“WORLD ON A WIRE” (World on a Wire ) Rainer Werner Fassbinder (1973) ALEMANHA

[“WORLD ON A WIRE“]  é um verdadeiro título esquecido.
Tal como muita gente pensa que George Lucas inventou a – Space Opera – quando criou STAR WARS, os media também passaram a ideia de que MATRIX foi um título bem mais original dentro da ficção-científica do que na verdade é, embora o contexto muito poucas vezes tenha sido referido em reviews ou textos mais cinéfilos.
Não por culpa dos irmão Washowsky, pois como poderão ver na enormidade de extras presentes nos filmes, MATRIX eles bem referenciam as bases da sua aventura. Mais do que uma ideia nova , MATRIX foi essencialmente uma modernização de alguns conceitos clássicos já presentes na obra de escritores como Philip K.Dick ; apenas agora meteu porrada estilizada à mistura e um sabor anime / cyberpunk.

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Precisamente na mesma altura em que MATRIX saiu, houve um filme muito semelhante em termos de conceito no que toca a realidades virtuais. Chamou-se “THE 13TH FLOOR” e passou despercebido tendo ido practicamente directo para video, isto apesar das muito boas reviews e recomendações que teve em muitos sitios. Na verdade “THE 13TH FLOOR” foi ofuscado por MATRIX mas apenas pelo óbvio efeito-pipoca, visto que o primeiro é essencialmente um título de baixo orçamento criado para o público da ficção-científica e o segundo é um comic-book mesmo prontinho para os nerds dos comics e Comicons se babarem.
No entanto curiosamente o facto de ambos os filmes terem essencialmente a mesma base ( e até certo ponto, quase a mesma história ) também não passou despercebido junto de alguma media mais especializada em ficção-científica ; (ou em ciência).

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E isto porque tanto MATRIX como “THE 13TH FLOOR” vão beber directamente ao mesmo romance que já tinha sido antes adaptado para uma série de televisiva Alemã em 1973.
Na verdade “THE 13TH FLOOR” é uma nova adaptação da novela “World on a Wire” e portanto se vocês conhecem e gostam desse filme, não estranhem se agora espreitarem [“WORLD ON A WIRE“] e descobrirem que tem exactamente a mesma história.
MATRIX tem a mesma base, mas partiu noutra direcção mais Hollywood com todo o mérito, “THE 13TH FLOOR” é quase um remake de [“WORLD ON A WIRE“], um reboot enquanto adaptação do livro original.
Portanto meus amigos , esta ideia de realidade virtual já existia na ficção-científica décadas antes do pessoal sequer pensar que haveria um dia em que teriamos computadores em casa, o que não deixa de ser extraordinário.

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Até há bem pouco tempo [“WORLD ON A WIRE“] era considerado um daqueles títulos não só esquecidos, como também absolutamente perdidos para sempre ; (quase um rumor) e foi graças não só ao sucesso de Matrix em termos de cultura pop como também ao facto de “THE 13TH FLOOR” se ter tornado num filme de culto, que de repente alguém se lembrou de que o romance que lhe deu origem já tinha antes sido adaptado ao “cinema”.
E foi meio caminho andado, até que uns cinéfilos arqueólogos malucos, descobriram refundidos em arquivos da produtora Alemã original um monte de fragmentos e cópias manhosas da produção original [“WORLD ON A WIRE“] realizada para televisão em 1973 pelo clássico realizador Europeu, Rainer Werner Fassbinder.

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A partir daí a obra foi restaurada e relançada há pouco tempo, principalmente em BLURAY, tendo surpreendido meio mundo dentro da área da ficção-científica pois, tal como eu muita gente nem sabia que “THE 13TH FLOOR” tinha sido uma nova adaptação do mesmo romance “World on a Wire“, embora os extras de MATRIX já tivessem referenciado a influência da obra original.

MUNDOS PARALELOS

Se viram MATRIX ou THE 13TH FLOOR já sabem o que esperar aqui.
A história é sobre alguém que um dia começa a perceber que algo se passa na sua realidade quando muitas coisas ao seu redor começam a mudar e mais ninguem a não ser ele parece notar que algo de estranho está a acontecer. Primeiro é o seu amigo que desaparece e ninguém acreditar que ele alguma vez existiu mas logo os eventos anómalos se sucedem até a história seguir o mesmo rumo que já viram em THE 13TH FLOOR embora com bastantes variantes no percurso da narrativa pois [“WORLD ON A WIRE“] é uma adaptação mais fiel do romance original.

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[“WORLD ON A WIRE“] é tão fascinante quanto repulsivo.
A tal ponto que eu considerei sériamente não o comprar pois se há coisa que eu abomino por completo é aquela estética Europeia do início dos anos 70 ainda com resquícios de Swinging 60s em modo Austin Powers psicadélico e onde tudo é frio, axadrezado, plástico e de um intenso mau gosto em termos de cor, iluminação e textura.

SCIFI DA LUZ VERMELHA

Tudo em [“WORLD ON A WIRE“] me parece saído de um mau porno ultra chunga daqueles mesmo rançosos filmado no início dos anos 70. Os gajos parecem ou vestem-se todos como uma mistura entre chulos e Man in Black e as gajas parecem todas trailer trash em modo puta de esquina mas em versão chique.

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E a representação de toda a técnologia essencialmente reflecte o facto da coisa com o design mais avançado na época se calhar ser uma fotocopiadora da Rank Xerox.
Ou seja, se há periodo estético que eu abomino visualmente é aquele que decorreu entre o final dos anos 60 e meados de 1977 até que o aparecimento de STAR WARS e ALIEN vieram colocar ordem na casa em termos visuais e as pessoas nos filmes de ficção científica deixaram de se parecer ou com guias de shopping-center ou com modelos Fashion estilosos em modo alta costura para putas histéricas.

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O período que nos deu aquelas maravilhosas obras como “ZARDOZ” outro dos meus ódios estéticos de estimação que simplesmente não consigo suportar, ou que nos deu o cinema psicadélico de Jodorowsky que simplesmente me faz querer partir o ecran a todo o instante. Salva-se o “SOLARIS” que está entre os meus filmes favoritos mas isto é porque a estética Russa muito particular conseguiu salvar a coisa e não deixar o visual do filme entrar no tipo de histerismos que [“WORLD ON A WIRE“] contém.
É um produto de uma época, é certo. Mas é uma época que eu estéticamente abomino e como tal só de pensar que ia ter que ver quase quatro horas de ficção-científica narrada através de todos aqueles códigos visuais eu estava um bocado hesitante em comprar isto apesar das reviews.

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Mas na verdade foram as reviews ultra positivas espalhadas por todo o lado que me fizeram arriscar e ainda bem. É verdade, esqueçam o visual merd… ehm… plástico e [“WORLD ON A WIRE“] é realmente fantástico.
Se conseguirem meter para trás das costas o look putéfia sofisticada das mulheres e o estilo frequentador casa-de-alterne dos homens , por detrás dessa aparência que inicialmente os poderá distraír está realmente um dos melhores filmes de ficção-científica obscuros dos últimos anos.
Até mesmo para quem conhece “THE 13TH FLOOR” , [“WORLD ON A WIRE“] irá parecer refrescante. Aliás, se conhecerem “THE 13TH FLOOR” e gostarem dessa versão moderna, então esta versão original é de visualização totalmente obrigatória pois uma das suas coisas mais viciantes e também a razão porque os dois discos da série vêem-se num instante sem darmos pelo tempo passar é porque realmente comparar as duas adaptações do romance é logo meio caminho andado para passarmos o tempo fascinados.

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Mesmo os efeitos retro neste caso, por muito “psicadélicos” que nos pareçam a verdade é que resultam plenamente pois estão particularmente bem equilibrados com tudo o resto que precisa acontecer na aventura.

ESCRITÓRIOS DE SEGURADORAS, BARES DE ALTERNE, CENTROS COMERCIAIS E CASAS DE P…

Curiosamente este parece ter sido na verdade o primeiro título a merecer a classificação de “No Set Cinema” que foi atribuída agora como sendo uma novidade ao filme “ANIARA“, visto que [“WORLD ON A WIRE“] foi todo também filmado em shopping-centers, bares, escritórios, restaurantes e diria eu … casas de putas reais com toda a certeza.

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[“WORLD ON A WIRE“] é por isso mais um título de ficção-científica na linha estética de “ANIARA“, isto no contexto de uma produção filmada em locais reais mas que pretende fazê-los passar por cenários futuristas muitas décadas no futuro.
Arrisco-me a dizer que [“WORLD ON A WIRE“] não funciona particularmente bem se compararmos com a maneira como resultou em “ANIARA” mas isto é talvez fruto do meu próprio preconceito.

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Quanto a Fassbinder que parece estar a levar ao orgasmo muita da criticalhada mais iluminada que olha para este titulo redescoberto agora como se fosse a Mona Lisa pintada por Deus himself , quero que se lixe o endeusamento do realizador.
[“WORLD ON A WIRE“] está excelente. Muito bem pensado, dirigido mesmo e acho que não precisamos ir mais longe.

ALPHAVILLE 2.0 ?

O “filme” tem uma óptima atmosfera ( apesar das minhas reservas estéticas para com isto ) e tem por aqui um certo sabor ao clássico “ALPHAVILLE” de Jean-Luc Godard. Talvez por isso haja por aqui também um toque de filme noir ao melhor estilo Blade Runner, precisamente porque ambos terão ido beber um pouco à mesma origem certamente.

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A história é excelente e suficientemente diferente de “THE 13TH FLOOR” para ser realmente cativante até ao fim e tudo em [“WORLD ON A WIRE“] como dizem as critícas por aí resulta em pleno. Principalmente como uma excelente proposta de ficção-científica.
Isto é tão bom que me arrisco a dizer que inclusivamente pessoal mais pipoqueiro que tenha curtido o Matrix , se gostar mesmo de sci-fi e quiser espreitar as origens daquilo que o franchising de Hollywood teve de melhor em termos de conceito se calhar irá gostar de espreitar [“WORLD ON A WIRE“].

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Não esperem cenas de acção, mas se gostam de histórias scifi sobre mundos virtuais e querem assistir a uma que esteve realmente muito à frente do seu tempo não percam [“WORLD ON A WIRE“]. E isto vale para toda a gente.
No entanto como isto é realmente pura ficção-científica, se calhar [“WORLD ON A WIRE“] não será indicado para o público moderno mais generalista, pois muito provavelmente irão odiar tudo o que irão encontrar aqui.

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CLASSIFICAÇÃO

[“WORLD ON A WIRE“] é realmente aquele tesouro raro dentro da ficção-científica que muitas reviews apregoam. A tal ponto que parece gerar consenso entre pessoas que até normalmente só consomem mais produtos standartizados de Hollywood.
É realmente fascinante, hipnótico e em última análise divertido até, quanto mais não seja porque parece ter sido todo filmado numa casa de alterne para gente chique.

Cinco Planetas Saturno

    

Não leva o Gold Award porque eu por mais que tente não consigo ultrapassar aquela estética Europeia intelectual em estilo psicadélico do início dos 70s em que tudo se parece com uma loja de electrodomésticos de 1972.

A favor: a história, o ambiente scifi conseguido apenas através de cenários comuns, tem qualquer coisa de hipnótico.

Contra: já vi interiores de bares de putas com melhor bom gosto.

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TRAILER

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IMDb

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https://www.imdb.com/title/tt0070904/?ref_=ttfc_fc_tt

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“Der Schatz im Silbersee” (“The Treasure of Silver Lake”) Harald Reinl (1962) ALEMANHA

Ok, eu sei que adoro teorias da conspiração mas algo me diz que [“DER SCHATZ IM SILBERSEE / The Treasure of Silver Lake“] estará entre os filmes favoritos de Spielberg pois se não estiver há por aqui uma coincidência fascinante.
Sem querer estragar-lhes o final desta aventura, comparem o fim deste filme com “Indiana Jones and the Last Crusade” e depois falamos.

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E por falar em Indiana Jones uma das características fascinantes não só deste título que vou aconselhar agora como practicamente de todos os outros filmes baseados nas mentir…obras, de Karl May é terem um sabor verdadeiramente Raiders of the Lost Ark, até mesmo quando são Western puros.

RAIDERS OF THE LOST LAKE

[“DER SCHATZ IM SILBERSEE / The Treasure of Silver Lake“] é um filme fascinante em muitos sentidos e um deles é precisamente o de parecer um Western clássico mas na verdade desenrolar-se quase como um Indiana Jones em muitos aspectos na sua própria estrutura.

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Filmes como “O Tesouro de Sierra Madre” ( e o personagem de Boggart ) costumam ser muito citados como tendo sido parte da origem de Indiana Jones, mas meus amigos… se isso assim foi então [“DER SCHATZ IM SILBERSEE / The Treasure of Silver Lake“] contribuiu adicionando o que faltava.
Deu-lhe o tipo de sensação de high-adventure que depois Spielberg tão bem modernizou mais tarde; proporcionado por um sentido épico, grandes localizações reais, um sentido de humor muito divertido com a introdução de alguns personagens comic-relief e uma banda sonora larger-than-life, que uma vez entranhada nunca mais nos larga tal como acontece com a música de John Williams.

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Estou para recomendar este filme e todos os outros baseados na obra do mentiros… escritor, Karl May há algum tempo, mas a verdade é que há tanto para dizer que tinha medo que este se tornasse noutro dos meus textos gigantes. Por se vocês acham que este post hoje é longo, nem queiram saber o que eu tinha para contar antes !
Felizmente que hoje encontrei um pequeno video de youtube onde ser resume muito bem logo metade do que eu tinha para dizer e por isso remeto detalhes adicionais para o que podem encontrar nas notas adicionais deste post.

WESTERN ALEMÃO

Há muito a ideia de que os Western Spaghetti foram os primeiros Western produzidos na Europa e na verdade não foi assim. Há quem diga que se não fossem os filmes – “de Karl May” – o próprio Western Spaghetti não teria tido a projecção que depois veio a ter, embora em estilo os dois géneros sejam particularmente diferentes.

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Filmes como [“DER SCHATZ IM SILBERSEE / The Treasure of Silver Lake“] e tudo o resto baseado nos romances de Karl May, são luminosos, positivos, poéticos e absolutamente visualmente épicos enquanto que o Western Spaghetti sempre foi mais negro, desencantado, e minimalista até nos seus meios de produção; mas o segundo não teria certamente existido enquanto produto comercial não fora o sucesso dos filmes Karl May produzidos anos antes na Alemanha e filmados nas incriveis paisagens naturais da Croácia e Jugoslávia.

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O meu primeiro contacto com um par destes filmes foi há muitos anos atrás por volta de 1980/81 quando passaram no cinema da minha terra na sua versão dobrada em “americano” mas foram títulos que nunca me sairam da memória desde os meus 11 anos apesar do Western nunca ter sido o meu género de eleição pois a ficção-científica sempre foi a minha area desde que vi Espaço 1999 aos 7 anos.
Mas a verdade é que Wanitou e o seu amigo branco nunca me sairam da memória e durante décadas eu procurei rever estes títulos. Muito especialmente quando recentemente me apercebi de que isto era cinema Alemão o que foi uma verdadeira surpresa para mim, pois em criança nunca suspeitei.
Aliás, eu durante anos a fio quando era puto, pensava que um dos protagonistas teria sido William Shatner pois quando vi isto no cinema o heroi parecia-se por completo aos meu olhos com o capitão Kirk da série de TV Star Trek.

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Só recentemente é que Internet me permitiu descobrir mais sobre tudo isto e o que descobri é fascinante.

INDIOS E INDIAS

A razão porque todos nós desde crianças temos na imaginação aquela imagem “do indio” e “das indias” com aquelas roupinhas castanhas (com fitas) que encontramos sempre à venda em disfarces de Carnaval ( sem esquecer a típica pena no cabelo ) é totalmente culpa do sucesso não só dos livros de Karl May como também dos filmes dos anos 60 que os adaptaram a todos.

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Em [“DER SCHATZ IM SILBERSEE / The Treasure of Silver Lake“] a coisa ainda nem é muito evidente pois como já disse o filme parece-se mais com uma aventura de Indiana Jones do que com um Western, mas se vocês virem os próximos títulos a seguir a este, irão ficar fascinados com toda aquela estética. Para desagrado dos verdadeiros nativos americanos que ainda hoje protestam e detestam toda a falsa imagem ( e design “indio” ) que temos metidos na nossa imaginação desde crianças por culpa do impacto cultural dos livros e filmes de Karl May.
É que Karl May inventou tudo aquilo em que nós hoje não conseguimos deixar de pensar sempre que pensamos em “indios e cowboys” e para sempre marcou aquele estereotipo de design na imaginação popular; muito em particular na europa; ( e já agora, na imaginação das crianças também ).
Tudo por culpa de Karl May. Um dos maiores mentirosos do mundo.

O MAIOR MENTIROSO DO OESTE

É que Karl May, inventou tudo.
Karl May está para os Indios e Cowboys como o “Lobsang Rampa” está para os relatos esotéricos “Tibetanos“. Tal como se descobriu anos atrás que o pseudo monge Tibetano afinal não tinha passado de um escriturário americano que publicou todas aquelas narrativas como se pertencessem realmente a um verdadeiro monge mas nunca tinha saído da sua casa em Nova York, também Karl May inventou a partir da Alemanha tudo sobre Indios e Cowboys.
Só no final da sua vida é que colocou os pés nos EUA e como turista apenas. Tudo ao contrário do que afirmou durante a sua vida, pois sempre apresentou os seus livros como relatos auto-biográficos das suas viagens pelo mundo.

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Karl May não só jurou a pés juntos que tudo o que escreveu nos seus romances eram relatos reais das suas aventuras até morrer, como inclusivamente era tido na Europa em finais do Sec.XIX como sendo um verdadeiro especialista sobre o Oeste Americano e em particular sobre a cultura dos nativos norte americanos.
A tal ponto que semanas antes de morrer ainda dava palestras nas faculdades de História Europeias da altura sobre o tema da cultura India e sobre as suas vivências enquanto “amigo e parceiro de aventuras de Winnetou“.
Por isso é que – “esta imagem” – que temos dos “indios e cowboys” ficou tão enraízada na cultura popular.

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Depois o facto dos filmes terem adaptado em detalhe tudo o que estava contido nos romances também não ajudou a esclarecer a verdade.
Mas quem é que precisa da verdade quando temos os romances de Karl May ?
É porque sem eles não existiriam os filmes e são todos absolutamente fascinantes.
E quando digo todos, digo, mais as de 15 longas metragens. Não só narrando as suas aventuras com Winnetou enquanto Old Shatterhand como também outras “suas” odisseias pelo mundo salvando tribos e repondo a justiça por onde passava.

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E isto é apenas a ponta do iceberg no que toca a Karl May enquanto um dos maiores mentirosos da literatura popular de sucesso.
Desde um historial de respeito como vigarista profissional onde dava os golpes mais hilariantes, até ter passado 8 anos de cana pelas burlas mais inacreditáveis, há tanto para contar que vocês precisam explorar o tema e a vida deste grande e fascinante mentiroso por vocês mesmo se quiserem saber mais. E podem começar pelo video que posto mais adiante.

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Eu avisei que este texto iria ser grande…
Voltando aos filmes e em particular a [“DER SCHATZ IM SILBERSEE / The Treasure of Silver Lake“], meus amigos, neste tempo de quarentena por causa do virus que devasta o nosso planeta se vocês quiserem passar duas horas com algo verdadeiramente divertido e relaxante, para nem dizer verdadeiramente épico e positivo , procurem este filme na Internet.

SILVERADO

Se procuram cinema de aventuras, que bem vistas as coisas estava até à frente do seu tempo, não percam [“DER SCHATZ IM SILBERSEE / The Treasure of Silver Lake“] ; ( ignorem o trailer da versão americana ).
Eu nunca fui grande fã de Westerns mas em 1985 houve um que me fez começar a prestar mais atenção ao género quando eu tinha 15 anos e mesmo até hoje continua único. Falo de “SILVERADO” que já na época tinha sido considerado um título algo atípico precisamente por se parecer com um Western mas na verdade ter um espírito muito mais Indiana Jones na sua estrutura.
Ora olhando agora para trás, “SILVERADO” é tão diferente mas ao mesmo tempo tão familiar e não é por causa de Indiana Jones não senhor. É por causa dos Westerns de Karl May.
É que “SILVERADO” poderia ter sido na boa um romance de Karl May e muito provavelmente se tivesse sido filmado nos anos 60 também não haveria igualmente grande diferença na sua estrutura. Inclusivamente no tipo de herois, na forma como se cruzam, nas aventuras que vivem, etc.
Portanto se vocês adoram “SILVERADO” e curtem os “INDIANA JONES” mas nunca ouviram falar dos Westerns Alemães, nem dos livros de Karl May então não há melhor filme para começarem a mergulhar neste verdadeiro universo de pura fantasia do que [“DER SCHATZ IM SILBERSEE / The Treasure of Silver Lake“].

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O SENHOR DA CROÁCIA

E digo – Fantasia – porque só as próprias paisagens da Croácia e Jugoslávia que passam por ser os EUA nestes filmes são suficientes para fazer com que às vezes também nos pareça estarmos a ver um filme de fantasia como THE LORD OF THE RINGS.
Só que aqui o realizador nem sequer precisou de usar – matte paintings – para estender os cenários. Acreditem-me, vejam [“DER SCHATZ IM SILBERSEE / The Treasure of Silver Lake“] no maior televisor que conseguirem e vão cair para o lado com os ambientes naturais em que toda esta aventura – “de fantasia” – decorre.
Apenas é um mundo de fantasia onde em vez de Hobbits e Elfs temos indios e cowboys.

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Aliás em termos de design todos estes filmes são absolutamente extraordinários na forma como constroem todo aquele mundo Western imaginário em pleno coração da Europa. Não só as cidades de Cowboys têm muita pinta, como todos os sets são genuínamente estereotipados no melhor dos sentidos. Desde a “clássica” aldeia dos Indios ( tal como a sempre imaginamos com os seus “típis” por culpa da cultura popular originada pelas mentiras de Karl May ) , até ao típico saloon onde toda a gente anda à porrada ou aos tiros, tudo em [“DER SCHATZ IM SILBERSEE / The Treasure of Silver Lake“] é absolutamente “genuíno” enquanto Western puro.

TANTA GENTE !!!

E por falar em porrada, para mim no meio disto tudo não há caracteristica mais divertida também nos Westerns Karl May do que o fascinante facto de eu nunca ter visto tanta gente à porrada num só filme. Acho que filmes Karl May como [“DER SCHATZ IM SILBERSEE / The Treasure of Silver Lake“] devem estar no Guiness Book pelo maior número de figurantes aos tiros ou ao murro alguma vez colocados no grande écran ao mesmo tempo. Meus amigos há sequências com dezenas e dezenas… e dezenas (!!!) de figurantes aos tiros em tudo o que são sequências de porrada entre indios e cowboys.
É hilariante e fascinante. Lembrem-se que isto foi filmado com gente real em camera pois não havia cá CGI para duplicar exércitos ao monte.
Façam pausa no filme e comecem a contar. Nem vão acreditar. Ele são cowboys, indios, cavalos às dezenas. E a piada é que isto não é coisa isolada.

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Acho que não há Western Karl May que não tenha dezenas de gente ao murro e aos tiros.
E por falar em murros… irei falar disto nas sequelas de [“DER SCHATZ IM SILBERSEE / The Treasure of Silver Lake“] mas se por acaso virem um muito, muito jovem actor que se parece por demais com Terence Hill numa diversidade de personagens terciários e secundários em várias das aventuras ( esse mesmo , dos filmes Bud Spencer anos mais tarde ), não é ilusão de óptica. Ele não entrou ainda nesta aventura inicial que em duração é a mais épica de todas, mas teve um sem número de papeis diferentes nas “sequelas” quando ainda não devia contar com mais de 20 anos de idade.
Já agora uma outra caracteristica dos western Karl May, está no facto de usar e voltar a usar os mesmos actores nas sequelas mas em papeis totalmente diferentes. Daí, Terence Hill nos baralhar por completo quando de repente o vemos em histórias diferentes interpretando outras pessoas. O mesmo acontece a grande parte do elenco de [“DER SCHATZ IM SILBERSEE / The Treasure of Silver Lake“] que depois foi novamente usado “nas sequelas”.

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Ah, nunca é demais ressalvar com nota alta também para a banda sonora, pois como já disse, esta é daquelas que define um filme e um univeso cinemático por completo. A forma como nos transporta para aquele mundo de fantasia é simplesmente incrível e mesmo quando se torna repetitiva por vezes, mal a música do tema principal começa a tocar ficamos logo imediatamente hipnotizados por completo. Lindíssima, poética e com um sentido de aventura clássicamente épico que só John Williams mais tarde viria a reproduzir.

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[“DER SCHATZ IM SILBERSEE / The Treasure of Silver Lake“] essencialmente é isto, um grande filme de aventuras alemão, falado em alemão com um par de actores americanos como “Herbert Loom” ( o excelente Nemo de “A Ilha Misteriosa ) e que aqui é o vilão de serviço.
Um “Western” que conta uma história de caça ao tesouro e templos perdidos que normalmente não costumamos associar aos filmes de cowboys.
Tem também a particularidade de ser um dos poucos western “clássicos” em que os Indios não são necessáriamente os vilões e até são apresentados como sendo povos sensatos vivendo em comunhão com a natureza e tribos nobres, algo que só me lembro de ver em DANÇAS COM LOBOS que, curiosamente tem imensas semelhanças com isto também na forma quase bucólica como tenta mostrar a vida dos povos nativos da planície Americana.

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Todos os filmes de Karl May foram restaurados para Bluray e a qualidade é absolutamente extraordinária na sua maioria.
E sendo assim…

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CLASSIFICAÇÃO

[“DER SCHATZ IM SILBERSEE / The Treasure of Silver Lake“] é o antídoto perfeito para dias mais sombrios.
Se tal como eu nem sequer gostam de Westerns, dêem uma oportunidade a isto e irão surpreender-se; não só com a modernidade da estrutura da aventura mas também com todo o ambiente natural cénico que é simplesmente épico e real.
E claro, só aquela música vale o filme.

Cinco Planetas Saturno e claro, um GOLD AWARD

     

A favor: Tudo ! As paisagens, a aventura, as cenas de porrada com mil gajos, o espirito Indiana Jones, o templo perdido, os indios fofinhos e bonzinhos, os cowboys, a banda sonora…faz lembrar cinema de Fantasia a todo o instante, etc.

Contra: foi tudo uma grande tanga de Karl May… mas e depois ?…

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TRAILER ORIGINAL ALEMÃO


TRAILER AMERICANO

 

COMPRAR EM BLURAY – EDIÇÃO ALEMÃ – AMAZON.DE

COMPRAR A MELHOR COLECÃO DE KARL MAY FILMS de todos os tempos.
Em breve irei fazer uma review detalhada sobre esta edição mas para já fiquem a saber que alguns filmes estão legendados em inglês, outros não. Alguns dos que não estão legendados em ingles podem ser vistos dobrados em americano ( com um som péssimo ) e uns poucos do fim da colecção nem estão legendados, nem estão dobrados e só os podemos ver em Alemão. Se vocês pensam que isto é algo que os impedirá de curtir os filmes se tal como eu não perceberem puto de Alemão, não se preocupem… é impossível não conseguir seguir ou divertirmo-nos com um filme de Karl May quando tudo nesta colecção está restaurado para bluray com uma qualidade espectacular em termos de imagem e som na pista original alemã.
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Darei mais detalhes em breve mas actualmente não há melhor sítio para comprar isto do que a caixa fantástica com 16 blurays que está à venda na Amazon Alemã.

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KARL MAY UM GRANDE MENTIROSO

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IMDb
https://www.imdb.com/title/tt0056452/?ref_=fn_al_tt_1

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“PROSPECT” (“PROSPECT”) Christopher Caldwell, Zeek Earl (2018) EUA

O ano de 2019 está a começar bem para mim no que toca a descobrir novas produções independentes de ficção-científica.
[“PROSPECT“] é mais outro título a não perderem se para vocês a ficção-científica for mais do que espadas de luz ou sequências de acção com efeitos especiais. Então se forem fãs daquele estilo clássico dos anos 80 com um visual retro semi-analógico que recentemente “MOON” de Duncan Jones também recriou muito bem, [“PROSPECT“] torna-se automaticamente num filme obrigatório que devem procurar mal acabem de espreitar esta minha recomendação escrita por aqui.

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[“PROSPECT“] como muita gente tem apontado, tem um sabor retro tão genuíno que poderia ter sido filmado nos anos 80 e ter quem sabe estreado pela altura de “OUTLAND” por exemplo que não se notaria diferença.
Em termos de design [“PROSPECT“] é de uma aparente simplicidade fabulosa. Tanto a nível de detalhes como de texturas. Os sets do interior das naves parecem locais reais onde as pessoas têm que viver por longos periodos de tempo e como tal nada aqui se parece com aqueles ambientes limpinhos que vemos habitualmente nos grandes blockbusters.

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O filme tem um estilo retro tão genuíno que nem notamos o CGI à mistura logo pelo início.  Todas as muito breves mas extraordinariamente atmosféricas cenas no espaço parecem tão naturais e tão bem enquadradas na estética do filme que somos imediatamente transportados para o interior daquele universo em tons de ferrugem e ocre a fazer lembrar também muita daquela estética do cinema Russo clássico de ficção científica de títulos como “PLANETA BUR” ou “A DREAM COME TRUE“.

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E por falar em cinema Russo clássico dentro da scifi, tmabém há em [“PROSPECT“] uma pitada de “SOLARIS” e “STALKER” de Tarkovsky. Em particular nas cenas que decorrem na exploração sem rumo quando os herois se perdem na floresta da lua onde ficam encalhados. O que quer dizer que mais uma vez fica aqui o aviso… se é cinema de acção que procuram isto não é o Star Wars.
[“PROSPECT“] é como uma pequena história saída de uma qualquer colectânea de contos publicada pelo meio dos 70s. Sente-se que esta simples aventura faz parte de um universo muito maior mas que não chegamos a conhecer para lá do que imaginamos que pode ser.

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O filme joga bastante com a imaginação do espectador. Apesar da história ser do mais simples e básico que existe, toda a atmosfera de [“PROSPECT“] faz-nos estar permanentemente a imaginar o que poderá estar a seguir daquela outra colina o que é o melhor que um título de ficção científica podia conseguir fazer pois ao longo de 90 minutos estamos verdadeiramente a explorar aquela grande floresta misteriosa.

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Nota alta para os cenários naturais deste filme também. Aqui de demonstra que não são precisos milhões para se recriar um ambiente alienígena. [“PROSPECT“] salvo um bonito matte-paiting que nunca nos deixa esquecer que isto se passa bem longe da Terra não tem particulares elementos extravagantes de design alienígena mas mesmo assim graças a uma fotografia excelente e a um ou dois toques cenográficos consegue mesmo colocar o espectador num mundo de ficção-científica particularmente sólido e interessante.

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Nota alta para a banda sonora e sound-design que são parte da razão porque [“PROSPECT“] funciona tão bem enquanto pequena aventura passada num planeta distante. Tudo isso combinado com um excelente design de guarda-roupa onde alguém parece ter aproveitado tudo o que encontrou para criar os fatos espaciais diversificados, faz ainda com que o filme se possa encaixar quase num estilo steampunk.
Não apenas toda a sua tecnologia é fascinantemente analógica ; a fazer lembrar a nave de “THE WHISPERING STAR” ou o ambiente de “THE ADVENTURES OF PILOTE PIRX” em muitos momentos, como todo o concept design e até o próprio design gráfico do filme são absolutamente determinantes para que esta aventura resulte tão bem enquanto proposta sólida de scifi para quem não procurar descobrir cinema de acção em modes de blockbuster claro está.

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[“PROSPECT“] conta a história de uma miuda que ao naufragar numa lua distante com o seu pai, tem que lutar para conseguir sobreviver no meio de mercenários e prospectores, não de ouro mas de uma espécie de pedras preciosas alienígenas. Ao tentar voltar para casa vê-se obrigada a aliar-se com um prospector à partida nada confiável mas que poderá ser a sua única saída daquele mundo florestal onde apesar de tudo os humanos não podem respirar pois o ar encontra-se infestado de esporos perigosos.

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Como seria inevitável, lá pelo IMDb poderão encontrar os habituais “especialistas científicos” que desancam o filme não por ser mau cinema mas porque segundo eles é simplesmente estúpido. E estúpido porquê ? Ora porque segundo eles se [“PROSPECT“] se passa no futuro porque raio é que os computadores deles não têm um design todo avançado e ainda têm botões e parafusos e tudo. O que é que se pode dizer mais…

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CLASSIFICAÇÃO

[“PROSPECT“] é uma aventura muito simples com dois protagonistas excelentes, Pedro Pascal e uma fantástica Sophie Tatcher que eu desconhecia por completo.

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Uma jornada de exploração há moda antiga, sem aliens que comem pessoas, sem sequências de acção a duzentos frames por segundo mas com montes de atmosfera clássica scifi que nos deixa com vontade de continuar a ver mais histórias neste universo tão cativante em tons de verde ocre e ferrugem.

Cinco Planetas Saturno

    

E não leva mais , apenas porque já vimos esta história mil vezes antes.

Ignorem as criticas más no IMDB ! Como habitualmente quem por lá dá uma classificação baixa a este tipo de filmes parece esperar que o cinema independente consiga competir com orçamentos de blockbusters ou então para eles a ficção cientifica será apenas sinónimo de blockbuster. Este filme merece todos os prémios que já ganhou em festivais de cinema fantástico sem qualquer problema.

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A favor:  Os actores, os dois protagonistas, o design dos sets, o estilo retro, o ambiente steampunk, a forma como utiliza os ambientes naturais, a sensação de mistério que consegue criar, a banda sonora, o sound design, o guarda roupa, os efeitos especiais, as cenas espaciais. Consegue criar um universo de ficção científica particularmente novo apesar de todas as referencias que vai buscar.

Contra: Não há grande novidade na história pois já vimos esta estrutura mil vezes.

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NOTAS ADICIONAIS

TRAILER *SPOILERS*
Conta o filme todo de uma ponta a outra e não sobra nada !!! Nada !
Não vejam o trailer se ainda não conhecem o filme ou vejam só os primeiros segundos para perceberem o ambiente da coisa.

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SITE OFICIAL:
https://www.prospectthefilm.com/

Entrevistas:

https://www.imdb.com/list/ls025849840/videoplayer/vi1710275097?ref_=tt_emy_wiw_3pk_i_1

http://www.mercwithamovieblog.com/2018/10/exclusive-interview-sophie-thatcher.html

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IMDb
https://www.imdb.com/title/tt7946422/

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