“ARES” (“ARES”) Jean-Patrick Benes (2016) FRANÇA

[“ARES“] é um dos melhores filmes independentes de ficção-científica Europeia que eu vi no ano passado e outro bom exemplo de um filme que, até final do ano eu nem fazia a mínima ideia de que existia.
O que só demonstra que pelo visto boa ficção científica Europeia é coisa que não falta, apesar de nem nós próprios na Europa ficamos a saber que é produzida; afinal isto é cinema Francês de baixo orçamento e não um blockbuster de Hollywood.
Depois ainda há quem critique a existência da pirataria online (?!). Não fosse a pirataria e eu nem teria depois comprado [“ARES“] em Bluray. E olhem que eu gostei tanto disto que comprei o filme sem legendas de espécie alguma. O que também ajudou a praticar o meu Francês. E sim, o filme é do caraças !

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Num futuro, (quer me parecer) muito próximo, a velha ordem mundial já era, o planeta está poluído até ao limite e com população a mais, o mundo está num caos económico, doenças por todo o lado e a França conta com mais de 15 milhões de pobres e/ou desempregados sem qualquer perspectiva de futuro.
Todos os desportos foram banidos, excepto um extremamente violento ( controlado pelo Estado ) que é transmitido a toda a nação e que serve como escape à população para que esta possa descarregar toda a sua frustração no visionamento desses combates e não contra um governo que nada faz para melhorar as suas vidas.

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Um Estado também totalmente dominado pelas farmacéuticas.
São elas que controlam os jogos de gladiadores na TV, o que na práctica significa que a segurança do país está nas suas mãos também manipulando tudo ao sabor dos seus jogos de poder. Essas mesmas empresas fazem agora milhões com o dopping que agora é legal num mundo onde os desportistas são usados como cobaias para testarem a melhor droga do mercado que irá tornar o representante de cada uma das facções no melhor lutador de França e gerar muitos milhões em patrocinios de qualquer uma das empresas corruptas que gravitam nos estratos milionários acima da população comum.
Bem vindos ao mundo de [“ARES“].

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O jogo está dividido entre lutadores “do Estado” normalmente representados por membros da polícia e representantes da população em combates por vezes até à morte, o que é do melhor que pode acontecer para aumentar as audiências televisivas.
[“ARES“] conta a história de um desses lutadores.

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Um representante da polícia que entre reprimir violentamente manisfestações nas ruas durante o dia e lutar nos combates durante a noite lá vai sobrevivendo numa Paris que mais parece um esgoto a céu aberto e não passa na verdade de um enorme bairro de lata.
Com duas filhas para manter seguras, entre os quais uma muito pequena, um dia o agente recebe de uma das mais importantes farmacéuticas uma oferta que não pode recusar e claro a partir daqui a história segue para algo que óbviamente não irei contar, até porque já falei demais.

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BLOODSPORT

Tenho que confessar que só comprei [“ARES“] porque o vi mesmo primeiro numa cópia pirata. Isto porque o trailer não me tinha convencido muito e é pena que não passe a melhor ideia do filme na minha opinião, pois muita gente ao vê-lo irá certamente pensar que [“ARES“] será uma espécie de filme de porrada do Van-Damme naquela onda 80s que inundava os clubes de video do antigamente.
Não é.

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Acreditem-me, [“ARES“] não é um “BLOODSPORT”. Parece, mas não é.
[“ARES“] tem muito mais a ver com “BLADE RUNNER” e até mesmo “BLADE RUNNER 2049” do que pode parecer à primeira vista.
Por ser cinema Francês tem também aquele sabor a banda desenhada de Enki Bilal e visualmente até por vezes remete para “IMMORTEL” realizado pelo autor de BD Europeu há anos atrás.
Mas [“ARES“] é também bem mais do que isso.

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Não apenas é um bom título de ficção-científica distópica numa onda “WHAT HAPPENED TO MONDAY” como também tem certas semelhanças com aquele outro filme no estilo -Blader Runner- que saiu há um par de anos também, ( curiosamente igualmente do cinema de baixo orçamento Francês ); o mesmo, muito, muito interessante “VIRTUAL REVOLUTION” que tem uma base semelhante embora mais virada para o mundo dos video-jogos MMORPG.
[“ARES“] é mais cru e talvez por isso mais realístico (?); [“ARES“] é também muito violento e não tem problemas em ser politicamente incorrecto quando o que mostra serve para construir aquele futuro que se calhar não está tão distante assim.

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[“ARES“] apesar de não parecer, é bem mais do que um filme de Van Damme em onda futurista, mas isso não quer dizer que as cenas de combate não vão agradar a quem só procura um filme de porrada também. São muito bem filmadas, bem coreografadas e nem sei como ninguém morreu a filmar isto. Toda a ilusão de extrema violência está muito bem apresentada e portanto isto não é um daqueles filmes fofinhos ou com aquelas montagens politicamente correctas em estilo video clip que se vê nos filmes de Hollywood para agradar à família inteira. Querem ver porrada “realística” com baldes de sangue e muitos narizes e ossos partidos , também a irão encontrar aqui.

UM FILME FAMILIAR

A violência é excelente, a atmosfera repressiva é do melhor e até os efeitos e matte-paintings são impecáveis ( melhores do que aparentam no trailer ).
Visualmente o filme está muito bem produzido, desde o set-design até às panorâmicas do mundo exterior onde a Torre Eifel foi transformada no centro dos bairros da lata tudo em [“ARES“] resulta em pleno.

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Mas a grande força de [“ARES“] nem sequer está aí mas sim nos personagens. O conceito é óptimo, a história é muito boa mas o centro de tudo são os personagens.
Não quero revelar muito mas o que humaniza toda esta aventura sci-fi bem negra é o núcleo “familiar” que centraliza toda os motivos da acção.
O filme pode ser pequeno e não ter mais que 80 minutos mas não precisava de ser maior pois este é outro daqueles que nos parece muito mais longo pelos melhores motivos.

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[“ARES“] tem muita textura, muito detalhe, muita vida e cria uma excelente empatia com o espectador pois ficamos a gostar muito dos “herois” da história e ficamos agarrados ao seu destino e àquela “família” até ao último minuto.
E olhem que eu vi tudo isto em Francês sem legendas absolutamente nenhumas.
Agora também o meu Bluray de edição Alemã ( excelente som e imagem ) , não as tem.
Havia mais para contar, mas como habitualmente terão de procurar pelo filme pois este é outro daqueles títulos de ficção-científica made-in-Europe que valem mesmo a pena.
Mais um para juntarem a “ANIARA” , “CARGO“, etc.
Não percam.

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CLASSIFICAÇÃO

[“ARES“] é outra daquelas surpresas dentro da scifi mais recente que me apareceram pela frente nos últimos tempos. O facto de ser mais um título Europeu só demonstra que pelo menos por cá a ficção-cinentífica adulta está de boa saúde e recomenda-se.
E este recomenda-se mesmo muito.

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Só não ganha um Gold Award… porque por vezes parece demasiado concentrado com tanta coisa a precisar de acontecer para caber em 80 minutos. Mas tirando isso, é um excelente filme mesmo.

A favor: o ambiente do futuro distópico está do melhor, os personagens e interpretações são impecáveis, a história é muito interessante embora não muito complexa, é ultra violento nos combates, excelente set-design, bons efeitos, é mais um óptimo filme Europeu scifi.

Contra: este é o tipo de filme que se tivesse tido um orçamento à Hollywood se calhar poderia ter expandido bem melhor todo este universo. Embora neste caso isto nem seja negativo porque o que faz está mesmo fantástico.

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NOTAS ADICIONAIS

TRAILER

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IMDb
https://www.imdb.com/title/tt4216902/

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Se gostou deste, poderá gostar de:

capinha_natural-city capinha_cargo capinha_LA ANTENA capinha_Virtual-Revolution.jpg capinh_IMMORTEL capinha_BladeRunner

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“MUTE” (“MUTE”) Duncan Jones (2018) Inglaterra / Alemanha

Mas que merd@ agora é esta ?!
O bom cinema passou a estrear no NETFLIX enquanto as salas só passam o ultimo enlatado Hollyoodesco de super-herois em permanente modo fast food reciclável todas as semanas ? É isso ?!…
Mais uma vez, tal como aconteceu com outro excelente filme de ficção científica recentemente estreado (na TV) , parece que alguém em Hollywood entrou novamente em pânico e resolveu atirar logo para a televisão mais um título que deveria ter estreado em sala como acontecia nos tempos da pré-história.

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Somos portanto obrigados a ter Netflix para ver cinema a sério; o que quer dizer que o bom cinema está cada vez mais a deixar as salas onde devia ser projectado e a tornar-se ele próprio num produto de consumo puramente streaming para ser visto apenas em casa…
Mais uma vez, um qualquer executivo dos grandes estúdios parece que teve medo que outro filme de ficção científica não conseguisse competir com os blockbusters fast food da Marvel e afins. Tal como aconteceu com “ANNIHILATION” também “MUTE” foi considerado um filme demasiado “inteligente” para competir no mercado actual da geração do short attention span e sendo assim foi decidido atirá-lo logo para o Netflix porque se estreasse em cinema poderia ser considerado –demasiado “aborrecido”- e não cativar o mesmo público que na sala ao lado estaria a ver o Black Panther parte 69, o Transformer 200 ou qualquer uma dessas produções de teletubies para crescidos.

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Isto já está num ponto brainded tão rídiculo que agora até cinema comercial perfeitamente normal é atirado para o campo do mais depreciativo e intelectualoide -cinema de autor. Apenas porque um filme normal “à moda antiga” não tem hoje uma cena de porrada com estilo de cinco em cinco minutos e pede que o espectador preste mesmo atenção às histórias no intervalo por entre as cenas de porrada CGI…sabem, aquelas partes nos filmes onde “não se passa nada” e dá para os putos actualizarem o Instagram no cinema com selfies e tudo.

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Portanto, tal como aconteceu com “ANNIHILATION” também agora Duncan Jones viu o seu “MUTE” atirado para uma estreia em NETFLIX.
NETFLIX que se está cada vez mais a parecer com o antigo – direct to video – dos tempos do VHS só que em versão Blade Runner 2049…
E por falar em Blade Runner…

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(Novamente)…Mas que merd@ agora é esta ?!
Vamos lá ver se eu entendo isto… a julgar pelos comentários das plateias consumidoras de milho no IMDb quer dizer que podem haver mil filmes de super herois sempre com a mesma estética, thrillers que reproduzem exactamente a mesma fórmula, filmes de porrada que parecem sempre ser o mesmo filme reciclado mil vezes mas depois um título como [“MUTE“] é principalmente atacado pelos pipoqueiros porque “imita” o Blade Runner ?…
Quer dizer que dentro da ficção científica qualquer tentativa de se criar um “Blade Runner” em termos estéticos será logo considerado um plágio imediato ?
Este tipo de acusação é tão ilógica quanto dizerem que os Westerns não podem passar-se em cidades de Cowboys porque serão um plágio estético de outra coisa qualquer.

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BLADE RUNNER 2050

É certo que [“MUTE“] procura uma estética semelhante a “BLADE RUNNER 2049“, mas essa estética é já inerente ao género quando modernizado como está a ser feito actualmente.
Tal como no Western surgiu o Western Spaghetti felizmente que na ficção científica ainda vão surgindo sub-géneros que renovam e modernizam as estéticas originais de muitos conceitos que têm tudo a ganhar com as capacidades da tecnologia moderna.
O estilo Blade Runner está para a ficção científica como o Western Spaghetti esteve para o Western clássico. Aliás só as limitações tecnológicas da época e o fracasso comercial do Blade Runner original há trinta anos foram a razão do “género Blade Runner” não ter descolado com qualidade mais cedo no cinema.
O género Blade Runner finalmente está a produzir bons resultados; especialmente no cinema independente, tanto com o muito, muito interessante “VIRTUAL REVOLUTION” ( em total modo low budget ) como agora neste novo [“MUTE“] de Ducan Jones.

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Duncan Jones ( filho de David Bowie e realizador de “MOON” ou “WARCRAFT” ) pegou em tudo o que são clichés visuais do “género Blade Runner” e criou a sua própria história noir que no entanto apesar de visualmente se assemelhar a “BLADE RUNNER 2049” conta na verdade uma história totalmente diferente.
Aliás, [“MUTE“] curiosamente passa-se sim, mas é no universo de “MOON” e o filme está cheio de easter-eggs em background onde se fica a saber o que aconteceu a Sam no final daquela aventura lunar também realizada por Duncan Jones anos atrás. Prestem atenção ao cameo de Sam Rockwell de volta ao mesmo papel que desempenhou em “MOON” totalmente em pano de fundo durante a história de [“MUTE“] pois esta acontece algumas semanas após o final do que se passou em MOON.

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Portanto não será porque [“MUTE“] assume plenamente a sua estética BLADE RUNNER  que faz com que este seja um filme menor ao contrário do que muita millenial diz pela net fora. É certo que inicialmente poderá criar a impressão de que o filme de Duncan Jones não tem identidade própria como acusam alguns mas isso será o mesmo que dizer que por exemplo o consagrado “IMPERDOÁVEL” de Clint Eastwood também será um filme sem personalidade porque visualmente vai roubar tudo ao cinema Western clássico e não tem um pingo de inovação estética para se diferenciar dos códigos gráficos do género “que imita”.
Então se é válido para um Western , qual é o problema da mesma lógica estar associada à moderna ficção científica ?!…

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[“MUTE“] a ter algum problema a meu ver começa pelo título.
Convenhamos, [“MUTE“] como nome para um filme não será particularmente interessante ou cativante. Foi por um triz que isto me passou ao lado pois nem fazia ideia que seria algo dentro do sub-género Blade Runner e só por acaso me apercebi que seria de ficção científica por causa dos neons no poster oficial.
Às vezes não compreendo de todo a razão de certos títulos em filmes que para lá do título são extraordinários; ( o Português “KISS ME” é um bom exemplo de como se dá um tiro no pé logo com um mau título que não diz nada a ninguém ).
[“MUTE“]  é outro bom exemplo e neste aspecto percebo perfeitamente que alguém achasse logo à partida que com um título assim não seria um filme que encheria propriamente as salas.

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PIRATAS !

Ainda dizem que a pirataria prejudica o negócio. Não fosse a pirataria e eu agora nem saberia que o filme existia. Não fosse a pirataria eu agora não iria comprar o filme em Bluray, pois odeio streaming e quero distância de Netflixes e afins. Gosto muito dos meus objectos de colecção muito obrigado.

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MUDO

[“MUTE“] Conta a história de um jovem Amish ( Leo) ; que um dia em criança num acidente de barco perde a capacidade de falar quando as suas cordas vocais são cortadas por uma hélice. Quarenta anos depois numa Berlim de 2050, o jovem é agora um homem isolado, tanto pela sua deficiência como pelo facto de viver particularmente afastado de tudo o que é tecnologia moderna; o que para um Amish adulto numa sociedade hiper ligada à web não se revela tarefa fácil.

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Leo tem uma namorada e esta tem um segredo.
Segredo esse que faz com que esta um dia desapareça e lance Leo à sua procura pelo submundo de uma Berlim tecnológica por entre prostitutas, mafiosos e traficantes.
A história de Leo cruza-se com vários outros protagonistas, nomeadamente com o par de médicos à margem da lei, Cactus Bill e Duck ( numa homenagem directa aos protagonistas do clássico filme “M.A.S.H.” ) que navegam por territórios perigosos entre a máfia local ao melhor estilo “SNATCH” e a policia militar que os procura por terem desertado de uma nova qualquer guerra no Sul da Asia como não podia deixar de ser.

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CACTUS BILL & DUCK

[“MUTE“] a meu ver não será de todo um filme sem falhas e concordo com muita gente que afirma que o argumento precisava de ter sido melhor afinado.
Realmente há por aqui alguma coisa que se dispersa ao longo das mais de duas horas de filme e por vezes os protagonistas parecem trocados. Isto porque muitas vezes em [“MUTE“] a história com imenso humor negro à volta de Cactus Bill ( a sua filha criança ) e Duck , parece ser muito mais interessante e central do que a própria busca de Leo pela sua namorada desaparecida. Embora as história se cruzem ficamos com a sensação de que a investigação de Leo não tem muito que contar; especialmente quando comparada com os vários sub-plots que depois acontecem com resultados por vezes hilariantes à volta dos dois cirurgiões totalmente alucinados que ainda parecem estar a viver nos 70s.

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DOIS EM UM

Por causa disto, o outro problema apontado em várias reviews com o qual eu concordo é o facto de [“MUTE“] se parecer com dois filmes diferentes em muitos momentos e como tal há uma constante quebra de ambiente.
Não apenas tem protagonistas a mais talvez… como depois muitos dos próprios ambientes em que os vários bocados da história se passam parecem não ligar de todo.
Lembrem-se daquele final metido a martelo no Blade Runner original que passou na versão de cinema em 1984 onde havia um final feliz em que depois de todos os ambientes escuros e poluídos de Los Angeles se mostrava uma sequência em que o casal viajava, feliz para sempre numa estrada onde a natureza abundava num bonito dia de sol ?
Pois bem em [“MUTE“] isso quase que acontece por demais também, dependendo da história que estamos a acompanhar que a partir de certa altura não parecem ligar nada bem só pelas mudanças repentinas de visual.

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O filme começa com pilhas de atmosfera em total ambiente “BLADE RUNNER 2049” com personagens fabulosos, um design conceptual do melhor, ( montes de momentos a fazer lembrar Bilal em “IMMORTEL ) mas depois repentinamente surgem sequências passadas em locais perfeitamente mundanos que pouco dão continuidade à atmosfera inicialmente criada. E isso acontece bastante vezes e cada vez mais à medida que a história se aproxima do final.
Na verdade [“MUTE“]  acaba e quase que nos esquecemos que inicialmente o filme era mesmo um “Blade Runner” muito bem conseguido e isto dá ao filme uma aura muito estranha e faz com que pareça menos coerente do que se calhar na realidade é.

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I´VE SEEN THINGS

Por outro lado, pessoalmente eu não considero que estes pormenores menores sejam tão dramáticos quanto muito utilizador do IMDb parece achar.
Só não gosto mesmo é do título [“MUTE“] , porque de resto visualmente quando o filme brilha é um espectáculo tão bom e tão criativo quanto “BLADE RUNNER 2049” recentemente o foi.

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Curiosamente penso que [“MUTE“] irá agradar tanto a quem adorou “BLADE RUNNER 2049” como a quem o detestou.
Aos primeiros irá agradar a excelente atmosfera urbana semelhante, os segundos irão gostar de encontrar nessa atmosfera uma história que não tenta imitar qualquer filme anterior do género, pois [“MUTE“] conta mesmo uma história noir particularmente original, criativa e até complexa.

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Mas não há dúvida que um dos pontos altos do filme são mesmo os momentos futuristas. Todas as ideias à volta das comunicações, touchscreens, fetiches por sexo robótico e tudo o mais que possam imaginar está muito bem inserida para dotar o mundo de [“MUTE“] de uma textura fascinante. Onde claro não faltam os carros voadores… que por qualquer motivo só são usados nas cidades que se parecem com Blade Runner mais uma vez…
De qualquer forma tudo isto para quê ?
Para dizer que se não fazem ideia de que este filme existe, curtiram ( ou não ) “BLADE RUNNER 2049” , já viram inclusivamente o pioneiroNATURAL CITY” na sua vertente Blade Runner moderna Sul Coreana ou “2046” com a sua história de amor em modo Blade Runner intimista Chinesa e procuram por mais uma história passada num universo futurista noir semelhante então recomendo que não deixem passar ao lado este filme.
Ignorem o paleio negativo na internet.

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O filme é muito melhor do que o pintam. Não ficará na memória mas são duas horas muito bem passadas em ambiente futurista noir quanto baste.

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CLASSIFICAÇÃO

Foram mais de duas horas que nem dei por passarem. Comecei a ver o filme só para espreitar porque sim e fiquei logo agarrado pois não fazia mesmo ideia de qual a direcção que história iria tomar e para mim essa é uma das mais valias do filme.
Apesar do estilo visual se assemelhar ao de “BLADE RUNNER 2049” na verdade a história não tem nada a ver e tem uma identidade própria muito boa mesmo.
Recomendo vivamente.

Cinco Planetas Saturno

  

Está cheio de momentos de humor negro muito bons e apesar de não ser um filme perfeito é no entanto uma excelente adição ao novo sub-género “Blade Runner” que espero continue a produzir bons títulos.
Se calhar por causa dos seus detalhes menos bons nem vale cinco valores, mas também não é tão mau quanto querem fazer crer. Muito pelo contrário !

A favor: a atmosfera Blade Runner, os detalhes do design e guarda roupa, os gadgets, o humor negro, as cenas de gangsters estilo Snatch do futuro, conta uma história original, tem óptimos momentos violentos, o personagem de Cactus Bill interpretado por um excelente Paul Rudd é do melhor, idem para o resto do elenco.

Contra: as histórias dispersam-se um bocado e o próprio ambiente visual do filme por vezes não parece fazer sentido. As críticas negativas que por aí andam.

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NOTAS ADICIONAIS

TRAILER

 

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IMDb

https://www.imdb.com/title/tt1464763

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“LIGHT YEARS” : Blender ANIMATICS

Para lá do meu trabalho regular de ilustração que podem encontrar no site http://www.icreateworlds.net e no meu blog a ele associado http://www.icreateworlds.net/blog de vez em quando faço umas brincadeiras em 3D quando tenho tempo.

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Um dos meus programas favoritos para isso é o excelente Blender que poderão encontrar em http://www.blender.org e que recomendo vivamente se gostam de animação mas nunca ouviram falar deste software totalmente grátis.
Como o meu hardware de 2011 não me permite animações com grande detalhe eu normalmente uso mais o Blender para criar bases para imagens de concept art visto que não tenho tempo nem computador para dedicar a renders mais espectaculares. No entanto por vezes gosto de animar alguns dos modelos low-poly/low-res que construo só para ver como podem ficar “em filme” e criar assim uma espécie de concept-art-illustration em movimento em vez de produzir apenas ilustrações 2D.
Sendo assim fiquem de seguida com um par de animações de baixa resolução que fiz ultimamente.


Os modelos foram criados e animados em Blender, mas para fazer a edição dos filmes utilizei o excelente HitFilm 4 Express, outro software grátis, desta vez para montagem video que poderão ir buscar em https://hitfilm.com/express e que recomendo vivamente.
Muitos dos sons que usei nos filmes foram retirados de sites como Freesound em https://freesound.org/ ou FreeSFX em http://www.freesfx.co.uk/ .
A música para “LIGHT YEARS 2” foi obtida no excelente canal SAVFK Music que poderão conhecer no Youtube em https://www.youtube.com/channel/UCXlppUGWeGtHBp_1xKsawmQ/featured

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Abaixo estão algumas das ilustrações de concept art inicialmente produzidas e que me levaram depois a querer também animar o que construí.

Como referi, os modelos usados nas animações foram inicialmente construídos com a intenção de produzir apenas concept art 2D normalíssima ( inicialmente para um cliente ) e nunca tive intenção de criar qualquer animação até me colocar a brincar com o Blender porque sim.

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ILUSTRADOR FREELANCER / AVAILABLE FOR ILLUSTRATION WORK

Se procura por um ilustrador freelance, espreite o meu portfólio e contacte-me com o seu projecto.

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