“THE BEYOND” (“THE BEYOND”) Hasraf Dulull (2017) Inglaterra

Mais um dia, mais um filme de ficção-científica extraordinário, daqueles com classificação miserável no IMDb.
[“THE BEYOND“] é fantástico.

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Curiosamente eu quando o vi pela primeira vez numa das inúmeras cópias pirata que circulam pela internet, também não lhe achei piada nenhuma. E sinceramente ainda hoje me estou a perguntar sobre o porquê daquela minha primeira reacção.
É que [“THE BEYOND“] é mesmo muito bom, muito bem feito, muito bem filmado , com uma atmosfera a puxar para o “INTERSTELLAR” em versão low budget e ainda por cima parte de vários conceitos que por si só podiam dar origem a vários filmes diferentes mas no entanto consegue levar a bom porto todas as ramificações para nos dar um daqueles finais em que ficamos com vontade de continuar a ver mais.

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A sensação com que se fica é que [“THE BEYOND“] bem que poderia também ser desenvolvido para uma série de TV, pois têm aqui um excelente ponto de partida e daria uma excelente série de ficção-cientítica naqueles moldes mais sérios como “INTERSTELLAR” e “ARRIVAL“.
No entanto é mesmo verdade que eu detestei isto quando o vi pela primeira vez e quase que não consegui chegar ao fim.
Talvez porque na altura estava mesmo completamente farto deste estilo de cinema de baixo-orçamento – Found-Footage – e como tal entrei logo nisto como se estivesse a fazer um enorme frete , o que fez com que não tivesse prestado grande atenção ao que via.

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Na verdade, não sei o que aconteceu e não faço mesmo a mais pequena ideia da razão porque detestei [“THE BEYOND“] inicialmente.
Pelas reviews que estão no IMDb e espalhadas em comentários pelo Youtube se calhar o que aconteceu com muita gente que só deu mesmo uma única oportunidade a isto terá sido o que me aconteceu a mim inicialmente também…
Vi-o agora em Bluray, pois incrivelmente , eu acabei por o comprar no Natal passado.
Tenho por tradição comprar um monte de cinema scifi independente e de baixo orçamento no Natal e [“THE BEYOND“] veio parar ao meu cesto de compras na amazon Alemã porque essencialmente estava em promoção na altura e nem custava 5€uros sequer.
Bendita promoção. Neste momento por acaso, o filme já se encontra esgotado em todas as amazon, excepto na amazon.com ( mas bloqueado à região A norte americana )… Pode ser que o reeditem por cá em breve.

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BEYOND QUALQUER CÓPIA PIRATA

Da segunda fez que vi [“THE BEYOND“] , já em Bluray e não na minha antiga cópia pirata adorei. Não consegui descolar do filme do primeiro ao último minuto e quando acabou ainda fiquei com vontade de ver mais.
Só uma nota para aquele pessoal que acha que não vale a pena comprar os filmes de que gostamos em Bluray para guardar quando podemos sacar cópias de bluray-rip a 1080p…trust me, não é a mesma coisa e eu tive a prova. Ver [“THE BEYOND“] em Bluray dá-lhe uma vida completamente nova, pois digam o que disserem mas aquele bocadinho de definição extra que só se encontra num produto original faz toda a diferença. Especialmente num filme carregado de pormenores visuais que ganham vida nova quando apresentados no melhor da alta definição e não apenas num rip-pirata sacado na internet.

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A qualidade de imagem é excelente, a própria fotografia do filme é mesmo muito boa e o som é do melhor. Vejam-no com headphones como eu o vi agora ; ( se calhar é esse o truque para começar a curtir este título , pois [“THE BEYOND“] é mesmo um daqueles filmes cujo a atmosfera scifi para ficar completa depende mesmo muito da combinação som/imagem e a parte do som foi também o que faltou em qualidade quando o vi na minha cópia sacada de um torrent antes.

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[“THE BEYOND“] é pura ficção-científica. E mais uma vez, volto a dizer se calhar não será coincidência estarmos de novo na presença de mais outro título do cinema Europeu e não de mais outro blockbuster de Hollywood. Algo que parece ter contribuído também para muitos dos comentários do público no IMDb, pois se calhar muita gente esperava uma espécie de Transformers ou algo assim visto que [“THE BEYOND“] também envolve “robots” gigantes – “tripulados” – por seres humanos… mas não da maneira que muita gente se calhar estava à espera.

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THE INTERSTELLAR ARRIVAL

Quando uma estranha anómalia no espaço é detectada, a ciência conclui que estaremos na presença de um primeiro contacto com uma civilização extra-terrestre, isto porque na mesma altura aparecem nos céus de todo o mundo uma verdadeira invasão de objectos que aparentam estar apenas ali; à espera. Quem são ? Porque vieram ?
Com isto entramos em território familiar já explorado em “ARRIVAL“. Se são o tipo de público que gostou desse excelente filme de ficção-científica então irão adorar [“THE BEYOND“].

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Para que a humanidade consiga viajar através desse – worm hole – ou provável – stargate – e obter respostas àquilo que parece ser um convite, a única forma é se os primeiros voluntários se submeterem a um processo que mistura o corpo humano com tecnologia, sabendo de antemão que nunca mais poderão voltar a ser humanos mas que ao mesmo tempo se tornarão quase super-herois em termos do poder que poderão alcançar. É essa a única forma do ser humano conseguir sobreviver à viagem e como tal logo muitos voluntários começam a surgir com o propósito de se tornarem no primeiro ser humano a entrar em contacto com uma raça extra-terrestre. E aqui passamos à parte que se assemelha a “INTERSTELLAR” mas numa versão cyborg.
Portanto, se gostaram de ARRIVAL e acham que ficaria bem com uma pitada de “INTERSTELLAR” , não hesitem em espreitar este pequeno grande filme que conta com pouco mais de 80 minutos mas também parece muito maior no melhor dos sentidos.

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THE NEWS

Como já referi, [“THE BEYOND“] não é um filme “normal”. Imaginem um documentário e é isto que irão ver neste filme pois não está filmado com uma narrativa clássica tradicional mas sim como se estivessemos mesmo a ver imagens recolhidas no local, clips de arquivo, etc. Talvez tenha sido por isto que não me cativou da primeira vez e tanta gente também ataque o filme online.
[“THE BEYOND“] é essencialmente um falso documentário e é assim que têm que partir para ele. Esqueçam todas as convenções de cinéfilia, deixem-se levar por este falso universo e garanto-vos que ficarão agarrados.

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THE FINAL FRONTIER

[“THE BEYOND“] é sobre isto, a fronteira final. Não apenas no que toca ao que nos espera no universo mas também sobre aquilo em que a humanidade se precisa tornar para que um dia consiga mesmo viajar no espaço, isto porque o facto de vivermos e estarmos biológicamente adaptados apenas a este planeta é no fundo aquilo que impede que exploremos mais longe e torne tão dificil a humanidade abandonar o seu berço neste sistema solar.
O filme explora imensas questões, vocês vão ficando a gostar dos “personagens” e depois ainda que brevemente ainda evolui para um daqueles títulos de ficção científica que são ideais para todos aqueles que procuram histórias sobre exploração e primeiros contactos.

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O design do filme é fantástico a todos os níveis, os sets ou localizções reais são perfeitas e os efeitos especiais são surpreendentemente bons e perfeitamente capazes de so fazer esquecer que estão a ver um filme independente Europeu Inglés e não um blockbuster Norte Americano.
Leva logo também pontos adicionais pelo seu final. Embora muito breve para grande pena minha ( pois queria mesmo saber mais sobre o que poderá acontecer a seguir ) , a verdade é que pelo menos no caso de [“THE BEYOND“] , o espectador pode ficar descansado. [“THE BEYOND“] não é outro daqueles títulos “found-footage” que leva o tempo todo a criar mistério com coisa nenhuma e depois chega ao fim e deixa-nos pendurados com fins inconclusivos.

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[“THE BEYOND“] tem um óptimo final aberto. Responde a tudo o que constroi em termos de suspense e mistério ao longo da sua narrativa de falso documentário e só fica incompleto em termos de história porque como disse, isto seria na boa o início de uma série de televisão scifi com muito boas ideias e com muito para desenvolver a partir daqui. Não me admirava nada que um destes dias ainda aparecesse algo baseado neste filme.

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CLASSIFICAÇÃO

Dêem uma oportunidade a [“THE BEYOND“]. Se calhar… dêem uma segunda oportunidade até. Entrem nisto logo à espera de ver algo num estilo documentário e não esperem “um filme”. Se o fizerem e partirem para [“THE BEYOND“] apenas procurando por uma boa história de ficção-científica sobre exploração espacial e primeiro contacto com extraterrestres não tenho dúvidas de que irão gostar mesmo muito disto tal qual eu gosto deste filme agora. Aliás , este é um daqueles títulos que insiste em não me sair da cabeça. Se calhar porque há actualmente tão pouca ficção-científica saída de Hollywood digna desse nome que o facto desta estar cada vez mais a ser produzida independentemente na Europa ainda torna todos estes títulos mais fascinantes.
[“THE BEYOND“] é certamente um deles.

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Não ganha um Gold Award… porque apesar de tudo, cinemáticamente falando, isto é um documentário e não é  própriamente “um filme”. O – found footage – embora bem usado acaba por remeter este scifi para um nicho que o limita um bocado enquanto obra para cinema.

A favor: a história, o conceito, o mistério do que está para lá do portal, o design, o som, a fotografia, as interpretações, a realização, o final da história. Deixa-nos com vontade de saber mais.

Contra: o estilo found-footage limita-o bastante naquilo que poderia ter sido embora se compreenda que este tenha sido o formato certo até para se poupar algum dinheiro na produção certamente. Deixa-nos com vontade de saber mais.

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NOTAS ADICIONAIS

TRAILER

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IMDb
https://www.imdb.com/title/tt5723416/

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“DREAMCHILD” (“SONHOS DE CRIANÇA” / “DREAMCHILD”) Gavin Millar (1985) Inglaterra

[“DREAMCHILD“] será talvez um dos mais fascinantes filmes esquecidos dos anos 80 e uma das produções mais peculiares dentro de um certo sub-género de – Fantasia – que saíram naquela altura. Além de ser particularmente original é também um filme que jamais seria produzido nos mesmos moldes hoje em dia se pensarmos no politicamente correcto e no puritanismo americano que imperam actualmente na Era Trump em 2018 em todo o “mundo americanizado“.

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Na verdade mesmo na época em que foi produzido penso que [“DREAMCHILD“] só se escapou a maiores polémicas porque é essencialmente cinema inglês, com um toque muito europeu e como tal Hollywood pôde simplesmente descartar-se de responsabilidades morais ou moralistas, atirando-o para um circuito VHS quando este título necessitou de uma major norte americana para garantir a tal boa distribuição mundial que não ocorreu.
[“DREAMCHILD“] é ainda hoje mencionado como título polémico pois mesmo tantos anos depois continua a ser um filme muito difícil de classificar; essencialmente porque para mal ou para bem o que fica desta curiosa semi-versão de “ALICE NO PAÍS DAS MARAVILHAS” é uma extraordinária humanização da pedofilia.
No melhor e mais poético dos sentidos se é que alguém consegue imaginar tal associação.

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[“DREAMCHILD“] sempre foi um título polémico porque o seu argumento alegadamente inventou um monte de coisas ao redor dos factos que pretende retratar como verídicos. Não apenas a suposta viagem da verdadeira “Alice” aos EUA nunca ocorreu naqueles moldes, como também o filme inclui personagens que nunca existiram ligados à velha senhora ( a sua empregada e o jovem jornalista por exemplo ).

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Agora o que deixou mesmo muita gente desconcertada foi o facto de [“DREAMCHILD“] ilustrar uma velha teoria que muitos críticos literários preferiam ver esquecida e que propõe que por detrás da origem do romance “ALICE NO PAÍS DAS MARAVILHAS” terá estado uma obsessão do escritor Lewis Carrol na altura já próximo dos 50 anos por uma criança do seu círculo de amizade que inspirou o personagem do clássico livro de uma forma menos inocente do que a própria verdadeira Alice alguma vez se terá apercebido na altura em que viveu os acontecimentos.

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LOVE IS..

Ainda hoje existem argumentações dos dois lados. De um lado, o Sistema que prefere apresentar Lewis Carrol como um génio literário perfeitamente inocente; embora esteja estabelecido historicamente que Lewis Carrol tinha mesmo queda para apreciar crianças de uma forma tão peculiar que até na sua própria época foi suficientemente notada para constar registada como referência até aos nossos dias. O mundo literário prefere olhar para esse detalhe como apenas uma curiosidade sobre um escritor que nunca se casou apontando que este apenas tinha um enorme carinho por crianças porque ele próprio seria uma – alma infantil – visto ter conseguido criar na sua imaginação um mundo como Alice… o que pelo visto significa que toda a gente que escreva livros para crianças só o deve conseguir fazer se for pedófilo …

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Do outro lado estão aqueles que afirmam que os relatos sobre a sua obsessão muito particular apontam para algo mais do que apenas para um solteirão de meia idade que gostava muito de crianças sem qualquer contexto sexual.
Ora [“DREAMCHILD“] mais do que ser sobre a origem do romance “ALICE” é principalmente sobre a forma como Lewis Carrol completamente apaixonado pela verdadeira “Alice” de 12 anos recorreu à escrita para a colocar num mundo só seu muito próprio.
É aqui que o filme brilha ao ponto da própria polémica continuar acesa até os dias de hoje e em [“DREAMCHILD“] a culpa é toda de Ian Holm.

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O extraordinário equilíbrio precário em termos emocionais representado por Ian Holm na pele de Lewis Carrol é o que torna [“DREAMCHILD“] tão ambíguo, perturbante e tocante ao mesmo tempo; especialmente hoje.
É que o argumento sem querer ou talvez não, não se escapa de colocar a questão no ar de forma particularmente óbvia. Poderá aquilo que hoje em dia é considerado uma atitude pedófila imediatamente condenada ter na verdade uma legitimidade emocional e não ser apenas um desvio psicológico ou sexual definido pela nossa própria moral moderna ?
[“DREAMCHILD“] arrisca em terreno perigoso e consegue a proeza de deixar o espectador num meio termo particularmente desconfortável em termos de opinião. E para isso conta com um brilhante Ian Holm para nos baralhar por completo.

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Nas mãos de outro actor se calhar teria sido fácil dizer que o filme seria uma apologia da pedofilia porque não há dúvida que o argumento humaniza por completo a obsessão ( sexual ? ) reprimida (?) de Lewis Carol pela jovem Alice Hargreaves e Ian Holm joga com esse perigoso equilíbrio a todo o instante para deixar o espectador tão desconfortável quanto simpatético para com o sentimento genuíno daquele solteirão tímido e reservado que ( alegadamente ) só vivia verdadeiramente quando estava a sós na presença de crianças.

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[“DREAMCHILD“] tem por base a torrente de sentimentos que afligem Lewis Carrol quando este percebe que a mãe de Alice se prepara para apresentar a sua jovem filha à sociedade de forma a conseguir-lhe um bom casamento logo que passe à adolescência. Em parte porque era regra na sociedade abastada da altura mas também, rezam as crónicas porque a própria mãe de Alice se começou a aperceber que a dedicação de Lewis Carrol pela sua filha tinha motivos mais óbvios e como tal não podendo descartar o escritor do seu círculo social a ideia foi mesmo a de começar a pensar arranjar pretendentes para Alice o quanto antes. Esta é outra parte polémica do argumento pois parece que é um dos pontos em que este vai buscar um detalhe que supostamente foi real.
Mas todo este segmento é apenas uma das metades do filme.

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ALICE HARGREAVES 1932

A outra metade desta história passa-se em 1932 e gira à volta da primeira viagem de Alice aos EUA já com mais de oitenta anos de idade, para estar presente numa homenagem a Lewis Carrol.
Esta sequência em [“DREAMCHILD“] é o motor de toda a história do filme e apesar de segundo muita gente estar incorrectamente representada em termos históricos é no entanto aparentemente um aglomerado de várias outras situações reais posteriores condensadas num só momento, com uma pitada de imaginação pelo meio por parte dos argumentistas.

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E é também aqui que [“DREAMCHILD“] brilha mais uma vez. Se no passado temos um Ian Holm inesquecível como Lewis Carrol, nas sequências situadas sete décadas depois temos uma Coral Browne absolutamente extraordinária como a velha Alice. Eu desconhecia por completo esta actriz mas a sua prestação como Alice Hargreaves é outro dos grandes trunfos do filme, o que equilibra muito bem as cenas “contemporaneas” em 1932 com as cenas no passado Victoriano muitas décadas atrás. Uma daquelas interpretações que se houvesse justiça nos Óscares teria sido nomeada para melhor actriz sem qualquer sombra de dúvida.

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IT´S…
NOT THE MUPPET SHOW…

[“DREAMCHILD“] é também um estranho produto dentro do cinema de Fantasia porque o filme inclui uma boa quantidade de bocados de “ALICE NO PAÍS DAS MARAVILHAS” recriados no ecrã pela magia das criaturas da Jim Henson Creature Shop que entre “THE DARK CRYSTAL” e “LABYRINTH” teve tempo para construir todo o necessário mundo de fantasia de Alice in Wonderland para este filme.
Todas as sequências passadas no mundo imaginário de Lewis Carrol ocorrem quando a velha Alice em 1932 está a dormir ou regressa mentalmente muitas décadas atrás na sua imaginação e fazem também a ligação entre o que se passa em 1932 e o que se passou ao redor da origem do livro de Carrol.

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Apesar de na altura do VHS os poucos clubes de video que tinham comprado esta cassete o terem colocado inevitavelmente na prateleira dos filmes para crianças por causa dos bonecos de Jim Henson terá havido muito menino não só totalmente baralhado com o filme como também particularmente assustado com as sequências imaginárias, isto porque [“DREAMCHILD“] constroi também visualmente uma extraordinária versão algo negra e perturbante do próprio universo de Lewis Carrol talvez para condizer com a própria ambiguidade sexual (?) ao redor da motivação para o romance ter existido em primeiro lugar. Ou seja [“DREAMCHILD“] não é um filme dos Marretas com toda a certeza e embora a jovem Amelia Shankley tenha sido uma pequena Alice excelente esta também tem por ali um lado menos inocente que distingue logo o filme do título comum para crianças que muita gente pensou ser na altura.

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LUCY & JACK

No entanto apesar de nos deixar por vezes particularmente desconcertados e com um verdadeiro sentimento de culpa por ficarmos a gostar tanto de Ian Holm quando o filme joga claramente com o seu desejo pela pequena Alice, [“DREAMCHILD“] não é um filme deprimente. Para isso o argumento incluiu e muito bem uma pequena história paralela entre a jovem empregada da velha Alice e um igualmente jovem jornalista que persegue a sua história quando percebe que a velha senhora está na origem do famoso romance.
Há quem ache que estes personagens são redundantes mas eu achei precisamente o contrário.

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Para começar são eles que aligeiram o argumento nas alturas em que o espectador precisa de respirar e parar para pensar e depois porque também as suas prestações são muito boas; em particular a jovem Nicola Cowper que foi péssima ( sabe-se lá porquê ) no muito decepcionante “LIONHEART” mas que aqui em [“DREAMCHILD“] está extraordinária como a reservada dama de companhia da velha Alice que se apaixona pelo repórter que as segue para todo o lado. É simples, é básico mas resulta e todos estas peças dão ao filme um sabor vintage particularmente fascinante ainda hoje. Especialmente para quem nunca ouviu falar de [“DREAMCHILD“].

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Estamos mais uma vez na presença de outro daqueles filmes que não envelheceram. Talvez por não ter sido um filme de Hollywood mas sim uma produção inglesa o próprio estilo de realização acabou por ser algo intemporal pois nem a estrutura do filme nem a própria montagem seguem as habituais convenções do cinema norte americano da altura e por isso mesmo não ficou datado, resultando ainda hoje mesmo muito bem.

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CLASSIFICAÇÃO

[“DREAMCHILD“] continua ainda hoje a ser um daqueles títulos tão únicos quanto desconhecidos do grande público e é um daqueles filmes de Fantasia apontados a um público adulto que importa conhecer quanto antes.
Só Ian Holm e Coral Browne valem o filme.

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Irá deixá-los a pensar no assunto muito depois dos créditos passarem.

A favor: Ian Holm, Coral Browne, todos os outros actores, a coragem de abordar o tema da pedófilia da forma que o faz deixando os espectadores desconcertados, a fotografia, o ambiente, as estranhas sequências de Fantasia.

Contra: apesar dos seus momentos mais ligeiros continua a ser um título algo estranho que poderá não agradar logo de imediato a uma primeira visão.

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NOTAS ADICIONAIS

TRAILER


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COMPRAR DVD – REGIÃO 2 – EDIÇÃO UK
Durante anos este foi um dos filmes mais raros e difíceis de serem encontrados. Em Portugal só apareceu em VHS e inclusivamente esteve em venda directa na altura mas logo desapareceu para sempre.
Ainda não existe em Bluray mas há uns anos apareceu uma edição em DVD de lançamento inglês que poderão encontrar na amazon UK.

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https://www.amazon.co.uk/Dreamchild-Cult-Movie-Collection-DVD/dp/B00P10M3I6/ref=sr_1_fkmr0_1?ie=UTF8&qid=1522012399&sr=8-1-fkmr0&keywords=dreamchild+bluray

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IMDb
https://www.imdb.com/title/tt0089052

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“MOSKVA-KASSIOPEYA” / “OTROKI VO VSELENNOJ” ( “MOSCOW-CASSIOPEA” / “TEENAGERS IN THE UNIVERSE” ) Richard Viktorov (1974/75) RUSSIA

A coisa mais interessante que [ “MOSCOW-CASSIOPEA” / “TEENAGERS IN THE UNIVERSE”] começa logo por conter é o facto de em 1974 ter apresentado várias coisas que vimos depois em STAR TREK TNG só no final dos anos 80.

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HOLO-DECKS, BORGS E NÃO SÓ

[ “MOSCOW-CASSIOPEA” / “TEENAGERS IN THE UNIVERSE”] não só apresenta o conceito do holo-deck que funciona precisamente da mesma forma que aquele que mais tarde vimos na Enterprise , como introduz os “Borg” quando os heróis desta saga espacial adolescente Russa se deparam com um planeta de robots que assimilaram toda a população numa única consciência cibernética e se preparam para fazer o mesmo aos protagonistas desta aventura para “os tornar felizes”.

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E há mais ! Lembram-se de “Q” em STAR TREK TNG ?… Também aqui está e curiosamente representado por um actor bastante parecido a John De Lancie que mais tarde encarnaria o mesmo tipo de entidade na série de tv Trek TNG.
Isto por entre mais um par de pormenores que deixo para descobrirem por vocês próprios pois dentro de um certo contexto percebe-se porque [ “MOSCOW-CASSIOPEA” / “TEENAGERS IN THE UNIVERSE”] é reconhecidamente um daqueles filmes de referência no cinema de ficção-científica Russo dos anos 70 actualmente depois de ter passado décadas na obscuridade; ( com direito a comics moderno e tudo ).

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Portanto para completar esta minha primeira breve ronda pelo cinema de ficção científica da Europa do Leste, hoje a proposta vai ser em jeito de 2 em 1 na verdade; isto porque vou falar de dois filmes ao mesmo tempo que bem vistas as coisas são apenas uma única história filmada ou lançada em dois anos diferentes.
O primeiro filme chama-se [“MOSCOW-CASSIOPEA”] e aborda não só a base da ideia para esta aventura como nos mostra como foi escolhida a tripulação de crianças que depois no segundo filme irá alcançar a constelação de Cassiopeia.

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O segundo filme [“TEENAGERS IN THE UNIVERSE”] mostra essencialmente toda a aventura que ocorre quando as crianças alcançam o destino final, 27 anos após terem deixado o planeta Terra e se deparam com uma civilização cibernética totalmente desprovida de humanidade que procura assimilar ( ao melhor estilo “Borg” ) os poucos sobreviventes da civilização humana original que terá perdido o controlo da sua criação artificial séculos atrás.

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Curiosamente, apesar de ambos os filmes [ “MOSCOW-CASSIOPEA” / “TEENAGERS IN THE UNIVERSE”] terem sido pensados como cinema de aventuras juvenil à altura não deixa de ser surpreendente acabarem por ter tido no entanto o melhor argumento adulto dentro do cinema de ficção-científica Russo do início dos anos 70 se ignorarmos por momentos “SOLARIS” obviamente.
Pelo menos em termos de narrativa clássica [ “MOSCOW-CASSIOPEA” / “TEENAGERS IN THE UNIVERSE”] surpreende pela positiva, pela forma como através de uma história aparentemente muito simples e directa na verdade insere pelo meio um monte de tópicos e ideias mais complexas que normalmente nem teriam grande destaque se pensássemos neste tipo de cinema produzido aqui pelo ocidente.

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Apesar de ser claramente um filme juvenil ou até infantil tendo em conta o tom da segunda parte da aventura [ “MOSCOW-CASSIOPEA” / “TEENAGERS IN THE UNIVERSE”] abre no entanto com ideias bastante complexas o que mostra claramente que iremos ver cinema para crianças que não trata as crianças como burrinhas.
O segundo filme começa inclusivamente 27 anos depois das crianças terem partido numa nave espacial para Cassiopeia quando os seus familiares mais uma vez celebram um aniversário de um dos tripulantes sem a sua presença e onde se introduzem logo conceitos científicos que normalmente não vemos apresentados tão de imediato.

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“Q”

Eis que de repente uma entidade extraterrestre (?) aparece na celebração e ao melhor estilo “Q” de STAR TREK TNG, relembra a a todos os presentes que apesar de se terem já passado décadas na Terra, na verdade para os tripulantes da nave espacial que se desloca à velocidade da luz só terá passado apenas 1 ano desde que sairam do nosso planeta e como tal todas as celebrações anuais familiares estarão erradas pois deveriam estar a celebrar meses e não anos desde que as crianças deixaram o nosso mundo.
E isto é apenas um exemplo do tipo de conceitos que é permanentemente introduzido nesta aventura supostamente infantil; que , até mesmo nas partes mais ridículas esteticamente não deixa de apresentar tópicos adultos a todo o instante.

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[ “MOSCOW-CASSIOPEA” / “TEENAGERS IN THE UNIVERSE”] começa o primeiro filme também tornando imediatamente claro que a história não é para brincadeiras no que toca a ficção-científica quando um dos putos génios protagonistas introduz a sua teoria que permitirá à humanidade alcançar as estrelas e nomeadamente ir em auxílio de um misterioso sinal, porventura um pedido de socorro que os Russos receberam a partir da constelação de Cassiopeia.

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A partir daí é decidido que a expedição humana às estrelas terá que ser constituída por adolescentes pois devido à viagem levar 27 anos para chegar ao destino é preciso que estes cheguem a Cassiopeia já adultos mas não envelhecidos.
Grande parte da primeira metade do primeiro filme é usada para nos apresentar o grupo de miúdos e acompanharmos todos os seus esforços para serem escolhidos para a missão, por entre paixonetas e primeiros amores que inclusivamente introduzem também um elemento de mistério que será depois usado como twist no fim da primeira parte e lhe dá até muita piada, pois mais uma vez faz notar ao espectador que apesar de [ “MOSCOW-CASSIOPEA” / “TEENAGERS IN THE UNIVERSE”] ser essencialmente cinema juvenil ou infantil, não é cinema para putos estúpidos com toda a certeza.
Por outro lado não se compreende o tom escolhido para a história quando os jovens astronautas alcançam o destino.

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TELETUBIES NO ESPAÇO

Subitamente apesar de tudo em termos de argumento continuar cada vez mais complexo de repente [ “MOSCOW-CASSIOPEA” / “TEENAGERS IN THE UNIVERSE”] entra por um inesperado tom absolutamente infantil que só podemos comparar hoje em dia a um episódio dos “Teletubies” pois é ainda mais infantil.
Por um lado [ “MOSCOW-CASSIOPEA” / “TEENAGERS IN THE UNIVERSE”] continua a introduzir temáticas cada vez mais adultas e científicas, por outro toda a execução dessas cenas em termos de cinema é simplesmente absurda e incompreensivelmente infantil a um nível que aposto muito espectador crescido não irá concseguir suportar a partir de determinada altura ao tentar acompanhar esta história.

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Quando os jovens astronautas encontram pela frente a civilização “BORG” parece que a faixa etária desta história passa de 15, 16, 18 anos para espectadores de 3 ou 4 anos !!
É simplesmente incrível o que acontece em termos de tom a [ “MOSCOW-CASSIOPEA” / “TEENAGERS IN THE UNIVERSE”] a partir do meio do segundo filme.
Assim que a expedição entra em contacto com “os Borg” e com o que resta da civilização humana que criou as inteligências artificiais a aventura entra por um estilo tão piroso, pindérico, foleiro e incrivelmente infantil que não nos surpreenderia ver por ali também um Pink Teletubie a fazer ruídos fofinhos e palhaçadas de bébé para a câmera (!!!)…
 Enquanto se discute a teoria da relatividade de Einstein…

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E se pensam que os “Borg” são maus, esperem só para ver como [ “MOSCOW-CASSIOPEA” / “TEENAGERS IN THE UNIVERSE”] caracteriza a civilização humana sobrevivente… É de jogar as mãos à cabeça de tão estúpidos que estes seres supostamente evoluídos aparentam ser logo desde o início.

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MORONS IN THE UNIVERSE

Mais uma vez não se entende de todo porque raio é que [ “MOSCOW-CASSIOPEA” / “TEENAGERS IN THE UNIVERSE”] depois de passar grande parte da sua história por entre filme e meio tentanto dar uma imagem juvenil mas séria dentro do próprio género da ficção-científica depois chega àquela que seria uma das melhores partes quando a expedição aterra no novo planeta e destrói por completo todo o tom da aventura quando caracteriza os “Borg” e os “Humanos” daquela maneira. Alienígenas são tão imbecis que não admira terem sido conquistados pelas máquinas que criaram. Nem em “IDIOCRACY” há personagens tão rídiculos quanto os que aparecem na forma como esta civilização extraterrestre de Cassiopeia é cacterizada.

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Imaginem o pior episódio possível que alguma vez tenham visto de um DR.WHO do início dos anos 70. Nada de rídiculo que alguma vez possam ter visto lá , os irá preparar para a forma como toda a civilização do planeta em Cassiopeia nos é apresentada no ecran. Vão-se preparando para o choque cultural…
O que é absolutamente incompreensível pois em termos de conceitos de ficção-científica sérios e bem colocados toda esta parte da aventura tinha tudo para resultar em pleno. Não fossem os “Borg” e os “Humanos” tão incompreensivelmente rídiculos e [ “MOSCOW-CASSIOPEA” / “TEENAGERS IN THE UNIVERSE”] teria sido sem sombra de dúvida uma das melhores produções de ficção-científica do início dos anos 70 vindas da Rússia.

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UNIVERSOS CRIATIVOS

Visualmente se não pensarmos nos robot-“Borg” e nos “Extraterrestres” de Cassiopeia, [ “MOSCOW-CASSIOPEA” / “TEENAGERS IN THE UNIVERSE”] é outro daqueles filmes Russos da época com um excelente design de produção. Não só o interior da nave espacial das crianças tem muita pinta e é bastante detalhado como depois até em termos de matte-paintings no próprio planeta alienígena estão com montes de atmosfera.
Além disso o aproveitamento das paisagens naturais está um espectáculo pois ficamos mesmo com a ideia que estamos a ver um mundo fora da Terra. Até os uniformes das crianças tem pinta e como tal quando pensamos depois nos Robots e em tudo o resto que é ao mesmo tempo tão incrivelmente rídiculo não se percebe de todo o que raio correu tão mal em certos aspectos quando tudo é tão bom em todos os restantes.

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A realização também é boa ao longo dos dois filmes, mantém um ritmo ligeiro, nunca se tenta armar em filme inteligente apesar da complexidade de todos os conceitos que temos na história e até mesmo as cenas claramente propagandísticas e patrióticas Comunistas dão ao filme um tom vintage fascinante.
Isto para lá da escolha de cor, do estilo Technicolor retro muito cativante e de tudo o resto que ocorre nestes dois filmes até a aventura chegar a Cassiopeia. A partir daí até por uma estética alucinogénea isto entra o que ainda serve para tornar mais ridículo um dos principais personagens alienígena, o careca filho do rebelde cientista que acompanha as crianças na missão final e que além de imbecil só pode estar pedrado.

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OS COGUMELOS DO UNIVERSO

É nestas alturas que [ “MOSCOW-CASSIOPEA” / “TEENAGERS IN THE UNIVERSE”] tem os seus piores momentos visuais e se torna por vezes quase insuportável de seguir. Toda aquela mistura entre estética LSD e aventura Teletubie para crianças de 4 anos que no entanto percebem perfeitamente todos os conceitos a propósito da dilatação do tempo no que toca a paradoxos provocados pela velocidade da luz, pode ser demais para os sentidos do espectador comum; até para aquele que como eu adora conhecer estes clássicos esquecidos da scifi.
Ah… e banda sonora … ehm… “electrónica” … my god… agh !

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Por tudo isto [ “MOSCOW-CASSIOPEA” / “TEENAGERS IN THE UNIVERSE”] é talvez um dos filmes para jovens mais estranhos que alguma vez poderão ver. Em termos de história é particularmente interessante por ser complexo. Aliás tomara “SIGNALE” ter um décimo das ideias e da história que estes dois filmes carregam. Por outro lado, aquele estilo “ZARDOZ” do final da segunda metade do segundo filme é simplesmente de vomitar em todos os sentidos e muito pouca gente irá conseguir aguentar ver um segundo mais desta aventura a partir do momento em que os primeiros “Borg” aparecem no ecran.

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CLASSIFICAÇÃO

Um dos filmes mais difíceis de classificar que alguma vez vi. Por um lado em termos de ficção científica e até como filmes juvenis no contexto da época em que foi feito [ “MOSCOW-CASSIOPEA” / “TEENAGERS IN THE UNIVERSE”] são realmente bons. Tanto o primeiro como o segundo filme.
Visualmente têm momentos excelentes, óptimo design e tudo o mais.

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Por outro lado… com uma história, personagens tão bons e um tom científico para todas as idades muito bem equilibrado o que raio é aquela parte final da aventura no planeta dos “Borg” ?!!! O que é aquilo ?!!

Três Planetas Saturno

Este é um daqueles que merecia uma classificação mais alta mas espalhou-se ao comprido com o segmento de aventura infantil final. Se conseguirmos olhar para isto, já sabendo o tom de filme que nos espera no culminar da aventura e conseguirmos aguentar sem partir o televisor aos bocados [ “MOSCOW-CASSIOPEA” / “TEENAGERS IN THE UNIVERSE”] é no entanto um produto fascinante.

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Tudo o que faz de bem faz muito bem, tudo o que faz de mal… é simplesmente incrivelmente mau !
Estão por vossa conta, mas vale a pena espreitarem até porque os filmes estão legendas em inglês no youtube à borla e por isso nem que seja como curiosidade merecem ser vistos por todos os fãs do género scifi e em particular quem curte descobrir estes títulos Russos obscuros.

A favor: a complexidade dos temas, os personagens, o design do interior da nave, a ideia do holo-deck, “Q”, até certa altura é cinema juvenil particularmente cativante.

Contra: os robots “Borg” são simplesmente de ver para não crer. Os alienígenas humanos idem pois são burros como o raio e tudo na segunda metade da aventura final parece um mau programa infantil para bebés de 4 anos que curtem tomar LSD.

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NOTAS ADICIONAIS

FILME 1 – MOSCOW-CASSIOPEA” – VERSÃO INTEGRAL NO YOUTUBE
(Legendado em Inglês)


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FILME 2 – TEENAGERS IN THE UNIVERSE – VERSÃO INTEGRAL NO YOUTUBE

(Legendado em Inglês)


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IMDb


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Moscow-Cassipea” :
http://www.imdb.com/title/tt0070413

“Teenagers in The Universe” :
http://www.imdb.com/title/tt00

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