“Lost in Space” * Raridades / Nostalgia : RECORTES DE JORNAL EM PORTUGAL – VÁRIOS FILMES 70S e 80S

E antes que me esqueça cá fica esta pequena colecção de recortes de jornal de quando as estreias dos filmes tinham honras de publicidade nas públicações portuguesas. Afinal não era todos os dias que podiamos deixar de ver os nossos habituais Bud Spencers e assistir a um filme daqueles novos e tudo !

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O que é pena que practicamente todos estes filmes só estreavam mesmo em Lisboa e no Porto porque raramente chegavam à província, numa altura em que o cinema não era ainda uma moda.

 


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Obrigado novamente ao José Carlos Mestre, leitor deste blog em Beja, que me enviou esta e muitas mais preciosidades que irei continuar a divulgar por aqui.

Stay tuned. More to come. 😉

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EXTRAS – “Lost in Space : RARIDADES NOSTÁLGICAS”

Caderneta de Cromos – Battlestar Galactica 1978 : Edição Espanhola
Caderneta de Cromos – Star Wars – La Guerra de Las Galaxias : Edição Espanhola
Capas de Pulp Fiction Clássicas – Scifi – Vol 1
Capas de Pulp Fiction Clássicas – Scifi – Vol 2

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Se gostaram desta Caderneta vão gostar destes filmes:

humanities_end capinha_spacehunter capinha_starcrash capinha_Battle Beyond The Stars.jpg capinha_battlestar-galactica capinha_BUCK capinha_mesagefromspace73x capinha_GUERRANOESPACO

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“SILVERADO” ( “SILVERADO” ) Lawrence Kasdan (1985) EUA

Pode parecer estranho eu estar a falar de um titulo como este num blog sobre Fantasia ou Ficção-Científica mas o contexto de excepção é o habitual. Também [“SILVERADO” ] criou um universo único; não se deixem iludir pelo facto de isto se parecer com um Western pois esta aventura poderia ter-se passado a long time ago…

Aliás, se nunca viram [“SILVERADO” ] antes e este agora lhes parecer com qualquer coisa mas não sabem bem de onde vem o vosso Dejà-Vu é porque já viram “este filme” anteriormente e até bem recentemente; apenas [“SILVERADO” ] se chamava “STAR WARS – THE EMPIRE STRIKES BACK” tendo voltado a reencarnar há pouco tempo como “STAR WARS – THE FORCE AWAKENS”.
E não [“SILVERADO” ] não é um filme do J.J.Abrahams; o contexto é outro.

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[“SILVERADO” ] não só foi realizado por Lawrence Kasdan como foi escrito por Lawrence Kasdan que caso não saibam foi o argumentista de ambos os Star Wars; tanto da sua sequela original de 1980, como do seu reboot mais recente. E nota-se !

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O ESTILO KASDAM

Uma das razões porque gostei bastante do reboot moderno de Star Wars foi precisamente porque me transportou de volta aos anos 80 e ao melhor daquilo que havia na forma intricada como em muito cinema da altura as relações dos personagens fluíam entre elas; ao mesmo tempo que sem o espectador notar, transportavam as aventuras individuais de cada uma por entre as várias fases da história.
E ninguém melhor que Kasdan nesta tarefa até porque foi ele que inventou – “o estilo”; que, já agora, também pode ser encontrado no original “RAIDERS OF THE LOST ARK” como os mais atentos também já devem ter percebido; e claro, igualmente escrito por Lawrence Kasdan.

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Lawrence Kasdan é um pouco o Jim Steinman dos argumentistas. Se Jim Steinman essencialmente inventou um género musical ( nunca repetido ou igualado ) quando fez nascer Meat Loaf ( e Bonnie Tyler ) ao som das suas melodias e estruturas musicais imediatamente reconheciveis em canções que por regra tinham sempre entre 6 a 10 minutos e das quais nenhuma será mais famosa do que a banda sonora para o filme “STREETS OF FIRE” : “NOWHERE FAST”; ( uma reciclágem de vários outros temas mais antigos do próprio compositor gravados por Meat Loaf ) , também Lawrence Kasdan fez o mesmo com a sua escrita, pois o seu estilo é imediatamente identificável à distância.

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A forma orgânica com que mistura situações e torna os diálogos indissociáveis do próprio trabalho do realizador com que estiver a trabalhar na altura faz com que muito do seu trabalho pareça sempre mais do mesmo mas desta vez no melhor dos sentidos, porque ainda bem que é assim.
A escrita de Lawrence Kasdan no cinema de aventuras é a garantia de que pelo menos os personagens e a forma como estes intervêm nas situações irá ser absolutamente dinâmica e parte essencial para que o filme ainda pareça melhor do que se calhar é.
Contrariamente ao que acontece especialmente hoje em dia com os típicos argumentos saídos de Hollywood onde as frases estão apenas lá para pontuar momentos entre festivais de CGI ou a próxima cena de acção que precisa acontecer ao segundo de X em X tempo, no caso dos argumentos de Lawrence Kasdan, as suas palavras na boca dos personagens torna-os parte integrante da história e genuínamente fazem com que estes não se assemelhem apenas a um bando de marionetas que apenas andem pelo écran para servirem de enquadramento aos efeitos especiais e pouco mais.

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Lawrence Kasdan num argumento garante imediatamente uma estrutura associada a personagens com substância e como se tem dito ao longo das décadas foi também graças a ele que “THE EMPIRE STRIKES BACK” se tornou tão memorável e digno de tanta reverência pela qualidade que apresentou.
Muito se deveu ao argumento de Kasdan que se manteve discreto em pano de fundo quando tudo pareceu funcionar depois tão bem. Se funcionou é porque teve uma base sólida. Tanto em conceito, como em estrutura e principalmente em personagens que tinham realmente coisas tão importantes para dizer que até eram determinantes para a acção se tornar interessante porque nos preocupavamos com as pessoas e tudo !
O que me leva então até [“SILVERADO” ].

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Tudo o que viram em termos de dinâmica de personagens em “THE FORCE AWAKENS” recentemente foram ecos de [“SILVERADO” ] através das décadas. A forma como os personagens se conhecem, interagem, se separam e se volta a reencontrar é puramente Kasdan , especialmente o ritmo dos diálogos quase em estilo stand-up-comedy na forma como o humor serve para introduzir personalidades e situações de acção. Se nunca viram [“SILVERADO” ] , quando o virem irão perceber claramente o que quero agora dizer com todo este paleio.

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ODEIO WESTERNS

Westerns… ou – filmes de cábois – nunca foram a minha coisa. Já desde puto que quando tinha que levar com mais outro filme do velho Oeste ( ou com a série Bonanza que eu abominava ) percebia que tinha a tarde ou a noite de cinema televisiva perdida.
Desde criança que até bem antes de eu ter descoberto que existia um género conhecido como – Fantasia – ou até mesmo – Ficção-Científica – o que eu queria em vez de Cowboys eram aventuras como as de Tarzan ( Johnny Weissmuller ) pois nessas havia sempre a hipótese de aparecer por ali algures uma cidade perdida. 
E cidades perdidas sempre me interessaram muito mais do que desertos americanos, ou Saloons do velho Oeste.

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Como tal o – Western – sempre foi algo que me desinteressava por completo e quando [“SILVERADO” ] surgiu, e miraculosamente até passou no meu cinema de província e tudo quando eu tinha 15 anos em 1985, foi a muito custo que gastei dinheiro no bilhete para ver esta coisa na sala.
Lembro-me que um amigo meu insistiu porque tinha lido algures que parece que [“SILVERADO” ] não seria bem um filme de cábois; tinha uma certa aura de “OS SALTEADORES DA ARCA PERDIDA” ( se calhar precisamente por estar associado a Kasdan e o artigo de jornal ter falado sobre isso na época ) e lá fui eu para o cinema porque nesse sábado à tarde não havia mais escolha possível.

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Isto na época em que a gente saia de casa porque queríamos ir ao cinema mas não fazíamos a mínima ideia de qual o filme que estaria em exibição nesse dia ( os filmes eram exibidos dia a dia e nunca ficavam em cartaz por mais de 24 horas; especialmente na província onde todos os dias era um filme novo ).
Como tal só quando chegávamos à sala de cinema é que podiamos ver quais eram os cartazes que lá estavam e qual o filme que estaria em exibição nessa tarde ou noite.
Não havia cá Internet ou sessões de cinema continuas com filmes a ficar semanas inteiras nas salas.
Nem haviam salas…com sorte era um cinema de província e pronto.
Como tal, nessa tarde eu tinha decidido que ia mesmo ao cinema; já estava lá na porta de entrada e sendo assim, como [“SILVERADO” ] era mesmo o único filme que por lá estava nesse dia as escolhas não eram muitas.
Voltar para casa, ou ver um filme de ( blargh ) cábois.
Lá teve que ser esta coisa do [“SILVERADO” ] …

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ADORO WESTERNS … DA ARCA PERDIDA

Quando acabou, comprei o bilhete para a sessão da noite e voltei outra vez para o rever.
Não fazia ideia de que existiam filmes de -“Cábois” – assim !!
Quem tinha comparado [“SILVERADO” ] a “OS SALTEADORES DA ARCA PERDIDA” tinha toda a razão !
[“SILVERADO” ] é “RAIDERS OF THE LOST ARK” só que com Cowboys e cidades do velho Oeste mas sem tesouros, templos perdidos ou perseguições.
Na altura eu próprio não percebi bem porquê mas [“SILVERADO” ] logo a partir desse momento tornou-se num dos meus filmes de aventura favoritos de todos os tempos e permanece ainda hoje como sendo um dos filmes da minha vida.
 Só de ouvir a banda sonora fico com vontade de o ver novamente.

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É claro que hoje ainda gosto mais dele, pois reconheço a pilha de referências que ele contém a muitas outras coisas e que o tornam numa verdadeira tapeçaria do género; apenas esteve desta vez embrulhada numa capa de cinema de aventura quando a maioria dos Western eram essencialmente dramas com pistolas e xerifes.
A partir do momento em que no início Scott Glenn despacha a tiro todos os inimigos ocultos de dentro de uma cabana escura e depois se levanta abrindo aquela porta que revela uma das grandes paisagens épicas do Western clássico ao som daquela banda sonora incrível ( e ainda hoje totalmente reconhecível pois já foi usada para um monte de coisas diferentes ), eu tinha esquecido por completo que detestava cinema com cowboys e temas Western.

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BEYOND SPAGHETTI

Aliás, foi graças a [“SILVERADO” ] que também descobri pela mesma altura ( na era do VHS ) os Western Spaghettis ( os meus favoritos ainda hoje).
Isto porque li logo depois um artigo da altura sobre [“SILVERADO” ] onde se mencionava que o filme estava a ser criticado pelos puristas do Western nos Estados Unidos por mostrar Cowboys com gabardinas “de chuva” daquelas que só foram inventadas por Sergio Leone em Itália para os seus Western filmados em Espanha ( por exemplo “Por um Punhado de Dólares” que tornou Clint Eastwood numa estrela ).

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Parece que de acordo com a história oficial segundo muitos especialistas, os verdadeiros Cowboys norte americanos nunca teriam usado aquele tipo de roupa e como tal [“SILVERADO” ] foi bastante criticado pela sua falta de autenticidade até mesmo na altura; não tendo sido naturalmente sequer um grande êxito nos EUA. Foi mais outro daqueles títulos; neste caso em jeito de “semi-flop” americano que com as décadas se tornaram exemplo de sucesso e de culto quando foram re-descobertos em home-video.

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Na altura apenas as reviews europeias pareciam ter percebido o espirito por detrás deste filme de Lawrence Kasdan ,argumentista e realizador de [“SILVERADO” ] , pois lembro-me de ter lido elogios ao filme enquanto cinema de aventura ligeira que não pretendendo ser um Western puro seria uma enorme colecção de referências clássicas orquestradas num estilo a que não estavamos habituados a ver. Precisamente como é referido no excelente comentário audio que vem com o filme em Bluray.
A ideia terá mesmo sido a de pegar numa estética Western e homenagear todo o género e sub-géneros utilizando uma capa de cinema de aventuras; até porque nos anos 80 o género – Western – estava morto e enterrado ao contrário do “género Indiana Jones”. Sendo assim o conceito de Kasdan foi mesmo o de apresentar às novas gerações o que poderia ter sido um épico clássico mas disfarçado com a sua estrutura de Blockbuster contemporâneo que tanto tinha resultado em “THE EMPIRE STRIKES BACK”.

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Por isso é que para lá das cenas de tiroteio por entre suspense e piadas estilo Indiana Jones [“SILVERADO” ] está cheio de enquadramentos clássicos. Não só na forma épica como filma a paisagem do velho oeste norte americano à boa e velha maneira JOHN FORD como se pode ver logo mal Scott Glenn abre a porta da cabana ao som daquela música contagiante nos minutos iniciais, como também na maneira como Kasdan encenou alguns dos momentos mais cliché de todo o género.
A colocação de câmeras em certos sítios, a orquestração da acção e a montagem final, tudo oscila entre o moderno estilo Spielberg e o melhor de John Ford num estranho cruzamento que funciona na perfeição e onde Sergio Leone com o seu “ONCE UPON A TIME IN THE WEST” também não é esquecido para desprezo dos puristas do Western americano ( que parecem abominar Leone e os Western Spaghettis ).

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Puristas EUA que também criticaram Kasdan por [“SILVERADO” ] não meter índios em parte alguma e ter introduzido vilões que não eram –a preto & branco- mas sim quase anti-heróis com tanto carisma e profundidade como os protagonistas da aventura principal. Brian Dennehy ( outro dos meus favoritos ) tem aqui um dos melhores e mais ambíguos xerifes dentro do género e é um daqueles actores que roubam qualquer cena em que aparecem não sendo aqui excepção pois ele continua a ser um daqueles que adoramos odiar sempre que faz papeis menos simpáticos.

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KEVIN E OS TRÊS MOSQUETEIROS

Aliás, outra das grandes mais valias de [“SILVERADO” ] ainda hoje é precisamente o elenco. Não só reúne o melhor da altura com Kevin Kline, Scott Glenn, Danny Glover , Jeff Golblum, Linda Hunt, Brion James, Jeff Fahey e Rosanna Arquette como ainda podemos contar com John Cleese aqui bem longe dos Monty Phyton no papel de um Xerife inglês que preza muito a sua pele e não dispensa o seu chá. Cleese entra pouco nisto mas todas as suas cenas são do melhor também por o vermos num registo longe da comédia a que estamos habituados sempre que o vemos em qualquer coisa.
[“SILVERADO” ] ficou também conhecido como o filme que transformou Kevin Costner numa estrela instantânea em Hollywood. Na verdade revelou o actor ao mundo e tudo por causa de uma promessa do realizador.

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Até então Kevin Costner parecia condenado a ser aquele actor que era contratado para filmes em que depois não aparecia, pois o seu papel acabava junto com outros sempre no chão da mesa de montagem. Apesar de Costner já trabalhar por Hollywood na época nunca tinha tido uma oportunidade digna desse nome no grande ecrã.
O último revés tinha sido inclusivamente como o filme anterior de Lawrence Kasdan “THE BIG CHILL / OS AMIGOS DE ALEX”… onde Kevin Costner tinha interpretado precisamente “Alex”… que como muita gente se recordará no filme era … – o morto –  ao redor do qual se reúne um grupo de amigos para o seu funeral.
Costner tinha cenas gravadas enquanto “vivo” para esse filme, mas mais uma vez tudo tinha ficado fora da montagem final.
Como Kasdan tinha gostado muito de trabalhar com ele, prometeu-lhe que no próximo filme haveria de escrever um bom papel apenas para Costner e foi assim que surgiu “Jake” o energético irmão de “Paden/Kevin Kline” em [“SILVERADO” ] e o resto foi História a partir do momento em que “Jake” se tornou um dos quatro “mosqueteiros” que protagonizam esta aventura.

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[“SILVERADO” ] continua um espectáculo em todos os sentidos.
É mais um daqueles poucos e raros filmes dos anos 1980 que não envelheceram de todo. [“SILVERADO” ] poderia ter sido filmado hoje e estrear amanhã que continuaria tão fresco, cativante e divertido. Só o “estilo Indiana Jones” o poderia datar ligeiramente mas depois de “THE FORCE AWAKENS” ter estreado recentemente e trazido de novo à ribalta a dinâmica-Kasdan na forma como uma aventura é estruturada isto ainda torna [“SILVERADO” ] mais actual hoje em dia.

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A história é um emaranhado de clichés e referências do género ; é como uma enciclopédia sobre Western abrangendo referências culturais de várias partes do mundo onde ao longo dos anos foram produzidos filmes de cowboys e misturando tudo deu origem a [“SILVERADO” ].
Talvez a sua única “falha” continue a ser o pouco tempo de ecrã que o personagem de Rosanna Arquette teve, pois sente-se por ali que falta qualquer coisa no desenvolvimento daquele personagem que nem por isso deixa de ser absolutamente icónico enquanto mulher que desbrava sózinha uma nova fronteira. A parte romântica com Kevin Kline perde um pouco com essa “falha” prontamente admitida por Kasdan, mas a verdade é que se [“SILVERADO” ] tivesse ramificado por demais esse detalhe corria o risco de deixar de ser uma aventura e entraria pelo registo mais tradicional enquando Western-Drama que o realizador não queria seguir de todo.

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A verdade é que como cinema de aventura [“SILVERADO” ] ainda hoje resulta de forma perfeita sendo aquele tipo de recomendação que nenhum aventureiro de sofá deverá deixar passar ao lado se nunca viu este título.
Mesmo que não goste de westerns.
Ou especialmente se acha que não gosta de Westerns.

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CLASSIFICAÇÃO

Se nunca viram [“SILVERADO” ] ; arranjem o maior televisor que puderem, comprem o bluray excelente editado em Inglaterra e complementem tudo com o melhor som 5.1 ou não que conseguirem.
Depois é só deixarem-se levar por esta aventura onde há de tudo excepto índios mas nem vão notar a sua ausência.

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Um filme que não envelheceu e que continua ainda hoje a ser uma das grandes aventuras que poderão ver produzidas para cinema; apenas se parece estéticamente com um Western clássico mas não se deixem enganar pela aparência pois [“SILVERADO” ] é muito, muito mais que isso.
As – “iludências aparudem…” – meus amigos…

Cinco Planetas Saturno e um Gold Award

     

Transporta-nos para um úniverso único e de formato particularmente híbrida e original que ainda hoje resulta em pleno. Conta com um dos melhores elencos dos 80s; visuais fantásticos em termos de paisagens naturais, muito humor e aventura e um estilo clássico a jeito de homenagem do melhor.
Se tal como eu, vocês não morrem de amores pelo género Western, então [“SILVERADO” ] é um filme a não perder principalmente por essa razão.

A favor: a banda sonora épica que não nos sai da memória, os cenários naturais, os cenários “artificiais”, os personagens, os actores, o humor, o sentido de aventura, a homenagem a um monte de outros filmes clássicos, a fotografia e tudo o resto.

Contra: só houve um [“SILVERADO” ] na história do cinema.
No entanto apesar de não ter sido um grande sucesso originou coisas para teens como “Young Guns” ( e sequelas/imitações ainda mais banais ) anos mais tarde quando Hollywood tentou revitalizar o género com produtos “modernos” inferiores que nem por um instante alcançaram a qualidade do filme de Kasdan. Isto já depois deste se ter tornado mais um clássico do VHS e tal como aconteceu com Blade Runner ter ganho uma segunda vida após ter passado despercebido na estreia em cinema.

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NOTAS ADICIONAIS

TRAILER


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COMPRAR BLURAY – REGIÃO B (2) – EDIÇÃO UK

bluray

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IMDb

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http://www.imdb.com/title/tt0090022

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“THE HOLE” ( THE HOLE” ) Joe Dante (2009) EUA

[“THE HOLE” ] tem logo à partida um detalhe muito em particular que lhe dá imenso carísma.
Há um par de anos J.J.Abrahms tentou prestar homenagem. aquele estilo de cinema juvenil que se fazia nos anos 80 quando realizou “SUPER-8”. Tentou captar aquela inocência e aquele espírito de aventura que existiu há muito tempo quando muitos de nós tínhamos 14 anos e o mundo parecia incrivelmente misterioso ao voltar da esquina. “SUPER-8” é um bom filme, mas faltou-lhe por ali qualquer coisa que até hoje ainda não consegui identificar e que o impediu de ser verdadeiramente bem sucedido nessa homenagem.

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Se calhar o que o filme de Abrahams precisava era de ter tido atrás das câmeras um realizador que nos anos 80 tivesse sido realmente responsável por clássicos do género. Precisava de alguém como Joe Dante.
E Joe Dante será certamente a razão porque [“THE HOLE” ], embora mais discreto mediaticamente, tenha acabado por ser tudo aquilo que “SUPER-8” não foi.
[“THE HOLE” ] poderia ter sido um filme dos anos 80 na boa e talvez por isso seja realmente tão especial.

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Se esquecermos que os putos em [“THE HOLE” ] têm telemóveis, Ipods e Internet esta aventura juvenil poderia passar-se perfeitamente no início dos anos 80. 
Temáticamente vai buscar aquela atmosfera Spielberguiana que tanto identificamos em “THE GOONIES”, “GREMLINS” ou “EXPLORERS” só para citar uns quantos; o grupo de teenagers, os subúrbios de uma qualquer cidade norte americana ao melhor estilo “POLTERGEIST” e a ameaça sobrenatural que têm necessariamente que enfrentar.
E funciona !

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[“THE HOLE” ] não só é divertidíssimo como é um digno representante de um certo tipo de cinema que eu pensava que já não poderia mais ser conseguido de forma genuína; “SUPER-8” esteve lá perto, mas [“THE HOLE” ] na sua simplicidade acertou em cheio !
Mesmo quando se adapta aos tempos modernos.
E com isto quero dizer, quando ser adapta ao 3D.

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Normalmente eu nem ligo particularmente ao 3D. Acho piada, comprei um TV precisamente por causa disso mas cedo passou a novidade e neste momento salvo raras excepções pouco me importa se o filme existe em 3D ou não.
[“THE HOLE” ] é uma dessas excepções.
Se tiverem um TV 3D recomendo vivamente que só vejam [“THE HOLE” ] em três dimensões. Mesmo.
Faz a diferença.

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Joe Dante fez um excelente trabalho na forma como filmou [“THE HOLE” ] para incluir de forma orgânica tudo o que são sequências tridimensionais.
Este não é um daqueles filmes 3D que só existem para nos atirar ( ás vezes muito mal ) coisas à cara a todo o instante.
Não, em [“THE HOLE” ] Joe Dante não só sabe dosear muito bem onde usa o 3D como acima de tudo alguns efeitos deste filme estão incríveis e são mesmo de ver para crer.
A profundidade do buraco, a sensação de vertigem quando a câmera desce pelo fosso abaixo e tudo o mais que está extraordinariamente muito bem incluído nesta história fazem com que [“THE HOLE” ] em 3D seja obrigatório ; especialmente se vão comprar um televisor 3D e querem testá-la com um filme realmente impressionante nesse aspecto.

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[“THE HOLE” ] na sua versão normal é já de si um divertimento impecável, mas vão por mim, a versão 3D é simplesmente notável na forma como nos surpreende a todo o instante porque consegue inclusivamente o feito de por vezes nos fazer esquecer que estamos a ver a versão 3D.
Só que de repente mostra-nos um par de sequências que nos deixam verdadeiramente surpreendidos e ainda mais porque normalmente essas cenas impressionantes em 3D não estão lá para substituir o que se passa na narrativa central da história e até acontecem em momentos onde não se passa grande coisa o que não poderia ter sido uma melhor escolha por parte do realizador.
Todos os filmes em 3D deveriam aprender com Joe Dante. É assim que se produz um título 3D meus amigos. Com muita simplicidade e os efeitos apenas nos sítios certos sem exageros.

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Tirando o 3D, [“THE HOLE” ] é como já disse uma excelente recriação moderna do esprito de coisas como “EXPLORERS” por exemplo; faz lembrar inclusivamente outro filme independente dos anos 80 chamado “THE GATE” que também se tornou um filme de culto com um tema algo semelhante.
Além disso há por aqui um certo sabor ao excelente “THE LADY IN WHITE” que só lhe fica bem. Toda a parte sobrenatural está verdadeiramente creepy e não há nada melhor do que filmes com crianças fantasmas para me dar cabo dos nervos.

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Básicamente conta a história de um trio de adolescentes que descobrem um buraco misterioso na cave da sua nova casa. Buraco esse que está tapado com uma porta de alçapão e que quando aberta lança sobre todos eles uma sucessão de acontecimentos sobrenaturais dignos de pertencerem ao “POLTERGEIST” original.
Filme esse que Joe Dante homenageia também em [“THE HOLE” ] por mais do que uma vez e vão perceber onde.
Ah e já agora, claro que o inevitável cameo de Dick Miller também não podia falhar como sempre foi tradição em todos os filmes de Dante.

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O elenco é perfeito (onde nem falta um Bruce Bern a fazer de doido), conta com Haley Bennett (que muita gente hoje até confunde com Jennifer Lawrence pois são practicamente gémeas) e que depois disto já terão visto em “THE GIRL ON THE TRAIN” num papel bem mais sexual.
De forma geral tudo resulta pois as interpretações são consistentes, a atmosfera está cinco estrelas ; até a história tem uma base interessante.
A falhar em alguma coisa, [“THE HOLE” ] falha no final. Quando o muito óbvio enigma se resolve, as sequências passadas numa outra dimensão não são particularmente imaginativas e como tal a parte mais fraca do filme é mesmo a sua resolução.

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Simplesmente por não surpreender em nenhuma aspecto nem continuar com a mesma energia criativa que o filme demonstrou até chegar à sua conclusão.
[“THE HOLE” ] está para 2009 como “EXPLORERS” também realizado por Joe Dante esteve para 1984; acerta em tudo mas depois a conclusão perde algum fôlego apesar das cenas de acção tentarem disfarçar com pirotécnica aquilo que não existe em criatividade.
É certo que a história não pediria outro rumo, mas é pena que não se tenha mantido assustadoramente creepy até ao fim; nesse aspecto “THE LADY IN WHITE” de Frank LaLoggia em 88 fez muito melhor trabalho se pensarmos bem no assunto.

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Não há muito mais para dizer sobre [“THE HOLE” ] sem estragar o prazer da descoberta. 
Se procuram por um título com aquele sabor a cinema teenager dos anos 80 recomendo vivamente que espreitem isto.
Em 3D.

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CLASSIFICAÇÃO

Resumindo, é isso. [“THE HOLE” ] é o filme dos anos 80 que vocês pensavam que já não podia ser feito hoje em dia, é um dos melhores títulos de Joe Dante em anos e é um grande filme de terror para crianças como alguém já o definiu capaz de assustar um adulto ou dois por mais do que uma vez.
Vejam-no em absoluta escuridão para melhor efeito e neste caso o 3D é mesmo indispensável pois dá uma imensa vida ao filme.

Cinco Planetas Saturno

    

Só não leva um Gold Award porque não consegue manter no final a mesma intensidade criativa que demonstra até a história chegar ao último acto.
Mas é divertido e uma homenagem perfeita aos filmes com putos dos anos 80.

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A favor: o 3D é do melhor, resulta totalmente como filme “dos anos 80” filmado hoje em dia, bons sustos e óptima atmosfera sobrenatural.

Contra: a sequência final embora esteja dentro do contexto da história não é particularmente interessante de seguir pois a resolução do engima foi por demais óbvia.

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NOTAS ADICIONAIS

TRAILER

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IMDb
http://www.imdb.com/title/tt1085779

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