“MYTHICA : THE IRON CROWN” (“MYTHICA 4 : THE IRON CROWN”) John Lyde (2016) EUA

[“MYTHICA : THE IRON CROWN”] é absolutamente genial e de longe o melhor filme MYTHICA por muitos e variados motivos.
Quem chega agora a isto mas não faz ideia do que estou a falar não deixem de ler as minhas reviews dos filmes anteriores pois ficarão a perceber melhor tudo sobre as origens desta produção de Fantasia que para mim é das melhores de sempre; especialmente no que toca ao cinema de baixo orçamento.

MYTHICA continua força e nem neste quarto filme deu sinais de abrandar !

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Depois de esta saga amadora financiada por Kickstarter ter começado em grande com o fabuloso “MYTHICA : A QUEST FOR HEROS”, ter continuado a ser intensamente atmosférica com “MYTHICA : THE DARKSPORE” e iniciado uma trilogia muito própria quando “MYTHICA : THE NECROMANCER” começou a tornar todo este universo cada vez mais épico, eis que a aventura continuou de forma inesperada com [“MYTHICA : THE IRON CROWN”] e ao fazer isso elevou a fasquia ainda mais alto , para todos aqueles que a partir de agora quiserem também tentar produzir cinema de fantasia sem orçamento digno desse nome.

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[“MYTHICA : THE IRON CROWN”] continua algures entre o série-B e o série-Z mas isso neste caso não tem qualquer conotação negativa. Muito pelo contrário.
[“MYTHICA : THE IRON CROWN”] é um excelente exemplo de como se chega a um quarto filme de uma série de Fantasia sempre a inovar e a evoluir a todo o instante. Hollywood devia começar a colocar os olhos nestes filmes e tomar notas ! É assim que se mantêm o interesse numa aventura de Fantasia meus senhores !
Inovando e apresentando coisas inesperadas às audiências a cada novo título de uma saga sem ter medo de ir para lá da fórmula.

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RAIDERS OF THE LOST MYTHICA

Depois do tom sério e negro de “MYTHICA : THE NECROMANCER” numa tentativa de emular o estilo Game of Thrones ; nas palavras do próprio realizador do terceiro filme eis que a série MYTHICA volta a trocar a ideias aos fans e quando toda a gente esperava uma continuidade para o tom mais sóbrio do terceiro capítulo , [“MYTHICA : THE IRON CROWN”] atira-nos com uma aventura totalmente ligeira num tom clássico totalmente Spielbergiano em espírito e forma !
Done well.

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Pensem na atmosfera divertida que houve em Raiders of the Lost Ark com as suas perseguições e cenas de acção filmadas com efeitos práticos , passem essa ideia para um filme de Fantasia e obtêm [“MYTHICA : THE IRON CROWN”] tendo em conta o contexto de baixo-orçamento, claro está.
E quando um conceito assim tinha tudo para descambar numa verdadeira desgraça principalmente devido à falta de meios de MYTHICA para conseguirem sequer chegar perto da mais miserável produção-B de Hollywood no que toca ao que podiam mostrar no écran para satisfazer minimamente as audiências; eis que os criadores desta saga conseguem mais uma vez um verdadeiro milagre em termos de minimalismo nos valores de produção e atiram-nos com uma das mais divertidas aventuras de fantasia que vi em muito, muito tempo.
Aliás, neste tom tão genuinamente ( e merecidamente ) Spielbergiano acho que a última coisa que houve foi “WILLOW” que há uns trinta anos nem com um orçamento de mais de 15 milhões de dólares conseguiu manter um registo tão coerente quanto [“MYTHICA : THE IRON CROWN”] o fez agora por pouco mais de 100 mil dólares e um imenso sentido de aventura.

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[“MYTHICA : THE IRON CROWN”] abre logo… a abrir !
Quando reencontramos os nossos heróis estes já se encontram praticamente no meio de uma perseguição que faz lembrar um dos melhores momentos de “WILLOW” curiosamente; e refiro isto como um elogio.
É certo que mais uma vez [“MYTHICA : THE IRON CROWN”] tem uma classificação miserável no IMDb, é certo que mais uma vez as reviews de utilizadores estão carregadas de opiniões imbecis de quem insiste em comparar um filme de 100 mil dólares com cinema de milhões e é certo que o principal ataque a este título vai logo para o mau CGI , para as cenas de luta amadoras e para tudo aquilo que não conseguiria nunca colocar no écran para satisfazer os “especialistas de blockbusters” que infestam o YOUTUBE e o IMDb; os mesmos que confundem bom cinema com bons meios ou com pirotecnia, não prestando a mínima atenção ao resultado para lá disso ou a tudo o que há de bom no verdadeiro cinema feito com muito poucos meios mas uma alma imensa.

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STEAMPUNK MYTHICA

Não só o tom deste quarto filme é já totalmente o oposto do que parecia ir começar a ser na terceira parte como [“MYTHICA : THE IRON CROWN”] abre logo com uma novidade em termos de adereço.
Desta vez, os nossos heróis assaltam e viajam num verdadeiro veículo autónomo totalmente em estilo Steampunk e quem teve esta ideia não poderia ter inventado melhor maneira de refrescar toda a aventura.
Este novo veículo é realmente um achado e um bom exemplo de como se usa o que há à mão para construir algo novo nunca visto num título de Fantasia.
Nota máxima para o engenho e para a criatividade logo a partir dos primeiros minutos portanto.

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E quando eu pensava que aquele carro a vapor seria a única coisa que [“MYTHICA : THE IRON CROWN”] iria conseguir introduzir como novidade eis que mais uma vez esta quarta aventura agora nos surpreende com mais outro adereço Steampunk clássico. Desta vez um navio pirata voador; um balão de combate tripulado por um bando de piratas do pior e capitaneados por uma nova personagem – a Almirante – que neste filme acaba por ser apenas um dos vilões de serviço mas que nem por isso deixa de ser verdadeiramente divertida e memorável no seu registo over-the-top and pissed !

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É certo que tudo o que envolve os piratas do ar tem que ser apresentado com o CGI modesto do costume mas no fundo MYTHICA se tivesse podido contar com bons efeitos especiais não teria sido a mesma coisa.
Parte do seu enorme charme é o seu tom de cinema caseiro totalmente amador e nesta quarta parte isso também não é excepção, pois a simplicidade de meios só lhe deu ainda mais alma.

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A verdade é que tudo o que [“MYTHICA : THE IRON CROWN”] apresenta de novo é imenso e inesperado. Subitamente para lá dos heróis temos em cena outro grupo de mercenários que podia ter tido o seu próprio filme na boa e é igualmente divertido de acompanhar, temos os piratas, temos os vilões sobrenaturais e temos aquela que é uma das personagens mais divertidas que já encontrei numa história de fantasia; a Princesa – Zombie.

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ZOMBIE GIRL RULES !

Não sei onde foram buscar aquela miúda para aquele papel mas esta rapariga é absolutamente hilariante.
Aliás, [“MYTHICA : THE IRON CROWN”] é genial em praticamente tudo o que apresenta com os seus parcos meios técnicos, mas nas cenas em que a Princesa-Zombie mimada entra esta ilumina o écran e rouba todas as cenas pois só conseguimos mesmo olhar para ela para ver o que irá fazer a seguir.
Há cenas muito importantes com diálogos entre os personagens principais que ainda se tornam mais divertidos porque atrás deles está esta criatura em pano de fundo num estado totalmente caótico captando toda a nossa atenção sem sequer abrir a boca.

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Não só o personagem é hilariante por si só como a prestação desta jovem actriz que foram desencantar sabe-se lá onde é simplesmente hilariante. O timing para a comédia e a expressividade desta jovem é absolutamente perfeito.
A princesa zombie merecia uma aventura por si só também. Um spin-of de Mythica com as deambulações desta desgraçada seria muito bem vindo.
Graças a ela também [“MYTHICA : THE IRON CROWN”] se destaca por completo dos capítulos anteriores parecendo ainda mais original.
E mais uma vez a história introduz um personagem de que é muito fácil gostar.

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LEGEND

[“MYTHICA : THE IRON CROWN”] é no entanto uma continuação da história principal iniciada essencialmente no terceiro filme quando este desenvolveu os conceitos iniciais que tenhamos presentes em background nos dois primeiros.
E desta vez também aqui no quarto filme a história já não parece tão estagnada quanto pareceu por momentos no terceiro durante a sua introdução. Como aqui neste quarto filme, a – quest – já está bem estabelecida, [“MYTHICA : THE IRON CROWN”] pode dar-se ao luxo de ser essencialmente um filme de aventuras; daqueles em que os persoangens vão do ponto A ao B e pelo caminho encontram todo o tipo de obstáculos ao melhor estilo clássico onde não faltam os típicos – cliffhangers– no tal registo totalmente Spielbergiano que resultam na perfeição sempre a 100%.

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OST

A tornar tudo isto ainda mais divertido e épico, ( para lá do já habitual excelente guarda roupa que torna o mundo de Mythica tão real ) temos novamente em grande destaque a banda sonora. [“MYTHICA : THE IRON CROWN”] pelo seu tom de aventura Spielbergiana em registo série-B/Z totalmente assumido precisava de algo assim para transcender as suas próprias limitações visuais e em termos de orçamento; e mais uma vez a música não só cumpre o seu papel mas também continua a ser a grande responsável por a saga MYTHICA continuar a ter aquele tom épico que acerta em cheio no que seria ideal para fazer tudo resultar.

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Mais uma vez, em Mythica até as cenas em que os heróis caminham por uma encosta parecem pertencer a um épico absoluto e em termos musicais Mythica é quase um Lawrence of Arabia do cinema de zero orçamento.
Simplesmente fantástico o que a musica consegue fazer por este filme e um excelente exemplo da importância de uma boa banda sonora; particularmente no cinema de Fantasia. Notável.

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UMA PEQUENA grande FALHA

Esta quarta aventura só tem mesmo uma coisa que lhe retira um bocadinho de brilho. E aqui concordo com os desgraçados que no IMDb referem este ponto como algo negativo.
[“MYTHICA : THE IRON CROWN”] conta como vilões uma espécie de Ringwraths em versão muito pobrezinha e que simplesmente não resultam como ameaça.
Todas as cenas de aventura em que o suspense depende da confrontação com este trio de – Marretas – perde muito do impacto.

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Mais pela própria falta de fisicalidade dos próprios actores que encarnam esses vilões do que pelo design em si. Há por aqui qualquer coisa que foi mal pensada pois não basta vestir três gajos com aquelas máscaras e metê-los à porrada com os heróis.
Haveria que terem pensado melhor como estes se deveriam mover por exemplo pois parecem um bocado perdidos e a mexer-se coreográficamente ao calhas o que revela logo a própria faceta amadora da produção.
Não sei como deixaram passar este detalhe quando tudo o resto funciona de forma tão extraordinária a tantos níveis.
Por outro lado…que se lixe !

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ESTÁ TUDO NOS PERSONAGENS

[“MYTHICA : THE IRON CROWN”] é não só um pequeno grande filme de aventuras por si próprio como também uma excelente continuação para a saga MYTHICA e portanto se gostaram de tudo o que esta lhes apresentou até agora, se gostaram do terceiro, vão adorar o quarto por tudo o que consegue colocar de imaginativo no écran, pela diferença, pela sua dinânica e pela atmosfera.

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E já nem vale a pena falar sobre a qualidade e o carisma dos personagens. Mais uma vez o facto de nos importarmos com o destino dos heróis e torcermos por eles é factor determinante para que no fundo MYTHICA continue a resultar tão bem.
No fundo, no fundo está tudo nos personagens.
E na Princesa Zombie.

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CLASSIFICAÇÃO

Não posso deixar de rebentar mais uma vez a minha própria escala atribuindo a [“MYTHICA : THE IRON CROWN”] a minha classificação de excepção para títulos que me tenham impressionado para lá do muito esperado.
É certo que [“MYTHICA : THE IRON CROWN”] não será grande Cinema com C grande num contexto mais clássico mas abro mais uma vez aqui uma excepção na minha classificação porque tendo em conta os meios que os criadores desta série tiveram para desenvolver um filme nestes moldes é absolutamente extraordinário terem conseguido colocar um tal sentido de aventura no écran.

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Poderiam ter dado ao espectador mais do mesmo mas também aqui os criadores de MYTHICA esforçaram-se por ir mais além do que o seu orçamento os permitia e desta vez o resultado não podia ter sido melhor.
É que o primeiro filme “MYTHICA : A QUEST FOR HEROES” já tinha sido um dos melhores séries-B (Z) de sempre dentro do cinema de Fantasia, mas a verdade é que [“MYTHICA : THE IRON CROWN”] superou-o em tudo tornando-se automáticamente na minha opinião numa obra-prima do cinema no-budget em total modo caseiro mas com uma alma imensa e uma atmosfera do melhor.
E claro um filme com uma princesa zombie assim não podia deixar de levar a minha classificação máxima como é óbvio.
De longe o melhor no-buget cinema que vi até hoje. Destronou “BAD TASTE” de Peter Jackson que até agora era de longe o meu filme amador favorito de sempre.
Mythica é ainda melhor.
É incrível o que se pode fazer quando se quer e se arranjam meios em vez de desculpas.

Cinco Planetas Saturno e DOIS Gold Awards

     

Pelo tom absolutamente ( e absurdamente ) divertido, por ter conseguido emular o melhor do que se pode ver nos blockbusters de milhões fazendo-o sem guito absolutamente nenhum, pela cada vez melhor humanização dos personagens ao longo da história e pela incrível imaginação que tentou colocar no écran sem dinheiro levando cada cliché sempre mais longe do que o orçamento permitia. Pela verdadeira atitude – que se foda , o que importa é fazer cinema– ter resultado num filme de Fantasia tão divertido quanto “caseiro” não posso deixar de atribuir os meus mais altos elogios a esta produção “semi-amadora” financianda ainda, com imensos donativos dos próprios fans através da plataforma Crowdfunding; Kickstarter ao longo de meses.
É sem dúvida nenhuma o mais divertido e imaginativo de toda a saga MYTHICA. Aproveitem bem, porque o que vem a seguir no capítulo final “MYTHICA : THE GODSLAYER” lhes irá trocar as voltas mais uma vez e dessa vez de forma particularmente interessante no que toca á forma como a aventura irá terminar.

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A Favor: o sentido Spielbergiano da aventura, os personagens continuam a evoluir , a princesa-zombie é um clássico, a inventividade no que toca a coisas novas para nos mostrarem, a variedade de acção e de locais que os heróis visitam, os novos personagens, a magnifica banda sonora, as divertidas cenas de acção e os diálogos hilariantes a condizer, o genérico do final, as ideias em ambiente Steampunk, faz-nos esquecer que isto foi filmado algures no Utah no interior dos EUA.

Contra: os vilões estilo RingWraths simplesmente são um falhanço absoluto em todos os sentidos talvez os piores que apareceram até agora nesta saga.

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São filmes assim que desmontam o pseudo-cinema Português quando vêm com desculpas que não há verbas para cinema mais popular de massas, que os filmes mais ligeiros custam milhões e quando neste Portugal à-beira-mar-naufragado insistem em continuar a rodar tretas intelectualoides do pior, cinema pseudo-histórico da treta assente no mais nojento estilo do cinema de autor elitista ou de forma geral toda a merda que se produz nesta terra.
 Agora a moda é o oposto – cinema Lisboeta – com “actores” de novelas em piloto automático como se estivessem “a representar” nos “Morangos Com Açucar” e em estilo fashion-pimba para sopeiras dos programas da manhã ou leitoras dos livros de Margarida Rebelo Pinto, tom “Sei Lá” !

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Quando comparamos, uma pessoa até se esquece que todas estas pequenas produções MYTHICA de pura Fantasia despretenciosa, foram filmadas no estado do Utah nos EUA, pois o mundo de MYTHICA resultou tão sólido como uma Middle Earth de Peter Jackson; e aqui mais uma vez fizeram-no por pouco mais de 100 mil dólares.
Aliás toda a saga com os cinco filmes nem sequer atingiu os 500 mil dólares; o que só demonstra que isto se calhar não está nos meios mas sim na vontade de se produzir algo memorável contra tudo e contra todos sem desculpas da treta que bem poderiam servir de exemplo para nós neste país onde toda a gente fala mal de tudo mas ninguém se chega à frente para fazer melhor. Ou sequer para tentar fazer igual; ( felizmente ainda houve uma excepção com o independente e genial “Balas & Bolinhos 2” de que falarei por aqui um dia também  mas são raridades num panorama de filmes sobre poetas janados, noites lisboetas e tudo o mais que já farta num país tão pequeno e com tanta cagança elististamente intelectual ).

Portugal está cheio de cenários naturais , monumentos históricos e ambientes que os próprios americanos venderiam a mãe para terem na sua terrinha. Nós podíamos produzir MYTHICAS ( e “LADYHAWKE”(s) aos quilos e até marcar presença no cinema de Fantasia de baixo orçamento internacional só com os nossos castelos de verdade tal como a ARROWSTORM está a fazê-lo desde há anos com paredes de castelo construídas em cartão nos EUA, mas não; nós por cá é mais filmes às escuras, cinema sobre pintelhos ou instalações artísticas sobre vultos da cultura da tanga; poetas, navegadores, putas e drogados; ou actualmente “cinema” telefílmico com “modelos” à lá TVI e “actores” de “novelas” tugas aos montes daqueles com três expressões : “chateado com beicinho”, “chateado em modo poser” e “chateado de olhos esbugalhados”.

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Portugal podia perfeitamente produzir cinema de aventura tão ligeiro e divertido quanto [“MYTHICA : THE IRON CROWN”] e nem precisava sair do Castelo de Silves aqui no Algarve para conseguir algo semelhante.  Temos cenários e meios naturais para filmar produções-B de Fantasia assim, coisas que simplesmente não têm mais pretensões do que nos divertirem e transportarem o espectador para um mundo de fantasia.
Mas não, nós por cá é mais “cóltura” porque isso de dragões é para os putos ( é como os desenhos animados ) ou para gentinha da plebe que não atinge a aura iluminada dos grandes realizadores tugas com o seu cinema sobre putas, lisboetas janados, droga ou erudição de elevada craveira.

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NOTAS ADICIONAIS

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COMPRAR BLURAY
Ainda não saiu na Europa. Só existe em Região A na Amazon Americana.
Embora esteja à venda em região zero no site da ARROWSTORM.
https://www.mythicamovie.com

Também existe naturalmente em DVD.

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Eu vou esperar pela edição Alemã pois até agora têm sido do melhor.

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IMDb
http://www.imdb.com/title/tt5456798

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Cinema independente low-budget de que irá gostar:

humanities_end capinha_garm-wars capinha_i-paladini capinha_vikingdom capinha_RISESHADOWARRIOR.jpg capinha_MYTHICA3.jpg capinha_mythica-2 capinha_mythica

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“MYTHICA : THE NECROMANCER” (“MYTHICA 3 : THE NECROMANCER”) A. Todd Smith (2015) EUA

Começando por repetir exactamente o que já disse em “RISE OF THE SHADOW WAR” e sabendo que irei ainda dizer o mesmo sobre os filmes que me faltam comentar pertencentes à extraordinária série “MYTHICA”, tenho que iniciar mais este texto apontando que a Arrowstorm Entertainment é definitivamente a minha companhia de produção de cinema favorita com base nos EUA nos dias que correm.

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Bem, bem longe de Hollywood, sem guito absolutamente nenhum que lhes permita sequer competir com o mais miserável blockbuster da moda em termos de valores de produção, estes tipos ( e tipas ) em regime “profissionalmente-“semi”-amador” e num contexto muito especial, continuam a produzir excelente material de qualidade dentro da área do série-B a roçar o Z por vezes; de forma completamente independente e onde nem o feeling a puro cinema caseiro consegue estragar os ambientes das suas produções de fantasia.

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UNIVERSO SEM GUITO

Como tal, [“MYTHICA : THE NECROMANCER”] não apenas continua essa tradição como acima de tudo mostra uma evolução constante na forma como esta malta foi construído os filmes desta brilhante série de Fantasia essencialmente suportados pelas vendas em dvd e pelas doações dos fans no Kickstarter. É obra !

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Tal como “IRON SKY” que começando modestamente com uma campanha de Kickstarter conseguiu na Europa atingir um patamar de qualidade que hoje o compara sem qualquer problema com que sai de Hollywood em termos técnicos, também a série MYTHICA apesar de – não se ter graduado – para o nível das maiores produções continuou no entanto a apresentar material cada vez mais sólido, atmosférico, divertido e carismático do qual [“MYTHICA : THE NECROMANCER”] é o excelente terceiro exemplo disso dentro da série de 5 filmes com o mesmo nome.

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Sendo o terceiro título da saga, iniciada com o fabuloso “MYTHICA : A QUEST FOR HEROES”, [“MYTHICA : THE NECROMANCER”] continua a desenvolver aquela que inicialmente pretendia ser apenas uma história única mas que graças ao extraordinário sucesso do primeiro filme a nível de circuitos independentes e em festivais de fantástico, acabou afinal por se tornar uma saga épica em cinco filmes; numa escala que obrigou os seus criadores a serem cada vez mais inventivos de forma a contornar toda a inexistência de meios técnicos dignos desse nome quando comparado com o que até a mais banal produção-B em Hollywood costuma ter.

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O MILAGRE DE MYTHICA

Sim meus amigos, se calhar não parece mas a série MYTHICA é um verdadeiro milagre orçamental; a coisa esteve sempre tão negra a nível de dinheiro que a produção inclusivamente colocou um anúncio no Facebook a pedir doações de tábuas para construirem um dos cenários para este terceiro filme !
Se houvesse alguém que tivesse madeira em excesso que não quisesse e fosse deitar fora a equipa de MYTHICA ia lá buscar o material pessoalmente.
É este nível de entusiasmo que tem que ser elogiado.
Isto é amor pelo cinema, o que dá imediatamente uma alma enorme a este tipo de produções e muito em particular aos filmes MYTHICA; verdadeiro upgrade temático para a experiência estética inicial que foi “RISE OF THE SHADOW WARRIOR” anos atrás.
Portanto eu de cada vez que vejo idiotas no IMDb, mais uma vez a comparar cinema como este às grandes produções de Hollywood comentando que o filme não presta porque é rídiculo e “está mal feito” ( porque os CGI sucks ) não consegui ainda perceber qual será na cabecinha deles o contexto comparativo que utilizam.

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[“MYTHICA : THE NECROMANCER”] é a terceira parte da aventura e só pelo facto de se esforçar ao máximo para variar aquilo que é o típico conceito do Dungeons & Dragons sem possuir na verdade meios técnicos para o fazer “bem” ( pelo menos do ponto de vista “dos tais” especialistas em blockbusters que infestam o IMDb e o Youtube ); só por isso já merece o nosso respeito.
[“MYTHICA : THE NECROMANCER”] poderia perfeitamente ter repetido tudo o que já tínhamos visto em “MYTHICA : A QUEST FOR HEROS” e “MYTHICA : THE DARKSPORE” mas não; [“MYTHICA : THE NECROMANCER”] esforçou-se por evoluir; inclusivamente em termos visuais, nem que para isso tenha sido preciso construirem uma caverna com sacos de serrapilheira, plásticos e panos pintados à mão colados a uns andaimes e escadotes no barracão usado como estúdio desde o primeiro filme num fim de semana com trabalho voluntário de modo a construirem “paredes rochosas”.
Caverna que diga-se de passagem está melhor do que muito cenário “profissional” que já vimos saído de produções “a sério” em Hollywood.

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WHAT´S MONEY GOT TO DO WITH IT?

[“MYTHICA : THE NECROMANCER”] esforça-se por demais por tentar ser verdadeiramente épico mostrando-nos um mundo mais vasto do que nos dois primeiros filmes. E mesmo que nem tudo resulte ( por exemplo o cavalo CGI no final é … enfim… coiso… ) a verdade é que praticamente tudo o que faz, resulta de forma extraordinária no écran dentro do contexto de produção possível.
Vocês nunca viram um mundo de Fantasia tão sólido e épico criado com tão pouco dinheiro como poderão encontrar em toda a saga MYTHICA.
Esta terceira parte, apesar de nos mostrar ainda um mundo onde parece que ninguém anda a cavalo ou que os cavalos não existem e toda a gente anda a pé de um lado para o outro entre “uma quest” e outra “quest” ( parece que na produção ninguém sabia andar a cavalo e também não havia dinheiro para alugar bichos ), a verdade é que raramente nos lembramos disso.
Só quando aparece um cavalo no cenário à distância ás vezes é que nos lembramos… ´pera lá… não há cavalos neste mundo ?!…

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Os heróis percorrem uma tal variedade de ambientes, principalmente a partir deste terceiro capítulo que nem notamos que esta nova Middle Earth Low budget foi afinal toda filmada no estado do Utah ao redor de um pequeno perímetro na zona onde toda a gente envolvida nisto mora e faz a sua vida normal quando não anda metida nestas brincadeiras cinéfilas; ( que por causa do sucesso da saga acabaram com o tempo por se tornar cada vez mais “semi”-profissionais a tal ponto que foi necessário criarem a Arrowstone enquanto companhia de produção independente e já vão com um bom catálogo de produções no-budget ).
[“MYTHICA : THE NECROMANCER”] conta já com filmagens a partir de drones o que abriu e muito a escala épica que as próprias e surpreendentemente fantásticas paisagens naturais do estado do Utah conseguiram proporcionar só por existirem, pois a terra de Mythica vista do ar é outra coisa. Especialmente acompanhada da excelente banda sonora.

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FANTASIA REAL



[“MYTHICA : THE NECROMANCER”] mostra-nos um mundo de fantasia extremamente credível e se calhar essa “autenticidade” deve-se precisamente à falta de dinheiro para estilizarem por demais o filme. Se isto tivesse sido uma produção de Hollywood filmada com milhões tudo teria sido intensamente desenhado; haveria design por todo o lado a um ponto que visualmente a coisa pareceria por demais estilizada e certamente o mundo de Mythica perderia toda a sua autenticidade.
Passaria de uma espécie de alternativa à Idade Média a qualquer coisa semelhante a mais um videogame.
Lembro-me sempre de “WARCRAFT” recentemente. Ultra mega produzido, adaptando precisamente o videogame de culto mas depois em última análise algo absolutamente sem alma por ser intensamente plástico e totalmente gerido em piloto automático apesar do excelente criativo e realizador que teve por detrás.
Nem o melhor realizador do mundo consegue criar um mundo verdadeiramente real quando há tanto dinheiro por detrás a ditar cada detalhe do seu visual e se torna tão dependente do CGI como “WARCRAFT” se tornou.
Mal, de que nenhum filme MYTHICA pode dizer que sofre. Aqui nem guito para CGI a sério houve; e quando virem a cena em que os herois cavalgam por um vale por entre a neve no final…irão treme..perceber o que eu quero dizer.

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Por causa disso, [“MYTHICA : THE NECROMANCER”] neste seu terceiro episódio teve a inteligência de evitar “o excesso” de CGI pobrezinho que teve nos dois primeiros filmes e concentrar-se nos efeitos práticos que pôde utilizar sem matar nenhum actor porque isto de duplos é para rir.
É certo que continua a utilizar CGI mas desta vez está bem mais contido apesar de tudo e é sempre mais evidente nas sequências com feitiços; onde nem fica mal de todo se ignorarmos uma falha ou duas até mesmo em termos estéticos e acompanharmos tudo isto em contexto.

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[“MYTHICA : THE NECROMANCER”] concentra-se na variedade de ambientes, na variedade de cenários e numa estrutura que faz com que os heróis estejam sempre a mexer-se de um lado para o outro percorrendo aquele fascinante mundo de Fantasia de que nem por um instante nos lembramos que está filmado nos EUA numa àrea geográfica bastante limitada por sinal.
Em vez de nos dar criaturas “alienígenas” que não pode construir esta terceira aventura concentra-se nos personagens humanos e como resultado dessa própria necessidade acaba por continuar a desenvolver todas as relações entre cada um deles de uma forma que deu ainda mais alma a toda esta saga.
Quantos filmes de aventura actualmente nos deixam com vontade de continuar a acompanhar o destino dos personagens que vemos no ecran quando um filme termina ?
Se há algo que torna toda esta série especial é isso. Ficamos a gostar muito dos protagonistas.

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A BAND OF HEROES



Se MYTHICA e principalmente [“MYTHICA : THE NECROMANCER”] continua a ter um ponto muito forte são os seus personagens. Aquele grupo de heróis é verdadeiramente simpático, variado, bastante complexo e todas as suas pequenas histórias são precisamente aquilo que acaba por desculpar por completo a falta de meios técnicos. Embora neste [“MYTHICA : THE NECROMANCER”] realmente a produção tenha conseguido fazer um trabalho notável na forma como contorna e esconde muitas das suas fraquezas.
Os cenários estão muito atmosféricos nas suas limitações, o filme continua com uma boa fotografia e claro, óbviamente que a banda sonora mantém-se como um dos pontos altos de toda a saga pois é realmente fantástica na forma como transforma até a cena mais simples em que o grupo de heróis caminha por uma estrada em algo com uma dimensão épica quase paralela ao que se pode encontrar nas produções Tolkien de Peter Jackson. Notável.

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MYTHICA 3.0

[“MYTHICA : THE NECROMANCER”] é também quase uma espécie de reboot não assumido para MYTHICA e o início de uma trilogia específica.
É certo que já não precisa de apresentar personagens pois isso já foi feito no primeiro ou também já não precisa solidificar a sua imagem de Dungeons & Dragons pois o segundo filme já se assegurou disso e como tal [“MYTHICA : THE NECROMANCER”] está livre para levar esta história até outro patamar.
Pegando nas referências iniciais e em pequenos detalhes que nos primeiros filmes até estavam mais lá apenas para dar ambiente do que outra coisa qualquer, [“MYTHICA : THE NECROMANCER”] desenvolve muito do que é mencionado nos filmes anteriores e dá inicio a uma história muito mais concreta que irá culminar então no quinto filme , lançado este ano em 2017 e que terminou a saga.
O facto da produção para este terceiro capitulo já ter conseguido contar com um par de amigos que são argumentistas de verdade em Hollywood também ajudou a solidificar a direcção que toda a aventura tomou a partir desta terceira parte.

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O FACTOR HERCULES

E por falar em apoio, Kevin Sorbo continua a ser também determinante para o sucesso de MYTHICA desde que aceitou participar nisto quase a título de passatempo ao ter sido abordado por malta da produção corajosa quando este passava férias numa estância de ski e com tomates para lhe perguntar se ele não gostaria de entrar numa coisa chamada MYTHICA mais ou menos amadora e tal sem guito para nada, nem salários nem népia…

Sorbo alinhou e ao longo de toda a existência da saga tem divulgado o trabalho e apoiado a produção ao ponto de acabar por se ter tornado também ele produtor desta série de filmes.
Como tal, também aqui em [“MYTHICA : THE NECROMANCER”] o seu papel na pele do velho guerreiro feiticeiro já é bastante mais relevante inclusivamente; embora não seja de todo o centro da acção pois o nosso grupo de heróis favorito continua a ter quase todo o tempo de écran na continuidade desta aventura. Ou no inicio desta nova fase.

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RAGS & DRAGS

Antes que me esqueça, nota alta mais uma vez para o guarda roupa.
Se [“MYTHICA : THE NECROMANCER”] continua a parecer um mundo real, muito deve à diversidade e imaginação colocada nos trapinhos que os personagens usam.
Custa a crer que tudo isto tenha sido inventado à pressão em muitos dos casos pela sempre excelente Anne Black, que tendo sido a realizadora dos primeiros dois filmes , também desenhou todas as roupas.
Roupas que além de serem absolutamente icónicas dentro do género D&D são também um espectáculo; especialmente quando vemos o making of desta série e percebemos como tudo foi inventado muitas vezes na hora pelo bom gosto estético de quem tem olho para este género de coisas mais Fashion.

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Um trabalho notável de Anne Black especialmente quando convém não esquecer estamos a falar de um Low-budget movie. Quase um no-budget mesmo.
Não sei se se recordam, mas o primeiro filme foi todo feito com 96 mil dólares !
Eu disse 96 mil dólares; não disse 96 milhões de dólares.
Mil.
O segundo idem, pois rondou pouco mais de cem mil também arrecadados com donativos Kickstarter e vendas do primeiro filme.

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MYTHICA of THRONES ?…

[“MYTHICA : THE NECROMANCER”] também mudou MYTHICA de tom.
Este terceiro capítulo de repente tornou tudo mais pesado e negro e a isto não será alheio o facto do novo realizador A.Tod Smith ser um enorme fan de Game of Thrones como ele indica na entrevista presente nos extras do Bluray ( Edição Alemã ) e pretender dar um tom sério semelhante ao filme.
Como tal, a história está agora mais dramática e nota-se uma diminuição evidente no humor o que de certa forma descaracteriza um personagem ou dois, pois [“MYTHICA : THE NECROMANCER”] já não tem a mesma atmosfera ligeira de “MYTHICA : A QUEST FOR HEROES “ e “MYTHICA : THE DARKSPORE” por exemplo.
Não que seja uma grande mudança mas nota-se ! O que de certa forma dá o mote para também indicar que o terceiro capítulo é na verdade o início da “nova” trilogia que levará a saga até ao seu final no quinto filme.

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[“MYTHICA : THE NECROMANCER”] apesar de ser uma excelente aventura, que abriu o mundo de MYTHICA tornando-o maior e mais épico em termos de história, apesar de apresentar as bases para o que se segue também não adianta muito e será talvez esse o seu único pecado num certo contexto.
É excelente, é divertido, é intenso , é diferente mas falta-lhe aquela coisa especial que tornou o primeiro filme tão notável em todos os sentidos.
Talvez lhe falte uma certa frescura porque já conhecemos os personagens. Por outro lado não há dúvida que MYTHICA continua excelente e recomenda-se por completo.
E se gostaram dos anteriores vão adorar esta terceira parte.

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CLASSIFICAÇÃO

Nunca houve um série-B de Fantasia com tanta alma quanto esta série apresenta e a sua terceira parte também não é excepção.
Se gostarem de cinema de baixo orçamento e admirarem o que este consegue por vezes fazer sem dinheiro nenhum então vão gostar imenso também deste novo capítulo.
Agora não o vejam sem terem visto primeiro “MYTHICA : A QUEST FOR HEROES” e “MYTHICA : THE DARKSPORE” pois são essenciais; até para ficarem a gostar mesmo destes personagens.

Mythica 3 - Necromancer_28 https-_www.youtube.com_watch?v=pEQ9b07pZW046

Como filme é diferente em tom dos capítulos anteriores pois é mais sério e negro, mas mesmo assim continua a ser um MYTHICA puro e verdadeiramente divertido.

Cinco Planetas Saturno

    

E só não leva um Gold Award porque o quarto capítulo “MYTHICA : THE IRON CROWN” é muito, muito melhor; arrasa mesmo.
No entanto [“MYTHICA : THE NECROMANCER”] continua impressionante até na forma como sem orçamento se consegue criar um mundo de Fantasia totalmente coerente e cheio de atmosfera; apenas porque se gosta de fazer cinema e há uma história para contar com excelentes personagens.

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Já agora, se gostaram deste, espreitem “RISE OF THE SHADOW WAR” dos mesmos autores. O primeiro que eles fizeram; não tão eficaz quanto MYTHICA a seguir mas uma espécie de rascunho que vale a pena verem se gostam mesmo de cinema low-budget e querem perceber como tudo começou para MYTHICA em termos de valores de produção; ( excelente bluray também ).
E não se esqueçam de espreitar o site da ARROWSTORM ENTERTAINMENT também.

A favor: o ambiente, é mais épico, os cenários naturais, os personagens, a banda sonora, a variedade de locais, o que consegue fazer sem dinheiro nenhum, tem imensa alma e é muito divertido, as suas fragilidades são precisamente aquilo que lhe dá muita personalidade e ajuda todo este universo de fantasia único a parecer mais real do que pôde na verdade conseguir ser, o genérico dos créditos finais tem muita pinta.

Contra: algum CGI é do pior, a história é boa mas falta-lhe ali qualquer chama para ser perfeita, talvez lhe falte o humor dos capítulos anteriores para resultar plenamente.

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NOTAS ADICIONAIS

TRAILER


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COMPRAR BLURAY – REGIÃO B (2) – EDIÇÃO ALEMÃ
Sem legendas em Inglês mas com pista original 5.1; excelente qualidade de som e imagem e bons extras sobre o making of, incluindo um comentário audio com momentos interessantes.

BLURAY

https://www.amazon.de/Mythica-Totenbeschw%C3%B6rer-Blu-ray-Melanie-Stone/dp/B01HEE8OAC/ref=sr_1_fkmr1_1?ie=UTF8&qid=1508278087&sr=8-1-fkmr1&keywords=MYTHICA+THE+NECROMANCER+BLURAY
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COMPRAR OS 2 PRIMEIROS FILMES NUMA EDIÇÃO ESPECIAL EM DOIS DISCOS BLURAY – REGIÃO B (2) – EDIÇÃO ALEMÃ
( sem legendas mas com pista de som em inglés e contêm logo também o segundo filme da saga, por isso vale mesmo a pena)

bluray
https://www.amazon.co.uk/gp/product/B015K0XRKO/ref=as_li_tl?ie=UTF8&camp=1634&creative=6738&creativeASIN=B015K0XRKO&linkCode=as2&tag=cinaosolnas00-21

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extrao6

IMDb
http://www.imdb.com/title/tt3608646

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Cinema independente low-budget de que irá gostar:

humanities_end capinha_garm-wars capinha_i-paladini capinha_vikingdom capinha_RISESHADOWARRIOR.jpg capinha_mythica-2 capinha_mythica

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“Lost in Space” * Raridades / Nostalgia : RECORTES DE JORNAL EM PORTUGAL – VÁRIOS FILMES 70S e 80S

E antes que me esqueça cá fica esta pequena colecção de recortes de jornal de quando as estreias dos filmes tinham honras de publicidade nas públicações portuguesas. Afinal não era todos os dias que podiamos deixar de ver os nossos habituais Bud Spencers e assistir a um filme daqueles novos e tudo !

LOST IN SPACE2-RECORTES

O que é pena que practicamente todos estes filmes só estreavam mesmo em Lisboa e no Porto porque raramente chegavam à província, numa altura em que o cinema não era ainda uma moda.

 


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Obrigado novamente ao José Carlos Mestre, leitor deste blog em Beja, que me enviou esta e muitas mais preciosidades que irei continuar a divulgar por aqui.

Stay tuned. More to come. 😉

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EXTRAS – “Lost in Space : RARIDADES NOSTÁLGICAS”

Caderneta de Cromos – Battlestar Galactica 1978 : Edição Espanhola
Caderneta de Cromos – Star Wars – La Guerra de Las Galaxias : Edição Espanhola
Capas de Pulp Fiction Clássicas – Scifi – Vol 1
Capas de Pulp Fiction Clássicas – Scifi – Vol 2

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Se gostaram desta Caderneta vão gostar destes filmes:

humanities_end capinha_spacehunter capinha_starcrash capinha_Battle Beyond The Stars.jpg capinha_battlestar-galactica capinha_BUCK capinha_mesagefromspace73x capinha_GUERRANOESPACO

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FLASH GORDON : (Editora Abril) – Banda Desenhada Vintage – Edição Brasileira

BD VINTAGE-FLASH GORDON ABRIL

A long time ago até mais ou menos o início de 1980 se queriamos comprar banda desenhada neste estilo tinhamos que comprar as revistas da Editora Abril pois esta editora Brasileira essencialmente dominava o mercado português no que toca a este formato de bolso a cores; fosse com as revistas Disney , com “Jornada nas Estrelas” (Star Trek para os amigos ) ou com Mandrake e Flash Gordon.


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Este foi um dos especiais colocados por cá à venda na altura e que já pertencia à fase moderna do personagem quando este sofreu um reboot durante os anos 70 e que na minha opinião o veio tornar realmente muito interessante bem longe do estilo mais clássico de Alex Raymond.

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Obrigado novamente ao José Carlos Mestre, leitor deste blog em Beja, que me enviou esta e muitas mais preciosidades que irei continuar a divulgar por aqui.

Stay tuned. More to come. 😉

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Mais, BANDAs DESENHADAs VINTAGE ou simplesmente Esquecidas

Missão nas Estrelas
Mundos Gémeos -BD
Os Ladrões de Luas – BD
Sky Masters: Os Fantasmas do Éter – BD
Space Action – Prisioners of the incredible plants
A Porta do Espaço / O Império das Estrelas (A.C.)
Regresso ao Lar (A.C.)
Espaço 1999 – Revista TV Junior nº1
The Black Hole – O Abismo Negro
2010 : O Ano do Contacto – “Jornal da BD”
Rumo ao Desconhecido – Tonkari 1 (A.C)
The Face on Mars – Jack Kirby
Capitão Condor – O Demónio Chamejante
O Feiticeiro de OZ
Strange Planets 1 – Space Detective
Strange Planets 2 – Rocket to the Moon
Battlestar Galactica 1
Flash Gordon : The Movie
Os Atlantes – Tonkari 2 (A.C.)
Blade Runner : The Movie

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Se gostou deste, poderá gostar de:

capinha_flash-gordon capinha_flesh-gordon-2 humanities_end capinha_spacehunter capinha_starcrashcapinha_Battle Beyond The Stars.jpg capinha_battlestar-galactica

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