“THE BEYOND” (“THE BEYOND”) Hasraf Dulull (2017) Inglaterra

Mais um dia, mais um filme de ficção-científica extraordinário, daqueles com classificação miserável no IMDb.
[“THE BEYOND“] é fantástico.

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Curiosamente eu quando o vi pela primeira vez numa das inúmeras cópias pirata que circulam pela internet, também não lhe achei piada nenhuma. E sinceramente ainda hoje me estou a perguntar sobre o porquê daquela minha primeira reacção.
É que [“THE BEYOND“] é mesmo muito bom, muito bem feito, muito bem filmado , com uma atmosfera a puxar para o “INTERSTELLAR” em versão low budget e ainda por cima parte de vários conceitos que por si só podiam dar origem a vários filmes diferentes mas no entanto consegue levar a bom porto todas as ramificações para nos dar um daqueles finais em que ficamos com vontade de continuar a ver mais.

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A sensação com que se fica é que [“THE BEYOND“] bem que poderia também ser desenvolvido para uma série de TV, pois têm aqui um excelente ponto de partida e daria uma excelente série de ficção-cientítica naqueles moldes mais sérios como “INTERSTELLAR” e “ARRIVAL“.
No entanto é mesmo verdade que eu detestei isto quando o vi pela primeira vez e quase que não consegui chegar ao fim.
Talvez porque na altura estava mesmo completamente farto deste estilo de cinema de baixo-orçamento – Found-Footage – e como tal entrei logo nisto como se estivesse a fazer um enorme frete , o que fez com que não tivesse prestado grande atenção ao que via.

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Na verdade, não sei o que aconteceu e não faço mesmo a mais pequena ideia da razão porque detestei [“THE BEYOND“] inicialmente.
Pelas reviews que estão no IMDb e espalhadas em comentários pelo Youtube se calhar o que aconteceu com muita gente que só deu mesmo uma única oportunidade a isto terá sido o que me aconteceu a mim inicialmente também…
Vi-o agora em Bluray, pois incrivelmente , eu acabei por o comprar no Natal passado.
Tenho por tradição comprar um monte de cinema scifi independente e de baixo orçamento no Natal e [“THE BEYOND“] veio parar ao meu cesto de compras na amazon Alemã porque essencialmente estava em promoção na altura e nem custava 5€uros sequer.
Bendita promoção. Neste momento por acaso, o filme já se encontra esgotado em todas as amazon, excepto na amazon.com ( mas bloqueado à região A norte americana )… Pode ser que o reeditem por cá em breve.

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BEYOND QUALQUER CÓPIA PIRATA

Da segunda fez que vi [“THE BEYOND“] , já em Bluray e não na minha antiga cópia pirata adorei. Não consegui descolar do filme do primeiro ao último minuto e quando acabou ainda fiquei com vontade de ver mais.
Só uma nota para aquele pessoal que acha que não vale a pena comprar os filmes de que gostamos em Bluray para guardar quando podemos sacar cópias de bluray-rip a 1080p…trust me, não é a mesma coisa e eu tive a prova. Ver [“THE BEYOND“] em Bluray dá-lhe uma vida completamente nova, pois digam o que disserem mas aquele bocadinho de definição extra que só se encontra num produto original faz toda a diferença. Especialmente num filme carregado de pormenores visuais que ganham vida nova quando apresentados no melhor da alta definição e não apenas num rip-pirata sacado na internet.

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A qualidade de imagem é excelente, a própria fotografia do filme é mesmo muito boa e o som é do melhor. Vejam-no com headphones como eu o vi agora ; ( se calhar é esse o truque para começar a curtir este título , pois [“THE BEYOND“] é mesmo um daqueles filmes cujo a atmosfera scifi para ficar completa depende mesmo muito da combinação som/imagem e a parte do som foi também o que faltou em qualidade quando o vi na minha cópia sacada de um torrent antes.

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[“THE BEYOND“] é pura ficção-científica. E mais uma vez, volto a dizer se calhar não será coincidência estarmos de novo na presença de mais outro título do cinema Europeu e não de mais outro blockbuster de Hollywood. Algo que parece ter contribuído também para muitos dos comentários do público no IMDb, pois se calhar muita gente esperava uma espécie de Transformers ou algo assim visto que [“THE BEYOND“] também envolve “robots” gigantes – “tripulados” – por seres humanos… mas não da maneira que muita gente se calhar estava à espera.

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THE INTERSTELLAR ARRIVAL

Quando uma estranha anómalia no espaço é detectada, a ciência conclui que estaremos na presença de um primeiro contacto com uma civilização extra-terrestre, isto porque na mesma altura aparecem nos céus de todo o mundo uma verdadeira invasão de objectos que aparentam estar apenas ali; à espera. Quem são ? Porque vieram ?
Com isto entramos em território familiar já explorado em “ARRIVAL“. Se são o tipo de público que gostou desse excelente filme de ficção-científica então irão adorar [“THE BEYOND“].

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Para que a humanidade consiga viajar através desse – worm hole – ou provável – stargate – e obter respostas àquilo que parece ser um convite, a única forma é se os primeiros voluntários se submeterem a um processo que mistura o corpo humano com tecnologia, sabendo de antemão que nunca mais poderão voltar a ser humanos mas que ao mesmo tempo se tornarão quase super-herois em termos do poder que poderão alcançar. É essa a única forma do ser humano conseguir sobreviver à viagem e como tal logo muitos voluntários começam a surgir com o propósito de se tornarem no primeiro ser humano a entrar em contacto com uma raça extra-terrestre. E aqui passamos à parte que se assemelha a “INTERSTELLAR” mas numa versão cyborg.
Portanto, se gostaram de ARRIVAL e acham que ficaria bem com uma pitada de “INTERSTELLAR” , não hesitem em espreitar este pequeno grande filme que conta com pouco mais de 80 minutos mas também parece muito maior no melhor dos sentidos.

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THE NEWS

Como já referi, [“THE BEYOND“] não é um filme “normal”. Imaginem um documentário e é isto que irão ver neste filme pois não está filmado com uma narrativa clássica tradicional mas sim como se estivessemos mesmo a ver imagens recolhidas no local, clips de arquivo, etc. Talvez tenha sido por isto que não me cativou da primeira vez e tanta gente também ataque o filme online.
[“THE BEYOND“] é essencialmente um falso documentário e é assim que têm que partir para ele. Esqueçam todas as convenções de cinéfilia, deixem-se levar por este falso universo e garanto-vos que ficarão agarrados.

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THE FINAL FRONTIER

[“THE BEYOND“] é sobre isto, a fronteira final. Não apenas no que toca ao que nos espera no universo mas também sobre aquilo em que a humanidade se precisa tornar para que um dia consiga mesmo viajar no espaço, isto porque o facto de vivermos e estarmos biológicamente adaptados apenas a este planeta é no fundo aquilo que impede que exploremos mais longe e torne tão dificil a humanidade abandonar o seu berço neste sistema solar.
O filme explora imensas questões, vocês vão ficando a gostar dos “personagens” e depois ainda que brevemente ainda evolui para um daqueles títulos de ficção científica que são ideais para todos aqueles que procuram histórias sobre exploração e primeiros contactos.

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O design do filme é fantástico a todos os níveis, os sets ou localizções reais são perfeitas e os efeitos especiais são surpreendentemente bons e perfeitamente capazes de so fazer esquecer que estão a ver um filme independente Europeu Inglés e não um blockbuster Norte Americano.
Leva logo também pontos adicionais pelo seu final. Embora muito breve para grande pena minha ( pois queria mesmo saber mais sobre o que poderá acontecer a seguir ) , a verdade é que pelo menos no caso de [“THE BEYOND“] , o espectador pode ficar descansado. [“THE BEYOND“] não é outro daqueles títulos “found-footage” que leva o tempo todo a criar mistério com coisa nenhuma e depois chega ao fim e deixa-nos pendurados com fins inconclusivos.

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[“THE BEYOND“] tem um óptimo final aberto. Responde a tudo o que constroi em termos de suspense e mistério ao longo da sua narrativa de falso documentário e só fica incompleto em termos de história porque como disse, isto seria na boa o início de uma série de televisão scifi com muito boas ideias e com muito para desenvolver a partir daqui. Não me admirava nada que um destes dias ainda aparecesse algo baseado neste filme.

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CLASSIFICAÇÃO

Dêem uma oportunidade a [“THE BEYOND“]. Se calhar… dêem uma segunda oportunidade até. Entrem nisto logo à espera de ver algo num estilo documentário e não esperem “um filme”. Se o fizerem e partirem para [“THE BEYOND“] apenas procurando por uma boa história de ficção-científica sobre exploração espacial e primeiro contacto com extraterrestres não tenho dúvidas de que irão gostar mesmo muito disto tal qual eu gosto deste filme agora. Aliás , este é um daqueles títulos que insiste em não me sair da cabeça. Se calhar porque há actualmente tão pouca ficção-científica saída de Hollywood digna desse nome que o facto desta estar cada vez mais a ser produzida independentemente na Europa ainda torna todos estes títulos mais fascinantes.
[“THE BEYOND“] é certamente um deles.

Cinco Planetas Saturno

   

Não ganha um Gold Award… porque apesar de tudo, cinemáticamente falando, isto é um documentário e não é  própriamente “um filme”. O – found footage – embora bem usado acaba por remeter este scifi para um nicho que o limita um bocado enquanto obra para cinema.

A favor: a história, o conceito, o mistério do que está para lá do portal, o design, o som, a fotografia, as interpretações, a realização, o final da história. Deixa-nos com vontade de saber mais.

Contra: o estilo found-footage limita-o bastante naquilo que poderia ter sido embora se compreenda que este tenha sido o formato certo até para se poupar algum dinheiro na produção certamente. Deixa-nos com vontade de saber mais.

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NOTAS ADICIONAIS

TRAILER

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IMDb
https://www.imdb.com/title/tt5723416/

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capinha_moontrap capinha_MOON 44.jpg capinha_solaris capinha_cargo capinha_CHILDHOODS-END.jpg capinha_2010.jpg

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“BATTLE PLANET” (“BATTLE PLANET”) Greg Aronowitz (2008) EUA

Se alguma vez imaginaram como seria um filme de ficção-científica em que todo o ambiente high-tech se parecesse com um monte de brinquedos coloridos, então [“BATTLE PLANET”] responde a essa questão existencial e por isso começa de forma tão divertida.

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Há qualquer coisa de mágico no estilo visual deste filme logo desde o início. Nota-se que houve por aqui uma grande tentativa de dar ao espectador a maior quantidade de ambientes e cenários possíveis dispondo de muito pouco dinheiro para diversificar o que quer que fosse e dentro de um certo contexto a coisa até resultou muito bem.
[“BATTLE PLANET”] tem visualmente imensa piada mal começa pois graficamente é muito diferente do que costumamos ver até em títulos baratos.

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TOY STORY

Mas é muito estranho sentirmos desde logo que tudo neste universo foi criado a partir de brinquedos. Pode não ter sido essa a intenção mas é o que parece.
Até o próprio CGI muito pobrezinho mas cheio de identidade reflete essa estética e as próprias naves digitais parecem ter sido modeladas para dar aquela sensação de maqueta criada com Lego, ou montada em cartolina pintada.
As armas coloridas parecem notoriamente feitas de plástico, os distintivos dos militares são ridiculamente enormes parecendo brindes ganhos numa qualquer caixa de corn-flakes e até os matte-paintings que estendem os cenários parecem querer dar a impressão de que toda a aventura decorre algures pelo meio de uma miniatura onde alguém jogou uns actores e colocou por lá uma micro-câmera.

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O guarda roupa já está mais contido e o design de todo o visual da heroína alienígena é mesmo muito bom, mas nem o próprio fato espacial (armadura de combate) inteligente se livra de parecer ter sido construído com rolos de plástico e cartão ligados por papel e celofane ou algo assim, ( embora tenha resultado muito bem mesmo ).
As máscaras alienígenas embora incrivelmente limitadas em expressividade estão muito bem pensadas e mais uma vez também aqui brilha o design da heroína. Não só tem um visual simples mas com muita pinta como a própria actriz por detrás da máscara faz um verdadeiro milagre em dotar de vida aquele rosto feito de borracha que por vezes parece ser mesmo muito complicado de movimentar.

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BREAKING GOOD

Zack Ward, o actor que interpreta o protagonista desta pequena aventura espacial também está excelente. Pelo menos ficamos com a ideia de que se divertiu bastante a fazer isto; ( por vezes faz lembrar imenso o Conan O´Brien ) e a sua interpretação é um dos pontos altos desta produção.
Especialmente quando as suas cenas são ou com a co-protagonista alienígena ou então com o seu fato inteligente de personalidade feminina quando este insiste em controlar todos os movimentos que o coitado tem que dar quando se despenha no planeta durante uma missão.
Se vocês reconhecerem a cara do heroi é porque já o viram em dezenas de séries e titulos ao longo dos anos onde geralmente fazia de puto universitário estúpido, menino beto do papá, agressor em cenas de violência doméstica, passador de droga chique, bófia corrupto e em tudo o que foram papeis de pilantra sem escrúpulos ao longo da sua carreira. Foi por isso muito bom e bem surpreendente tê-lo visto agora num papel tão divertido, simpático e carismático quanto este.

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WHAT BATTLE ?

Se [“BATTLE PLANET”] ao inicio parece um título tão divertido e com imensa atmosfera série-B no melhor dos sentido muito deve ao trio de protagonistas e aos três actores que fazem um excelente trabalho a convencer-nos que por detrás de toda aquela tecnologia de brinquedo está mesmo algo de importante a acontecer na aventura.
A propósito… [“BATTLE PLANET”] deve ser o título mais estúpido e enganador de todos os tempos e só por causa disso muita gente ficou particularmente irritada pois na verdade promete um filme de acção que nunca ocorre.
Melhor título para isto teria sido “BATTLESUIT”.
Não há uma única coisa que se possa designar por batalha no planeta deste filme.
E ainda bem.

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Ainda bem, porque para haver uma batalha seriam precisos montes de personagens, para haver personagens com alguma identidade seriam precisos actores e se há uma coisa que [“BATTLE PLANET”] não tem são actores nos papeis secundários.
É absolutamente incrível mas para lá do trio protagonista ( e do contrabandista anão ) que se nota são verdadeiros actores profissionais, tudo o resto é simplesmente mau.
Mas mau demais para ser real.
[“BATTLE PLANET”] tem imensos personagens, criaturas, soldados, generais, etc, mas de cada vez que alguém abre a boca neste filme lá se vai toda a excelente atmosfera que [“BATTLE PLANET”] consegue quando apenas se foca no trio de protagonistas.

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DESCALABRO PLANETÁRIO

Os actores secundários neste pequeno série-B são realmente atrozes e nem parecem actores profissionais de todo.
Parece mais que estamos a ver um grupo de pessoas que resolveu fazer um filme num fim de semana qualquer com os amigos, colocou-se em frente à câmera e leu umas linhas num teleponto.
O nível de representação neste filme roça o mais clássico de Ed Wood num Plan 9 From Outer Space com a diferença que nos filmes de Ed Wood a representação era melhor.

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E pior ainda… para um filme que supostamente se chama [“BATTLE PLANET”] , as poucas cenas de acção…se é que se podem chamar assim parecem ter sido inventadas na hora minutos antes de as filmarem.
Não só os figurantes são ainda piores do que os “actores” de background que tiverem coisas para dizer, como todas as coreografias de luta e sequências de combate se é que se podem classificar assim são inacreditavelmente ingénuas a um nível amador que é de ver para crer.
Se alguém se queixa das limitações das cenas de acção em produções “amadoras” como “MYTHICA” ou “RISE OF THE SHADOW WARRIOR” então é porque ainda não teve oportunidade de ver [“BATTLE PLANET”] e comparar.

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MENAGE À TROIS

Mais uma vez quem salva o filme são os protagonistas. Não bastava já levarem os seus papeis a sério com um resultado digno e bastante bom como também quando a coisa precisa de envolver algumas sequências “de acção” são estes que parecem estar mesmo bem ensaiados. Em particular a heroína alienígena que no pouco que tem para fazer em termos de luta consegue convencer.
Portanto há por aqui um enorme problema com [“BATTLE PLANET”].
O ambiente sci-fi de brinquedo nem sequer é um problema pois se nos deixarmos levar por isso o filme acaba por ter imenso charme pela inventividade visual que contém.
O problema de [“BATTLE PLANET”] são na verdade dois.
Ou três…


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É que já não bastava os actores de fim-de-semana que quase estragam o excelente trabalho dos protagonistas como ainda por cima quem criou [“BATTLE PLANET”] parece não ter sabido muito bem o que estava a fazer quanto à escolha do tom do filme no que toca ao seu desenvolvimento dramático.
[“BATTLE PLANET”] são na verdade dois tipos de filme. 
Na primeira metade temos algo que se parece com uma divertida e assumida aventura scifi de série-B que nem se leva muito a sério e por vezes quase entra por um registo de comédia espacial assumida. O que só lhe fica bem.

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No entanto na segunda metade da história não percebo o que raio se passou com esta aventura que estava a correr tão bem quando tinha aquele tom ligeiro.
Parece que de repente alguém ordenou que se mudasse de registo e subitamente o filme passa de ser uma aventura ligeira com protagonistas divertidos de que estamos mesmo a gostar, para algo que parece querer ser intensamente dramático e muito, muito sério em termos de temática anti-guerra; isto em registo nada subtil, totalmente in your face.
Até os personagens mudam de personalidade e de brincalhões passam a criaturas intensamente trágicas dramáticas só porque a história assim o pedia quando chega ao acto final. Um final ilógico sem qualquer preparção ou contexto e que de certa forma aparece do nada não fazendo qualquer sentido neste argumento.

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WHAT ?!

Aliás se há algo que estraga por completo [“BATTLE PLANET”] é precisamente o seu final. Não pela escolha sobre o que acontece na história, mas porque tudo acontece sem qualquer contexto.
Parece que a determinado momento a história tinha que terminar “com um twist” e como tal vai daí ignora-se tudo o que ficou para trás.
A sensação com que o espectador fica ao ver que de repente o filme vai acabar daquela maneira é uma total sensação de inutilidade; tempo perdido.
Não apenas por termos perdido tempo a acompanhar a aventura mas tempo perdido dentro da própria lógica narrativa deste argumento como se a estrutura da história não importasse para nada e depois de [“BATTLE PLANET”] nos dar um trio de protagonistas com um determinado tipo de personalidade subitamente descarta todo o universo e as próprias regras que construiu apenas porque o filme tinha que se tornar dramático e passar “a mensagem”…


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Neste aspecto, [“BATTLE PLANET”] consegue ser ainda pior do que o excelente “GARM WARS : THE LAST DRUID” que também faz tudo bem durante o filme todo mas depois só para ter “uma surpresa” no final deita fora por completo todas as regras que construiu durante a história. Não se importando que tenha sido aquele universo em particular e não outro com as suas regras próprias definidas que o espectador tinha estado a acompanhar até então.
[“BATTLE PLANET”] faz o mesmo e consegue ser ainda pior com o final mais inútil e descartável que me lembro de ter visto numa aventura espacial deste género.
E aqui não é um problema de baixo orçamento mas sim conceptual a nível de escrita.

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O trio de personagens principais ( juntamente com o contrabandista anão ) poderia ser dado origem a uma franchising de série-B tão divertida quanto o que aconteceu com a fabulosa série de filmes “MYTHICA” , algo talvez no tom de “STAR RAIDERS” por exemplo; mas parece que quem criou [“BATTLE PLANET”] nem se apercebeu do potencial dos personagens e do excelente trabalho que os próprios actores principais fizeram durante este filme.
De outra forma como explicar a opção de terminar a história como esta termina ?!
De repente o espectador dá por ele e está a olhar para os créditos finais ( num estilo gráfico tão piroso que ainda nos irrita mais ).
 Tipo, what ?! Quê ?! Uhm ?!!

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CLASSIFICAÇÃO

Há por aqui uma oportunidade muito desperdiçada e é pena. Tal como alguém comenta curiosamente no IMDb, havia em [“BATTLE PLANET”] realmente um bom conceito scifi que embora não sendo inovador poderia ter sido muito bem explorado em títulos futuros até,  pois o próprio argumento ainda consegue colocar uma boa questão ou duas sobre algumas temáticas.
Não precisava de ter sido subitamente transformado num drama espacial forçado pois até então tinha passado muito bem a “sua” mensagem quando o filme seguia num tom humorístico muito divertido e cativante.
Com muita pena minha não posso dizer que este filme é um espectáculo. Como está, é apenas bom e isso graças ao trabalho dos protagonistas, com destaque para um excelente Zack Ward.
De forma geral o filme é muito interessante e vale a pena ser visto pelo menos uma vez por toda a gente que gosta de ficção-científica de baixo orçamento. E o seu visual estilo brinquedo é muito cativante.

Três Planetas Saturno

 

Inicialmente eu pensava que este seria mais um daqueles séries-B divertidos a ganhar cinco planetas saturno por aqui, mas à medida que me apercebi que o filme ia mudando desnecessariamente de tom a coisa deixou de ter a magia que tinha tido até ao meio. Como tal, tanto pelos actores atrozes que distraem, como pelas cenas de acção com figurantes que não sabem bem o que estão a fazer, como pela indesculpável mudança de registo a meio da aventura e principalmente pelo final que torna tudo o que ficou para trás absolutamente redundante e inútil no contexto do próprio universo do filme a minha classificação tem que ficar pelos Três Planetas Saturno mesmo.

INTRO

A favor: o design futurista de todo o hardware que se parece com brinquedos de plástico a todo o instante, ( até o CGI parece reproduzir brinquedos no que toca às naves espaciais ), até os cenários parecem ser de brinquedo, o trio de protagonistas (astronauta/fato inteligente/alienígena), um excelente Zack Ward como protagonista, o divertido e ligeiro sentido de humor que percorre muito da primeira parte da aventura, a utilização dos cenários naturais, a máscara da protagonista embora simples e limitada é muito boa e a actriz dá imensa personalidade ao personagem, a forma como o realizador contorna muitas das evidentes limitações de orçamento, a ideia para a base da história nem está nada mal não senhor…

Contra: tirando os protagonistas ( e o anão contrabandista ) os restantes actores vão do incrivelmente amador no pior dos sentidos até ao incrivelmente mau no mais profissional dos sentidos pois este filme é um verdadeiro desfilar de más interpretações, as lutas e cenas de acção são amadoramente más de mais para podermos crer que isto até é uma produção profissional, o titulo “Battle Planet” não tem qualquer lógica pois não tem nada a ver com o que se passa no filme, a história muda de tom a meio e passa de ser uma aventura scifi divertida para algo que simplesmente não resulta enquanto história intensamente dramática, a morte dos protagonistas no fim não tem qualquer sentido nem serve absolutamente nada para a história tornando inclusivamente tudo o que se passou atrás totalmente redundante.

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NOTAS ADICIONAIS

TRAILER


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COMPRAR BLURAY
Edição Alemã sem legendas.

bluray

https://www.amazon.de/Battle-Planet-Blu-ray-Jason-Miller/dp/B003YHRWW0/ref=sr_1_1?ie=UTF8&qid=1514642605&sr=8-1&keywords=battle+planet+bluray

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LAUREL CANYON STAGES


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[“BATTLE PLANET”] tem uma coisa que eu adorei. É mais um série-B filmado nos estúdios privados de aluguer Laurel Canyon Stages. 

Aquele corredor, reconhece-se logo à distância por muito que tentem disfarçar.

http://www.lcstages.com/spaceship.html

https://www.facebook.com/lcstages/

Se vocês encontrarem por esta aventura espacial uns cenários algo familiares é tiverem por hábito curtir cinema independente série-B, então dependendo do número de sci-fi’s de baixo orçamente que já tiverem visto nos últimos dez anos certamente que já terão visto algo entre 10 a mais de 30 filmes rodados neste mesmo cenário que já foi modificado ligeiramente dezenas de vezes; até “Samurai Cop II” teve cenas filmadas aqui. 
Este cenário permanente é mais conhecido por ter sido o interior da nave do herói em “HUMANITY´S END” por exemplo embora tenha servido de cenário a tanta coisa que já me passou pela frente que eu perdi a conta. Até por um submarino o corredor principal deste Set de nave espacial já passou.
 Recentemente também o vimos em “ROGUE WARRIOR : ROBOT FIGHTER” já melhor disfarçado.
Sempre que vejo mais um filme rodado aqui fico contente pois ando a tentar riscar titulos-lixo da minha lista e interessam-me muito em particular todos os que foram rodados neste mesmo local que qualquer um de nós pode alugar para fazer um filme se tiver dez mil dólares por dia. Equipamento e green screen incluído.

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IMDb
http://www.imdb.com/title/tt1016024

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Se gostou deste, poderá gostar de :

humanities_end capinha_spacehunter capinha_ROGUE_WARRIOR.jpg capinha_STAR RAIDERS capinha_EXPLORER.jpg capinha_garm-wars

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“A SOUND OF THUNDER” (“A SOUND OF THUNDER”) Peter Hyams (2005) REPUBLICA CHECA / ALEMANHA / INGLATERRA / EUA

Há coisas que me desorientam por completo na mente dos pipoqueiros de cinema de shopping center.
Por um lado o IMDb está cheio de gente que venera “Transformers” e sub-produtos semelhantes como se fossem a coisa mais espectacular que o cinema já produziu; esgotam salas com o mais recente enlatado da Marvel na sua fórmula do mistura e volta-a-dar-que-os-putos-nem-notam, mas depois atribuem a filmes como [“A SOUND OF THUNDER”] classificações absolutamente abjectas e não consigo perceber porquê.

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A não ser porque esta malta apenas sabe definir um bom filme pela qualidade dos efeitos especiais e nada mais.
E aí sim [“A SOUND OF THUNDER”] não é propriamente uma obra prima, mesmo para os padrões de 2004/2005 até porque Jurassic Park já tinha colocado a fasquia bem alta neste tipo de produções com dinossauros.
[“A SOUND OF THUNDER”] é também um daqueles filmes que de certeza não teria sido produzido não fosse os dinossauros estarem na moda na altura por causa dos filmes Spielberg e como tal alguém achou que mesmo sem grandes meios técnicos poderia filmar isto baratinho na Républica Checa e espremer algum dinheiro às audiências esfomeadas por répteis digitais.

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Resultado, não só [“A SOUND OF THUNDER”]  esteve em risco de nunca ter saído para a rua ( até porque foi lançado quase dois anos depois de ter sido filmado por não haver dinheiro para os efeitos especiais ) como se tornou automaticamente no saco de pancada do ano.
Um verdadeiro “JOHN CARTER” na forma como foi usado para representar um conceito de fracasso que só os americanos parecem realmente entender, tão subjectiva será essa indefinição.
Está mais que visto que –um mau filme-, lançado pelos EUA não tem nada a ver com os gostos dos comedores de milho que infestam a maioria das plateias nas salas de cinema modernas e muito menos com a verdadeira qualidade do produto.

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[“A SOUND OF THUNDER”] é por isso um verdadeiro clássico esquecido.
Um típico filme de acção dos anos 90 filmado no início dos anos 2000 mas com uma estética saída de pelo menos 1989 para não dizer pior.
No entanto [“A SOUND OF THUNDER”] não deixa de ser uma excelente proposta de aventuras dentro da ficção-científica ( mil vezes mais criativo e divertido que Jurassic Park ) e portanto façam-me o favor de ignorar a sua ridícula classificação no IMDb pois não reflete de todo o produto final e a qualidade da proposta.
Quanto muito refletirá a qualidade dos efeitos digitais.
Se não estiverem presos a essa ideia e gostam do boa ficcão-científica [“THE SOUND OF THUNDER”] continua a ser uma excelente proposta para passarem quase duas horas.

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A ter alguma coisa errada está no facto de mais uma vez, Ben Kingsley aparecer como sendo o vilão da história, o que é algo que me ultrapassa.
Isto já se está a tornar rídiculo, pois basta este aparecer num filme e nem precisamos mais em partir a cabeça à volta de quem será “o culpado” seja em que tipo de história for. Se Ben Kingsley entra, então acabou-se o mistério, o enigma ou o suspense em qualquer produção.
E o mais frustrante é que novamente temos aqui um Kingsley em perfeita forma. Ninguém faz este tipo de papel como ele faz e por isso acaba também por ser o que o filme tem de melhor, pois todas as cenas com ele são divertidissimas. Este tipo é um fantástico actor até mesmo quando se mete neste tipo de papeis estereotipados; e bem vistas as coisas, Kingsley nunca repetiu um vilão.

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O segundo problema do filme para mim não está nos efeitos digitais datados ao contrário do que a malta do milho afirma. Estou-me perfeitamente a borrifar para a qualidade das animações digitais quando comparadas com Jurassic Park e todas as tretas que se vêem escritas pelo IMDb; [“A SOUND OF THUNDER”] funciona perfeitamente como está e os efeitos digitais nem são particularmente terríveis sequer.
A meio da aventura já nem nos lembramos que estamos a ver efeitos especiais pois a história tem montes de adrenalina, um bom problema de ficção-científica por resolver, interpretações com personalidade e é também extremamente variado na forma como nos está sempre a mostrar ambientes novos.

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Para mim é mais problemático o facto do design “tecnológico” de [“A SOUND OF THUNDER”] tresandar a 1990; quando toda a técnologia do futuro ainda era representada quase em estilo cartoon; tudo tinha que ser grande e de formas muito básicas para que os cenários fossem mais facilmente construídos.
O que dá direito a ambientes no estilo “Total Recall” espalhados por todo o lado e por isso o filme está cheio de mesas e consolas enormes “técnologicamente futuristas”, botões gigantes de plástico com luzinhas, disco rígidos que mais parecem caixas de máquinas de escrever, dispositivos de gravação do tamanho de gravadores analógicos do inicio de 1980 ou então que se parecem com uma “Pokebola“. Para além disso podemos contar com muito cenário onde tudo é grande alto e espaçoso ( parecendo-se com uma fábrica qualquer ) ; construído com uma estética geométrica muito simplificada e o mais quadrada possível e disfarçada por sinais criados por design gráfico datado colados em todo o lado para acrescentar textura “futurista”.
[“A SOUND OF THUNDER”] mostra um ano de 2052 muito 1990 e só falta mesmo aqui aparecer o Shwarzenneger para compor o cenário.

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Curiosamente também, [“A SOUND OF THUNDER”] para lá de Ben Kingsley é uma grande produção sem vedetas de Hollywood; coisa que o afundou por completo na estreia; especialmente numa época em que o “cinema-personalidade” estava no auge e a malta não ia ver um filme apenas; a malta ia ver o filme novo do Cruise, do Arnaldo ou do Willis.
Como [“A SOUND OF THUNDER”] com o seu baixo orçamento preferiu investir o pouco dinheiro que teve na criação de ambientes variados em vez de pagar milhões a vedetas, o público ignorou o filme por completo.
E o facto de não ter sido sequer alvo de qualquer campanha publicitária também ajudou bastante à sua má reputação.

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[“A SOUND OF THUNDER”] é um filme de Peter Hyams com a direcção de fotografia do próprio mas este não é na verdade um verdadeiro Hyams, ao contrário por exemplo de “2010 : O ANO DO CONTACTO” ou “OUTLAND”.
Hyams foi contratado à pressa quando Renny Harlin foi despedido por diferenças criativas em relação ao argumento, a produção esteve parada durante meses e a coisa foi essencialmente remendada do início.
[“A SOUND OF THUNDER”] é ainda uma adaptação de um dos contos mais populares de Ray Bradbury com o mesmo título. Aliás, mais do que uma adaptação é uma verdadeira extensão do conto original. E muito boa na minha opinião.

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Muita gente critica esse facto como se isso tivesse estragado o original, mas eu não concordo de todo. 
Curiosamente lembrei-me deste filme nesta semana porque relativamente ao meu trabalho de ilustração, fui contratado para ilustrar o livro baseado na história de Bradbury e como tal tive que voltar a ler o conto original; mesmo até antes de ter revisto o filme e não acho de todo que [“A SOUND OF THUNDER”] seja uma má adaptação. Muito pelo contrário.

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Practicamente tudo o que está no conto original foi mantido e sómente foram incluídas sequências adicionais;  além disso o final está diferente porque não podia ser de outra forma dado o contexto da própria extensão da história. Eu gostei muito do que [“A SOUND OF THUNDER”] fez para aumentar toda a aventura.
Manteve-se o melhor possível dentro de um conceito de ficção-científica clássico apesar de toda a vertente thriller blockbuster ; naquele sentindo em que os personagens vão sendo comidos um a um pela bicharada, mas os argumentistas transformaram aquilo que é essencialmente um episódio de Twilight Zone num divertimento inocente, com algum suspense, muita variedade e um verdadeiro guity-pleasure no que toca a este género de cinema onde convém deixar o cérebro à porta por instantes.
Embora no que toca a filmes sobre viagens no tempo este não esteja nada mal, não senhor. Não será o fabulaso “CYBORG SHE” mas também não precisa de o ser para resultar.
E não, contrariamente ao que possam ler por aí, não desrespeita o texto original.

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Essencialmente [“A SOUND OF THUNDER”] tem lugar num futuro próximo em que as viagens no tempo existem mas estão extremamente controladas pelo governo para evitar estragos na linha temporal. No entanto uma empresa com conexões ao poder político organiza caçadas no passado por quantias astronómicas levando milionários até 65.000.000 anos atrás para caçarem um T-Rex.
Claro que tudo tem certas regras que não podem ser quebradas. Só que um dia o inesperado acontece e quando regressam , os nossos heróis descobrem que se calhar o seu mundo não só já não é o mesmo que deixaram, como está ainda a mudar à medida que várias ondas temporais se sucedem como resultado de um efeito iniciado pelos acontecimentos ocorridos na última expedição milhões de anos atrás.

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Pessoalmente achei a ideia das ondas temporais uma excelente adição à história de Bradbury e uma boa justificação para que a realidade não tivesse sido logo totalmente mudada. Além disso é a desculpa perfeita para algumas das melhores cenas de acção do filme também; e olhem que os efeitos nem são tão maus quanto os pipoqueiros de cinema-shopping querem fazer crer.
É certo que tem diferenças do conto; por exemplo a linguagem não mudou quando os herois regressam ao “presente” mas no contexto do filme também não é relevante.

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CLASSIFICAÇÃO

Não via [“A SOUND OF THUNDER”] há uns dez anos desde que saiu e curiosamente já nem me lembrava dele. É realmente um daqueles filmes que diverte imenso e não insulta a inteligência no que toca a conceitos de Fc apesar de ser formulático.
Estranhamente é também um filme que se esquece facilmente. Não porque tenha algo de errado, muito pelo contrário, mas talvez porque é um título tão poucas vezes referido que acaba por eclipsar-se da memória popular até mesmo junto daqueles que como eu acham que o filme é particularmente bom.
Já era datado quando estreou é certo, mas [“A SOUND OF THUNDER”] é muito divertido e recomenda-se vivamente.

Cinco Planetas Saturno

 

É uma boa aventura de ficção cientifica onde nem falta um ambiente retro ( muito plástico, artificial e nada convincente ) que adorei, inspirado no look dos anos 40 ; com ruas estranhamente nostálgicas embora percorridas por carros futuristas que também aqui não escapam ao lookTotal Recall” mas que funciona e dá ao filme uma identidade única muito bem marcada.
Dispensava-se eram aquelas cenas em que os actores caminham “nas ruas da cidade” claramente em cima de uma passadeira rolante de frente para um greenscreen. Por outro lado, [“A SOUND OF THUNDER”] não teria o mesmo charme se estas não existissem.
Resumindo, curti e recomendo !

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A favor: a variedade de ambientes e cenários, o grupo de personagens é cativante, boas cenas de acção e algum suspense bem construído, não tem vedetas de Hollywood, tem imaginação e contrariamente ao que diz ( quem provavelmente nem leu o conto original ) é uma boa adaptação da ideia e do texto de Ray Bradbury sim senhor. E Ben Kingsley está excelente. Aliás todos os actores estão óptimos, incluíndo os protagonistas.

Contra: Kingsley é novamente o vilão porquê ?… Em termos de design está muito datado mesmo e mais parece uma produção de 1990. Os efeitos digitais são medianos mas não são de forma alguma tão maus quanto muita gente os pinta. A péssima classificação no IMDb não espelha de todo o quanto este filme é criativo, diferente e divertido.

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NOTA ADICIONAIS

TRAILER

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IMDb
http://www.imdb.com/title/tt0318081/

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