“DARK SPACE” ( “DARK SPACE” / “OFF WORLD” ) Emmett Callinan (2013) EUA

Há qualquer coisa de muito errada quando um filme espacial conta a história de um bando de adolescentes idiotas em viagem de Spring Break algures no futuro e o principal desses putos é interpretado por um gajo de 35 anos.
[“DARK SPACE”] é um filme muito estranho, que no entanto à medida que avança se vai tornando cada vez mais apelativo sabe-se lá como pois quando começa é verdadeiramente atroz.

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Não me lembro da última vez em que odiei por completo um filme espacial logo a partir dos primeiros minutos só de olhar para os protagonistas. [“DARK SPACE”] contém personagens tão estúpidos e insuportáveis que contrariamente ao que supostamente deveria acontecer, o espectador conta ansiosamente os minutos para que cada um destes gajos e moçoilas roliças sejam comidos o mais rapidamente possível pelo monstro de serviço e desapareçam do écran quanto antes.

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Ainda não percebi se a culpa é do elenco ou se será do argumento embora eu aponte mais para a segunda hipótese, porque com diálogos assim seria um verdadeiro milagre um actor representar de forma digna quanto mais ainda tentar desenvolver um personagem. [“DARK SPACE”] tem um dos piores argumentos que me lembro de ver em muito tempo.
Por outro lado contêm um conceito particularmente interessante e que à medida que o filme avança sabe-se lá como faz-nos ficar com vontade de ver o resto até à resolução final agarrando o espectador que ainda resistiu nos últimos minutos.

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FLORESTA É O NOME DO MUNDO

Se [“DARK SPACE”] tivesse sido um filme bem escrito, com personagens bem desenvolvidos haveria de ser apontado como uma das aventuras espaciais mais curiosas dos últimos anos.
Isto porque há por ali uma excelente ideia que de repente me fez lembrar uma versão moderna de um romance muito antigo de Ursula K.Le Guin chamado “Floresta é o nome do mundo” editado pela Europa-América na sua colecção de FC no início dos anos 80. Mais não digo para não estragar o que este filme tem de melhor.
E o que tem de melhor acaba por tornar [“DARK SPACE”] num título particularmente esquizofrénico para o espectador casual que se depare sem querer com ele por aí na internet.

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Isto porque [“DARK SPACE”] não tem meio termo, ou é absolutamente do pior ou tem momentos que mesmo limitados pelo seu baixo orçamento lhe dão um carisma muito particular.
Como tal a divisão que vocês poderão encontrar em termos de opiniões sobre este filme no IMDb desta vez estarão ambas correctas.
[“DARK SPACE”] a nível de qualidade nos diálogos é mesmo um dos piores filmes espaciais dos últimos tempos mas ao mesmo tempo acaba também por ser tornar num dos mais curiosos e cativantes à medida que avança até à conclusão da história.

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Para começar tem logo uma coisa que me agradou bastante ( apesar de tudo o que tem de péssimo ); [“DARK SPACE”] é um título que tenta realmente dar-nos uma aventura diferente.
Apesar de não se notar pelo trailer e ainda se notar menos na sua primeira metade, [“DARK SPACE”] não é o estereotipo que parece a um primeiro olhar.
Houve por aqui uma genuína tentativa de se criar uma aventura espacial diferente.
Por exemplo, se há uma coisa que eu não suporto é o conceito dos filme “Predator” e tudo o que me cheire a coisa semelhante é logo mal sinal para mim. Por isso mesmo, inicialmente eu estava mesmo convencido de que seria mesmo isso que [“DARK SPACE”] pretenderia ser. Assim uma espécie de versão ultra-low-budget de “Alien Vs Predator”, o que para muita gente será também logo motivo para nem se aproximar disto mal vejam o trailer.

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Por outro lado há por ali uma atmosfera única que indica que no meio de tanto estereotipo e personagem atroz se calhar [“DARK SPACE”] até terá mais qualquer coisa para mostrar.
Surpreendentemente não me enganei.
Até mesmo quando parece entrar pelo esquema “Predator” há por ali uma motivação particularmente original para tudo o que envolve esse tipo de personagem e quanto a mim esse detalhe em [“DARK SPACE”] é o que distingue de muita coisa em termos de conceito para um thriller sci-fi.

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DEVIN & FRIENDS, GANZAS E GAJAS

[“DARK SPACE”] no entanto merece todos os ataques que lhe fazem no IMDb quando se trata de personagens. Especialmente no que toca ao personagem “Devin” que é simplesmente o tipo mais estúpido e grunho que alguma vez irão encontrar num filme de ficção científica. Garanto-vos.
Eu que não costumo ser chato com detalhes irrelevantes nas histórias deste estilo desta vez [“DARK SPACE”] tirou-me do sério em quase tudo o que mostra como sendo um comportamento normal daquilo que supostamente será “o típico” teenager norte americano, até no futuro.

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Este bando de putos estupidos estampa-se num planeta totalmente alienígena e a primeira coisa que um deles “Devin” faz, é ir tomar banho nú no primeiro lago que encontram só para ver se convence as miúdas a despirem-se porque o que o gajo quer é ver mamas.
Portanto, o lago até podia nem ser de água, podia conter todo o tipo de criaturas alienígenas ou virus cabeludos mas isso não importa nada. O que Devin quer é ver as gajas nuas. E depois de todo esse teasing nem isso o filme mostra o que o torna ainda mais redundante.

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E [“DARK SPACE”] está cheio de situações assim o que o torna verdadeiramente insuportável ao princípio.
Aliás neste aspecto [“DARK SPACE”] é tão mau, mas tão mau que quase parece inacreditável alguém ter escrito algo assim que ainda por cima tenta passar por ter um registo sério; é que parece incrível mas isto nunca pretende ser uma comédia e todas as tentativas de humor apenas demonstram que os personagens se esforçam por demais por agir e pensar como se tivessem 14 anos.
E por falar nisso…

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Para tornar tudo ainda mais estranho, não deve haver por aqui um teenager que não tenha pelo menos uns 26 ou 28 anos no mínimo o que ainda torna toda esta encenação à volta de putos “universitários” em algo ainda mais inverosímil quando estes se metem numa nave alugada para irem fumar umas ganzas e engatar umas gajas numa viagem de Spring Break galáctica.
E mais uma vez relembro, [“DARK SPACE”] não é uma comédia. Acho…

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Tudo o que possam encontrar de comentários negativos no IMDb especialmente no que toca à qualidade da escrita neste filme estão carregados de razão; [“DARK SPACE”] tem mesmo um dos piores argumentos que me lembro de ver debitados por um grupo de actores que até se esforça. Por outro lado, tudo o que encontrarem de positivo sobre o filme no IMDb também é verdade.
Há por lá quem acuse as reviews positivas de serem reviews falsas plantadas pela produção, mas não acredito nisso. Os comentários positivos referem muita coisa com a qual eu também concordo.

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LOW BUDGET – GOOD VISUALS

Por exemplo, os efeitos especiais são particularmente atacados por quem odiou [“DARK SPACE”] mas sinceramente eu achei-os não só muito variados no que toca às cenas espaciais como bastante criativos e por vezes até espectaculares.
Ok, não serão os CGI mais perfeitos ou polidos de todos os tempos, mas sinceramente, se há um lado por onde eu acredito ser mesmo muito injusto atacar este filme é pelo que consegue colocar no écran.
Pessoalmente adorei a maioria das cenas no espaço, tanto no início como no final e quanto a mim só é pena mesmo termos de levar com aqueles adolescentes trintões insuportáveis durante o tempo todo pelo meio.
Os créditos referem o nome de Neil Johnson nos efeitos especiais e pelo estilo visual das cenas espaciais quase que aposto será o mesmo Neil Johnson que realizou um dos meus low-budget espaciais favoritos “HUMANITY´S END” pois normalmente que cria as animações nas produções dele é o próprio e toda a paleta de cores ou estilo de design em [“DARK SPACE”] aponta para mais um exemplo do seu trabalho nesse campo.

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Portanto, visualmente eu gostei bastante deste filme.
Aliás [“DARK SPACE”] foi rodado com 750.000 dólares. Nem sequer chegou a um milhão standard nestas coisas do baixo orçamento; por isso, quanto a mim merece ser bastante elogiado pelo que consegue mostrar.
Não só os efeitos servem perfeitamente o propósito da história como em termos de concept design e sets práticos não está também nada mal.
O interior da nave tem a sua pinta, não parece montado às trés-pancadas e nota-se que houve por ali um trabalho de conceptualização bem pensado por detrás do que se pôde fazer com o orçamento disponível.

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As armaduras dos “Predadores” embora tenham aquela estética inevitável saída de um qualquer jogo Playstation-4, ( ou de um Halo ) até têm a sua pinta.  Aquele visual de vespa está bastante bem achado pois encaixa por completo naquela temática muito interessante e muito particular que se descobre à medida que a história avança pois as vespas são conhecidas pelo mesmo tipo de comportamento em certos contextos.
Até os alienígenas em determinados momentos cumprem perfeitamente o seu papel na história e têm o seu estilo próprio.  E embora seja nestes personagens onde se nota mais a falta de orçamento a verdade é que [“DARK SPACE”] faz o melhor que pode para contornar as suas limitações técnicas e por vezes até consegue obter um resultado interessante; especialmente à medida que avança e a história ou motivação por detrás de tudo o que está a ocorrer se torna mais clara.

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RUNNING IN THE DARK

Para lá dos personagens incrivelmente estereotipados, [“DARK SPACE”] falha por vezes em vários aspectos na própria realização; nota-se no entanto que em certos momentos não puderam ir mais longe por causa do baixo orçamento, mas a solução encontrada nem sempre é a melhor por parte do realizador.
Por exemplo, pá… parem de mostrar gente a correr pela floresta interminavelmente ! Seja a fugir dos alienígenas , seja a desviarem-se dos tiros dos “Predadores” que ainda têm pior pontaria que um stormtrooper, a duração de certas sequências de acção é tão excessiva que [“DARK SPACE”] por vezes parece ir descambar numa comédia.
Muito corre esta gente pela floresta sem sair do sítio…pá…

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Idem, para as sequências subjectivas em que os adolescentes burros estão a ser observados pelos alienígenas ou cercados por estes a partir do escuro. Já chega, já percebemos que está alguém a olhar, já percebemos que os heróis não conseguem ver nada. Parem com estes cuts subjectivos durante segundos a fio que se repetem veze sem fim em tudo o que é cena nocturna no bosque. Já percebemos.
Avancem com o raio da história !

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[“DARK SPACE”] é um low budget muito estranho.
Se tivesse sido bem escrito, poderia ter sido tão bom quanto por exemplo “HUMANITY´S END” logo desde o início, mas aquela insistência em manter no écran durante mais de uma hora um bando de atrasados mentais que agem como se estivessem com 15 anos a fazer campismo na mata em vez de se portarem como náufragos num planeta estranho, faz com que este filme pareça mais estúpido do que merecia parecer.
É que até mesmo nas sequências filmadas em cenários naturais [“DARK SPACE”] funciona bastante bem. A escolha dos locais foi boa, os matte-paintings ajudam a tornar a floresta e aquele mundo mais alienígena nas alturas certas e tudo estava reunido em termos de condições low-budget para que esta aventura fosse mesmo muito boa.
Por isso… o que raio se passou com a escrita deste filme ?!! O baixo orçamento não desculpa aqueles diálogos ou o estereotipo mal aproveitado dos personagens.

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LET´S DO THE TWIST

Portanto será [“DARK SPACE”] tão mau quanto o pintam ? Se não conseguirem abstrair-se dos personagens detestáveis e da escrita atroz em termos de diálogos e caracterização de cada “adolescente”, não é mau…é pior ainda !
Por outro lado, ocorreu uma coisa muito estranha neste filme.
A partir da primeira hora quando a maior parte dos piores personagens já foi trucidado, de repente [“DARK SPACE”] ganha vida.
Não só o conceito por detrás da revelação que irão encontrar na história é algo que eu ainda não tinha visto abordado em nenhum filme de Fc, como depois os personagens que sobram subitamente tornam-se bastante interessantes de acompanhar.

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Fiquei muito surpreendido quando de repente reparei que já não estava a destestar aqueles imbecis que sobraram mas que estava a torcer por eles.
Em particular os últimos 15 minutos do filme são particularmente divertidos; com óptimo suspense, cenas de acção ou violência quanto baste e com a motivação correcta como ainda por cima [“DARK SPACE”] tem um bom final, até mesmo em termos visuais ou de ambiente espacial.
Outra coisa de que só me apercebi no fim é que a banda-sonora também tem muito ambiente sendo a grande responsável por um certo estilo épico que de repente notamos que está presente nesta aventura tendo resultado bastante bem e fechando o filme da melhor forma.
Resumindo, [“DARK SPACE”] recomenda-se ?…
Bem… é complicado…

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CLASSIFICAÇÃO

[“DARK SPACE”] é um low budget muito estranho. Apesar de ter os personagens mais insuportáveis, estúpidos e mais mal escritos apareceram recentemente na Fc moderna, a verdade é que foi um filme de que acabei por gostar bastante.
Especialmente tendo em conta que incialmente eu estava plenamente convencido de que este iria directamente para a minha secção de “Buraco Negro” neste blog e afinal não foi.
[“DARK SPACE”] começa mal ( apesar de visualmente ser bastante interessante mesmo ), continua mal ( atinge níveis de estupidez e falta de lógica quando os putos exploram o planeta ) mas depois torna-se numa história com uma premissa até bastante original e que vale a pena descobrir.

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Para minha surpresa, [“DARK SPACE”] tem por ali um certo momento em que de repente passa de filme absolutamente insuportável a thriller sci-fi de baixo orçamento bastante apelativo e até damos por nós a torcer pelos personagens que restam e tudo o que bem vistas as coisas é um verdadeiro milagre.
Gostei ( ao ponto de o ir comprar em bluray para juntar à colecção low-budget quando sair ).

Três Planetas Saturno

  

A partir de determinado momento [“DARK SPACE”] torna-se interessante, aborda uma temática ecológica ( e não só ) que dá bastante personalidade ao conceito e a aventura mantêm suspense até ao bom final que encerra este pequeno filme de 750.000 dólares que poderia ter sido brilhante não fossem os “adolescentes” de trinta anos que agem como se tivessem 14 o tempo todo.
Não se entende mesmo…

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A favor: é melhor do parece ao início, a partir de certa altura ganha uma certa profundidade temática inesperada, a última meia hora vai ficando cada vez mais interessante e até empolgante, visualmente está muito bem seja em CGI seja na forma como usa os cenários naturais, bom concept design de uma forma geral, tenta ser uma história diferente e imita menos coisas do que pode parecer.

Contra: o argumento com os piores diálogos do últimos anos, desenvolvimento de personagens quase nulo, o pacing da montagem por vezes aborrece especialmente quando os “teens” correm repetitivamente pela floresta, os personagens “adolescentes” em total modo Spring Break americano no espaço são ridículos e irritantes como o raio, adolescentes de 35 anos...wtf…

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NOTAS ADICIONAIS

TRAILER

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IMDb

INTRO

http://www.imdb.com/title/tt1584943

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– STRANGE PLANETS 2 – Rocket to the Moon – Banda Desenhada Vintage

Mais uma banda desenhada clássica. Desta vez “Rocket to the Moon” de 1964.

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Mais / BANDAs DESENHADAs VINTAGE ou simplesmente Esquecidas

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Mundos Gémeos -BD
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Sky Masters: Os Fantasmas do Éter – BD
Space Action – Prisioners of the incredible plants
A Porta do Espaço / O Império das Estrelas (A.C.)
Regresso ao Lar (A.C.)
Espaço 1999 – Revista TV Junior 1
The Black Hole / O Abismo Negro
2010 : O Ano do Contacto
Rumo ao Desconhecido – Tonkari 1 (A.C)
The Face on Mars
Capitão Condor – Os Demónios Chamejantes de Saturno
The Wizard of OZ
Strange Planets 01 – Space Detective

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“ASTRONAUT : THE LAST PUSH” ( “ ZERO GRAVITY” ) Eric Hayden (2012) EUA

Quando um cromo no IMDb, daqueles que dá 1 estrela a este filme se deu ao trabalho de escrever por lá a maior review de todas; detalhando as nerdices que supostamente estarão cientificamente erradas no argumento desta odisseia espacial; ( logo o filme não presta ) eu percebi imediatamente que  [“ASTRONAUT : THE LAST PUSH”] deveria ser mesmo qualquer coisa de muito especial.

Poster

Começo por dizer que concordo com todos os prémios para os quais [“ASTRONAUT : THE LAST PUSH”] foi nomeado e principalmente acho que mereceu plenamente aqueles que ganhou pelo mundo fora no que toca a festivais de cinema independente.
Se calhar poderão surpreender-se por eu não lhe atribuir uma classificação espectacular que eventualmente até merecerá mas só não o faço para já pois tenho a certeza que [“ASTRONAUT : THE LAST PUSH”] irá ser um daqueles títulos que irá crescer na minha admiração à medida que o for revendo; e como pretendo comprar o bluray disto, não se surpreendam se daqui a algum tempo esta review for também revista com mais uma estrela ou duas.

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No entanto [“ASTRONAUT : THE LAST PUSH”] é um filme mesmo dificil de classificar. Tirando os argumentos “racionais” do suposto “especialista científico” que ataca o filme no IMDb, eu até percebo a razão das restantes críticas negativas que por lá andam.
[“ASTRONAUT : THE LAST PUSH”] é um filme difícil e se calhar até se estica por demasiado tempo, pois mesmo abaixo dos 90 minutos de duração provavelmente deveria ter tido uns vinte minutos a menos pois só teria a ganhar com isso.
Esta história é excelente mas pessoalmente senti sempre que se adaptaria muito melhor a uma boa curta metragem; embora perceba a ambição da malta que filmou isto em querer produzir um filme “a sério”.

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Não que [“ASTRONAUT : THE LAST PUSH”] seja particularmente secante ou tenha qualquer pretensão a obra-de-arte, mas não conseguimos evitar sentir ao longo de toda a sua duração que não deve ter sido fácil para os argumentistas imaginarem situações de tensão suficientemente interessantes para nos agarrar à história quando praticamente 98% do filme é passado num único cenário; o cubículo minúsculo que serve de habitat à nave espacial transportando o naufrago do espaço protagonista desta história.
Por isso eu entendo que para algumas pessoas [“ASTRONAUT : THE LAST PUSH”] seja um filme difícil pois é realmente uma aventura espacial onde em termos de cinema comercial não se passa nada do que o comum espectador espera encontrar num filme com naves.

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[“ASTRONAUT : THE LAST PUSH”] é fascinante porque foi essencialmente todo filmado num armazém onde estava construído o pequeno set do interior do módulo espacial e quanto a mim tanto o realizador como o director de fotografia estão de parabéns pois encontrar mil e uma maneiras de filmar aquilo que é essencialmente um quarto pouco maior que uma casa de banho mais uma vez não deve ter sido tarefa fácil.

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[“ASTRONAUT : THE LAST PUSH”] conta a história de um astronauta que durante uma missão falhada à lua Europa ( em Jupiter ) se vê obrigado a viver sozinho num cubículo durante os três anos que comportam a viagem de regresso à Terra , sendo esta portanto uma história de sobrevivência no espaço com apenas um protagonista isolado no meio do universo.

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Para tentarem equilibrar a monotonia da narrativa, [“ASTRONAUT : THE LAST PUSH”] coloca no écran também mais um par de personagens que funcionam particularmente bem; Lance Heriksen entra nisto no papel de um multi-milionário estilo Elon Musk que financia esta missão independente a Jupiter ( quando as sondas da Nasa fotografam baleias por debaixo do gelo na lua Europa ) e tem uma boa prestação apesar do pouco tempo de écran. Outro bom personagem é o do controlador de vôo que se torna na única ligação do astronauta perdido à Terra; ( excelentes interpretações de toda a gente ).
O filme conta ainda com um par de entrevistas fictícias com representantes da população mundial que durante três anos enviam mensagens de encorajamento para o espaço com o objectivo de ajudar o protagonista a suportar a solidão na viagem de regresso. Estas cenas funcionam particularmente bem e até as criancinhas têm bons desempenhos, em particular o último puto a aparecer numa dessas mensagens.

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De uma forma geral [“ASTRONAUT : THE LAST PUSH”] conta com excelentes actores,  uma realização segura que faz o que pode com as limitações do material e vale a pena espreitarem este filme nem que seja pela premissa da história.
Aposto com vocês que um dia [“ASTRONAUT : THE LAST PUSH”] ainda se irá tornar muito famoso quando o que esta história mostra se tornar realidade, aconteça mesmo uma situação semelhante com alguma das nossas missões e alguém nos media futuros se lembrar de ir aos arquivos à procura de titulos passados que tenham previsto algo assim dentro da ficção científica.

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Podem apostar. Pessoalmente não me posso estar mais a borrifar para os eventuais erros científicos em relação a cálculos orbitais que o cromo no IMDb aponta como justificação para o filme não prestar; [“ASTRONAUT : THE LAST PUSH”] é realmente um pequeno grande filme.
Não será para todos, mas irá ficar na memória daqueles que se interessam pela exploração espacial ou pela astronáutica de uma forma mais técnica talvez e quiserem espreitar uma história que mais tarde ou mais cedo irá fazer parte da nossa realidade pois será inevitável que assim seja; ( até porque já falta pouco para fotografarmos as nossas próprias “baleias” nos mares de Europa, podem ter a certeza ).

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Este é o primeiro filme do realizador Eric Hayden que pelo que li é um tipo ligado ao mundo dos efeitos especiais e portanto se calhar será por isso mesmo que [“ASTRONAUT : THE LAST PUSH”] tem momentos visuais tão bem produzidos.
Os efeitos especiais não são minimamente exibidos só porque metem estilo mas estão lá a todo o instante; em particular nas vistas do universo em que apenas se vê a nave do protagonista a sulcar o espaço em total solidão e que resultam de forma excelente mesmo.

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Não serão as animações CGI mais impressionantes de todos os tempos, nem seria essa a intenção mas funcionam e dão ao filme por vezes uma carga poética que o coloca naquele patamar de filmes espaciais que sabe-se lá como, funcionam mesmo quando o orçamento total para as filmagens não daria noutro contexto, nem para pagar o catering de uma manhã num blockbuster de Hollywood.
No entanto [“ASTRONAUT : THE LAST PUSH”] em termos visuais está mesmo muito bem. Aliás, se lerem algumas reviews na net irão notar que este filme é particularmente conhecido pelas imagens que mostra do planeta Venus e esse reconhecimento é merecido.

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A pequena sequência passada na órbita de Venus deve ser uma das cenas mais bonitas/poéticas que já apareceram na ficção-científica dentro deste estilo mais sério tendo por protagonista esse planeta.
Normalmente temos uma ideia até bastante mais sombria de Venus pela sua fama de mundo extremamente perigoso mas [“ASTRONAUT : THE LAST PUSH”] mostra-o como uma verdadeira joia quase mágica do nosso sistema solar e é um dos pontos altos desta história de isolamento dando o mote para uma perspectiva filosófica que percorre toda esta odisseia e irá proporcionar bons temas de conversa para depois do filme.

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[“ASTRONAUT : THE LAST PUSH”] é também aquele título em que muita gente se queixa do final. Pessoalmente apesar de prevísivel eu acho que resulta muito bem.
E se o filme marcou muita gente se calhar foi precisamente pela forma como termina incentivando a humanidade à descoberta e à exploração, deixando-nos a pensar sobre o assunto e principalmente sobre o que fariamos se estivessemos no lugar do protagonista.

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CLASSIFICAÇÃO

[“ASTRONAUT : THE LAST PUSH”] não será um título que recomendarei a toda a gente ou de imediato, mas é uma história excelente sobre os perigos que nos esperam lá fora para lá do nosso confortável planeta Terra.
Por ser uma odisseia demasiado intimista poderá não agradar a muita gente, mas é um filme particularmente recomendado aos fãs de “2001 Odisseia no Espaço”.
Bom filme mesmo. Algo intimista; ( alguns diriam “secante” ) mas muito bom e um daqueles que merecem ser vistos pelo menos uma vez.
A propósito, até o trailer é bom.

Três Planetas Saturno




  

Aliás, [“ASTRONAUT : THE LAST PUSH”] é aquele “2001 Odisseia no Espaço” que por exemplo coisas pretensiosamente atrozes como “SOMNUS” se esforçaram por demais para ser e não conseguiram no meio de tanto experimentalismo da tanga. [“ASTRONAUT : THE LAST PUSH”] mostra bem como a simplicidade às vezes é mesmo o melhor caminho para a complexidade.

A favor: a atmosfera de isolamento, os efeitos especiais, as fotografias das baleias em Europa, os actores, a perspectiva filosófica sobre o que nos leva a querer sempre explorar mais longe.

Contra: 90 minutos poderá ser demasiado para uma história assim pois teria encaixado perfeitamente numa curta-metragem. Será um filme lento demais para quem não partir para ele com um espírito mais contemplativo.

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NOTAS ADICIONAIS

TRAILER

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COMPRAR BLURAY – REGIÃO B (2) – EDIÇÃO ALEMANHA

bluray

https://www.amazon.de/Astronaut-Last-Blu-ray-lance-henriksen/dp/B00Q0MLJMA/ref=sr_1_1?ie=UTF8&qid=1494450175&sr=8-1&keywords=astronaut+the+last+push+bluray

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IMDb


AWARDS

http://www.imdb.com/title/tt1541123

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“THE SPACE BETWEEN US” (“THE SPACE BETWEEN US”) Peter Chelsom (2017) EUA

As mesmas pessoas que no IMDb acusam [“THE SPACE BETWEEN US”] de nem sequer ser ficção científica devem certamente também argumentar que livros como “PODKAYNE OF MARS” ou “STRANGER IN A STRANGE LAND” de Robert Heinlein pela mesma lógica também não pertencerão ao género.
[“THE SPACE BETWEEN US”] é uma love story, mas será também um dos títulos de Fc mais “Heinlenianos” que me lembro de ver em muitos anos e para minha surpresa apesar do trailer absolutamente horrível , foi um dos melhores filmes que vi até ao momento neste ano de 2017.

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[“THE SPACE BETWEEN US”] é um filme novo mas achei que valia a pena já falar sobre ele porque este é o precisamente o tipo de histórias que passam sempre despercebidas no cinema e portanto um verdadeiro candidato a filme esquecido não tarda nada. Por isso para não perder tempo cá vão as razões porque esta história sobre um puto nascido clandestinamente em Marte e mantido secreto pela Nasa durante 16 anos, me surpreendeu tanto.

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Não estava nada a pensar ver isto apesar da história ter a ver com Marte que é um dos meus tópicos favoritos seja onde for. Tive o azar de ver o trailer há uns meses e é horrível. Devia haver um aviso específico para os trailers modernos nestes moldes, pois a apresentação de [“THE SPACE BETWEEN US”] revela o filme todo de uma ponta a outra, salvo uma ou duas surpresas muito bem metidas.
Por isso meus amigos, recomendo [“THE SPACE BETWEEN US”] em absoluto, mas muito em especial a toda a gente que conseguir chegar até este filme sem ver o trailer e sem procurar saber mais sobre ele.

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Para variar está a ser particularmente atacado por alguns utilizadores no IMDb porque simplesmente o mundo parece estar cheio de gente que se dizem apreciadores de ficção-científica mas depois não conhecem absolutamente nada sobre o género; na sua maioria são os mesmos que não reconhecendo [“THE SPACE BETWEEN US”] como Fc acham no entanto que Star Wars já será ficção-científica naqueles moldes em que acusam esta love-story de não o ser, ( só por ser uma história de amor adolescente ) o que não deixa de ser fascinante.

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You made me human.

É certo, [“THE SPACE BETWEEN US”] é mesmo uma história de amor adolescente; mas tomara a mim que todas as histórias de amor adolescentes com adolescentes tivessem a alma que este filme tem; ( e a atmosfera sci-fi clássica ).
Em muitos momentos [“THE SPACE BETWEEN US”] faz lembrar o melhor do cinema oriental na forma como consegue construir personagens sólidos a partir de situações que há partida parecem alucinadas ou pouco realísticas; talvez não seja por acaso que esta produção tenha capital chinês investido nela também e logo isso explicará a diferença entre este filme de adolescentes e a típica xaropada sopeira que costuma sair de Hollywood quando se tratam de histórias de amor com personagens em idade escolar.

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[“THE SPACE BETWEEN US”] é muito mais que apenas uma história de amor formulática em termos genéricos.
Em termos concretos deve ter sido um dos filmes neste estilo com os melhores personagens que vi nos últimos tempos. Toda a gente envolvida nesta história tem uma caracterização excelente e quase que nem existem personagens secundários.
Gary Oldman tem para mim uma das suas prestações mais emotivas e entusiasmadas dos últimos tempos e este filme à partida nem sequer pediria grande esforço. O seu personagem não só está muito bem caracterizado como tem uma química excelente com todo o resto do elenco em particular com Carla Gugino e com Asa Butterfield que está cada vez melhor actor a cada filme que passa.

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Destaque também para uma surpreendente Brit (Under the Dome) Robertson que é uma daquelas actrizes discretas que se está a tornar também numa das minhas presenças favoritas no cinema. Aqui absolutamente extraordinária pois ninguém diz que esta rapariga de 17 anos na verdade tem por detrás uma actriz já com 27.
A química entre ela e Asa Butterfield é outra das razões porque esta história de amor resulta tão bem. Pois apesar de na realidade haver 7 anos de diferença entre os dois não se nota nada.

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“Tulsa & Gardener”

O género “Road Movie” sempre foi um dos meus ódios cinematográficos de estimação. Alguns dos filmes que mais me aborreceram até hoje são road-movies ( “Easy Rider” / “Thelma & Louise” / “Starman” ) e como tal quando pelo trailer me apercebi que [“THE SPACE BETWEEN US”] iria ser mais outro road-movie este não estava propriamente na minha lista de prioridades.
No entanto havia por ali qualquer coisa que me dizia que se calhar desta vez nem o facto deste ser mais outro filme de estrada iria me estragar o resultado final; isto apesar de inevitávelmente lá ter que meter a costumeira sequência passada em Las Vegas ( Meca dos road-boring-movies americanos ).

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Future World

Mais do que uma história de amor, mais do que um road movie, [“THE SPACE BETWEEN US”] é sim senhor uma grande filme de ficção-científica e o tipo de história que poderia ter sido escrita por Robert Heinlein se estivesse vivo.
Há por aqui um certo sabor contemporâneo a “Um Estranho numa Terra Estranha” que resulta mesmo muito bem. Em particular nas partes em que mostra toda a técnologia do futuro. Aposto que este vai ser um dos raros filmes que não andará muito longe daquilo que iremos ter no nosso dia-a-dia daqui a um par de décadas, se calhar até mais cedo.

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[“THE SPACE BETWEEN US”] está carregado de pequenos detalhes em pano de fundo e tem a inteligência de nunca evidenciar nada. [“THE SPACE BETWEEN US”] não é aquele tipo de filme passado no futuro que leva a história toda a apontar tudo sobre esse mesmo futuro.
Talvez a melhor coisa deste filme seja precisamente o facto de tratar tudo o que é tecnologia futurista de forma tão banal que nos esquecemos completamente que estamos a ver um filme de ficção-científica em muitos momentos.
Talvez isso explique haver tanto desgraçadinho no IMDb frustrado por não ver raios laser, nem naves voadores durante o filme todo.

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What’s Your Favorite Thing About Earth?

Visualmente não estava nada também à espera de um filme assim.
[“THE SPACE BETWEEN US”]  está mesmo muito bem filmado; e de uma forma diferente pois esta história tem um estilo visual muito particular.

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Aposta forte nos planos alargados e nos master-shots em formato widescreen larger than life e com essa força visual faz-nos ver a beleza do planeta Terra pelos olhos do jovem Marciano que nunca viu o nosso mundo.
Se calhar prácticamente ninguém notou esse pormenor mas a forma como [“THE SPACE BETWEEN US”] está filmado e fotografado dá ao filme uma atmosfera visual muito diferente; a maior parte das vezes o personagem principal é na verdade o planeta Terra mesmo quando se passam um monte de coisas em pano de fundo na história.

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Adorei a forma como este filme está filmado, a escala épica até das paisagens mais banais no nosso mundo, a escolha dos enquadramentos para evidenciar uma diversidade de sentimentos e estados emocionais que percorrem a história e a maneira como os personagens são colocados na Terra de uma forma quase alienígena onde nenhum deles parece pertencer.
Não será por acaso que todas as cenas passada em Marte estão filmadas de uma forma menos épica ( e corriqueira )do que tudo o resto que se passa depois na Terra.

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Aposto que a ideia seria mesmo essa, a de começar a história num ambiente aborrrecido, fechado e normal apesar de estarmos a ver Marte no futuro mas depois abrir o nosso planeta ao maravilhoso do verdadeiro desconhecido através dos olhos de Asa Butterfield quando este chega à Terra e explora tudo aquilo que na verdade já temos para apreciar hoje em dia mas não reparamos na sua beleza; neste caso simbolizado pelo mar que tanto fascina o persoanagem principal.

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No fundo [“THE SPACE BETWEEN US”] acaba por ser uma história sobre o valor que damos às coisas que não podemos ter quando deveriamos prestar atenção ao que de bom já existe ao nosso redor e nesse aspecto é uma história impecável.

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CLASSIFICAÇÃO

Eu adorei este filme.
Já o vi há dois dias e não me sai da cabeça. Em termos visuais ficou entranhado na minha imaginação e não estava nada à espera de encontrar um filme assim, mesmo em termos gráficos ou de uma perspectiva de concept design.
Já são dois os filmes inesperados em 2017; este e “COLLATERAL BEAUTY” que em termos emocionais têm bastante em comum.

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[“THE SPACE BETWEEN US”]  quanto a mim, apesar do trailer asqueroso que revela o filme TODO de uma ponta à outra, é no entanto uma verdadeira experiência para os sentidos e uma história de ficção-científica com adolescentes como raramente se encontra no cinema comercial saído dos Estados Unidos.

Cinco Planetas Saturno e um Gold Award

     

Grande atmosfera, muito divertido e cheio de personagens de que ficamos a gostar muito. Tão bom e tão simples quanto o melhor e mais emocional que costumamos encontrar no bom cinema romântico oriental com adolescentes mas raramente sai do cinema produzido em Hollywood.
[“THE SPACE BETWEEN US”] foi uma verdadeira surpresa em termos de simplicidade mas nem por isso deixa de ser também um excelente filme de ficção-científica moderno com um sabor a Robert Heinlein no seu melhor.

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A favor: os actores e personagens, Gary Oldman , Asa Butterfield, Carla Gucino, Britt Robertson, as cenas em Marte, a escala épica e emocional do planeta Terra, a simplicidade da história, bom twist embora simples, excelente sci-fi, poderia ter sido uma história de Robert Heinlein na boa ( embora numa versão dele as mulheres teriam sido culpadas de tudo pois o gajo era um facho machista do pior );  todos os detalhes sobre o futuro são do melhor e muito bem apresentados de forma discreta ao longo de toda a história, o final não é o do costume o que deve ter chateado muita gente que não dispensa o inevitável happy end mas que aqui levou com uma ideia ainda melhor embora mais subjectiva.

Contra: há por aí quem não capte mesmo a poesia e emotividade desta história.

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NOTAS ADICIONAIS

TRAILER 
*SPOILER ALERT* !!!!
Este trailer é um dos piores dos últimos anos !
Não o vejam antes de verem o filme !!!

Mesmo ! Do pior, explica o filme todo de uma ponta à outra.
Vejam o filme primeiro !

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IMDb

INTRO

http://www.imdb.com/title/tt3922818

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