulto que gostasse de cinema e principalmente o adulto que se interessar por ilustração pois o conteúdo visual desta história é particularmente fascinante pelo seu estilo storybook ao longo de toda a aventura.

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É verdade que a história deste filme é tudo menos original, os personagens são todos sem excepção apenas o típico cliché do D&D ou dos jogos de MMORPG, mas surpreendentemente funcionam muito bem desta vez pois quem dirigiu isto sabe perfeitamente como tirar partido daquilo que parece banal a uma primeira visão.
É quase como se esta animação tivesse sido realizada por um bom director de actores que percebe que a magia não está apenas nos efeitos ou nas cenas de aventura mas principalmente nos personagens.
Surpreendentemente [“Dragon Nest: Warriors´Dawn”] contém personagens com grande carísma e era a última coisa que eu esperava.

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Cada uma das suas personalidade cliché está muito bem integrada na narrativa central e cada desenvolvimento de personagem marca um ponto importante na história, serve como reviravolta ou apresenta uma revelação importante. Se isto não tivesse sido assim, um filme como este teria sido uma seca infantil descomunal, pois de certeza que teriam apresentado os poderes da cada personagem, apresentavam a missão e depois o resto seria uma sucessão de cenas de porrada estilo D&D intermináveis até ao confronto final com o vilão do costumo e pronto, the end.
Não em [“Dragon Nest: Warriors´Dawn”].

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A ACÇÃO CONTA A HISTÓRIA

Em [“Dragon Nest: Warriors´Dawn”] as cenas de acção são a cola que une toda a estrutura da história. Não só funciona, como  vão evoluindo até se tornarem absolutamente extraordinárias pela adrenalina que conseguem transmitir, especialmente nas cenas de grande batalha. Todas as cenas de acção são diferentes, muito imaginativas em termos de coreografia e acima de tudo muito bem realizadas; tudo ajudado por uma montagem excelente que se calhar passa despercebida.

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Pode-se dizer que [“Dragon Nest: Warriors´Dawn”] é um verdadeiro filme de acção e muito cinema live-action deveria aprender aqui como se usam cenas de porrada pura e dura para fazer avançar uma história sem precisar de ser uma parvalheira sem qualquer conteúdo ao pior estilo Michael Bay por exemplo.
Tomara muito cinema de Hollywood saber usar a acção como esta quase anónima produção de médio orçamento chinesa o sabe fazer.
Nenhum fotograma se perde e tudo tem um propósito na narrativa da aventura mais estereotipada que vocês alguma vez poderão ver tão bem estruturada.

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Isto é um filme muito bem planeado meus amigos.
Pode parecer apenas mais outro filme para criancinhas mas [“Dragon Nest: Warriors´Dawn”] é realmente um produto comercial muito bem realizado.
A última coisa que eu esperaria de um filme animado obscuro baseado num videogame que nem sequer é particularmente popular por estas bandas.
Foi um dos melhores filmes de acção que vi no ano passado e não estava nada à espera disto.
Na verdade já ando para recomendar esta aventura há muitos meses por aqui, mas queria voltar a ver o filme para ter a certeza que não tinha imaginado coisas.
Desde lá já o revi quatro vezes e continua a divertir-me plenamente com as suas qualidades. Sendo assim estava na altura de o recomendar por cá.

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Em [“Dragon Nest: Warriors´Dawn”] todos os personagens criam uma empatia com o espectador e realmente nos importamos com eles em todas as cenas de batalha em que se envolvem pois nada nos garante que não morram a seguir e isso foi uma das coisas que mais gostei nesta produção animada. Ainda estou a tentar perceber como os criadores desta animação que mal tem 80 minutos conseguiram encontrar forma de dotar os bonecos com tanta vida. Especialmente quando em pelo menos 85% do filme temos cenas de acção e aventura carregadas de adrenalina e humor.
À primeira vista não haveria espaço para desenvolvimento de personagens no sentido mais tradicional, onde normalmente a acção pára para que aconteçam momentos de exposição e no entanto não é pelos personagens que este filme iria afundar. Quem filmou isto sabe como contar uma história.

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CINEMA ORIENTAL NO SEU MELHOR

[“Dragon Nest: Warriors´Dawn”] é mais um bom exemplo de como o cinema oriental sabe criar personagens realmente humanos que criam verdadeira empatia com o espectador e contam com um carisma absolutamente natural até quando não passam de bonecos animados como é o caso. O cinema oriental mostra bem como se criam personagens com que nos importamos, até mesmo quando estes são um dragão que mal tem um par de linhas de diálogo para dizer.

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No seu todo, acho que [“Dragon Nest: Warriors´Dawn”] é um excelente filme de fantasia. Não tem um pingo de originalidade no que toca ao conceito ou a sua história, mas o que faz, faz mesmo muito bem e a sua originalidade está em conseguir fazer tudo resultar de uma forma que nos diverte e surpreende pela qualidade que foi aqui atingida mesmo quando tudo parece não passar de mais um daqueles desenhos animados destinados aos dvds de promoção no fundo das prateleiras em supermercados.
[“Dragon Nest: Warriors´Dawn”] devia ser um versadeiro case study de como se cria cinema de acção com alma independentemente de ser animação ou não.

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Os personagens são variados, os ambientes são perfeitos e apesar de não ter muita variedade ou mostrar um mundo muito grande, ainda conta com um par de boas paisagens de fantasia que ficam no olho e na memória pois em termos de design [“Dragon Nest: Warriors´Dawn”] soube ir buscar o melhor do estilo visual do jogo e expandir os melhores elementos o melhor que o seu orçamento o permitiu certamente.
No entanto em termos de geografia, sente-se alguma limitação, isto porque o seu mundo de fantasia parece muito bonito mas na maioria das vezes sentimos que estamos apenas a ver alguns vislumbres de um universo mais vasto que merecia ter sido mostrado e nunca nos é aberto como deveria ou merecia ter sido. Restrições de orçamento certamente.
De qualquer forma, eu adorei.
Só há uma coisa neste filme que eu detestei.
O final abrupto.

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WTF ?!

Estava a divertir-me à brava com isto, esperando por um epílogo final realmente impactante que tivesse a ver com todo o tom do filme quando de repente…ACABOU !
[“Dragon Nest: Warriors´Dawn”] acaba de uma forma tão repentina que sinceramente pensei que isto seria o primeiro episódio de uma série televisiva qualquer.
Soube agora ao preparar-me para esta review, que já existe uma sequela, pois o filme parece ter sido um sucesso lá pela China. Óptimo !
Review da sequela para breve.

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Muito provavelmente se procurarem por este filme irão apenas a versão dobrada em Inglés quando o seu original é em Mandarim. Na verdade a versão inglesa não me chateou particularmente. É diferente da original, mas ambas têm os seus pontos altos e baixos e ambas funcionam melhor numas alturas do filme do que outras. Neste caso será portanto uma questão de escolha. Se encontrarem a versão chinesa original , óptimo; se virem apenas a versão dobrada em inglés também não será por aí que deixarão de apreciar este pequeno filme que provavelmente passou ao lado de muita gente.
Até porque lembrem-se , [“Dragon Nest: Warriors´Dawn”] é uma produção chinesa e não é anime japonês.

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Embora contenha óbvias influências de vários sítios , o facto deste filme não ser nem japonês nem americano, faz com que tenha um estilo diferente daquele que estamos habituados a ver e quanto a mim isso é excelente.

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CLASSIFICAÇÃO:

[“Dragon Nest: Warriors´Dawn”] é um excelente filme de fantasia para quem procura cinema do género, independentemente de ser desenho animado ou não e independentemente de ter a história menos imaginativa de todos os tempos.
Consegue superar tudo isso para nos dar uma aventura de animação que não irá aborrecer os adultos de morte (se se interessarem por fantasia) e ao mesmo tempo irá agradar às crianças.

Cinco Planetas Saturno

  

Tudo o que faz, faz muito bem e não precisava de o ter feito para ser um produto comercial rentável. Dizem que a sequela já não tem a mesma magia… a ver vamos… 😉

A favor: usa a acção para criar desenvolvimento de personagens e fazer avançar a história, os personagens são excelentes e criam grande empatia com o espectador, a história parece básica como o raio mas contém bons momentos de humor (até para adultos) que a fazem destacar-se da comum banalidade que encontramos neste tipo de aventura para crianças.
Boa animação (num estilo diferente), adoro o estilo gráfico e a cor, bons cenários, aventura divertida e um filme muito boa onda em todos os aspectos.

Contra: acaba de repente, algumas pessoas no IMDb parecem não perceber que animação de qualidade não tem que ser sempre igual ao que a Pixar faz e não há mal nenhum por o estilo visual de um filme se parecer com o que existe no video game original. Se para vocês o bom cinema não pode passar sem uma história original esqueçam este pois não tem um pingo de originalidade no seu argumento. Sente-se que o mundo de fantasia poderia ter sido mais mostrado no ecrã e no entanto as paisagens grandiosas são sempre algo limitadas talvez devido à falta de orçamento para criar mais detalhes para este mundo.

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NOTAS ADICIONAIS:

TRAILER

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IMDb
http://www.imdb.com/title/tt2911342

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Comprar em Bluray 2 em 1 na Alemanha numa edição com os dois filmes.
Legendas em Inglés.

https://www.amazon.de/gp/product/B077Y829QZ/ref=ox_sc_act_title_2?smid=A3JWKAKR8XB7XF&psc=1

Comprar em Bluray só este primeiro filme com legendas em Inglés.
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Se gostou deste filme vai gostar certamente de:

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“THE ASHRAM” (“THE ASHRAM”) Ben Rekhi (2018) EUA /INDIA

[“THE ASHRAM“] é um filme particularmente curioso. Hão de notar que a minha classificação para ele não será do outro mundo mas isto é apenas porque este é um daqueles títulos que na verdade é apenas um bom filme. Pura e simplesmente. Nem mais, nem menos.

POSTER

Não tem nada de particularmente mau, mas quando acaba não será um daqueles que nos deixa um impacto duradouro por este ou aquele motivo; embora, tenha uma atmosfera excelente, bons protagonistas e um final divertido ( pelos últimos segundos ) que nos deixa com vontade de espreitar uma sequela, se vier a existir porque na verdade não precisa dela.

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[“THE ASHRAM“] é bastante peculiar também pelo facto de nunca cair na tentação de se tornar apenas em mais um cartão postal sobre a Índia e os seus misticismos para turistas. Apesar de conter imagens por vezes extraordinárias e momentos de “enlightnment” inevitáveis também apresenta uma visão bastante normal do país.

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[“THE ASHRAM“] é situado numa Índia onde as pessoas não serão melhores seres humanos apenas porque o mundo ocidental passou os últimos anos a gerar fantasias na cabeça de alguns –“tios” e “tias”- ou pseudo-Hippie fricks que por causa do que o paleio pseudo-New-Age que se tornou bastante popular ( até por culpa de Hollywood ) viajam depois para lugares manhosos –“procurando conhecimento interior”.

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No entanto, [“THE ASHRAM“] está para o Hinduísmo/Budismo e semelhantes filosofias de vida como recentemente o filme “A CABANA” esteve para uma visão Evangélica norte americana de uma ideia ou crença religiosa. Isto porque supreendentemente ambos os filmes conseguem assentar sobre aquilo que são essencialmente ideias sem cairem no pior estereotipo que esperamos sempre encontrar pela frente ao nos depararmos com este tipo de histórias mais transcendentais. Já estou para falar sobre “A CABANA” por aqui há muito e o facto de [“THE ASHRAM“] me ter aparecido agora de surpresa foi um excelente mote de comparação.

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Os filmes tentam abordar a base filosófica de ambas as crenças espirituais e ambos, para grande surpresa minha conseguem contornar tudo aquilo que seriam as típicas armadilhas neste género de cinema. Teria sido muito fácil tanto “A CABANA” como [“THE ASHRAM“] terem caído na típica pregação ou fricalhada para tias gringas ( à la “Eat Pray and Love por exemplo ) mas tal não acontece e foi logo este um dos pontos que achei mais agradáveis nesta incursão oriental de algo que no ocidente tem o seu equivalente em “THE SHACK”. Mas de “A CABANA” falarei em breve; apenas deixo já aqui o toque a quem ainda não viu o filme ( ou leu o livro ) que para minha grande surpresa não é a treta evangélica gringa que esperava ter encontrado. Tal como [“THE ASHRAM“] também acaba por não ser apenas um desfilar de estereótipos “Indianos” mesmo quando precisa de recorrer a alguns inevitáveis clichés para contar a história a que se propõe.

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[“THE ASHRAM“] conta a história de um jovem que viaja para a India em busca da sua ex-namorada que desapareceu quando se juntou àquilo que parece ser essencialmente uma seita mística reclusa nas montanhas. Depois de várias atribulações onde o filme demonstra bem que a India não será propriamente o tal paraíso de gente constantemente Iluminada que se apregoa pelo Ocidente, o jovem Jamie alcança o tal -Ashram- onde é integrado na comunidade que venera um homem santo que habita na montanha vizinha mas onde nem tudo é o que parece.

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E quando vocês ( e eu ) já pensavam que [“THE ASHRAM“] iria entrar pelo típico thriller de mistério ou terror que teria sido se isto fosse mais uma daquelas produções de Hollywood para teenagers típicos, o filme revela-se apenas como sendo uma história sobre um mistério bastante simples, sobre uma comunidade e sobre aquilo que estará para lá daquilo que também podemos ver ou pressentir.
Para desilusão de muita gente no IMDb mais uma vez, [“THE ASHRAM“]  não é uma aventura , não é um filme sobrenatural de contornos perturbantes, não é sobre seitas religiosas malucas que fazem lavagens cerebrais a ocidentais incautos e não é de todo um thriller assustador.
Muito menos será um filme de terror.

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Mais uma vez a comparação com “A CABANA” é aqui necessária. [“THE ASHRAM“] quando toda a gente esperaria que fosse a tal coisa óbvia tendo em conta a temática inicialmente misteriosa da história, é na verdade uma aventura de Fantasia ( particularmente diferente ) muito mais mística no bom sentido e até bastante filosófica no melhor dos sentidos mais simples. Sendo tal vez esse pormenor, ao mesmo tempo o que tem de melhor mas também o seu calcanhar de Aquiles.
Isto porque ao enveredar por uma história bastante simples sobre as consequências das emoções humanas quando confrontadas com condições excepcionais em termos daquilo que poderá ser a nossa própria realidade, o filme acaba por não ter muito que contar nem muito que mostrar para lá do bom início misterioso e do bom final.

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[“THE ASHRAM“] pelo meio ainda se esforça um bocado para inserir algum conteúdo mais dramático. Por momentos parece que irá desviar-se para os caminhos do puro thriller sobre seitas perigosas mas logo regressa àquilo que é o verdadeiro coração do filme , os personagens e aquilo que os move para lá de todas as “iluminações” por muito que procurem alcançar um Nirvana qualquer num lugar específico quando a resposta no fundo poderá ser encontrada estejamos onde estivermos.

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Ao mesmo tempo carrega por ali alguma crítica bem apontada àquela malta ocidental que acha que só porque viaja para lugares místicos para “meditar” depois virá de lá toda “iluminada”. A personagem da “vilã” da história é um pormenor bastante bom que ao mesmo tempo aborda essencialmente esse lado da questão.

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A história de amor entre Jamie e Sophie que coloca tudo em movimento no que toca à narrativa central do filme é também aquilo que faz com que [“THE ASHRAM“] resulte muito bem e se torne inclusivamente num filme muito simpático.
A química entre o par protagonista é excelente e os seus destinos separados são bastante bem utilizados pelo argumento para colocar uma ou duas boas questões filosóficas que, tal como acontece em “A CABANA” nos deixará a pensar nos assuntos muito para lá de qualquer fácil e óbvia conotação religiosa por onde também [“THE ASHRAM“] nunca entra de forma assumidamente pregatória ou intrusiva.
[“THE ASHRAM“] no bom sentido pretende ser um filme universal em termos de ideias e a meu ver consegue-o plenamente.

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Visualmente tem momentos excelentes. O uso das paisagens naturais é do melhor, a atmosfera da história é muito boa, a vertente de Fantasia está bem conseguida e até as animações CGI se integram particularmente bem nos momentos mais “NEW AGE” que nem por isso se tornam plásticos, forçados ou rídiculos. Bons personagens, boas temáticas e uma narrativa que vai de um lado ao outro culminando num final sobrenaturalmente humorístico muito simpático e que é a pedra de toque para esta pequena boa produção Indiana com capital Americano e equipa Inglesa.

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Como já disse, para lá disto não será um título espectacular ou obrigatório, mas se os temas filosóficos ou espirituais lhes interessam e quiserem acompanhar uma aventura particularmente simples mas sem pretenções a palestra religiosa então [“THE ASHRAM“] é um bom título a espreitarem.
E mais uma vez esqueçam os comentários e a classificação no IMDb, porque com habitualmente também aqui se prova que os melhores filmes naquele site são sempre os que obtêm classificações e comentários miseráveis dos pipoqueiros sedentos por blockbusters.

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CLASSIFICAÇÃO

[“THE ASHRAM“] vale a pena. Não irá deslumbrá-los mas é um bom filme que se recomenda vivamente a quem procurar algo pensado de forma séria sobre uma vertente filosófica mais espiritual e oriental.
Tem alguns momentos muito cativantes, o mistério tem a sua piada e os personagens cativa-nos. Além disso como história de amor sobrenatural também é bastante boa.

Três Planetas Saturno

Para já apenas, pois algo me diz que este filme será um daqueles sobre o qual ainda irei rever a classificação quando o voltar a ver um destes dias. Há por aqui qualquer coisa de único no panorama cinematográfico dentro deste tipo de cinema. [“THE ASHRAM“] não cai em exageros, conta uma boa história mágica, sobrenatural e mística quanto baste e deixa-nos com um espírito bastante ZEN no final, o que já não é nada mau de todo.

A favor: os personagens, a história de amor, o ambiente natural, a simplicidade da vertente sobrenatural, não cai em histerismos formuláticos, boa fotografia e boa utilização contida das animações CGI.

Contra: acaba por ser vítima da sua própria simplicidade pois perde algum fôlego a meio e não evita por vezes cair em repetição temática quando se calhar deveria ter tido algo mais para dar ao espectador entre o bom início e o bom final. Mais uma vez também alguns comentários no IMDb como não podia deixar de ser.

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NOTAS ADICIONAIS

TRAILER

 

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IMDb
https://www.imdb.com/title/tt5596104/

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LIVRO(S) em DESTAQUE : “OUTLANDER” – Diana Gabaldon

NOTA: Esta nova secção serve para que eu recomende livros que considero indispensáveis ou simplesmente muito bons, imaginativos ou divertidos na área do Fantástico / Ficção-Científica / Fantasia / Sobrenatural ; porque isto do cinema é muito giro mas até agora não deve ter aparecido um filme que em termos de história se compare a um bom livro. Como há imenso por onde escolher vamos a isto.

LIVRODESTAQUE

400 PÁGINAS

Quando cada um dos oito livros que compõem esta história única têm em média entre 900 e 1300 páginas por volume e eu continuo a ler um pouco mais de 400 páginas de seguida por dia de cada um dos volumes…se calhar deve querer dizer que isto é de longe uma das melhores histórias de aventura que alguma vez li.
E ainda só li 4000 páginas.

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Faltam-me neste momento umas 4000 restantes para completar toda a história mas não tenho já dúvida alguma de que *OUTLANDER* é definitivamente o épico mais imaginativo, viciante e surpreendente que encontrei em livro desde que há vinte anos devorei num fim de semana os 4 volumes da série “RAMA” de Arthur C.Clarke ( e Gentry Lee ) que nem de perto alcançam no entanto as 4000 páginas que já liagora desta incrível aventura Escocesa e das quais ainda me faltam mais de metade até ficar a saber como termina.

LIVROS “PARA GAJAS” (?) …

*OUTLANDER* à primeira vista não parece, mas tem mais em comum com o épico de ficção-científica de Arthur Clarke do que o leitor casual ( que não goste de ficção-científica ) poderá sequer imaginar.
Por detrás do óbvio estigma de literatura feminina que imediatamente atira depreciativamente os romances para aquela categoria de “livro para gajas” segundo muito macho de barba rija; ou pior, os lança para aquela outra de “pseudo-romance histórico” segundo certos fundamentalistas “historiadores de sofá” veneradores de Umberto Eco ( que depois nunca leram um livro do homem ) , a verdade é que não apenas em escala épica como principalmente no que toca a construção de personagens inesquecíveis, *OUTLANDER* de Diana Gabaldon é tão bom quanto a saga “RAMA” de Clarke o foi e é definitivamente uma das melhores aventuras dos últimos anos, literáriamente falando.

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Claire Fraser em *OUTLANDER* é de longe a melhor personagem feminina que encontrei em muitos anos na literatura de aventura e a única que se pode comparar em pé de igualdade com Nicole Des Jardins nos livros de Arthur Clarke na forma como deixa saudades por parecer uma mulher tão real e com tanta textura.

SOMEWHERE IN TIME

*OUTLANDER* para minha grande surpresa é também muito possivelmente a melhor história sobre viagens no tempo que alguma vez li e não estava nada à espera disto.
Não sendo assumidamente um livro de ficção-científica joga muito bem com os paradoxos clássicos da literatura do género e vai ainda mais longe; essencialmente porque em 8000 páginas de história há muito mais espaço para que nada fique esquecido e para desenvolver tudo aquilo que não costuma ser detalhado nos romances sobre viagens no tempo normalmente mais interessados nessa vertente do que nos personagens.
Quem gostou do filme “SOMEWHERE  IN TIME” e principalmente gostou do livro que lhe deu origem, então tem em *OUTLANDER* uma história obrigatória. Diria mesmo absolutamente imperdível pois tem exactamente o mesmo espírito principalmente na forma com usa as viagens no tempo sem as destacar e principalmente como nos dá um par romântico absolutamente clássico e com imenso carísma.
Imaginem “SOMEWHERE IN TIME” com toda aquela aura nostálgica e românticamente clássica mas com muita aventura pelo meio, violência crua quanto baste, sexo e muita atmosfera que não os deixará largar cada página só para ver o que irá acontecer na próxima.

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MÁQUINA DO TEMPO

O facto de *OUTLANDER* utilizar o conceito de viagens no tempo praticamente em pano de fundo sem nunca evidenciar por aí além que estamos na presença de uma história de ficção científica óbvia ou de Fantasia mais clássica também permitiu a que a escritora Diana Gabaldon tivesse conseguido partir sempre para ramificações cada vez mais surpreendentes e que agarram o leitor do princípio ao fim pois tudo pode acontecer no capítulo seguinte.
*OUTLANDER* para lá de ser uma verdadeira máquina do tempo é precisamente aquele tipo de história em que pensamos mesmo que conhecemos todos os clichés possíveis. Convencemo-nos de que sabemos mesmo o que irá acontecer a seguir, quando de repente toda a narrativa muda por completo de direcção obrigando-nos a continuar a ler só para saber o que raio se irá afinal passar na realidade. E se isto não é uma definição de uma história bem contada não sei o que será.

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ADRENALINA ROMÂNTICA

Além disso, sendo apontado ( por quem não leu ) apenas como “uma história para gajas” , não é que *OUTLANDER* é ainda surpreendentemente violento ?! Eu não me recordo de ter encontrado situações tão arrepiantes descritas numa história assim desde talvez “A CATEDRAL DO MAR” de Idelfonso Falcones que é bastante potente nas suas descrições e torturas que inflige aos personagens. *OUTLANDER* não fica atrás em momentos extraordinariamente violentos. Qualquer macho latino mais desprevenido que se apanhe a ler este livro ( “para gajas” ) ás escondidas para que os amigos não o vejam com –“romances do amor”- irá concerteza surpreender-se quando perceber que isto afinal é muito mais do que apenas uma grande história de amor também.

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*OUTLANDER* pode ser uma das melhores histórias de amor “femininas” que haverá no mercado ( apontado pelo marketing a esse público alvo sem sombra de dúvida )  mas ao mesmo tempo consegue ser um extraordinário romance de aventuras com um tom verdadeiramente épico e uma visão particularmente masculina quando necessária para a adrenalina da história. A um nível que irá deixar muito gajo com preconceitos literários não apenas verdadeiramente surpreendido como aposto, absolutamente rendido a este grande romance de amor e high-adventure que percorre não apenas as montanhas da Escócia como grande parte do mundo ( e em vários épocas diferentes ) durante décadas.
Em certas alturas faz lembrar também “CLOUD ATLAS” ( o filme principalmente ) precisamente pela forma como “a ficção científica” está usada essencialmente para situar personagens e acontecimentos inesquecíveis ao longo de gerações.

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TEXTURAS

Outra das grandes mais valias destes romances é a quantidade incrível de detalhe que acompanha cada capítulo. Se num momento ficamos a conhecer mais sobre a História da Escócia, no outro temos uma verdadeira introdução às propriedades medicinais de várias ervas, ficamos a conhecer algo sobre os costumes da população ou simplesmente aprendemos algo sobre medicina da altura em que nunca tínhamos pensado antes. E tudo isto integrado na narrativa da história central.
O livro nunca “pára” para nos explicar coisas em tom de aula de história, de física, de saúde ou do que quer que seja contrariamente a certos títulos onde os personagens ficam sentados a discutir sobre aquilo que o escritor fez copy-paste de um qualquer manual didático. Aqueles onde o livro em vez de ser sobre a história que deveria contar será mais um manual escolar disfarçado em tom educacional paternalista.

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Em *OUTLANDER* nada disso acontece e se há mérito na escrita de Diana Gabaldon é a forma como esta conseguiu incluir a quantidade incrível de factos interessantes sobre tudo e mais alguma coisa sem nunca fazer com que a informação pareça ter sido inserida a martelo só para fingir ser um “romance histórico” ou algo assim.
O que para um primeiro livro que foi escrito há 25 anos por uma pessoa que nunca tinha escrito um romance e quis experimentar para ver como se sairia não está nada mal não senhor.

BATTLESTAR OUTLANDER

*OUTLANDER* actualmente é também um série de TV de sucesso. E supreendentemente será talvez uma das mais politicamente incorrectas que alguma vez vi. Não apenas numa conotação sexual, como reproduz fielmente todas as incríveis e realísticas cenas de violência descritas nos romances de uma forma que nem sei como é que isto consegue passar actualmente pelos censores do politicamente correcto lá pelos lados do Tio Trump.

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Talvez porque é uma produção Canadiana de Ronald D.Moore e da mesma equipa que criou o reboot de BATLLESTAR GALACTICA há uns anos atrás. Como tal imaginem a crueza de GALACTICA multiplicada ao cubo e com sequências muito mais explícitas.
*OUTLANDER* enquanto série de TV é não apenas fabulosa visualmente como acima de tudo é também uma das melhores adaptações de um livro que alguma vez me passaram pela frente. É bastante fiel aos romances e mesmo quando muda algo normalmente ainda melhora o material original como se isso fosse possível de imaginar depois de lermos os livros.

Outlander-01-1

Em Portugal ainda só estão editados os primeiros 5 livros à data em que escrevo isto, mas de qualquer forma agora que estou quase a completar o quarto volume já não tenho dúvidas de que a qualidade da história irá continuar nos próximos. E as surpresas na história também.
Há muito que não lia algo tão épico quanto criativo a um nível destes e a última coisa que eu esperaria era ter encontrado uma história assim em livros que à partida parecem apenas apontar a um público feminino e não precisavam mais do que ser pulp-fictions estereotipados para sopeiras ou fãs do Twillight.
Meus amigos, *OUTLANDER* não é as 50 Sombras de Grey com Escoceses lindos. Vão por mim.
Numa palavra; extraordinário !

Todos-Outlander

E épico também.
E imaginativo.
E intenso.
E viciante.
E…
E…
E…

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CLASSIFICAÇÃO

CAPA ( e grafismo ): 
(
Tanto as capas Portuguesas como as da maioria das edições internacionais são geralmente muito boas. )

ORIGINALIDADE: 
(
Por detrás da aparência feminina em termos de literatura romântica está uma história onde as surpresas abundam e nunca sabemos mesmo o que irá acontecer a seguir. Notável em todos os sentidos. )

IMAGINAÇÃO: 
(
Não apenas a vertente de viagens no tempo é simplesmente incrível na forma com está explorada na história como a variedade de ambientes, situações e detalhes é tão grande que quase custa a crer que isto foi tudo imaginado apenas por uma única pessoa. Um trabalho extraordinário a nível de personagens e situações que pega no leitor e o transporta numa verdadeira sucessão inesperada de viagens no tempo. )

CAPA OUTLANDER SÉRIE


NARRATIVA:   

( É uma aventura muito mais masculina do que pode aparentar à primeira vista por isso gajos podem ler à vontade. Contém ainda pilhas de detalhes sobre tudo e mais alguma coisa que nunca parecem forçados ou colocados a martelo e que dão textura a uma das maiores aventuras de grande escala que já me passaram pela frente, tanto nos livros como na série de TV. Grandes momentos de aventura e acção, sequências surpreendentemente violentas e cheias de adrenalina, reviravoltas e twists de fazer cair o queixo do leitor, tudo é usado por Diana Gabaldon para nos agarrar e nunca mais largar. )

RAV (“Read again value”):
( A escala épica dos ambientes, os personagens inesquecíveis, as diferenças entre os livros e a adaptação para TV, junto com a própria atmosfera de viagem no tempo que consegue criar faz com que estes sejam daqueles livros que apetecerá reler muitas vezes ao longo dos anos sem qualquer sombra de dúvida só para reencontrar este universo e estes personagens. Há por aqui qualquer coisa de Rama de Clarke e isso dá um sabor ainda mais especial a todo o universo *OUTLANDER*. )

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Mais recomendações literárias neste blog:

The Martian War - Gabriel Mesta Last_and_First_Men.jpg DarkSpace-capa.jpg

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NOTA 3: Infelizmente bons livros dentro do género da ficção-científica / fantasia escasseiam actualmente em Portugal. Nunca deve ter havido tantas edições traduzidas nas livrarias mas essencialmente o género está morto e enterrado neste país pois o que cá se publica salvo raras excepções não passam de livros que o marketing estrangeiro definiu como o livro da moda.

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Aventuras adolescentes onde raparigas rebeldes em futuros distópicos se apaixonam por lindos líderes da resistência, plágios descarados sem um pingo de imaginação de clássicos da Fantasia que em Portugal não vêem a luz do dia desde que a velha colecção Argonauta se extinguiu ou vampiros lindos de morrer aos quilos são o que infesta actualmente as prateleiras daquilo que supostamente seria a secção de fantasia/ficção científica que antigamente comportava escritores como Heinlein, Ursula Le Guin, Anne McFfrey, Assimov, K.Dick, e todos os restantes que tornavam tão unica e variada cada opção à escolha; hoje tudo substituído pelo mais estereotipado conceito reciclado que estiver na berra ou pura prosa-videogame no estilo mais vazio possível.
Por essa razão muitos dos livros que irei continuar a recomendar por aqui estarão em inglês pois felizmente porque lá fora ainda se encontra uma boa variedade de opções para todos aqueles que conseguem evitar ler em Português. Além disso uma edição inglesa custa às vezes 75% menos do que o mesmo livro em Portugal quando este existe. Em Portugal dividem-se livros como “DUNE” ou “Game of Thrones” em dois volumes de vinte euros cada um ( sendo originalmente um único livro ) , quando o mesmo livro em Inglês na integra se compra actualmente por 8€ por exemplo.

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Se gostarem deste livro vão gostar destes filmes:

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