“KING SOLOMON´S MINES” (“KING SOLOMON´S MINES” / “AS MINAS DE SALOMÃO”) J.Lee Thompson (1985) USA/ISRAEL

[“KING SOLOMON´S MINES / AS MINAS DE SALOMÃO“] é bem capaz de ser o filme de aventuras mais divertido de todos os tempos.
Sim, mais divertido que qualquer Indiana Jones.

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É que Indiana Jones apesar de tudo ainda é um filme que se leva a sério, enquanto [“KING SOLOMON´S MINES / AS MINAS DE SALOMÃO“] sabe que é mau e diverte-se tanto com isso que acaba por nos divertir a nós do princípio ao fim.

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[“KING SOLOMON´S MINES / AS MINAS DE SALOMÃO“] só existiu para que os infames produtores Isrealitas da Cannon ganhassem guito à pála do sucesso do cinema de Spielberg no auge da sua popularidade.
Como tal, tudo nesta aventura parece decalcado de um qualquer Indiana Jones que ficou pelo caminho e onde nem falta a presença de John Rhys Davies, aqui no papel de um vilão, quem sabe primo do bom amigo de Indiana Jones talvez numa parceria com o clássico Herbert Lom em modo nazi histérico numa parelha de vilões perfeita.

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INDIANA QUARTERMAIN

[“KING SOLOMON´S MINES / AS MINAS DE SALOMÃO“] mais de que um clone de Raiders of the Lost Ark parece um primo primo afastado de Indiana Jones, algo que lhe custou uma chuva de más reviews na altura mas que com o passar do tempo o colocou com todo o mérito entre os melhores e mais divertidos filmes de culto em que vocês poderão colocar os olhos.
[“KING SOLOMON´S MINES / AS MINAS DE SALOMÃO“] é como um daqueles vinhos ignorados que ganham qualidades com o passar do anos pois o tempo tem sido muito favorável a esta aventura totalmente despretenciosa. De cada vez que o revemos, apetece não deixar passar muito tempo até voltarmos a ele, naquilo que já se tornou num dos melhores guitly-pleasures do cinema do género.

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Nos extras do Bluray, Richard Chamberlain diz que foi um prazer fazer este primeiro filme e que a boa onda percorria todos os dias de filmagens ( até mesmo quando ele ia sendo comido por um crocodilo durante um fim de semana nas margens daquilo que parecia um calmo e bonito lago em Africa, localizado perto do set ).
A verdade é que se nota plenamente que [“KING SOLOMON´S MINES / AS MINAS DE SALOMÃO“] é um filme feliz pois toda essa alegria passou para o ecrã sem a menor sombra de dúvida e portanto se vocês nunca viram isto porque é tão “mau” quanto parece no trailer, nem sabem o que perdem.

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Não só o Alan Quartermain do romance original foi uma das inspirações para Indiana Jones como a verdade é que [“KING SOLOMON´S MINES / AS MINAS DE SALOMÃO“] também resulta tão bem porque está muito bem escrito e não parece.
Tem um ritmo diabólico com diálogos hilariantes que não dão descanso ao espectador desde os créditos iniciais até aos momentos finais; onde não de desperdiça uma palavra e cada frase parece afinada como um relógio Suíço, a um nível que só costumamos encontrar no melhor stand up comedy actual.

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ESTE FILME OFENDE-ME !

Os argumentistas pegaram no melhor do cinismo de Harrison Ford em Indiana Jones e entrando em modo que se foda, introduziram em [“KING SOLOMON´S MINES / AS MINAS DE SALOMÃO“] um sentido de humor tão incrivel e sem regras que este filme é bem capaz de ser um dos últimos de uma Era em que o politicamente correcto ainda não minava toda e cada produção para as massas.
É que meus amigos, esta aventura tem gags racistas, machistas, históricos e antropológicos tão inacreditáveis que hoje em dia haveriam de haver um monte de florzinhas de estufa nos Eua ( certamente ) que haveriam de clamar por boicote ao filme nas redes sociais com toda a certeza. É que acho que esta aventura não deixa ninguém por insultar divertidamente.

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Felizmente que [“KING SOLOMON´S MINES / AS MINAS DE SALOMÃO“] existe, pois esta é uma comédia de aventuras como nenhuma outra e jamais poderia ser produzida hoje em dia sem ser toda retalhada pela censura.
A forma como representa uma África profunda só é comparável àquilo que vimos por exemplo em Tintin no Congo no que toca a banda desenhada. Para os argumentistas desta aventura os nativos Africanos são todos pretos estúpidos, primitivos, canibais ou repulsivos como o raio e só os brancos representarão alguma coisa parecida com civilização.

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E o estereótipo colonialista cartoon é tal, que nem falta uma sequência em que os Sharon Stone e Richard Chamberlain são cozinhados vivos num enorme caldeirão localizado no meio de uma aldeia de canibais, numa das sequências mais engraçadas e WTF de sempre onde não faltam tomates e condimentos em geral de plástico a boiar na água para dar mais sabor à carne.

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Mas se pensam que [“KING SOLOMON´S MINES / AS MINAS DE SALOMÃO“] só tem tiques racistas porque goza sem parar com os “pretos primitivos” desenganem-se meus amigos. O filme também não perdoa aos Alemães.
Reparando bem, são eles e a cultura alemã o alvo principal das piadas neste filme e não os nativos Africanos, ora não estivessemos a falar de uma produção Isrealista que se calhar por esta altura ainda teria uma conta ou duas a ajustar e não perdoa às críticas no que toca ao exército Alemão e às suas guerras.
Claro que os Àrabes não podiam ficar de fora e portanto ou são todos uns violentos animais e burros como a porta , ou então gananciosos e sem escrúpulos.

KING SOLOMON'S MINES, John Rhys-Davies, 1985, (c)Cannon Films KING SOLOMON´S MINES 09

Por outro lado, não desesperem, se gostam de piadas machistas em que as mulheres são tratadas como objectos sexuais ou louras burras, também irão ficar bem servidos com a lista de estereotipos no que toca à loura que grita como o raio e está sempre em perigo.
A verdade é que [“KING SOLOMON´S MINES / AS MINAS DE SALOMÃO“] não deixa ninguém de fora no que toca a gags politicamente incorrectos e é por isso que actualmente ainda se torna mais divertido do que foi inicialmente.
Tudo resulta em [“KING SOLOMON´S MINES / AS MINAS DE SALOMÃO“] no que toca a gags, pois são tão constantes e a um ritmo tal que não deixam o espectador descansar por um segundo.
Nem sequer para admirar as mágnificas paisagens naturais com que esta aventura pode contar.

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2 EM 1

É que tanto [“KING SOLOMON´S MINES / AS MINAS DE SALOMÃO“] como a sua sequela ( filmada ao mesmo tempo num dos primeiros 2 em 1 em termos de produção ), foram rodados mesmo no meio de África, em locais reais com figurantes contratados por entre as povoações das aldeias e não há aqui um CGI para simular o que quer que seja.
Como narra Chamberlain no Bluray estes filmes de aventura são até hoje os únicos deste género genuínamente rodados nos locais onde supostamente a aventura deveria estar mesmo a decorrer; o que parece que na altura foi uma das ideias mais estúpidas dos manos Golan & Globus pois a rodagem apesar de divertida logisticamente foi um pesadelo, ( em Hollywood ninguém queria acreditar que estes gajos estavam mesmo todos em Africa perdidos no meio do mato a fazer um filme, parece ) ; mas se calhar é por isso que [“KING SOLOMON´S MINES / AS MINAS DE SALOMÃO“] especialmente agora em bluray restaurado tem uma atmosfera tão épica, genuína e fabulosamente real.

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Foi também um dos primeiros filmes de Sharon Stone e segundo Richard Chamberlain, apesar dos dois se terem dado tão bem que gerou aquela química absolutamente fantástica entre ambos incendiando humorísticamente o ecran em todas as cenas que estão juntos, parece no entanto que a Stone deu alguns problemas à produção quando resolveu tentar implicar com a – outra miúda boa – que entrava na sequela porque segundo diz Chamberlain na entrevista, ela era demasido bonita e fazia alguma sombra à Stone em termos de atenção.
Situação que parece ter dado algum trabalho a controlar nos bastidores como recorda muito divertido Richard Chamberlain na fabulosa entrevista que está nos extras de edição Alemã em bluray e que recomendo vivamente.

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CINEMA DE AVENTURA TOTAL

No fim tudo contribuiu para que [“KING SOLOMON´S MINES / AS MINAS DE SALOMÃO“] resultasse. Mesmo na altura em que saiu e apesar de ter sido trucidado pela crítica mais iluminada, a verdade é que o filme foi um sucesso, porque o boca-a-boca resultou e não só o público estava sedento por mais aventuras arqueológicas vintage como no fundo a prestação de Richard Chamberlain foi determinante para que as pessoas também não se tenham importado muito por esta aventura existir na sombra do cinema de Spielberg.

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Os personagens são carismáticos, divertidos ou inacreditáveis, as cenas de acção são o máximo até mesmo quando os efeitos green screen são do pior e de ver para crer e o realizador J.Lee Thompson atribuiu a toda esta caça ao tesouro um ritmo imparável e mesmo tentando emular o estilo Spielberg porque deveria estar no contrato certamente, consegue no entanto tornar o estilo do filme em algo pessoal e distinto.

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E para complementar em grande tudo isto [“KING SOLOMON´S MINES / AS MINAS DE SALOMÃO“] conta com uma das bandas sonoras mais reconhecíveis e épicas em estilo John Williams que John Williams nunca compôs tendo o sempre excelente Jerry Goldsmith assinado aqui um trabalho mágnifico que anda sempre ali a roçar algo que já ouvimos antes mas nem por isso deixa de ser absolutamente perfeito para ilustrar todos os momentos que vemos no ecrã a todo o instante; sendo esta uma das grandes bandas sonoras dos anos 80 também sem a menor sombra de dúvida.

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Hoje é comum encontrarmos reviews modernas finalmente a dar o mérito que esta simples e carismática aventura merece ( bem mais divertida que Romancing the Stone da mesma altura por exemplo ) e onde muitos comparam Richard Chamberlain a Harrison Ford no mesmo tipo de papel; arriscando alguns até a dizer que preferem Alan Quartermain a Indiana Jones.
E só quem não viu ainda [“KING SOLOMON´S MINES / AS MINAS DE SALOMÃO“] é que poderá não entender a razão.
Por isso, estão à espera do quê?

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CLASSIFICAÇÃO

Ia “só” ficar-me pelos Cinco Planetas Saturno, porque se [“KING SOLOMON´S MINES / AS MINAS DE SALOMÃO“] tiver um problema este estará no facto de ter tantos gags a todo o segundo que lá mais para o final da aventura o impacto começa a perder-se um bocado e toda a sequência final parece já não ter a mesma energia que o resto do filme, o que contrasta um bocado com o tom inicial.
No entanto…
É impossível não adorar esta aventura. Só pelo facto de ser um dos filmes mais felizes e positivos que vocês poderão encontrar pela frente vale mesmo a pena espreitarem e é o antídoto perfeito para estes dias de quarentena Covid-19 que todos vivemos no momento em que escrevo isto.
Richard Chamberlain é o primo do Indiana Jones perfeito numa prestação à prova de bala, Sharon Stone nunca esteve tão luminosa, os gags politicamente incorrectos são o máximo, as sequências de acção não dão descanso e aquela banda sonora mantém-nos de sorriso na alma durante quase duas horas. O que é que vocês querem mais ?

Cinco Planetas Saturno e um Gold Award

     

Como eu referi, a sequela para [“KING SOLOMON´S MINES / AS MINAS DE SALOMÃO“] foi filmada no mesmo período e o segundo filme veio a chamar-se “ALAIN QUARTERMAIN AND THE LOST CITY OF GOLD“.
Como refere Richard Chamberlain, se vocês acham que o primeiro filme era mau então esqueçam a segunda aventura.
Eu próprio agora não recomendo mesmo que vejam a sequela pois é uma verdadeira decepção. Toda a energia do primeiro desapareceu e se os actores parecem estar por ali em piloto automático e a fazer um frete é porque na sua maioria estavam visto que só entraram naquela coisa porque os espertos dos manos Globus os enredaram num contrato do qual não puderam escapar. Não só a sequela foi rodada com uma fração do orçamento do primeiro filme como tudo, desde o humor , à própria aventura parece verdadeiramente pobrezinho e claramente um donwgrade em relação ao filme inicial pois os manos Isrealitas queriam, segundo Chamberlain literalmente enganar o povo e não investir nada na continuação esperando que o facto de terem obrigado os actores a continuar bastasse.

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Podem espreitar o segundo filme por curiosidade mas preparem-se porque as aventuras de Alain Quartermain já não têm a mesma vida, piada ou energia que alcançaram em [“KING SOLOMON´S MINES / AS MINAS DE SALOMÃO“] .

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NOTAS ADICIONAIS

TRAILER

 

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IMDb
https://www.imdb.com/title/tt0089421/

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“MAGELLAN” (“MAGELLAN”) Rob York (2017) USA/AUSTRALIA

Há filmes que até em pirataria são incrivelmente dificeis de encontrar e durante dois anos eu procurei por uma cópia de [“MAGELLAN“] sem nunca me deparar com mais nada a não ser rips dobrados em Russo. Felizmente que o filme foi editado no ano passado na Europa em Bluray , (como não podia deixar de ser, por uma editora Alemã)  e como sempre tive intenções de o comprar, finalmente consegui colocar os meus olhos, neste que era um dos filmes scifi de baixo orçamento que eu mais procurei nos últimos anos.

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O fascinio de um título como [“MAGELLAN“] para mim está no facto de não querer ser menos do que um “INTERSTELLAR“; mas feito com muito pouco dinheiro.
Baixo orçamento mas enorme ambição e como tal desde que eu tinha visto o trailer produzido para a sua campanha Kickstarter que eu tinha ficado com enorme curiosidade sobre este filme espacial.

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Mais uma vez, estamos na presença de outro daqueles títulos scifi que essencialmente são trucidados pelos utilizadores do IMDb pelas razões mais imbecis.
Eu sinceramente não percebo como é que há gente que não consegue simplesmente entender o que são as limitações do cinema de baixo orçamento. E os piores são aqueles “científicos” que cascam nos titulos scifi porque os gajos descobriram que uma órbita que aparece demonstrada no filme está mal calculada na realidade e por isso o filme não presta porque é estúpido e não é científico.
[“MAGELLAN“] não é estúpido, mas sim muito limitado.
[“MAGELLAN“] é na verdade extraordinário.

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INTERSTELLAR NO-BUDGET

A minha produtora de cinema independente favorita nos EUA é de longe a ARROWSTORM ENTERTAINMENT pois simbolizam para mim ( bem longe de Hollywood refundidos no estado do Utah ) aquilo que é o gostar de se fazer cinema sem pretenções e sem dinheiro também; mas com muita imaginação, engenho e determinação do qual [“MAGELLAN“] é também um óptimo exemplo dentro da Scifi.
A série de cinco filmes de Fantasia, “MYTHICA” ( 12345 ) , juntamente com as produções ( de teste (?) )  iniciais, “DAWN OF THE DRAGON SLAYER” , “THE CROWN AND THE DRAGON” ou “RISE OF THE SHADOW WARRIOR” que eles criaram “caseiramente” há alguns anos atrás tiveram um sucesso tão grande no circuito alternativo e de festivais Fantásticos/Scifi dentro do cinema independente que estes cineastas voluntários de-fim-de-semana a partir de certo momento se –“viram obrigados”– a criar uma empresa ( Arrowstorm ) para distribuir as suas produções para o mercado exterior ( e controlar os copyrights ) quando os pedidos ultrapassaram as fronteiras do estado do UTAH onde tudo se originou.
O catálogo da Arrowstorm é fascinante e felizmente que está quase todo editado em bluray ora em Inglaterra ora na Alemanha, país este que tem sempre as melhores edições de cinema low-budget fantasia/scifi.

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Com o surpreedente sucesso de mega produções de Hollywood como o fabuloso “INTERSTELLAR” de repente também isso parece ter vindo demonstrar que para lá dos filmes pipoca sem cérebro disfarçados de scifi afinal ainda havia algures um público sedento por ficção-científica cinematográfica madura à espera de ver o género renascer por entre as cinzas de tanto lixo pré-fabricado nas últimas duas décadas pelos grandes estúdios; ( tentando passar por ficção-científica ).
O que veio dar um novo fôlego a histórias como as de [“MAGELLAN“] e em última análise ter feito com que boa ficção-científica clássica tenha começado a reaparecer. Mais até mais na Europa com “ANIARA“, “COSMOS“, “CARGO“, “ARES“, “VIRTUAL REVOLUTION“, “THE BEYOND” etc do que nos EUA; sempre restringidos ao cinema braindead para consumo de massas estupidificadas mas nem por isso menos capazes de criar boas histórias scifi realmente atmosféricas como se demonstra cada vez mais pelo cinema independente norte americano.

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E histórias que se calhar nem precisam de orçamentos milionários de Hollywood para resultar em pleno como [“MAGELLAN“] vem agora também muito bem demonstrar. Mesmo até quando em muitos momentos esta produção nos parece mesmo um filme caseiro;  especialmente ao notarmos que por exemplo, o cenário do interior da nave de cartão, madeira e esferovite poderá cair a qualquer momento se o actor tocar nas paredes, pois ( como se nota bem principalmente na cópia bluray ) tudo está claramente equilibrado por um fio com a ajuda de cola, fita cola, pregos, parafusos à vista, carpetes mal coladas por todo o lado e acabamentos de cenário tão pobrezinhos que por vezes é mesmo surpreendente como este filme foi para a frente com tão óbvias limitações de orçamento.

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E isso importa ?
NÃO !

EMPATIA

[“MAGELLAN“] pode ter muitos problemas de produção no que toca à credibilidade dos cenários e ambientes que procurou construir sem dinheiro nenhum e portanto meus amigos podem esquecer aquelas opiniões que atacam o filme – porque está mal feito e prontos ! – com base no óbvio.
É óbvio que [“MAGELLAN“] quer ser “INTERSTELLAR”, é óbvio que nunca conseguiria ser em termos técnicos mas o que consegue fazer é também merecedor de um enorme elogio. Quanto mais não fosse , porque à força de tentar parecer-se com “INTERSTELLAR” acaba no entanto por contar uma história absolutamente cativante do principio ao fim.
E não precisou mais do que um par de actores com uma química fantástica.

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O par protagonista de [“MAGELLAN“] é a alma do filme. Se estas duas pessoas não são um casal na vida real não sei onde foram buscar uma química romântica como esta. E digo isto no melhor dos sentidos. Tanto o personagem do astronauta como o da sua mulher nos parecem mesmo pessoas reais e se [“MAGELLAN“] faz alguma coisa muito bem está precisamente na forma como nos consegue fazer esquecer por vezes que estamos a ver um filme , tal é a empatia que os dois protagonistas conseguem criar com o espectador que torce até ao último segundo para que o seu destino seja feliz.

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Não só os dois actores são absolutamente convicentes mesmo quando passam practicamente toda a história separados ( ela fica na Terra, ele parte para o espaço ) , como também os próprios diálogos em [“MAGELLAN“] estão particularmente bem construídos. Nada fica por dizer e não se desperdiçam palavras ao acaso só para ir queimando tempo ou ir enchendo o filme para disfarçar as suas fraquezas de produção.
[“MAGELLAN“] não precisa sequer preocupar-se em disfarçar as suas fraquezas a partir do momento em que tem personagens centrais como estes dois.

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E nota alta para os secundários também. As vozes das A.I. a bordo da nave pois são o complemento perfeito para não só colar todas as pontas soltas em termos de exposição da história como ainda proporcionam alguns momentos de humor muito divertidos que humanizam ainda mais esta verdadeira aventura de exploração do espaço.
Na verdade o elenco em geral não está mal tendo em conta que alguns nem são actores profissionais e portanto esqueçam aquelas opiniões de utilizadores no IMDb que cascam em [“MAGELLAN“] também por isso.  Esse tipo de … “cinéfilos” … não se encontram claramente entre o tipo de público para o qual esta excelente história interestelar foi feita.
[“MAGELLAN“] pensado para quem cresceu com Arthur Clarke, Asimov, Robert Heinlein e todos os autores clássicos da ficção científica. Se não têm qualquer uma destas referências e apenas cresceram com a cultura popular “Comicon” dos últimos vinte anos, muito provavelmente este filme não é para vocês.

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ESPAÇO SEM FIM

Com boa produção da Arrowstorm que se preze, filmada no Utah, é óbvio que [“MAGELLAN“] irá provocar a tão costumeira sensação de – Deja Vu – a todos aqueles que tal como eu forem fãs deste grupo de film-makers amadores tornados profissionais por força das circunstâncias. É que toda esta aventura espacial foi precisamente filmada nos locais habituais onde todos os filmes da produtora são filmados. Ou seja , no “quintal” habitual, onde os mesmos locais já serviram anteriormente , para mundos de fantasia, dimensões paralelas, terra de zombies, etc…
O que nem por isso quer dizer que seja uma coisa má, especialmente quando nos mostram paisagens que nem sequer tinhamos noção de que existiam no estado do Utah.
Não é por falta de boas localizações que [“MAGELLAN“] possa ser atacado, embora neste caso até nem use muitos exteriores “imaginários”.

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Os tais “cinéfilos-especialistas científicos” apontam logo que os ambientes em [“MAGELLAN“] são rídiculos pois não se parecem mesmo nada com Titan; especialmente quando este é filmado no popular lago seco próximo de Salt Lake City já visto em tudo deste Lethal Weapon a videoclips da MTV; (entre outros). Ignorem.
Chega perfeitamente para os transportar para o universo espacial deste filme na boa.

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Surpreendentemente mesmo com o orçamento limitado que esta produção claramente teve ( foi resultado também de uma campanha Kickstarter como já referi antes ), a verdade é que [“MAGELLAN“] consegue mesmo um fantástico ambiente espacial sim senhor. Arrisco-me até a dizer que nem precisa ficar envergonhado numa comparação com “INTERSTELLAR” na forma como também nos consegue transportar para os confins do sistema solar sem qualquer problema.
[“MAGELLAN“] conta com algumas vistas épicas do nosso sistema solar e consegue criar muito bem aquela sensação de vastidão no universo. O filme está cheio de planos CGI (que apesar de baratinhos) , são absolutamente perfeitos para em muitos momentos conseguirem transportar o espectador para Saturno, Titan, Neptuno, e todas as localizações para onde a aventura nos leva.

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São efeitos limitados e muito pobrezinhos ? São sim senhor. Alguns são atrozes mesmo.
Outros funcionam na perfeição e dão-nos breves segundos de cortar a respiração por vezes pois nunca estamos há espera de encontrarmos pela frente algumas das paisagens espaciais que este filme sabe dosear muito bem para ir continuadamente criando um sentido de maravilhoso que muitas das vezes nem Hollywood consegue criar com orçamentos de milhões de dólares.
Em termos de efeitos [“MAGELLAN“] pode ser pobrezinho mas também aqui se nota o esforço que houve para dar ao espectador algo de grandioso com o que se podia arranjar e não me surpreende de todo se a maior fatia do dinheiro tivesse ido para os efeitos CGI.

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CELESTIAL

Nota alta para a banda sonora também.
Embora se há uma área onde [“MAGELLAN“] possa ser acusado de não querer ser mais do que uma cópia de “INTERSTELLAR” é no que toca à sua música.
Eu não me importo, adorei a banda sonora de “INTERSTELLAR” e curti e muito a banda sonora de [“MAGELLAN“] que consegue aproximar-se bastante do mesmo tipo de música “celestialmente espacial”. Na verdade quase ao ponto de roçar o plágio também… embora desta vez estejam perdoados. [“MAGELLAN“] tem mesmo o tipo de banda sonora que precisava de ter para resultar e é também a música que muito contribui para o abrir o filme para territórios verdadeiramente épicos e misteriosos.

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[“MAGELLAN“] a ter um defeito para mim , está no final. Não que ele seja mau; muito, muito pelo contrário. Na sua escala limitada do que pode mostrar é realmente inspirador e até fabuloso num certo contexto scifi que previligia as ideias em vez dos efeitos, mas peca por ter exactamente o mesmo final que todo este tipo de histórias que já apareceram antes em filmes semelhantes de produção independente. O fim é sempre o mesmo, embora neste caso eu tenha que concordar que é o final perfeito pois em termos de história [“MAGELLAN“] é aquele que melhor vai construindo as situações e o próprio mistério até que tudo culmine para que aconteça aquilo que tem que acontecer. Eu gostei e deixa-nos com muita vontade de saber o que vai acontecer a seguir pois eu espero sinceramente que a Arrowstorm quando “INTERSTELLAR 2” sair, também dê continuidade a [“MAGELLAN“]. Seria um perfeito candidato para uma sequela em estilo “RENDEZ-VOUZ-WITH-RAMA” se é que vocês me acompanham aqui nesta referência. 😉

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CLASSIFICAÇÃO

Se gostaram de INTERSTELLAR e gostariam de ver algo semelhante, se não tiverem preconceitos para com o cinema de muito baixo orçamento este [“MAGELLAN“] é uma excelente proposta; que também serve para quem gosta de coisas como ” 2001 Odisseia no Espaço” , “Arrival” e semelhantes títulos dentro da ficção-científica clássica.
A história deste astronauta que viaja pelo espaço tentando estabelecer contacto com a primeira entidade extra-terrestre que a humanidade localiza nos confins do sistema solar intriga-nos desde o início, o mistério agarra-nos, tem sentido de humor e os personagens centrais são absolutamente cativantes.

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Não leva um Gold Award porque nota-se a todo o instante que isto é um título muito limitado pelo seu orçamento e como tal ficamos sempre com um sabor a pouco quando estamos mesmo com vontade de ver muito e saber mais.

A favor: o par protagonista e a sua história, os dois actores centrais, os dois computadores A.I. são o complemento perfeito, o mistério alienígena é muito cativante, a forma como tenta com pouco dinheiro criar ambientes diversos no sistema solar é muito positiva, algumas vistas espaciais em breves animações CGI são fantásticas, óptima realização, tem um par de bons momentos de suspense, excelente banda sonora apesar de ser relativamente .. ehm… inspirada noutra que já ouvimos antes…

Contra: o final já foi feito muitas vezes antes neste tipo de filmes/histórias, alguns actores secundários e terciários são claramente amadores. Quem não percebe o esforço por detrás do cinema de baixo orçamento não vai perceber de todo onde está a graça.

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NOTAS ADICIONAIS

TRAILER

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“ARES” (“ARES”) Jean-Patrick Benes (2016) FRANÇA

[“ARES“] é um dos melhores filmes independentes de ficção-científica Europeia que eu vi no ano passado e outro bom exemplo de um filme que, até final do ano eu nem fazia a mínima ideia de que existia.
O que só demonstra que pelo visto boa ficção científica Europeia é coisa que não falta, apesar de nem nós próprios na Europa ficamos a saber que é produzida; afinal isto é cinema Francês de baixo orçamento e não um blockbuster de Hollywood.
Depois ainda há quem critique a existência da pirataria online (?!). Não fosse a pirataria e eu nem teria depois comprado [“ARES“] em Bluray. E olhem que eu gostei tanto disto que comprei o filme sem legendas de espécie alguma. O que também ajudou a praticar o meu Francês. E sim, o filme é do caraças !

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Num futuro, (quer me parecer) muito próximo, a velha ordem mundial já era, o planeta está poluído até ao limite e com população a mais, o mundo está num caos económico, doenças por todo o lado e a França conta com mais de 15 milhões de pobres e/ou desempregados sem qualquer perspectiva de futuro.
Todos os desportos foram banidos, excepto um extremamente violento ( controlado pelo Estado ) que é transmitido a toda a nação e que serve como escape à população para que esta possa descarregar toda a sua frustração no visionamento desses combates e não contra um governo que nada faz para melhorar as suas vidas.

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Um Estado também totalmente dominado pelas farmacéuticas.
São elas que controlam os jogos de gladiadores na TV, o que na práctica significa que a segurança do país está nas suas mãos também manipulando tudo ao sabor dos seus jogos de poder. Essas mesmas empresas fazem agora milhões com o dopping que agora é legal num mundo onde os desportistas são usados como cobaias para testarem a melhor droga do mercado que irá tornar o representante de cada uma das facções no melhor lutador de França e gerar muitos milhões em patrocinios de qualquer uma das empresas corruptas que gravitam nos estratos milionários acima da população comum.
Bem vindos ao mundo de [“ARES“].

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O jogo está dividido entre lutadores “do Estado” normalmente representados por membros da polícia e representantes da população em combates por vezes até à morte, o que é do melhor que pode acontecer para aumentar as audiências televisivas.
[“ARES“] conta a história de um desses lutadores.

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Um representante da polícia que entre reprimir violentamente manisfestações nas ruas durante o dia e lutar nos combates durante a noite lá vai sobrevivendo numa Paris que mais parece um esgoto a céu aberto e não passa na verdade de um enorme bairro de lata.
Com duas filhas para manter seguras, entre os quais uma muito pequena, um dia o agente recebe de uma das mais importantes farmacéuticas uma oferta que não pode recusar e claro a partir daqui a história segue para algo que óbviamente não irei contar, até porque já falei demais.

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BLOODSPORT

Tenho que confessar que só comprei [“ARES“] porque o vi mesmo primeiro numa cópia pirata. Isto porque o trailer não me tinha convencido muito e é pena que não passe a melhor ideia do filme na minha opinião, pois muita gente ao vê-lo irá certamente pensar que [“ARES“] será uma espécie de filme de porrada do Van-Damme naquela onda 80s que inundava os clubes de video do antigamente.
Não é.

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Acreditem-me, [“ARES“] não é um “BLOODSPORT”. Parece, mas não é.
[“ARES“] tem muito mais a ver com “BLADE RUNNER” e até mesmo “BLADE RUNNER 2049” do que pode parecer à primeira vista.
Por ser cinema Francês tem também aquele sabor a banda desenhada de Enki Bilal e visualmente até por vezes remete para “IMMORTEL” realizado pelo autor de BD Europeu há anos atrás.
Mas [“ARES“] é também bem mais do que isso.

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Não apenas é um bom título de ficção-científica distópica numa onda “WHAT HAPPENED TO MONDAY” como também tem certas semelhanças com aquele outro filme no estilo -Blader Runner- que saiu há um par de anos também, ( curiosamente igualmente do cinema de baixo orçamento Francês ); o mesmo, muito, muito interessante “VIRTUAL REVOLUTION” que tem uma base semelhante embora mais virada para o mundo dos video-jogos MMORPG.
[“ARES“] é mais cru e talvez por isso mais realístico (?); [“ARES“] é também muito violento e não tem problemas em ser politicamente incorrecto quando o que mostra serve para construir aquele futuro que se calhar não está tão distante assim.

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[“ARES“] apesar de não parecer, é bem mais do que um filme de Van Damme em onda futurista, mas isso não quer dizer que as cenas de combate não vão agradar a quem só procura um filme de porrada também. São muito bem filmadas, bem coreografadas e nem sei como ninguém morreu a filmar isto. Toda a ilusão de extrema violência está muito bem apresentada e portanto isto não é um daqueles filmes fofinhos ou com aquelas montagens politicamente correctas em estilo video clip que se vê nos filmes de Hollywood para agradar à família inteira. Querem ver porrada “realística” com baldes de sangue e muitos narizes e ossos partidos , também a irão encontrar aqui.

UM FILME FAMILIAR

A violência é excelente, a atmosfera repressiva é do melhor e até os efeitos e matte-paintings são impecáveis ( melhores do que aparentam no trailer ).
Visualmente o filme está muito bem produzido, desde o set-design até às panorâmicas do mundo exterior onde a Torre Eifel foi transformada no centro dos bairros da lata tudo em [“ARES“] resulta em pleno.

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Mas a grande força de [“ARES“] nem sequer está aí mas sim nos personagens. O conceito é óptimo, a história é muito boa mas o centro de tudo são os personagens.
Não quero revelar muito mas o que humaniza toda esta aventura sci-fi bem negra é o núcleo “familiar” que centraliza toda os motivos da acção.
O filme pode ser pequeno e não ter mais que 80 minutos mas não precisava de ser maior pois este é outro daqueles que nos parece muito mais longo pelos melhores motivos.

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[“ARES“] tem muita textura, muito detalhe, muita vida e cria uma excelente empatia com o espectador pois ficamos a gostar muito dos “herois” da história e ficamos agarrados ao seu destino e àquela “família” até ao último minuto.
E olhem que eu vi tudo isto em Francês sem legendas absolutamente nenhumas.
Agora também o meu Bluray de edição Alemã ( excelente som e imagem ) , não as tem.
Havia mais para contar, mas como habitualmente terão de procurar pelo filme pois este é outro daqueles títulos de ficção-científica made-in-Europe que valem mesmo a pena.
Mais um para juntarem a “ANIARA” , “CARGO“, etc.
Não percam.

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CLASSIFICAÇÃO

[“ARES“] é outra daquelas surpresas dentro da scifi mais recente que me apareceram pela frente nos últimos tempos. O facto de ser mais um título Europeu só demonstra que pelo menos por cá a ficção-cinentífica adulta está de boa saúde e recomenda-se.
E este recomenda-se mesmo muito.

Cinco Planetas Saturno

   

Só não ganha um Gold Award… porque por vezes parece demasiado concentrado com tanta coisa a precisar de acontecer para caber em 80 minutos. Mas tirando isso, é um excelente filme mesmo.

A favor: o ambiente do futuro distópico está do melhor, os personagens e interpretações são impecáveis, a história é muito interessante embora não muito complexa, é ultra violento nos combates, excelente set-design, bons efeitos, é mais um óptimo filme Europeu scifi.

Contra: este é o tipo de filme que se tivesse tido um orçamento à Hollywood se calhar poderia ter expandido bem melhor todo este universo. Embora neste caso isto nem seja negativo porque o que faz está mesmo fantástico.

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NOTAS ADICIONAIS

TRAILER

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IMDb
https://www.imdb.com/title/tt4216902/

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